31 de janeiro de 2013

feliz (?) dia da saudade

Postado por V, às 00:39 0 comentários
o que é um tanto engraçado para a minha pessoa, já que hoje foi realmente um dia de saudade.
não aquela que sufoca e parece que dói até onde pode, mas aquela saudável, que aparece só pra dizer que em algum lugar ainda existe algo.
se bem que eu decidi perceber isso meio tarde, assim, depois da meia noite. mas pra mim só é outro dia quando chega às 5 da manhã. enfim.
será que tem como ter um "feliz dia da saudade"? já que tem tanta gente que sempre associa saudade à coisa ruim, ou triste. aquele sentimento de "se foi". mas já dizia meu querido lucas césar lima silveira: "saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". é olhar pro lado e dizer "cadê"?". saudade pra mim é aquela única coisa que fica pra dizer que "já volta". aquele calorzinho que vem de dentro quando a gente tem aquela lembrança gostosa por motivo nenhum. aquele sorriso meio discreto no meio da rua, para que as pessoas não achem que você simplesmente sorri para o nada. na verdade é sorrir pra saudade. eu gosto de sentir saudade. sentir falta é outra coisa bem diferente.
então, sim, eu tenho um "feliz dia da saudade". com sorrisinhos escondidos e boas lembranças. um pouquinho de medo, também, afinal. mas nada tão cruel.
espero que o de vocês também tenha sido assim.

30 de janeiro de 2013

Postado por V, às 22:10 0 comentários
e quando você acha que as coisas vão bem, legal, tudo certo, você descobre que não, tá tudo errado, tudo ao contrário e talvez só piore. olha, divertidíssimo esse tal de destino. sérião. falta mais n-a-d-a pra estragar meu dia/noite/fim de mês/férias/vida.

falta um tiquinho de bom senso também.

Postado por V, às 16:20 0 comentários
perdoe-me os mimimis, mas é começo de ano e eu mereço.
quer dizer, NÃO MEREÇO AT ALL.
mas estava apenas aqui pensando (ou apenas projetando pensamentos ruins para a vida de algumas pessoas, rs) e fico me perguntando over and over again como é que faz com a falta de bom senso de algumas pessoas.
e são pessoas que eu simplesmente sinto vontade de chutar a bunda com tanta vontade para fazer com que elas caiam, sei lá, de uma janela d'um décimo sétimo andar. nada contra, só acho que poderia respeitar minhas opiniões um pouco mais.
porquê se existe uma coisa que eu não s-u-p-o-r-t-o é gente que não se manca. não os já ditos babacas, mas as pessoas que ficam sempre forçando a barra, achando que uma hora ou outra você vai ceder. antigamente eu era assim, MAS, aprendi e cresci e hoje em dia mando se foder ser peso na consciência.
eis que esses dias eu estava de tpm atacada e um mocinho muito do chato veio conversar comigo. e eu não queria conversar com tal mocinho por cinco motivos:
1 - ele gosta de mim
2 - ele não entende que eu sinto nojo dele
3 - ele é um babaca... e dos infantis
4 - ele força a barra
5 - melhor amigo é mais legal de conversar e se relacionar, coisa que ele não é, nunca foi, nunca será
6 - ele não sabe escrever
7 - ele acha que gostar de tudo o que eu gosto vai fazer ele ser legal e aceitável.
tá, são motivos infinitos, e eu, sim, sei contar, mas me empolgo falando mal das pessoas rs
e assunto vai, assunto é cortado, ele me chamou de "amr". bem, juntem os 7 motivos citados + tpm + "amr" = olha aqui, amigão, eu namoro. então me respeite e pare de tentar isso aí, tá? já que eu não gosto, NEM NUNCA gostei de você.
(sou amigável, juro... às vezes... bem raramente)
então, melhor amigo me conta que mocinho estava perguntando para outro mocinho irritável se eu estava solteira. e, pelo o que pude entender do relato do melhor amigo, o mocinho entendeu que eu estava e que "era bom saber". MAS, GENTE.
aqui entra a falta de bom senso.
eu não sei se são todos assim como eu, mas se eu vejo que uma tentativa não deu certo, no MÁXIMO uma segunda. se a segunda não dá, olha, potinho de sorvete com filminho pra distrair e fazer parar de chorar. uma semana depois estou bem e feliz. mas tem gente que passa ANOS (desculpa, melhor amigo), sim, ANOS, tentando e não entende que NÃO é NÃO.
eu realmente espero que o mocinho não se manifeste. não me chame pra ir no cinema, não me pergunte de séries ou filmes. não me chame pra ir em shows. nem mesmo me encontre na rua. espero que fique TÃO ocupado, que nem mesmo tenha tempo pra lembrar do meu número. não que eu vá responder, mas incomoda receber mensagens do tipo "nossa, quanto tempo. tô com saudade" de uma pessoa que não é aquela pessoa que você espere uma mensagem no meio da tarde.
e então se perguntam: mas não é só cortar? não é só falar de não quer, pronto e acabou?
aí é que a coisa fica engraçada: eu já cortei. eu já disse que não quero e não deu em nada. só me resta chutar o saco e cuspir na cara. todos os métodos de desprezo eu já executei.

29 de janeiro de 2013

pronto, cresci.

Postado por V, às 15:27 2 comentários
acho que se eu fosse uma dessas pessoas que assiste novelas, eu veria somente as novelas "das seis".
acho que elas são sempre mais românticas ou, até mesmo, sãs. a maioria delas, que eu me lembre, são de época, algo que eu acho extremamente interessante, já que eu sou brasileira e nunca que quis aprender sobre a história do meu país... aliás, nunca aprendi. e eu não vejo novela, então são duas coisas impossíveis pra mim em uma só. não que novelas da globo ensinem história, mas é legal pensar em como as pessoas viviam naquele tempo.
e minha mãe assiste todas as novelas. até as reprises e mini-séries de começo de ano (outra coisa que e gostaria de assistir, mas o pré-conceito sobre a globo me impede), e faz tudo isso na cozinha. acho estranho o fato de que em casa haja uma televisão na cozinha, mas aquele é o único cômodo que, mesmo de madrugada, tem movimento. então é compreensível. então sempre que eu como ou bebo alguma coisa, passo por lá e ela está assistindo novela ou jornal sensacionalista. eu aboliria todos os canais abertos com programas de auditório e substituiria-os por canais como history channel. ou cartoon. já que não dá pra se viver de "alienígenas do passado".
porém esse não é o foco do post.
o foco é o pequeno diálogo que eu peguei na novela das seis enquanto pegava água. só o diálogo, não vi a cena. era algo assim:
"- o tempo passa rápido. num piscar de olhos você já terá crescido.
- pronto, cresci.
- nossa, você está tão grande agora"
é um diálogo simples, porém tem sua beleza. coisa de criança, mesmo. essa incessante vontade por crescer. não só ter tamanho, mas ter aparência e responsabilidade. gosto de imaginar de ainda existam crianças que queria o amanhã, e não só o quintal e a rua. acho que é dever, também, da infância, querer ser adulto, mas querendo não só as vantagens, mas sim tudo o que o "crescer" implica.
mas seria bom piscar também e voltar a ser criança. ter aproveitado um pouco mais o chão da sala e a terra do quintal. mas sem nunca esquecer de querer crescer.
me deixa triste viver em uma geração que se esquece de, além de, querer crescer, se esquecem de propriamente... crescer.

28 de janeiro de 2013

falta conversa.

Postado por V, às 15:33 1 comentários
eu ainda vivo aquela fase em que a mãe tenta fazer as amigas me indicarem possíveis interesses amorosos. só que a sou uma pessoa exigente pra tudo. pra amigos. pra música. pra línguas que quero aprender. pra vídeos, filmes, livros, roupas, maquiagens e tudo. então enquanto a maioria das pessoas pensam: "é bom ter alguém que seja bonito e que pague suas contas", eu penso: "é bom ter alguém pra conversar". por mais chata e irritável que eu seja, eu gosto de pessoas que sentam numa mesa e falam. e falam. e falam e ouvem. e que se deixem ser interrompidas e deem risadas discretas de coisas sérias, que só pra mim são sérias e me fazem pensar que wait, não é bem por aí.
e sabe que as pessoas quase não se importam com isso? é quase como se o rosto e o dinheiro fossem tudo. claro que conta, but, eu gosto mais de gente que fala, só isso. que fala de série, de filmes, de livros, de paisagens, de outros países, do próprio país, de outras pessoas, de si próprio, de animais. do céu. mas não céu como apenas teto ou redoma, mas o que ele é em si. não precisa ver tudo como eu, mas entender quando eu digo que aquilo não é só aquilo e que saiba argumentar quando discorda comigo, mas sem discutir. não gosto de gente que discute.
mas não sei se sou eu que falo e penso demais, ou se são as pessoas que veem tudo à uma meia-luz-quase-breu-total. não que eu veja A luz, mas vejo um tiquinho mais... gosto de pensar assim.
e sempre tem aquela conversa de: "sabe quem seria bom pra ela?", olha, eu sei. e tenho certeza que não é ninguém que vocês conheçam. nem sei se existe, porém. e isso me deixa meio frustrada (de novo), porque eu não me adéquo (de novo). e eu percebo isso quando percebo que gosto de música islandesa e e economizo dinheiro pra comprar coleções de livros. não tive festa de 15 ou 16 anos por opção, pra ganhar um notebook e uma coleção de livros e prefiro whisky. gosto mais de ficar na cama do que ir em balada. prefiro bar com mesinha de madeira, quente e apertado, com música ao vivo, mpb de preferência e gente que conversa, do que o eletrônico e o sertanejo das grandes balada e matinês. não que eu seja a única, mas não conheço gente que me acompanhe nesse ritmo. me sinto inadequada, sempre. mas não abro mão disso tudo só pra "me divertir com os outros". tô bem me divertindo sozinha.

27 de janeiro de 2013

ah.

Postado por V, às 15:48 0 comentários
é só que eu fiquei aqui analisando o quanto as pessoas me enojam. assim, pessoas que eu engolia bem até uns tempos atrás, mas que agora eu vejo e penso: como faz pra ser assim?
eu realmente fico aqui tentando entender como é que pode, sabe? acho engraçado como fazem tudo parecer piada ou fácil. acho engraçado como se fecham para as próprias ideias e prazeres e depois dizem que somos os outros mais externos de nós mesmos que não sabemos viver. eu só me pergunto se faz bem pro psicológico ser assim, tão egocêntrico e despreocupado. não sei se sou eu que penso errado e o mundo que sempre foi/será assim. mas não me encaixo nesse meio, e o pior é que eu só conheço pessoas assim.
me sinto inadequada, às vezes.
por que eu sou aquela pessoa que não ri das piadas. eu sou aquela pessoa que fica sentada enquanto todos estão fazendo festa. eu sou aquela que gosta de ordem e que prefere sempre a calmaria. não que eu não ria de algumas piadas, não faça festa, cause desordem ou barulho. mas é que eu nunca achei ninguém que visse as piadas, a festa, a desordem e a bagunça como eu. de um jeito diferente e menos babaca do que o jeito que as pessoas veem. entende? eu me sinto cinza n'um mundo preto e branco. ou degradê, assim. já que n'um degradê de preto e branco, o cinza fica mais evidente.
não quero ser babaca como a maioria das pessoas. nem despreocupada. nem nada disso o que todo mundo parece ser. só queria entender qual é a magia nisso tudo. tô bem assim sendo cinza, mas acho que as pessoas não deveriam estar bem assim sendo pretas ou brancas.
 

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