"we accept the love we think we deserve"
sendo injusta ou não.
estando errada ou não.
perdendo as melhores pessoas ou não.
eu não mereço esse tipo.
eu não sou esse tipo.
eu não quero mais nada disso.
24 de dezembro de 2013
23 de dezembro de 2013
8.
the thing is that we need to change and move.
é o que eu vivo repetindo e repetindo. sei que acaba sendo apenas a mesma coisa de nunca se mover ou mudar, mas é bom manter o pensamento até que uma hora tudo simplesmente exploda e você finalmente... faça algo.
não entendo a comodidade das pessoas em sempre estarem no mesmo emprego, na mesma casa, com o mesmo parceiro e os mesmos amigos. não me diga que é sobre afeto e sentimento. não acredito mais que as pessoas se mantenham próximas à merda só porque estão apegadas à mesma.
quer dizer, existe todo um universo que eu não me dou ao trabalho de entender, mas existem algumas coisas dos universos das outras pessoas que vive colidindo com o meu que faz com que eu seja obrigada a me perguntar coisas estúpidas como: "é capaz de acontecerem coisas dessa forma comigo?". num looping infinito.
mas acontece que às vezes a gente fica um pouco com o pé atrás antes de simplesmente explodir com tudo.
assim, algum tipo de arrependimento, sabe? nada tão prejudicial, mas, às vezes, parece que a gente vai explodir no lugar errado com as razões erradas. mas pelo menos existe algum movimento no que se está fazendo.
fico, agora, me perguntando qual seria a razão de isso se dar logo no final do ano. é algo para, finalmente, terminar/começar o ano com qualquer coisa que seja sendo diferente?
de qualquer forma.
é o que eu vivo repetindo e repetindo. sei que acaba sendo apenas a mesma coisa de nunca se mover ou mudar, mas é bom manter o pensamento até que uma hora tudo simplesmente exploda e você finalmente... faça algo.
não entendo a comodidade das pessoas em sempre estarem no mesmo emprego, na mesma casa, com o mesmo parceiro e os mesmos amigos. não me diga que é sobre afeto e sentimento. não acredito mais que as pessoas se mantenham próximas à merda só porque estão apegadas à mesma.
quer dizer, existe todo um universo que eu não me dou ao trabalho de entender, mas existem algumas coisas dos universos das outras pessoas que vive colidindo com o meu que faz com que eu seja obrigada a me perguntar coisas estúpidas como: "é capaz de acontecerem coisas dessa forma comigo?". num looping infinito.
mas acontece que às vezes a gente fica um pouco com o pé atrás antes de simplesmente explodir com tudo.
assim, algum tipo de arrependimento, sabe? nada tão prejudicial, mas, às vezes, parece que a gente vai explodir no lugar errado com as razões erradas. mas pelo menos existe algum movimento no que se está fazendo.
fico, agora, me perguntando qual seria a razão de isso se dar logo no final do ano. é algo para, finalmente, terminar/começar o ano com qualquer coisa que seja sendo diferente?
de qualquer forma.
20 de dezembro de 2013
11.
se eu fosse resumir esse ano em uma única expressão, seria: mimimi.
eu não sei o que ocorre com as pessoas de acharem que a vida tem o simples e incrível papel de exclusivamente foder com elas.
eu não sei o que ocorre com as pessoas que acham que a vida delas tem que ser sempre baseada em mentiras que todas as pessoas já ouvem e sabem que devem desacreditar.
eu não sei o que ocorre com as pessoas que não sabem que são indivíduos-individuais e que não conseguem andar por aí sozinhos, com as próprias pernas.
eu não sei, realmente, o que anda acontecendo com as pessoas.
fico em um extremo descontentamento com as coisas. eu fico vendo como as pessoas do meu círculo social são problemáticas. aliás, não sei se o acumulo de problemas é algo normal - e necessário - e que a aberração, na verdade, sou eu. porquê simplesmente não me entra na cabeça toda essas necessidade de parecer incrível, e crescido, e querido, e atingido, e prejudicado e não entendo.
eu realmente andei desgostosa com as pessoas esse ano. não sei se eu fiquei - um pouco - mais crítica acerca dos requisitos que constituem uma boa pessoa - aos meus olhos, claro -, ou se foram as pessoas que decaíram mesmo. de qualquer forma, as duas opções são ruins. de qualquer forma eu vou simplesmente continuar nesse rodízio infinito de "pessoas que eu simplesmente suporto por não poder mandar se foder em voz alta". perdão.
agora estou desgostosa até comigo. por ter uns conhecidos bem babacas.
e por achar que as pessoas imbecis são melhores.
pelo menos não são os babacas de sempre.
sdds.
27 de outubro de 2013
need.
hard times to miss something.
sabe aquela hora em que você pisa no chão e acha que tudo aquilo um dia vai simplesmente desaparecer? como se a vida que leva agora não é nada além de uma sombra daquilo o que você pode ter um dia? mas quando é que chega esse dia?
você acaba levando tudo como um fardo pesado que nem mesmo te pertence mais e cada vez acumular mais coisas dos outros para levar contigo. não é justo, todos sabem, mas você não quer admitir. não é justo continuar vivendo dessa forma arrastada e carregada, mas as pessoas fingem não ligar e você finge aguentar.
são tempos difíceis para se lembrar de algo, para querer algo, para tentar algo. são tempos difíceis para acordar e olhar o dia lá fora. são tempos difíceis para dormir e viver aqui dentro. são tempos difíceis para se precisar, realmente, de algo.
são tempos difíceis.
você acaba levando tudo como um fardo pesado que nem mesmo te pertence mais e cada vez acumular mais coisas dos outros para levar contigo. não é justo, todos sabem, mas você não quer admitir. não é justo continuar vivendo dessa forma arrastada e carregada, mas as pessoas fingem não ligar e você finge aguentar.
são tempos difíceis para se lembrar de algo, para querer algo, para tentar algo. são tempos difíceis para acordar e olhar o dia lá fora. são tempos difíceis para dormir e viver aqui dentro. são tempos difíceis para se precisar, realmente, de algo.
são tempos difíceis.
16 de agosto de 2013
sobre os homens e as mulheres que concordam com esses homens.
há muito tempo que ouço falar da luta entre machismo e femismo, ou, até mesmo, feminismo.
conhecendo muito tem o machismo, passei a ver, somente, o lado feminista/femista da luta. e por aí vi muitos relatos fortíssimos de mulheres que sofrem esses abusos machistas todos os dias. depois de entender e separar o normal das causas do feminismo, das causas do femismo e da imposição do machismo, passei a perceber como as pessoas SÃO machistas sem perceber.
tem um garoto na minha sala que tem TODOS os motivos para não ser machista, mas o é. por motivos de ser exposto constantemente à parte podre da história do mundo, acredito que, apesar de seus problemas psicológicos já confirmados, ele prefere ver que a mulher é só um apetrecho e não um ser. é daqueles que quando algum fato histórico como "cinto de castidade" é comentado em sala de aula, dá razão para o homem "trancar" a vagina que nem mesmo é propriamente sua, e deixar o pênis medieval, sanguinário e repugnante solto. se tratando dos motivos para o qual ele, como todo bom filho, SERIA feminista, ao menos um pouco, sempre me lembro daquele fato em que dizem:
se um pai é alcoólatra, fumante, abusa dos dois filhos e bate na mãe, um dos filhos está destinado a crescer e repudiar o que o pai fazia (talvez, não sem feminista, mas vendo que crianças e mulheres merecem respeito E são seres humanos) e o outro está destinado a seguir os passos do pai.
o garoto da minha sala tem um irmão.
talvez ele (o garoto) seja o destinado a seguir os passos do pai.
porém, de uns tempos para cá, fui percebendo como, cada vez mais, esse garoto tenta se mostrar "macho alfa". como insensível. como uma pessoa impenetrável. daqueles que zoam com desgraças que acontecem... simplificando, é daqueles "zoeiros". ele ataca o feminismo como se fosse a coisa mais horrorosa do mundo, como se nada machista nunca tivesse acontecido com mulheres da família dele. assim, ele começou a falar por aí que "bate em mulheres". sei que é só um bordão para parecer "legal" no meio de pessoas que sempre estão reverenciando o machismo na história, com guerras, estupros de mulheres do povo que está em desvantagem.
eu fico pensando o que é que passa na cabeça desses garotos. para serem, assim, sempre tão vazios. como se tudo fosse curtição e piada, como se as coisas não tivessem valor, não tivessem sentido, como se nada valesse a pena. não que qualquer coisa valha, mas essas pessoas se fazem inúteis, acham que a vida é boa só por causa do pênis que possuem.
e o mais lastimável é que existem MUITAS mulheres que lambem, chupam, veneram esse tipo de pênis que está sempre sendo direcionado para as gargantas alheias, como desculpas para causas sem sentido, causas que, cada vez mais, desmerece a mulher como ser e mais a "admite" como objeto.
e isso é nojento.
é repugnante.
é errado.
é horrível.
espero que fique claro que eu não sou feminista. sou humana. sou um ser pensante. vejo que o mundo é totalmente desequilibrado. por uns poucos músculos definidos a mais o homem conseguiu subir nas costas da mulher, depois construiu um andar impenetrável, senão por outros homens, acima do andar da mulher e de lá não quer sair.
não vamos entrar em assuntos históricos, mas que a vida toda fomos todos instruídos ao machismo, é um fato mais do que bizarro.
as mulheres devem ser de porcelana nessa sociedade. não que eu concorde com isso de dar para todos os casas que conhece na balada, que beije todos os 20 que achou bonitos e essas coisas. isso não é coisa de GENTE de verdade, muito menos de MULHER. mas tudo bem se a menina quiser dar todos os buracos que existem no corpo dela. desde que isso não estimule os homens a achar que todas as mulheres querem até os buracos do nariz preenchidos com sêmen, tudo bem. desde que isso não estimule os homens a achar que os músculos um pouco mais definidos são sinônimo de motivo para forçar alguém a ter sêmen até nos buracos do nariz, tudo bem.
resumindo:
desde que os homens entendam que eles podem comer muitas e elas podem dar para muitos, na mesma medida, tudo bem. só não vale forçar aquela guria, que não tá querendo nem mesmo ver o seu pênis, a ter ele enterrado até os testículos na vagina dela.
muito menos se valer de força para conseguir ele peitão que sempre pula dos decotes, nem aquela bunda arredondadinha na calça legging da moça correndo na praça.
porém.
não adianta as mulheres simplesmente GRITAREM QUE QUEREM DIREITOS.
como se quebrar o machismo pouco a pouco?
bem, podem existir aqueles chefes durões que se você percebe que faz o aumento de um carinha mais alto do que o seu, e você, moça, faz o trabalho melhor que o carinha que tá ganhando mais.
vá lá reclamar.
se o chefe rir da sua cara, saia do trabalho.
se qualquer homem rir da sua cara, deixe ele rindo sozinho e vá pra lá e vá viver sua vida.
se qualquer homem tentar subir nas suas costas e depois na sua cabeça, dê um chute do saco, bata e cuspa na cara dele, saia correndo e passa a detectar esse tipo de gente antes mesmo de se aproximar.
não precisa vestir a camisa (justíssima - no sentido de justiça - por sinal) das vadias DE RESPEITO, vista a camisa de pessoa humana, fale, questione, agrida verbalmente quando preciso e fisicamente se ameaçarem você.
a mulher não é esse bicho impotente que os homens fizeram parecer. algumas não ligam para a depilação da virilha e nem mesmo nas pernas ou axilas. gostam de cabelo curto e não suportam brincos. gostam da cara o mais natural possível e se tiverem estrias e celulites, tudo bem. não se pilham com gordurinha na barriga, desde que isso não se acumule demais. tem mulher que se orgulha de roer as unhas e não tirar a cutículas. e gostam dos pênis que se descem por suas gargantas, elas escolheram a hora, o lugar e o pênis com que o ato está acontecendo. nem toda mulher que abole os vestidos é lésbica. nem toda mulher que quer um pouco mais de igualdade é lésbica, também.
e é triste, isso.
de em pleno século XXI, as mulheres pensarem em ter que queimar os sutiãs de novo. por um pouco mais de respeito. por um pouco menos de poder do pênis. penis is not the power, your assholes.
por um pouco menos de estupro e menos abuso. por um pouco mais de civilidade nessa civilização que mais parece ter voltado aos tempos medievais.
não por direitos. isso nós, mulheres, temos. por isso, nós brigamos na antiguidade. por isso, a gente pode mandar à merda qualquer idiota que se acha, ainda, super herói.
a gente só quer respeito.
o garoto do começo do texto deveria querer, pela mãe dele.
eu quero por ser mulher e ter medo de sair à noite quente de short e regata. por ter medo, às vezes, de ir na padaria da esquina, porque tem um louco solto pelas redondezas sequestrando mulheres.
por ter medo de sair da casa dos meus pais e ver que existem só leões lá fora e nenhuma leoa da qual eu possa me refugiar.
conhecendo muito tem o machismo, passei a ver, somente, o lado feminista/femista da luta. e por aí vi muitos relatos fortíssimos de mulheres que sofrem esses abusos machistas todos os dias. depois de entender e separar o normal das causas do feminismo, das causas do femismo e da imposição do machismo, passei a perceber como as pessoas SÃO machistas sem perceber.
tem um garoto na minha sala que tem TODOS os motivos para não ser machista, mas o é. por motivos de ser exposto constantemente à parte podre da história do mundo, acredito que, apesar de seus problemas psicológicos já confirmados, ele prefere ver que a mulher é só um apetrecho e não um ser. é daqueles que quando algum fato histórico como "cinto de castidade" é comentado em sala de aula, dá razão para o homem "trancar" a vagina que nem mesmo é propriamente sua, e deixar o pênis medieval, sanguinário e repugnante solto. se tratando dos motivos para o qual ele, como todo bom filho, SERIA feminista, ao menos um pouco, sempre me lembro daquele fato em que dizem:
se um pai é alcoólatra, fumante, abusa dos dois filhos e bate na mãe, um dos filhos está destinado a crescer e repudiar o que o pai fazia (talvez, não sem feminista, mas vendo que crianças e mulheres merecem respeito E são seres humanos) e o outro está destinado a seguir os passos do pai.
o garoto da minha sala tem um irmão.
talvez ele (o garoto) seja o destinado a seguir os passos do pai.
porém, de uns tempos para cá, fui percebendo como, cada vez mais, esse garoto tenta se mostrar "macho alfa". como insensível. como uma pessoa impenetrável. daqueles que zoam com desgraças que acontecem... simplificando, é daqueles "zoeiros". ele ataca o feminismo como se fosse a coisa mais horrorosa do mundo, como se nada machista nunca tivesse acontecido com mulheres da família dele. assim, ele começou a falar por aí que "bate em mulheres". sei que é só um bordão para parecer "legal" no meio de pessoas que sempre estão reverenciando o machismo na história, com guerras, estupros de mulheres do povo que está em desvantagem.
eu fico pensando o que é que passa na cabeça desses garotos. para serem, assim, sempre tão vazios. como se tudo fosse curtição e piada, como se as coisas não tivessem valor, não tivessem sentido, como se nada valesse a pena. não que qualquer coisa valha, mas essas pessoas se fazem inúteis, acham que a vida é boa só por causa do pênis que possuem.
e o mais lastimável é que existem MUITAS mulheres que lambem, chupam, veneram esse tipo de pênis que está sempre sendo direcionado para as gargantas alheias, como desculpas para causas sem sentido, causas que, cada vez mais, desmerece a mulher como ser e mais a "admite" como objeto.
e isso é nojento.
é repugnante.
é errado.
é horrível.
espero que fique claro que eu não sou feminista. sou humana. sou um ser pensante. vejo que o mundo é totalmente desequilibrado. por uns poucos músculos definidos a mais o homem conseguiu subir nas costas da mulher, depois construiu um andar impenetrável, senão por outros homens, acima do andar da mulher e de lá não quer sair.
não vamos entrar em assuntos históricos, mas que a vida toda fomos todos instruídos ao machismo, é um fato mais do que bizarro.
as mulheres devem ser de porcelana nessa sociedade. não que eu concorde com isso de dar para todos os casas que conhece na balada, que beije todos os 20 que achou bonitos e essas coisas. isso não é coisa de GENTE de verdade, muito menos de MULHER. mas tudo bem se a menina quiser dar todos os buracos que existem no corpo dela. desde que isso não estimule os homens a achar que todas as mulheres querem até os buracos do nariz preenchidos com sêmen, tudo bem. desde que isso não estimule os homens a achar que os músculos um pouco mais definidos são sinônimo de motivo para forçar alguém a ter sêmen até nos buracos do nariz, tudo bem.
resumindo:
desde que os homens entendam que eles podem comer muitas e elas podem dar para muitos, na mesma medida, tudo bem. só não vale forçar aquela guria, que não tá querendo nem mesmo ver o seu pênis, a ter ele enterrado até os testículos na vagina dela.
muito menos se valer de força para conseguir ele peitão que sempre pula dos decotes, nem aquela bunda arredondadinha na calça legging da moça correndo na praça.
porém.
não adianta as mulheres simplesmente GRITAREM QUE QUEREM DIREITOS.
como se quebrar o machismo pouco a pouco?
bem, podem existir aqueles chefes durões que se você percebe que faz o aumento de um carinha mais alto do que o seu, e você, moça, faz o trabalho melhor que o carinha que tá ganhando mais.
vá lá reclamar.
se o chefe rir da sua cara, saia do trabalho.
se qualquer homem rir da sua cara, deixe ele rindo sozinho e vá pra lá e vá viver sua vida.
se qualquer homem tentar subir nas suas costas e depois na sua cabeça, dê um chute do saco, bata e cuspa na cara dele, saia correndo e passa a detectar esse tipo de gente antes mesmo de se aproximar.
não precisa vestir a camisa (justíssima - no sentido de justiça - por sinal) das vadias DE RESPEITO, vista a camisa de pessoa humana, fale, questione, agrida verbalmente quando preciso e fisicamente se ameaçarem você.
a mulher não é esse bicho impotente que os homens fizeram parecer. algumas não ligam para a depilação da virilha e nem mesmo nas pernas ou axilas. gostam de cabelo curto e não suportam brincos. gostam da cara o mais natural possível e se tiverem estrias e celulites, tudo bem. não se pilham com gordurinha na barriga, desde que isso não se acumule demais. tem mulher que se orgulha de roer as unhas e não tirar a cutículas. e gostam dos pênis que se descem por suas gargantas, elas escolheram a hora, o lugar e o pênis com que o ato está acontecendo. nem toda mulher que abole os vestidos é lésbica. nem toda mulher que quer um pouco mais de igualdade é lésbica, também.
e é triste, isso.
de em pleno século XXI, as mulheres pensarem em ter que queimar os sutiãs de novo. por um pouco mais de respeito. por um pouco menos de poder do pênis. penis is not the power, your assholes.
por um pouco menos de estupro e menos abuso. por um pouco mais de civilidade nessa civilização que mais parece ter voltado aos tempos medievais.
não por direitos. isso nós, mulheres, temos. por isso, nós brigamos na antiguidade. por isso, a gente pode mandar à merda qualquer idiota que se acha, ainda, super herói.
a gente só quer respeito.
o garoto do começo do texto deveria querer, pela mãe dele.
eu quero por ser mulher e ter medo de sair à noite quente de short e regata. por ter medo, às vezes, de ir na padaria da esquina, porque tem um louco solto pelas redondezas sequestrando mulheres.
por ter medo de sair da casa dos meus pais e ver que existem só leões lá fora e nenhuma leoa da qual eu possa me refugiar.
17 de julho de 2013
eu só queria dizer que:
estou viva, ando sem saco pra nada e etc. escrever sobre qualquer coisa me deixa um pouco assustada, pelo simples fato de acreditar não precisar.
e que:
estou ansiosa para que essa loucura de "Mechanical Bull" dos meninos Followill saia logo. hoje (há meia hora, para ser mais exata) saiu o áudio de estúdio do primeiro single e eu já amava com áudio de som com câmera amadora.
de modos que esse amor por essa música me lembra dos tempos de AAAAAHHHHH KINGS <3 de 2011/2012. uns lindos, como sempre.
e, claro, como tudo no mundo dessa minha vida: o cd só sai em novembro. até lá fico com a ansiedade e Supersoaker <3
e que:
estou ansiosa para que essa loucura de "Mechanical Bull" dos meninos Followill saia logo. hoje (há meia hora, para ser mais exata) saiu o áudio de estúdio do primeiro single e eu já amava com áudio de som com câmera amadora.
de modos que esse amor por essa música me lembra dos tempos de AAAAAHHHHH KINGS <3 de 2011/2012. uns lindos, como sempre.
e, claro, como tudo no mundo dessa minha vida: o cd só sai em novembro. até lá fico com a ansiedade e Supersoaker <3
16 de junho de 2013
reescrevendo o brasil.
eu sempre senti vontade de dormir nas aulas de história que falavam sobre o Brasil. aliás, eu sempre questionei, desde a quarta série, se o Brasil foi "descoberto" ou "invadido". na sexta série eu concluí que foi invadido.
sempre vi que o Brasil era a forma de extração de matéria prima (que nos tempos de Cabral era o mesmo que "cofre milionário aberto") que a super-potência em falência daquela época havia encontrado. hoje no segundo ano acabei vendo que era isso mesmo. essas terras sempre foram as fornecedoras de dinheiro para os grandes governos que punham suas mãos no controle disso tudo. e o povo, o índio nativo desse lugar era feito de escravo, de operário. foi abusado e enganado. desde aí se via que as pessoas que trabalhavam não eram as beneficiadas. os índios - as raízes do povo brasileiro - já sofriam com os mesmo males que sofremos hoje.
o Brasil teve independência de Portugal, mas não ficou independente do governo abusivo. nunca na história o povo estava satisfeito com as condições dada para o povo. o verdadeiro povo brasileiro, que sempre trabalhou em troca de teto, cama e comida nunca esteve satisfeito.
existiram revoluções. existiram exigências aos direitos. existiram grandes líderes que defenderam seus estados. existiram governos opressores. existiram tempos em que informação era escassa. existiram tempos em que todos pensaram que a vida tava melhor. que iria existir democracia. que iria existir igualdade.
eu não vivi nada da história desse país, mal prestava atenção quando tentaram me ensinar sobre ela, mas eu sempre soube que o povo brasileiro não é o povo que aparece na TV. tampouco era o povo que tava nos livros de história. nem o povo que tá na música. não, nem mesmo o povo do rap. eu ainda não acredito que uma história possa ser RELATADA.
acredito que história possa ser feita. acredito que história possa ser vivida.
e a história do Brasil desde o início dos anos 2000 não vem sendo escrita de forma correta. outra coisa que eu sempre questionei foi: o que os livros de história vão contar sobre o Brasil daqui pra frente?
eu nunca vi nenhum ato político que merecesse ser relatado. o governo simplesmente fez com que os pobres ganhassem um dinheirinhos a mais por simplesmente serem pobres. o governo simplesmente rareou as formas de emprego. hoje em dia se precisa de estudo para ser cidadão. e o que aconteceria com minha mãe se ela fosse obrigada a ser empregada? ela não tem o ensino fundamental completo. o que aconteceriam com as pessoas que estão na mesma situação que ela? hoje em dia se precisa de estudo superior pra ser qualquer coisa. até brincam que as pessoas sem estudo não podem nem mesmo serem catadoras de lixo, porque agora é emprego concursado. coitado do menino que um dia disse que o sonho era ser um daqueles moços que correm atrás do caminhão de lixo. o governo dificultou a vida do brasileiro para que ele tenha que depender das migalhas que lhe são oferecidas.
eu estudo em escola pública e vejo que ensino que não é pra todo mundo. sou contra ensino fundamental II e médio obrigatório. não acho que todas as pessoas estão aptas para viver dentro de escolas. a maioria das pessoas está lá simplesmente para ter um diploma, não é nem pelo aprendizado. viu como ficou banal? o governo que fez, também. já hoje discutem se as escolas devem abrir as portas para as pessoas que querem sair delas. a verdade é que nunca fecharam.
mas o que isso tem a ver com a reescritura do Brasil?
é que as pessoas que prestaram atenção às aulas de história, ou se simplesmente VEEM a sociedade brasileira hoje estão cansadas de viver de migalhas. aliás, nem mesmo são apenas pessoas que vivem de migalhas, as pessoas que vivem disso estão com medo que o governo deixe de dá-las.
acredito que hoje eu esteja vendo, vivenciando a história brasileira. o Brasil que passou a viver nessa última semana, que foi a semana de protestos na maior parte do Brasil, iniciado em São Paulo e Rio de Janeiro, seja a nova etapa da história brasileira.
eu nunca imaginei que o brasileiro fosse renegar o futebol. esse país já foi muito visto como "terras do futebol" e ontem mesmo eu vi que começaram protestos contra as obras feitas para a Copa do Mundo que ocorrerá (será?) aqui. eu senti orgulho. eu sempre fui contra o fanatismo futebolístico. nunca entendi de fato isso de você torcer por algo que não lhe rende nada. mas se manisfestaram em frente a estádios e depois ainda vaiaram a presidente. acredito que não são só 0,20 centavos.
achei lindo esse manifesto. nunca pensei que as pessoas realmente fossem, um dia, ser contra algo desse tipo.
acredito que um dia os livros de história, se é que eles ainda existirão daqui alguns anos, irão relatar o protesto do Passe Livre.
não o Passe Livre para com o transporte público. mas o Passe Livre que deve ser dado para a real democracia. acredito que o brasileiro pede Passe Livre contra a opressão que a gente sofre com as mídias. acho que o Passe Livre é, na verdade, para ser livre. acredito que o Passe Livre pede a liberdade dos impostos. Passe Livre para o preço justo, minha gente.
o Brasil deixou de ser preguiçoso. o Brasil deixou de ser mudo. o Brasil deixou de ser enganado. seria bom de fosse a maior parte da população. me dói o coração ouvir gente falando que deveriam estar rezando, que deveria estar em casa, que mexeram com os estádios e mereceram as bombas, as balas e os tapas na cara.
me dói o coração pensar que tanta gente do contra vai usufruir dos benefícios que esses manifestos hão de conseguir trazer para a nossa sociedade. mas, pelo outro lado, vejo que o povo que eu quase sempre condenei por ser tão internauta, agora grita nas ruas por direito.
eu não posso, mas apoio. acho lindo. tem guri abraçando policial, gente entregando flores para os policiais esperando que eles não ataquem, tem gente pedindo que não haja violência.
acho lindo essa sede por direitos, essa vontade de igualdade.
e que sejam os playboys pedindo isso. e que sejam pessoas que não passam necessidades. que sejam pessoas que não usam o transporte público. que sejam as pessoas estão simplesmente lutando em prol dos outros e não porque doeu no próprio bolso. isso mostra que ainda existem pessoas solidárias nesse país, que não pensa no próprio ganho, que não espera melhorias para si próprio. que sejam pessoas que visam a melhoria do todo, da massa, e não do grupo selecionado.
a desigualdade fez todo esse barulho, agora "o povo" quer equilíbrio.
sempre vi que o Brasil era a forma de extração de matéria prima (que nos tempos de Cabral era o mesmo que "cofre milionário aberto") que a super-potência em falência daquela época havia encontrado. hoje no segundo ano acabei vendo que era isso mesmo. essas terras sempre foram as fornecedoras de dinheiro para os grandes governos que punham suas mãos no controle disso tudo. e o povo, o índio nativo desse lugar era feito de escravo, de operário. foi abusado e enganado. desde aí se via que as pessoas que trabalhavam não eram as beneficiadas. os índios - as raízes do povo brasileiro - já sofriam com os mesmo males que sofremos hoje.
o Brasil teve independência de Portugal, mas não ficou independente do governo abusivo. nunca na história o povo estava satisfeito com as condições dada para o povo. o verdadeiro povo brasileiro, que sempre trabalhou em troca de teto, cama e comida nunca esteve satisfeito.
existiram revoluções. existiram exigências aos direitos. existiram grandes líderes que defenderam seus estados. existiram governos opressores. existiram tempos em que informação era escassa. existiram tempos em que todos pensaram que a vida tava melhor. que iria existir democracia. que iria existir igualdade.
eu não vivi nada da história desse país, mal prestava atenção quando tentaram me ensinar sobre ela, mas eu sempre soube que o povo brasileiro não é o povo que aparece na TV. tampouco era o povo que tava nos livros de história. nem o povo que tá na música. não, nem mesmo o povo do rap. eu ainda não acredito que uma história possa ser RELATADA.
acredito que história possa ser feita. acredito que história possa ser vivida.
e a história do Brasil desde o início dos anos 2000 não vem sendo escrita de forma correta. outra coisa que eu sempre questionei foi: o que os livros de história vão contar sobre o Brasil daqui pra frente?
eu nunca vi nenhum ato político que merecesse ser relatado. o governo simplesmente fez com que os pobres ganhassem um dinheirinhos a mais por simplesmente serem pobres. o governo simplesmente rareou as formas de emprego. hoje em dia se precisa de estudo para ser cidadão. e o que aconteceria com minha mãe se ela fosse obrigada a ser empregada? ela não tem o ensino fundamental completo. o que aconteceriam com as pessoas que estão na mesma situação que ela? hoje em dia se precisa de estudo superior pra ser qualquer coisa. até brincam que as pessoas sem estudo não podem nem mesmo serem catadoras de lixo, porque agora é emprego concursado. coitado do menino que um dia disse que o sonho era ser um daqueles moços que correm atrás do caminhão de lixo. o governo dificultou a vida do brasileiro para que ele tenha que depender das migalhas que lhe são oferecidas.
eu estudo em escola pública e vejo que ensino que não é pra todo mundo. sou contra ensino fundamental II e médio obrigatório. não acho que todas as pessoas estão aptas para viver dentro de escolas. a maioria das pessoas está lá simplesmente para ter um diploma, não é nem pelo aprendizado. viu como ficou banal? o governo que fez, também. já hoje discutem se as escolas devem abrir as portas para as pessoas que querem sair delas. a verdade é que nunca fecharam.
mas o que isso tem a ver com a reescritura do Brasil?
é que as pessoas que prestaram atenção às aulas de história, ou se simplesmente VEEM a sociedade brasileira hoje estão cansadas de viver de migalhas. aliás, nem mesmo são apenas pessoas que vivem de migalhas, as pessoas que vivem disso estão com medo que o governo deixe de dá-las.
acredito que hoje eu esteja vendo, vivenciando a história brasileira. o Brasil que passou a viver nessa última semana, que foi a semana de protestos na maior parte do Brasil, iniciado em São Paulo e Rio de Janeiro, seja a nova etapa da história brasileira.
eu nunca imaginei que o brasileiro fosse renegar o futebol. esse país já foi muito visto como "terras do futebol" e ontem mesmo eu vi que começaram protestos contra as obras feitas para a Copa do Mundo que ocorrerá (será?) aqui. eu senti orgulho. eu sempre fui contra o fanatismo futebolístico. nunca entendi de fato isso de você torcer por algo que não lhe rende nada. mas se manisfestaram em frente a estádios e depois ainda vaiaram a presidente. acredito que não são só 0,20 centavos.
achei lindo esse manifesto. nunca pensei que as pessoas realmente fossem, um dia, ser contra algo desse tipo.
acredito que um dia os livros de história, se é que eles ainda existirão daqui alguns anos, irão relatar o protesto do Passe Livre.
não o Passe Livre para com o transporte público. mas o Passe Livre que deve ser dado para a real democracia. acredito que o brasileiro pede Passe Livre contra a opressão que a gente sofre com as mídias. acho que o Passe Livre é, na verdade, para ser livre. acredito que o Passe Livre pede a liberdade dos impostos. Passe Livre para o preço justo, minha gente.
o Brasil deixou de ser preguiçoso. o Brasil deixou de ser mudo. o Brasil deixou de ser enganado. seria bom de fosse a maior parte da população. me dói o coração ouvir gente falando que deveriam estar rezando, que deveria estar em casa, que mexeram com os estádios e mereceram as bombas, as balas e os tapas na cara.
me dói o coração pensar que tanta gente do contra vai usufruir dos benefícios que esses manifestos hão de conseguir trazer para a nossa sociedade. mas, pelo outro lado, vejo que o povo que eu quase sempre condenei por ser tão internauta, agora grita nas ruas por direito.
eu não posso, mas apoio. acho lindo. tem guri abraçando policial, gente entregando flores para os policiais esperando que eles não ataquem, tem gente pedindo que não haja violência.
acho lindo essa sede por direitos, essa vontade de igualdade.
e que sejam os playboys pedindo isso. e que sejam pessoas que não passam necessidades. que sejam pessoas que não usam o transporte público. que sejam as pessoas estão simplesmente lutando em prol dos outros e não porque doeu no próprio bolso. isso mostra que ainda existem pessoas solidárias nesse país, que não pensa no próprio ganho, que não espera melhorias para si próprio. que sejam pessoas que visam a melhoria do todo, da massa, e não do grupo selecionado.
a desigualdade fez todo esse barulho, agora "o povo" quer equilíbrio.
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