prfv, leia aqui e entenda o contexto da mosca. mas o relato de hoje é mais literal.
eu estava no meu quarto arrumando minha cama quando ouço o barulho de uma mosca batendo na minha janela. eu olhei para a janela e vi que tinha uma fresta considerável entre a parte direita e a esquerda, e que a mosca poderia muito bem sair por ali. continuei.
a mosca continuou batendo no vidro.
eu parei o que estava fazendo e abri a janela. a mosca sumiu. eu presumi que ela tinha saído e fui até o quarto da minha irmã ver se tinha alguma coisa pra arrumar por lá.
voltei ao meu quarto.
a mosca ainda estava batendo na janela.
mas raios que eu tinha aberto a janela minutos antes, e ela ainda estava lá.
nesse momento eu parei e refleti sobre o que eu tinha escrito sobre pessoas-moscas. eu tenho esses momentos reflexivos sempre que uma mosca fica batendo na minha janela. literalmente ou não. eu fiquei olhando a mosca tentando atravessar o vidro e depois imaginei: e se tiver alguma mosca batendo no meu eu-vidro agora e eu ainda não percebi?
eu tenho essa mania de assimilar toda e qualquer coisa banal à minha vida. tudo pra mim é metáfora de acontecimentos que estão acontecendo e eu não percebi. e a mosca continuava lá, tentando atravessar.
engraçado foi que eu abri a mesma parte da qual eu podia ter jurado que percebi a mosca saindo. ela continuou batendo no outro vidro. moscas são insistentes, e, ou você abre o lado em que elas estão batendo, ou elas continuam tentando. meio humano isso, não? tentar o que você sabe que não vai conseguir. abri os dois lados. afinal, não é nada justo aprisionar o que quer voar. mesmo que a sua casa seja grande. mesmo que você seja grande e possa abrigar esse ser rebelde. por mais que você tenha motivos para fazer com que ele fique ao seu lado, e não do outro. ele é livre, assim como você.
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