prfv, leia aqui e entenda o contexto da mosca. mas o relato de hoje é mais literal.
eu estava no meu quarto arrumando minha cama quando ouço o barulho de uma mosca batendo na minha janela. eu olhei para a janela e vi que tinha uma fresta considerável entre a parte direita e a esquerda, e que a mosca poderia muito bem sair por ali. continuei.
a mosca continuou batendo no vidro.
eu parei o que estava fazendo e abri a janela. a mosca sumiu. eu presumi que ela tinha saído e fui até o quarto da minha irmã ver se tinha alguma coisa pra arrumar por lá.
voltei ao meu quarto.
a mosca ainda estava batendo na janela.
mas raios que eu tinha aberto a janela minutos antes, e ela ainda estava lá.
nesse momento eu parei e refleti sobre o que eu tinha escrito sobre pessoas-moscas. eu tenho esses momentos reflexivos sempre que uma mosca fica batendo na minha janela. literalmente ou não. eu fiquei olhando a mosca tentando atravessar o vidro e depois imaginei: e se tiver alguma mosca batendo no meu eu-vidro agora e eu ainda não percebi?
eu tenho essa mania de assimilar toda e qualquer coisa banal à minha vida. tudo pra mim é metáfora de acontecimentos que estão acontecendo e eu não percebi. e a mosca continuava lá, tentando atravessar.
engraçado foi que eu abri a mesma parte da qual eu podia ter jurado que percebi a mosca saindo. ela continuou batendo no outro vidro. moscas são insistentes, e, ou você abre o lado em que elas estão batendo, ou elas continuam tentando. meio humano isso, não? tentar o que você sabe que não vai conseguir. abri os dois lados. afinal, não é nada justo aprisionar o que quer voar. mesmo que a sua casa seja grande. mesmo que você seja grande e possa abrigar esse ser rebelde. por mais que você tenha motivos para fazer com que ele fique ao seu lado, e não do outro. ele é livre, assim como você.
27 de abril de 2012
25 de abril de 2012
me, my brain and i.
e cês não acham que é a total realidade? não existe meio termo. ou quero demais, ou não quero. nada disso de chance, ou de "vamos ver no que dá, né". sei lá. deveria mudar isso. obsessão e desinteresse demais nem é uma coisa muito boa.
24 de abril de 2012
michel teló e eu.
calma, calma, minha gente.
é só que minha mãe deu que gosta mesmo de michel teló e comprou o CD "michel na balada". ou dois. ou três. não sei. só sei que em todo tocador de CD dessa casa, tem um CD desses. e sabe, nada contra o michel teló, depois de umas eras ouvindo isso, acostuma. então tudo bem, certo? quase.
eis que toda vez que eu entro no carro, ou desço do meu quarto, que minha mãe decide ouvir esse CD, toca a mesma música. e quem dera fosse "ai, se eu te pego", até agradecia. mas não. é um raio de uma música que possui os seguintes versos:
se você não quer mais me ver
é muita coincidência todo dia a gente se encontrar
você me segue e eu te sigo
assume de uma vez que nós nunca deixamos de gostar...
e oi, podia ser menos... casada com o momento? eu fiquei pensando, e decorando, e refletindo sobre esse refrão desde a quinta-feira. e se não fosse mais descritiva do que é, acho que eu nem me importaria. mas é. sei lá. todo o momento. e toda vez eu fico pensando nisso.
não importa se eu tô tendo a ideia que pode mudar a minha vida. que pode salvar o planeta, montando um plano diabólico pra dominar a galáxia. ou simplesmente entendendo uma equação matemática... se essa música começa a tocar (o que sempre acontece), eu lembro das coisas e fico encaixando os fatos em todos os versos. e pensem: se eu faço isso com MICHEL TELÓ, qual é a chance de eu... sei lá, encaixar a vida em toda e qualquer música que eu ouça? assim, todas. vou lembrar de uma pessoa, de um caso, de um conto, um livro... e vou começar a encaixar tudo. e nada disso é bom. depois eu fico no inspired da vida, e só faço merda. só vou relatar as merdas aqui. mas é aquilo que a gente não consegue evitar.
é só que minha mãe deu que gosta mesmo de michel teló e comprou o CD "michel na balada". ou dois. ou três. não sei. só sei que em todo tocador de CD dessa casa, tem um CD desses. e sabe, nada contra o michel teló, depois de umas eras ouvindo isso, acostuma. então tudo bem, certo? quase.
eis que toda vez que eu entro no carro, ou desço do meu quarto, que minha mãe decide ouvir esse CD, toca a mesma música. e quem dera fosse "ai, se eu te pego", até agradecia. mas não. é um raio de uma música que possui os seguintes versos:
se você não quer mais me ver
é muita coincidência todo dia a gente se encontrar
você me segue e eu te sigo
assume de uma vez que nós nunca deixamos de gostar...
e oi, podia ser menos... casada com o momento? eu fiquei pensando, e decorando, e refletindo sobre esse refrão desde a quinta-feira. e se não fosse mais descritiva do que é, acho que eu nem me importaria. mas é. sei lá. todo o momento. e toda vez eu fico pensando nisso.
não importa se eu tô tendo a ideia que pode mudar a minha vida. que pode salvar o planeta, montando um plano diabólico pra dominar a galáxia. ou simplesmente entendendo uma equação matemática... se essa música começa a tocar (o que sempre acontece), eu lembro das coisas e fico encaixando os fatos em todos os versos. e pensem: se eu faço isso com MICHEL TELÓ, qual é a chance de eu... sei lá, encaixar a vida em toda e qualquer música que eu ouça? assim, todas. vou lembrar de uma pessoa, de um caso, de um conto, um livro... e vou começar a encaixar tudo. e nada disso é bom. depois eu fico no inspired da vida, e só faço merda. só vou relatar as merdas aqui. mas é aquilo que a gente não consegue evitar.
23 de abril de 2012
Please, do not fall in love with the guy with a book.
E já perceberam os lugares onde a gente espera achar a pessoa certa? Acho total válido esse aviso na porta do metrô. Já pararam pra contar quantas vezes a gente já não se imaginou conhecendo a outra metade num trem, num metrô? Na salinha de espera do dentista. No horti-fruti ali do mercado da esquina. Sentado no banquinho da praça no centro da cidade. Ou simplesmente esbarrando por aí na rua.
Acho que deveriam haver mais "avisos" como esse da porta, só que em todos os lugares. Ao invés de ser limite de velocidade, ou mostrando que ali não se pode estacionar, deveria estar que é proibido se apaixonar naquele local. As multas deveriam ser altas. Talvez assim, finalmente, parássemos de procurar tanto essas coisas naturais em qualquer canto que existe pela cidade.
Claro que seria ótimo você simplesmente conhecer alguém viável literalmente esbarrando na rua. Tipo aquelas cenas de filme de sessão da tarde. É, seria. Se não fosse tão ficção e durasse mais tempo do que costuma durar.
Acho que, algum dia, depois de sair com uma camiseta de "free hugs", eu saia com cartazes de "don't fall in love here". Curto, assim, quebrar fantasias alheias. De verdade. Já que os outros não medem esforços para quebrar as minhas.
mas então, dia 23.
e tudo vem sendo fácil. apesar dos pensamentos, das lembranças, está sendo fácil. a gente sobrevive quando já vivenciou coisas piores, não? acho que logo volto ao meu ritmo normal, rotina normal. tudo voltará a ser normal, visto dos meus olhos. aos olhos dos outros... acho que nada nunca saiu do lugar, certo?
e assim a gente vai seguindo. a vida continua. tudo continua. "o mundo não pára pra que você ajunte os seus pedaços". mas que pedaços, não? acho que nunca me despedacei por aí. não tão gravemente.
e, sei lá. não tenho o que escrever ainda. só acho que não deveria deixar um grande intervalo entre os acontecimentos. não que a vida esteja tão agitada assim. é que eu preferi não me mostrar por aí. não tão frágil, por enquanto. quem sabe amanhã. ou semana que vem. ou daqui a pouco, mesmo.
e assim a gente vai seguindo. a vida continua. tudo continua. "o mundo não pára pra que você ajunte os seus pedaços". mas que pedaços, não? acho que nunca me despedacei por aí. não tão gravemente.
e, sei lá. não tenho o que escrever ainda. só acho que não deveria deixar um grande intervalo entre os acontecimentos. não que a vida esteja tão agitada assim. é que eu preferi não me mostrar por aí. não tão frágil, por enquanto. quem sabe amanhã. ou semana que vem. ou daqui a pouco, mesmo.
19 de abril de 2012
a little unwell.
but i'm not crazy, i'm just a little unwell. i know right now you can't tell. but stay awhile and maybe then you'll see, a different side of me. i'm not crazy, i'm just a little impaired. i know right now you don't care, but soon enough you're gonna think of me and how I used to be... me
unwell - matchbox twentye daí que as coisas melhoraram pra mim. sei lá, eu tava realmente numa montanha russa emocional, na qual eu chorava ao mesmo tempo que ria. eu mesma não entendia o que estava fazendo e acontecendo, só sei que sentia que logo tudo ficaria bem, por que eu dei uma de sentir tudo e qualquer coisa. então eu esperei. esperei pra ver o que o tempo me dizia, pra ver o que o tempo fazia. e de qualquer forma, amenizou. parou com todo esse exagero de gestos e pensamentos. e quase sentimentos. amenizou, simplesmente. até sumir de verdade vai algum tempo. se bem que as coisas talvez caminhem para outro lado. talvez eu simplesmente não saiba. vai que a vida decide que eu mereço algo bom dessa vez. talvez, né, eu finalmente tenha aprendido a encarar a realidade. a verdade.
e anda tudo equilibrado, eu acho. tudo voltou ao normal agora. tudo mesmo. a mesma dose de ciúmes, a mesma dose de vontade, a mesma dose de distância saudável. uma hora tudo isso passa a ser só rotina. a mesma coisa de abrir os olhos, levantar, e simplesmente deixar tudo passar. a dor passar, a incerteza passar, o passado passar, a tristeza passar. e só parar quando achar a oportunidade e a felicidade. e o esquecimento. desse a gente nunca pode deixar passar despercebido. é quase que a coisa mais importante que podemos encontrar.
e aí que a vida vai seguindo. meio torta, meio reta. meio eu. um dia eu me acerto com ela.
16 de abril de 2012
Continua...
20:19 - respira
Agora é difícil. É difícil respirar quando toda brisa me traz o teu cheiro. A culpa é minha, eu sei. Eu que ficava procurando ele em todos os lugares, e agora sempre que o encontro me sinto mal. Não sei o que andou me dando esses tempos, eu não sei se sinto orgulho ou saudade. Devem ser os dois.
20:25 - doendo
Engraçado que eu já não sei mais o que anda doendo aqui. Pode ser só a falta. Pode ser só a ideia da falta. Pode ser só muscular mesmo. Só sei que dói e não para. Não alivia, não piora. Parou. Como você. Como eu. Como tudo.
20:42 - tempo
O tempo parece diferente agora. Não sei passa rápido ou devagar. Um pouco dos dois, não? Decora para eu poder te ver de novo, mas quando vejo o tempo passa tão rápido. É sempre tudo rápido, não? Poderia mudar isso. Deveria, na verdade. Eu nunca me dei bem com coisas rápidas. É difícil para mim assimilar o início e o fim de coisas passageiras e rápidas. Não sou mais uma transeunte por essas suas ruas. A não ser que você decida que eu sou. Como veio fazendo.
20:47 - "que seja doce"
Isso é frase para Setembro, sabia? Pequeno Setembro se faz tão presente todos os dias, e acho que ninguém percebe. Na verdade, eu tenho elementos dele em todos os meus dias. Para mim é como se todo dia fosse Setembro. Pequeno, assim.
20:53 - 1901 / 6h53
É tudo isso, certo? "drifting away" é o mesmo que "dormir e desistir", se for pensar. Mas depois de 56 anos, ou 56 semanas, ou 56 dias, ou 56 minutos, quem sabe, as coisas não serão esquecidas tão fácil. 1855 não se tornou 1901 em segundos. Quem dera eu não tivesse me transformado no que você conheceu em segundos. Um sorriso dura segundos, e só isso que precisou.
20:59 - no, i just wanna hold ya. give a little time to me, we'll burn this out. we'll play hide and seek to turn this aroung. all i want is the taste that you'r lips will allow. my my, my my... oh, give me love. my my, my my... oh give me love. give me love like never before.
Agora é difícil. É difícil respirar quando toda brisa me traz o teu cheiro. A culpa é minha, eu sei. Eu que ficava procurando ele em todos os lugares, e agora sempre que o encontro me sinto mal. Não sei o que andou me dando esses tempos, eu não sei se sinto orgulho ou saudade. Devem ser os dois.
20:25 - doendo
Engraçado que eu já não sei mais o que anda doendo aqui. Pode ser só a falta. Pode ser só a ideia da falta. Pode ser só muscular mesmo. Só sei que dói e não para. Não alivia, não piora. Parou. Como você. Como eu. Como tudo.
20:42 - tempo
O tempo parece diferente agora. Não sei passa rápido ou devagar. Um pouco dos dois, não? Decora para eu poder te ver de novo, mas quando vejo o tempo passa tão rápido. É sempre tudo rápido, não? Poderia mudar isso. Deveria, na verdade. Eu nunca me dei bem com coisas rápidas. É difícil para mim assimilar o início e o fim de coisas passageiras e rápidas. Não sou mais uma transeunte por essas suas ruas. A não ser que você decida que eu sou. Como veio fazendo.
20:47 - "que seja doce"
Isso é frase para Setembro, sabia? Pequeno Setembro se faz tão presente todos os dias, e acho que ninguém percebe. Na verdade, eu tenho elementos dele em todos os meus dias. Para mim é como se todo dia fosse Setembro. Pequeno, assim.
20:53 - 1901 / 6h53
É tudo isso, certo? "drifting away" é o mesmo que "dormir e desistir", se for pensar. Mas depois de 56 anos, ou 56 semanas, ou 56 dias, ou 56 minutos, quem sabe, as coisas não serão esquecidas tão fácil. 1855 não se tornou 1901 em segundos. Quem dera eu não tivesse me transformado no que você conheceu em segundos. Um sorriso dura segundos, e só isso que precisou.
20:59 - no, i just wanna hold ya. give a little time to me, we'll burn this out. we'll play hide and seek to turn this aroung. all i want is the taste that you'r lips will allow. my my, my my... oh, give me love. my my, my my... oh give me love. give me love like never before.
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