De verdade? Parece que as coisas estão de ponta cabeça. Eu sinto falta daquilo que me machuca, daqueles que não se importam, de tudo o que já me fez mal. É como se eu não existisse sem a dor. Sem aquela dor que me motiva a melhorar, a ser alguém melhor. Não para os outros, para mim.
Eu agora sinto vontade de fazer com que qualquer pessoa me note, simplesmente por alguns segundo, só para que elas possam partir de novo. Talvez assim eu possa dizer que tentei. Eu tento, às vezes dá certo, às vezes eu me enforco com a minha própria corda. E acordo bem no dia seguinte, só pra pra fazer tudo de novo.
Fácil seria se ninguém nunca te desse as costas, sabe? Seria muito bom se todo mundo sempre ficasse do seu lado, mas de que adiantaria? Às vezes é você quem se cansa das pessoas, não elas que se cansam de você. Você simplesmente as usa como desculpa, para não precisar ser o culpado por não ter mais o mundo ao seu lado. Estranho quando a verdade te dá uns tapas na cara, né? Acho que eu cansei de levar sempre do mesmo lado, vou tentar virar o gosto, pra sensação não ser tão dolorida.
Gostaria de saber, assim, se mais alguém pelo menos já pensou nisso. Por que muitas vezes meus pensamentos são tão egoístas, tão malucos, que eu acho que só eu consigo pensar em coisas assim. Mas ninguém nunca vai estar sozinho no mundo. Não completamente sozinho, não concorda?
Hoje é só hoje. Tem tá aqui agora, pode não estar daqui dois minutos. Já pensou nisso? E amanhã, é só o amanhã. Tu não sabe quem vai sentar do teu lado no banco da praça enquanto tu espera sua carona. Quem sabe a pessoa que sentou ali não seja a sua carona. Quem sabe.
Igual nos filmes.
Já que nos filmes é tudo mais bonito. Neles ninguém nunca se esquece. E quando se esquece, alguma coisa os faz lembrar. Mas isso a gente pode chamar de realidade. Já vivi bastante disso, e sei que é verdade.
Lembrar… Nunca imaginei que isso seria algo ruim.
Mas pior mesmo, é sentir falta. Sentir falta daquilo que te machuca.
30 de novembro de 2011
Tem gente que nasceu pra não esquecer o passado. É simples assim. Vão negando, negando. Até que uma hora a verdade aparece. Fica aquela dor insuportável lá dentro, mas não tem como parar. Simplesmente não tem como esquecer.
A: Por que você é sempre assim?
E: Assim... Como?
A: Tão calmo, tão controlado, tão sossegado. Me sinto tão louca perto de você.
E: Como assim? Não te entendo.
A: Quando eu fico mal, você só me abraça e fala que tudo vai passar. Você não me chama de idiota, não grita comigo, não fala que eu deveria correr atrás dele, nem que eu estou errada em ficar aqui chorando. Você não faz nada, mas mesmo assim...
E: As coisas melhoram?
A: É. Geralmente as pessoas precisam brigar comigo e me deixar pior do que eu já estou para as coisas melhorarem.
E: Talvez as coisas melhorem por que eu deixo você chorar e ser quem você precisa ser quando está mal. Talvez seja por que eu sirva de apoio pra você, quando mais ninguém está aqui pra te apoiar. E de que adianta brigar e gritar? Como você disse, isso só faz você ficar pior, e esse não é o melhor modo de fazer você melhorar. Então eu fico aqui, em silêncio, ouvindo o que você tem pra dizer, secando as lágrimas que você tem pra chorar e tudo fica bem.
A: Mas você faz isso há tanto tempo. Eu nunca vi você reclamar, eu nunca vi você passando por isso, eu nunca vi você dizendo que ama alguém. Você não se cansa? Por que você não recebe metade do que você me dá, em troca.
E: Recebo a melhor coisa que eu posso ter. Você, sorrindo. E sim, eu amo alguém, e a propósito, é a pessoa mais curiosa que eu conheço. Ela vive fazendo perguntas bobas... Mas ela nunca viu isso, e eu nunca me importei em dizer isso pra ela. Ela está feliz me vendo do jeito que vê, melhor não estragar isso.
A: Ah, entendi. Ela deve ser uma pessoa legal, pra você querer preservar a amizade, ao invés de tentar construir um amor.
E: É, é melhor assim. Ela é meio bobinha e lentas às vezes... E ela é minha melhor amiga, também.
A: Mas a sua melhor amiga s...
E: Shhh! Existem coisas que as pessoas não precisam saber.
E: Assim... Como?
A: Tão calmo, tão controlado, tão sossegado. Me sinto tão louca perto de você.
E: Como assim? Não te entendo.
A: Quando eu fico mal, você só me abraça e fala que tudo vai passar. Você não me chama de idiota, não grita comigo, não fala que eu deveria correr atrás dele, nem que eu estou errada em ficar aqui chorando. Você não faz nada, mas mesmo assim...
E: As coisas melhoram?
A: É. Geralmente as pessoas precisam brigar comigo e me deixar pior do que eu já estou para as coisas melhorarem.
E: Talvez as coisas melhorem por que eu deixo você chorar e ser quem você precisa ser quando está mal. Talvez seja por que eu sirva de apoio pra você, quando mais ninguém está aqui pra te apoiar. E de que adianta brigar e gritar? Como você disse, isso só faz você ficar pior, e esse não é o melhor modo de fazer você melhorar. Então eu fico aqui, em silêncio, ouvindo o que você tem pra dizer, secando as lágrimas que você tem pra chorar e tudo fica bem.
A: Mas você faz isso há tanto tempo. Eu nunca vi você reclamar, eu nunca vi você passando por isso, eu nunca vi você dizendo que ama alguém. Você não se cansa? Por que você não recebe metade do que você me dá, em troca.
E: Recebo a melhor coisa que eu posso ter. Você, sorrindo. E sim, eu amo alguém, e a propósito, é a pessoa mais curiosa que eu conheço. Ela vive fazendo perguntas bobas... Mas ela nunca viu isso, e eu nunca me importei em dizer isso pra ela. Ela está feliz me vendo do jeito que vê, melhor não estragar isso.
A: Ah, entendi. Ela deve ser uma pessoa legal, pra você querer preservar a amizade, ao invés de tentar construir um amor.
E: É, é melhor assim. Ela é meio bobinha e lentas às vezes... E ela é minha melhor amiga, também.
A: Mas a sua melhor amiga s...
E: Shhh! Existem coisas que as pessoas não precisam saber.
27 de novembro de 2011
20:38 - Respira.
Faz algum tempo que eu já não sei o que dizer. Bem, algumas coisas simplesmente saem do controle, e quase nunca conseguimos colocá-las no lugar novamente. É isso o que avida significa agora? Desordem? Bem, não sei dizer. A minha nunca andou em linha reta, nem em curvas. É mais um zigue-zague cheio de retornos. Nunca soube como é seguir totalmente em frente.
20:40 - Suspiro.
Acontece de vez em quando, quando eu preciso de alguém pra sentar e chorar. Parece que as coisas nunca vão estar calma de verdade. Parece que todos sempre vão estar gritando a minha volta, e que sempre vou ver as coisas embaçadas. Não dá pra se arrumar óculos pra enxergar o caminho da vida. Nem mesmo para enxergar a vida melhor.
20:42 - Falta.
Sei também, que nem sempre vou conseguir fazer com que as coisas saiam do meu modo. Que eu tenha prazos e saiba cumpri-los. Talvez eu não deixe algumas coisas para a ultima hora. Talvez um dia eu aprenda como é ser alguém responsável. Que faz, e não que sonha.
20:49 - "Everyday that you wanna waste, you can... ♪"
Mas até agora, eu acho que vou continuar desse jeito. Talvez algum dia, meus sonhos, minhas vontades, qualquer coisa, não se torne realidade. Talvez... Talvez.
Faz algum tempo que eu já não sei o que dizer. Bem, algumas coisas simplesmente saem do controle, e quase nunca conseguimos colocá-las no lugar novamente. É isso o que avida significa agora? Desordem? Bem, não sei dizer. A minha nunca andou em linha reta, nem em curvas. É mais um zigue-zague cheio de retornos. Nunca soube como é seguir totalmente em frente.
20:40 - Suspiro.
Acontece de vez em quando, quando eu preciso de alguém pra sentar e chorar. Parece que as coisas nunca vão estar calma de verdade. Parece que todos sempre vão estar gritando a minha volta, e que sempre vou ver as coisas embaçadas. Não dá pra se arrumar óculos pra enxergar o caminho da vida. Nem mesmo para enxergar a vida melhor.
20:42 - Falta.
Sei também, que nem sempre vou conseguir fazer com que as coisas saiam do meu modo. Que eu tenha prazos e saiba cumpri-los. Talvez eu não deixe algumas coisas para a ultima hora. Talvez um dia eu aprenda como é ser alguém responsável. Que faz, e não que sonha.
20:49 - "Everyday that you wanna waste, you can... ♪"
Mas até agora, eu acho que vou continuar desse jeito. Talvez algum dia, meus sonhos, minhas vontades, qualquer coisa, não se torne realidade. Talvez... Talvez.
22 de novembro de 2011
Cansei de porcelanas. Cansei de plásticos.
Esses dias andaram dizendo que eu estou diferente. Acho que as pessoas ainda não perceberam que eu simplesmente estou retribuindo elas com o mesmo afeto que elas me oferecem. Pois entendam, se eu tenho amigos, que estão sempre comigo, não digo que é necessário estar somente comigo, mas pelo menos não fazem com que eu me sinta menosprezada, eu vou ser uma pessoa legal com essas pessoas. Agora, se uma pessoa simplesmente me trata como substituivel, como só mais alguém pra ela dizer oi, mandar mensagem e me ter como mais um número no facebook, eu dispenso. Dispenso um milhão de vezes.
Por que eu acho, que se é pra eu ser alguém legal, eu tenho que me sentir bem com isso. E eu não me sinto bem sendo legal com pessoas que não são legais comigo. Dá pra entender? Acho que dá, espero que muitas pessoas pensem assim.
E sabe quando a gente faz a coisa certa, mas mesmo assim ainda tem gente pra se fazer de vitima, como se eles não tivessem feito nada? Aliás, é exatamente por isso, eles nunca fazem nada. E ainda colocam a culpa em mim. Como se eu fosse realmente a Cruela da coisa toda. Eu simplesmente... Ignoro. É, é isso o que eu sei fazer de melhor com gente assim.
Mas mesmo eu jogando a verdade na cara das pessoas, elas não entendem. Não conseguem enxergar o que eu fico tentando dizer, e ainda acham que podem estar sempre do meu lado. Querendo minha atenção. Querendo minha amizade. Mas... Que droga, eu não consigo ser amiga de gente que só tem interesse. Mesmo que seja pra se aproximar de alguém, para conseguir notas, para conseguirem conselhos, que merda for o que eles quiserem. Eu não sei lidar somente com pessoas que pedem.
Olhem bem. Eu, capricorniana nata, com todos os defeitos e qualidades do signo. É uma característica eu me visar, antes de qualquer pessoa, mas eu sei escutar, eu sei ser amiga, eu sei ser boa. Não que eu seja assim com todo mundo, saia rindo por aí e dando dinheiro aos mendigos. Claro que não. Mas quando alguém precisa, e eu posso ajudar, eu faço. Faço nem tão bem, mas pelo menos tento. Esse é o meu problema, eu tento. Eu persisto. Se eu consigo, eu fico muito feliz. Se eu não consigo, eu jogo no lixo. Jogo mesmo, e nem mesmo sinto remorso por ter feito. E não gosto quando as pessoas me colocam de lado. Quando eu sou um livro velho numa estante empoeirada. Aquela camiseta velha que fica entucada no fundo do guarda roupas. Eu não sou segundo ou último plano. Mas não preciso ser primeiro. Acho que já perceberam que mesmo eu não querendo ser o centro, eu não quero ser a borda.
Não suporto quem gosta hoje, esquece duas semanas, e depois volta. Não suporto pessoas que fingem que você vale algo para elas, e no fim sempre tem alguém pra pôr no seu lugar, como se você nunca tivesse estado lá. Não suporto pessoas que usam.
E sim, eu me protejo. Quando esses seres tentam forçar a barra, eu simplesmente os empurro. Como eu disse, jogo no lixo. Quer falar? Fala sozinho. Fala com todas as outras pessoas. Já não me esqueceu por um tempo? Esquece pelo resto. Não quero sobrar, não quero pessoas que só lembram de mim quando estão confusas. Não quero amigos pela metade.
E se eu mudo, é por que as pessoas mudam comigo. Não há reação sem alguma ação antes. Eu nunca dou o primeiro passo, nem para o começo, nem para o fim. Por favor, nem mesmo tente um recomeço.
Mas certo, eu posso jogar no lixo, e os outros não? Claro. E eles jogam. Jogam e depois tentam reciclar. Mas não fica a mesma coisa. Amizade reciclada não faz bem pra natureza, nem pro caráter. Nesse sentido é melhor arrumar outra pra por no lugar, e deixar aquela onde você jogou. Afinal, é bem capaz da pessoa nem sentir sua falta.
Cansei dessas pessoas de porcelana. Amigáveis por fora e ocas por dentro. Cansei de pessoas que são de plástico. São falsos, e a gente nem mesmo consegue quebrar ao ponto de conseguir que sejam trocados. Cansei... CANSEI!
19 de novembro de 2011
Depressão pré-volta às aulas.
Tive duas semanas de "folga" das aulas, e hoje descobri que a coisa mais legal que eu fiz foi não deixar as tarefas para ultima hora. Simplesmente por que "a ultima hora" eu vou provavelmente estar sentada em uma carteira de universidade, fazendo uma prova que vai simplesmente definir se eu estudo ou não em uma lugar decente ano que vem. E mesmo assim não é suficiente, por que eu sempre me cobro por não ter feito mais nos meus dias livres, mas só lembro da cobrança quando eles já acabaram. Entendem?
Pois bem. Eu não fiz nada nesses semanas. Certo que ler três livros em duas semanas não é considerado "fazer algo". Nem mesmo quase terminar um quase livro que você escreve. Nem mesmo fazer compras, deixar as unhas crescerem, arrumar o cabelo ou coisas do tipo. Nada disso é realmente fazer algo. E eu nunca faço nada, simples assim.
A única coisa que eu sei fazer, é deixar todo mundo puto da cara comigo. Tá todo mundo tão puto da cara comigo, que minha irmã quase não fala comigo, depois que a gente quase conseguiu estabelecer uma relação considerável de amizade entre irmãs, ninguém me manda mais sms, e tá certo que quase todos os meus contatos consideravelmente amigáveis e que não me deixam puta da cara com eles estão sem bônus, então acho que eles não estão putos da cara comigo. Mas de resto, parece que tá todo mundo puto da cara comigo.
Só por que hoje eu tô meio que precisando de atenção. De gente me bajulando. Ou talvez eu só precise de gente nova me descobrindo, de lugares novos. Na verdade, eu tô puta da cara comigo mesma por nunca ter nada novo. Por nunca fazer nada novo.
Esse é só mais um problema meu. Coloco minha culpa nos outros, só pra não me sentir tão pessoa mais má do mundo todo. O que às vezes acaba sendo verdade. (Dica pra quem nunca me viu com crianças).
Só que o fato de eu não ter nada novo nunca, nem pessoas novas nunca, se deve ao fato de eu achar que as pessoas não são tão aceitáveis. E as aceitáveis não me acham aceitáveis. Por que para o milagre de eu ser a pessoa que começa a conversa, é resultado de três fatores apenas: desespero, afinidade ou... Alcool. O último não é considerável. E eu sou uma pessoa, diga-se de passagem, controlada. Até demais, dá raiva. Então o desespero só bate quando eu não penso nas consequências. E eu não pensar em algo é meio difícil. E a afinidade... Como que eu vou achar afinidade com alguém que eu não conheço? Mas claro, eu acho ela em dois segundos... Se a pessoa vier falar comigo primeiro. Fácil assim, não é?
Agora eu me vejo aqui. No meus penúltimo dia de glória e sem a obrigação de ter que acordar cedo ou de ter que me preocupar com a segunda feita. Aí nos meus dias de tristeza, que vão do dia 21 até 30 desse mês, eu me pego pensando que eu deveria ter ido dormir mais cedo em tal dia. Que meus colegas de classe são algo bem próximo dos homosapiens, e que eu preciso de mais uns dias para ficar em casa.
Sim, ficar em casa. Por que fazer algo, não é algo que eu faça de fato. Infelizmente.
Pois bem. Eu não fiz nada nesses semanas. Certo que ler três livros em duas semanas não é considerado "fazer algo". Nem mesmo quase terminar um quase livro que você escreve. Nem mesmo fazer compras, deixar as unhas crescerem, arrumar o cabelo ou coisas do tipo. Nada disso é realmente fazer algo. E eu nunca faço nada, simples assim.
A única coisa que eu sei fazer, é deixar todo mundo puto da cara comigo. Tá todo mundo tão puto da cara comigo, que minha irmã quase não fala comigo, depois que a gente quase conseguiu estabelecer uma relação considerável de amizade entre irmãs, ninguém me manda mais sms, e tá certo que quase todos os meus contatos consideravelmente amigáveis e que não me deixam puta da cara com eles estão sem bônus, então acho que eles não estão putos da cara comigo. Mas de resto, parece que tá todo mundo puto da cara comigo.
Só por que hoje eu tô meio que precisando de atenção. De gente me bajulando. Ou talvez eu só precise de gente nova me descobrindo, de lugares novos. Na verdade, eu tô puta da cara comigo mesma por nunca ter nada novo. Por nunca fazer nada novo.
Esse é só mais um problema meu. Coloco minha culpa nos outros, só pra não me sentir tão pessoa mais má do mundo todo. O que às vezes acaba sendo verdade. (Dica pra quem nunca me viu com crianças).
Só que o fato de eu não ter nada novo nunca, nem pessoas novas nunca, se deve ao fato de eu achar que as pessoas não são tão aceitáveis. E as aceitáveis não me acham aceitáveis. Por que para o milagre de eu ser a pessoa que começa a conversa, é resultado de três fatores apenas: desespero, afinidade ou... Alcool. O último não é considerável. E eu sou uma pessoa, diga-se de passagem, controlada. Até demais, dá raiva. Então o desespero só bate quando eu não penso nas consequências. E eu não pensar em algo é meio difícil. E a afinidade... Como que eu vou achar afinidade com alguém que eu não conheço? Mas claro, eu acho ela em dois segundos... Se a pessoa vier falar comigo primeiro. Fácil assim, não é?
Agora eu me vejo aqui. No meus penúltimo dia de glória e sem a obrigação de ter que acordar cedo ou de ter que me preocupar com a segunda feita. Aí nos meus dias de tristeza, que vão do dia 21 até 30 desse mês, eu me pego pensando que eu deveria ter ido dormir mais cedo em tal dia. Que meus colegas de classe são algo bem próximo dos homosapiens, e que eu preciso de mais uns dias para ficar em casa.
Sim, ficar em casa. Por que fazer algo, não é algo que eu faça de fato. Infelizmente.
17 de novembro de 2011
Everyday that you wanna change, that you wanna change...
Devagar. Uma coisa de cada vez, e você se vê perdendo quase tudo.
Primeiro vão coisas pequenas, que você quase não se dá falta, depois as médias, que é quando você finalmente percebe que há algo errado, mas mesmo assim não consegue impedir, e no fim, se vai tudo de uma vez, sem nem mesmo te dar tempo para gritar "Espere!".
A sensação é sempre a mesma, a impotência é a pior coisa que se pode sentir, não acha? Eu acho que já vivi muito disso, e hoje me pego pensando no tempo perdido, em que eu estava ocupada demais não vendo os pequenos detalhes. Só hoje que eu me dou conta de percebê-los, mas às vezes, mesmo com eles, as coisas não são como eu esperava que fossem.
Podia ser eu no lugar das coisas, não é? Se eu fosse sumindo aos poucos, talvez as pessoas nem mesmo percebessem. Meus pais, irmãos, talvez. Quem sabe.
Mas sem pensar nas coisas que eu já perdi. Talvez eu possa pensar nas que eu vá ganhar, e só ganhar. A vida é assim, não? A gente perde, a gente ganha. As pessoas mudam, nós mudamos. E assim crescemos. Alguns retardam isso ao máximo, eu simplesmente anseio mais e mais. Mais e mais.
Primeiro vão coisas pequenas, que você quase não se dá falta, depois as médias, que é quando você finalmente percebe que há algo errado, mas mesmo assim não consegue impedir, e no fim, se vai tudo de uma vez, sem nem mesmo te dar tempo para gritar "Espere!".
A sensação é sempre a mesma, a impotência é a pior coisa que se pode sentir, não acha? Eu acho que já vivi muito disso, e hoje me pego pensando no tempo perdido, em que eu estava ocupada demais não vendo os pequenos detalhes. Só hoje que eu me dou conta de percebê-los, mas às vezes, mesmo com eles, as coisas não são como eu esperava que fossem.
Podia ser eu no lugar das coisas, não é? Se eu fosse sumindo aos poucos, talvez as pessoas nem mesmo percebessem. Meus pais, irmãos, talvez. Quem sabe.
Mas sem pensar nas coisas que eu já perdi. Talvez eu possa pensar nas que eu vá ganhar, e só ganhar. A vida é assim, não? A gente perde, a gente ganha. As pessoas mudam, nós mudamos. E assim crescemos. Alguns retardam isso ao máximo, eu simplesmente anseio mais e mais. Mais e mais.
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