19 de maio de 2013

sobre a ciência e o ser cientista.

Postado por V, às 17:08 0 comentários
ciência: (minha concepção de:) estar ciente/saber de algo.
ciente: (minha concepção de:) ter ciência de algo.
cientista: (minha concepção de:) pessoa que procura, constantemente, ter ciência/estar ciente de diversas coisas.

porque se você pára e pensa em todas as coisas que lemos, ouvimos e falamos, no fim não sabe qual a real função. pensei na ciência, afinal, gosto tanto dela. gosto de estar ciente. e admiro qualquer pessoa que seja cientista.
e hoje, mesmo com todo meu ateísmo, fui à missa com a família. admiro a religião cristã, mas não sigo por não concordar com nada. e lá no slide de sete características (acho) do espírito santo, estava a "ciência". muitas pessoas devem entender "ciência" por estudos, cálculos, coisas difíceis e todo o resto desse gênero. mas não. o ato de se "fazer ciência" é o ato de se "fazer ciente". existe a ciência de uma pessoa estando bem. você se faz ciente que ela está bem. ou a ciência de uma pessoa mal. você fica ciente de que ela está mal.
sua mãe deve ser cientista, então.
a vizinha fofoqueira, com certeza (pode ser minha mãe, no caso), é cientista.
quase todos nós somos cientistas.
alguns são cientistas do mundo. outros do universo. alguns da vida e outros da química. alguns de si próprios e outros dos outros.
seria interessante se todos nós fossemos cientes.



de algo maior.

10 de maio de 2013

sobre mulheres.

Postado por V, às 19:49 0 comentários
falar sobre o sexo feminino hoje em dia é algo difícil. falo isso por pertencer a ele e odiar todas as opiniões e visões que tem diante da parcela feminina da minha geração. odeio grande parte dela, também, mas como faço parte, sinto um pouco da agulhada nos olhos.
é que o fato de ser mulher é polêmico desde os tempos medievais. alguns homens ainda são bárbaros e acham que é dever da mulher ser do lar, ficar sempre bonita e coisas assim. existem as mulheres que concordam. sendo machismo ou não, é uma realidade contínua. o "arroz com feijão" da sociedade: homem no trabalho, mulher na casa.
já por outro lado, existem as mulheres que vestem a armadura e vão para a luta. acham que a independência é o must-have da vida delas, que o próprio carro tem que ter o IPVA pago por elas, que a casa tem que receber todas as contas no nome dela, que o aluguel tem que ser pago por ela, o carnê das lojas tem que vir no nome dela e a lista de coisas que as mulheres independentes galgam é interminável. traduzindo: existem mulheres que acham que elas DEVEM vestir as calças.
não tiro direito nem da mulher "arroz com feijão" e nem da "peito de ferro". afinal, respeito qualquer opinião, de qualquer pessoa, de qualquer gosto ou esquerdista ou direitista. mas respeito, ainda mais, as mulheres que são um mix dessa esquerda e direita. não pelo fato de que eu invejo pessoas ambidestras, mas acho que tudo na vida deve ser diluído um pouco.
vejo as mulheres indo na marcha das vadias e acho que elas são bem "peito de ferro" pra gritarem pelos seus direitos. acho bonito, mas acho que hoje em dia acabou sendo algo meio comum. isso pode ser ótimo se tivesse realmente algum resultado, mas a sociedade ou vê a mulher como um objeto sexual, ou como um objeto doméstico, ou como uma pedra no sapato que nunca sai.
sei que demorarão mais séculos e séculos até que essa imagem esteriotipada se perca, e o que resta para a minha singela intelectualidade é aceitar que ainda verei, ouvirei e lerei muito pinto brocha falando que mulher que tem opinião é puta ou vadia. se é inveja, falta de relação, falta de informação, falta de senso, não sei e pretendo não me estressar com coisas assim.
mas, também, com as mulheres que acham que a vagina delas é de ouro e que merece ser reverenciada por todos no mundo.
sorry, idiot. your dick is not power. not either your pussy, dumb lady.
espero que o mundo tenha um pouco mais de bom senso. as pessoas poderiam pensar um pouco mais. mas pensar nas pessoas como pessoas, não como objetos. tem tanta gente vendo a vida como competição, que chega a ser triste. tem tanta gente que vê a vida como hierarquia, e isso é triste.
aceitem, gente. o pênis e o útero tem o mesmo valor. vem o útero, não existe criança. mas sem pênis, não existe sêmen. porém, sem o óvulo, o sêmen é inútil. e vice-versa.

17 de abril de 2013

daí.

Postado por V, às 22:38 0 comentários
eu, ainda, fico observando as pessoas.
sempre mais do mesmo.
tanto de mim, como delas.
acho que nada, ninguém, nunca, muda.
podem se reinventar.
podem mudar de lugar.
podem mudar os amigos.
podem mudar de cidade.
podem mudar sexualidade, vai saber.
podem mudar de. qualquer coisa.
mas sempre serão mais do mesmo.
só vai mudar de cidade, com amigos mais babacas.
ou mais cults, nunca se sabe, ou de parceiro, vai saber.
não que eu mude.
eu estou sempre igual.
fingindo ser diferente.
esperando, como sempre, que algo mude.
vai que dá vontade de mudar também.

13 de abril de 2013

sobre 365 dias depois.

Postado por V, às 22:19 0 comentários
estava só ali sentadinha lembrando de todas as coisas que aconteciam há 365 dias atrás.
é estranho pensar em todas as coisas com datas tão exatas 365 dias depois. não que eu esteja me queixando de tudo o que aconteceu, sei que não é esse o propósito de tudo, mas eu só parei e prestei atenção em uma música, e no tempo, e nos livros e lembrei.
incrível como tudo se apaga, não? como o tempo passa e nem parece que passou. quer dizer, como o pouco tempo passa e parece que se passaram anos. é como se fossem 365 semanas, ao invés de dias.
e eu quis recriar todo o cenário. as mesmas músicas, os mesmos livros. até o mesmo clima.
eu tenho esse problema com pequenas nostalgias. eu sempre tento voltar aos cenários menos favoráveis e preciso de muita força de vontade para que não aconteça.
enfim. de tantas coisas para se lembrar e eu vou me lembrar logo disso.
tudo bem. as coisas hão de melhorar.

talvez um pouco de brigadeiro com bastante manteiga amenize.

12 de abril de 2013

she said the devil will want you back.

Postado por V, às 21:45 0 comentários
i hate to say "i told you so". you never knew you were a different person, but you where. you never stopped to think if this is was the real need.
i just know things will repeat, because that just the way you always have been. i know you, and you always think you're going to fool me. you won't. you'll feel sorry someday. we always do.
for now, i can't see a difference between what you hate and what i'm trying to ignore. just by the time we can't take no more.
now i see. the devil wan... got. the devil gots you back.

she said the devil will want you back. and you'll never find love in an open hand. shut your eyes, so you'll i'm there.

8 de abril de 2013

boatox que é a vida é isso.

Postado por V, às 18:04 0 comentários
e então a gente vai ensaiando um monte de coisas cotidianas e nem sabe o que segura primeiro, não é?
quer dizer, a gente nem mesmo sabe o que faz sentido primeiro.
só sei que continuo com essa aversão por barulhos altos, lugares onde pessoas demais falam alto demais e por esses espaços vazios.
hoje eu achei que não conseguiria sobreviver mais dois segundos por não ter uma mesinha nova. não que eu seja normal, mas eu me peguei pensando que havia chego no ápice da loucura. tudo isso porquê tem um espaço vazio pelo quarto e eu tenho coisas demais empilhadas em coisas de menos e a mesinha resolveria. eu quase chorei por conta da desordem que são esses livros e papéis e montes de coisas.
o que me lembra que é bem assim em tudo na vida.
tem espaço demais e preenchedores de menos. mais o fato de terem coisas demais em espaços minúsculos.
tudo se resolveria que houvessem preenchedores o suficiente.
mas não existem mesinhas o suficiente para todos os cantos vazios nesse mundo.
existem cadeiras.
existem pessoas.
existem papéis.
existem livros.
existe qualquer coisa.
menos mesinhas. que serviriam e caberiam perfeitamente.

1 de abril de 2013

so now i'm on my own só que não deixam.

Postado por V, às 20:50 0 comentários
é que o mundo continua me acolhendo e me gostando e sendo meu amigo só que isso só me deixa mais irritada ainda.
gente, que tipo de informação desnecessária é essa toda, hein? dá uma vontadinha de sumir, assim, sério. dá vontade de, não sei, nunca mais ver ou falar com algumas pessoas.
sabe o que é, realmente, vontade de começar tuuuudinho do zero? assim, é normal, complexo meu, querer mudar a cada uns tempos, só que não dá. não pode. tá cedo ainda, né? sempre tá cedo.
sdds pessoas novas. mas não pode, também. não dá. tá cedo ainda.
e já pode morrer? sinto vontade.
 

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