daí que, gente, eu tô meique atolada de coisa pra fazer. e é sempre naquele vai adiando, vai adiando... e quando vejo a única coisa que fiz foi deitar na cama e dormir. sério.
sumi daqui por que não sabia o que escrever. fiquei em uma pequena temporada produtiva no outro blog, mas isso não nos convém, certo? porque eu só escrevo no outro blog quando as coisas não convém. e algumas outras coisas ainda não são convenientes, por que né. cada coisa que eu andei decidindo que até dá um certo medinho. e cada impulso que se você olhar e pensar: mas o que... dá vontade de me dar uns tapinhas na cara, por que o fruto poderia ser algo produtivo, sabe? poderia ser bom. mas não. mas nunca. sempre precisa ter aqueles cinco segundos em que tu fode a coisa toda. SEMPRE tem.
*respira fundo e continua*
que é o que eu andei fazendo basicamente todos os dias em que eu não escrevi aqui. tá fodido o assunto? ah, deixa pra lá. a coisa tá boa? por que não foder um pouco, né? deixa assim, vamos ver até onde dá. e fica nessa coisa querida de que nada nunca vai pra frente, nada nunca vai mudar e de que, né. essa coisa querida que acontece com todo mundo. e tá, tudo bem que pode ser preguiça de tentar. mas... né. deixa aí só, tá bom.
(e as palavras acima já explicam bem o real motivo de eu não ter postado nada. começo algo e não termino. bem assim a semana toda. o mês todo. a vida toda, quem sabe)
25 de maio de 2012
17 de maio de 2012
this is a déjà vu.
só que oi, espero que não.
há quase um mês eu tô nesse déjà vu sensation. sério. é tudo tão igual ao começo do ano, que até irrita. acho que ninguém percebeu que tem gente querendo seguir em frente, e se fossem os mesmo atos com outra pessoa, até que tudo bem, mas com a mesma pessoa é avacalhação.
[pausa para o inacreditável]
daí que eu tava lendo esse texto aqui, por que tudo remete às coisas escritas nesse texto. assim, as coisas atuais estão todas relacionadas ao o que aconteceu e ao o que eu sentia no momento em que escrevi todas aquelas palavras. e assim, é bem difícil eu conseguir reler alguma coisa que eu já escrevi. acho que não consigo reler o primeiro post desse blog, ou qualquer outro mais sentimental do qual eu me lembre exatamente o que estava passando quando o criei. eu não consigo abrir uma porta, ver todo o turbilhão de sentimentos que eu tinha por alguém ou por algo, depois fechá-la e seguir em frente. mesmo quando a porta ainda tá aberta, eu não consigo ler o que escrevi. mas acho que esse texto ficou pessoalmente impessoal. acho que poderia ficar lendo ele várias vezes em várias ocasiões. como se fosse um texto qualquer de outra pessoa. vai entender.
o que a mesma pessoa tem a ver com o texto? bem, o texto é pra mesma pessoa. que vem sendo a mesma pessoa de todos os textos complicados, sentimentais, entrelinhas e linhas normais desde fevereiro. sei que é perda de tempo, de oportunidade, de palavras, mas não dá pra evitar escrever sobre isso.
[retomando o assunto inicial]
só que, eu juro que tava seguindo em frente. até pensava em outras coisas. até queria outras coisas. mas então, que decidiram não me deixar seguir em frente. não que eu me importe com o que os outros falem, sério, mas se mais de 5 pessoas falam uma mesma coisa, eu começo a achar estranho. tudo bem que duas delas são amigos que tentam me fazer rir de tudo, outra é alheia dos fatos. eu só iria considerar a opinião de uma pessoa, mas se "o falar brincando é o falar a verdade", eu temeria. mas deixemos isso de lado, por que pensar demais atrai. e tem muita gente pensando em coisas assim. e tem muita gente falando coisas assim. insinuando coisas assim. e meio que cansa, por que eu já passei por isso, e o resultado não foi nada bonito. nada confortável pra mim.
mas. se tudo der certo. se eu tiver sorte. é só coisa maluca da cabeça dos outros (suma daqui lembrança de coisas que eu já ouvi sobre "coisa da cabeça dos outros", prfv). só pessoal sendo maluco, como sempre.
há quase um mês eu tô nesse déjà vu sensation. sério. é tudo tão igual ao começo do ano, que até irrita. acho que ninguém percebeu que tem gente querendo seguir em frente, e se fossem os mesmo atos com outra pessoa, até que tudo bem, mas com a mesma pessoa é avacalhação.
[pausa para o inacreditável]
daí que eu tava lendo esse texto aqui, por que tudo remete às coisas escritas nesse texto. assim, as coisas atuais estão todas relacionadas ao o que aconteceu e ao o que eu sentia no momento em que escrevi todas aquelas palavras. e assim, é bem difícil eu conseguir reler alguma coisa que eu já escrevi. acho que não consigo reler o primeiro post desse blog, ou qualquer outro mais sentimental do qual eu me lembre exatamente o que estava passando quando o criei. eu não consigo abrir uma porta, ver todo o turbilhão de sentimentos que eu tinha por alguém ou por algo, depois fechá-la e seguir em frente. mesmo quando a porta ainda tá aberta, eu não consigo ler o que escrevi. mas acho que esse texto ficou pessoalmente impessoal. acho que poderia ficar lendo ele várias vezes em várias ocasiões. como se fosse um texto qualquer de outra pessoa. vai entender.
o que a mesma pessoa tem a ver com o texto? bem, o texto é pra mesma pessoa. que vem sendo a mesma pessoa de todos os textos complicados, sentimentais, entrelinhas e linhas normais desde fevereiro. sei que é perda de tempo, de oportunidade, de palavras, mas não dá pra evitar escrever sobre isso.
[retomando o assunto inicial]
só que, eu juro que tava seguindo em frente. até pensava em outras coisas. até queria outras coisas. mas então, que decidiram não me deixar seguir em frente. não que eu me importe com o que os outros falem, sério, mas se mais de 5 pessoas falam uma mesma coisa, eu começo a achar estranho. tudo bem que duas delas são amigos que tentam me fazer rir de tudo, outra é alheia dos fatos. eu só iria considerar a opinião de uma pessoa, mas se "o falar brincando é o falar a verdade", eu temeria. mas deixemos isso de lado, por que pensar demais atrai. e tem muita gente pensando em coisas assim. e tem muita gente falando coisas assim. insinuando coisas assim. e meio que cansa, por que eu já passei por isso, e o resultado não foi nada bonito. nada confortável pra mim.
mas. se tudo der certo. se eu tiver sorte. é só coisa maluca da cabeça dos outros (suma daqui lembrança de coisas que eu já ouvi sobre "coisa da cabeça dos outros", prfv). só pessoal sendo maluco, como sempre.
16 de maio de 2012
édipo vs. cosmos.
irmão says: eu tenho complexo de édipo.
*eu rio silenciosamente*
mãe says: o quê?
*irmão explica o complexo de édipo, enquanto eu ajudo na definição*
tá, se você não sabe o que é "complexo de édipo", é apenas uma histórinha da mitologia grega onde o filho (édipo, claro) se apaixona pela mãe, e a vê como uma pessoa comum. daí ele sente ciúmes de todos os homens que olham para a mãe afetivamente, inclusive o pai. pessoas que possuem esse complexo (mais elevado, claro) precisam matar a imagem de "pessoa comum" da mãe, e tratá-la como... mãe. ciúmes comum de filho, mas não ao ponto de ser meu irmão e arrumar briga em bar por que cara olha torto pra mamãe. BEM ISSO que acontece sempre. juro.
complexo de édipo é bastante usado na psicanálise, quando precisam explicar tal motivo de homens procurar em outra mulher a imagem da mãe. ou sentem ciúmes doentio da mãe.
e se você achou que a família ainda não tá maluca o suficiente, eis que:
irmão says: eu fiquei umas três horas conversando essas coisas. e ainda percebi que a educação da minha filha vai ser diferente da minha, por causa do alinhamento cósmico...
eu says: realinhamento cósmico! por que tá mudando, né? essa coisa astrológica e astronômica...
irmão says: é. é por isso que as pessoas estão começando a pensar diferente agora. tudo por causa do realinhamento. eu não acredito muito, mas é verdade isso aí. cabulosa a coisa.
eu says: e todos agora acreditam em alienígenas!
mãe says: coisa do diabo.
*OU SEJA, FAMÍLIA COMUM*
daí que o realinhamento cósmico não é coisa nova, cês devem saber. esse ano, segundo estudos astronômicos, a terra, via láctea, sei lá, alguma coisa do nosso sistema solar, que altera alguma coisa no nosso planeta vai se alinhar com o centro da galáxia(A.K.A.: buraco negro super maciço). e isso, segundo estudos astrológico e conspiracionistas, pode gerar alguns conflitos intergaláticos, como a volta do Nibiru (A.K.A.: planeta X [A.K.A.: mito astronômico, ou seja, planeta gigante, maior do que Júpiter, que foi "expulso" do nosso sistema solar, devida a força gravitacional de alguma outra coisa]) que pode, não apenas alterar a localização da terra no sistema, como também alterar todo o campo gravitacional dos planetas, já que a gravidade dele é super gigante. e junto com a volta de Nibiru, pode vir com seus habitantes lendários. deixando de uma forma mais clara: a atlantis do nosso sistema solar iria imergir o fundo das águas intergaláticas, e de quebra trazendo seus habitantes gigantes junto (e os conspiracionistas pedem pra gente abrir nossas mentes pra algo assim, oi). é mais ou menos isso o que eu lembro que li, então se quiserem coisas mais exatas, por favor, pesquisem. OU SEJA: as crianças que hoje nascem, vão pensar diferente de mim, por causa do cosmos (gente, e as pessoas dessa casa se acham normais. a maluca sou eu por que gosto de ler livros sobrenaturais, tá? tá.), que fica de brincs e se altera há cada uns anos, e fica mudando as filosofias de vida dos jovens. por isso que são todos maluquinhos. mas. en. fim.
olha, eu achei essa conversa exótica demais. por que juro, ver meu irmão do meio falando uma coisa dessas, é meio estranho. ele só de saber sobre ÉDIPO já é uma coisa exótica que só se vocês vissem ele explicando iriam entender. juntar o motivo do complexo de édipo, com pessoas que matam pai e mãe e essas coisas, com as pessoas loucas e COM O REALINHAMENTO CÓSMICO... olha, acabo de concluir que no café do emprego dele devem ter algumas substâncias suspeitas. já que, segundo ele, umas quatro pessoas já ficaram piradinhas lá. e a culpa não é... sei lá, da vida. é do cosmos. (que cara brincalhão esse cosmos, não? desejo não conhecer.)
mas vendo umas weird things da vida, concluí que olha, essa coisa de gente ficando pirada por causa do cosmos é total ok. POR QUE SÉRIO, só isso explica umas coisas que vejo por aí. que vivencio. e assim... não dá nem pra explicar, porquê ainda não assimilei direito a ideia de tal weird thing acontecendo. é pior do que meu irmão entendendo sobre psicanálise, édipo, cosmos e gente louca. melhor não pensar demais por que... isso chama, né? pensar chamar coisa ruim.
e eu bem que queria ficar de fora dessa coisa que mudar por causa do cosmos, ou ter o complexo de édipo, ou essa coisa da ciência noética, que explica sobre ~~a força de realização do pensamento~~. e se eu for ficar pensando demais nisso, acho que dá algum problema mental (mais um, por que né, convenhamos) nessa minha querida cabecinha que vos cria textos non sense tipo esse.
nesse momento, só sei que estou querendinho me isolar em um lugar bem distante. por que essa semana toda, essa vida toda, esses acontecimentos todos, estão me deixando assustada. melhor ficar ali no cantinho, quietinha, esperando que o cosmos pare de brincs com a vida e me deixe voltar a viver normalmente e sem medo do amanhã. obrigada.
*eu rio silenciosamente*
mãe says: o quê?
*irmão explica o complexo de édipo, enquanto eu ajudo na definição*
tá, se você não sabe o que é "complexo de édipo", é apenas uma histórinha da mitologia grega onde o filho (édipo, claro) se apaixona pela mãe, e a vê como uma pessoa comum. daí ele sente ciúmes de todos os homens que olham para a mãe afetivamente, inclusive o pai. pessoas que possuem esse complexo (mais elevado, claro) precisam matar a imagem de "pessoa comum" da mãe, e tratá-la como... mãe. ciúmes comum de filho, mas não ao ponto de ser meu irmão e arrumar briga em bar por que cara olha torto pra mamãe. BEM ISSO que acontece sempre. juro.
complexo de édipo é bastante usado na psicanálise, quando precisam explicar tal motivo de homens procurar em outra mulher a imagem da mãe. ou sentem ciúmes doentio da mãe.
e se você achou que a família ainda não tá maluca o suficiente, eis que:
irmão says: eu fiquei umas três horas conversando essas coisas. e ainda percebi que a educação da minha filha vai ser diferente da minha, por causa do alinhamento cósmico...
eu says: realinhamento cósmico! por que tá mudando, né? essa coisa astrológica e astronômica...
irmão says: é. é por isso que as pessoas estão começando a pensar diferente agora. tudo por causa do realinhamento. eu não acredito muito, mas é verdade isso aí. cabulosa a coisa.
eu says: e todos agora acreditam em alienígenas!
mãe says: coisa do diabo.
*OU SEJA, FAMÍLIA COMUM*
daí que o realinhamento cósmico não é coisa nova, cês devem saber. esse ano, segundo estudos astronômicos, a terra, via láctea, sei lá, alguma coisa do nosso sistema solar, que altera alguma coisa no nosso planeta vai se alinhar com o centro da galáxia
olha, eu achei essa conversa exótica demais. por que juro, ver meu irmão do meio falando uma coisa dessas, é meio estranho. ele só de saber sobre ÉDIPO já é uma coisa exótica que só se vocês vissem ele explicando iriam entender. juntar o motivo do complexo de édipo, com pessoas que matam pai e mãe e essas coisas, com as pessoas loucas e COM O REALINHAMENTO CÓSMICO... olha, acabo de concluir que no café do emprego dele devem ter algumas substâncias suspeitas. já que, segundo ele, umas quatro pessoas já ficaram piradinhas lá. e a culpa não é... sei lá, da vida. é do cosmos. (que cara brincalhão esse cosmos, não? desejo não conhecer.)
mas vendo umas weird things da vida, concluí que olha, essa coisa de gente ficando pirada por causa do cosmos é total ok. POR QUE SÉRIO, só isso explica umas coisas que vejo por aí. que vivencio. e assim... não dá nem pra explicar, porquê ainda não assimilei direito a ideia de tal weird thing acontecendo. é pior do que meu irmão entendendo sobre psicanálise, édipo, cosmos e gente louca. melhor não pensar demais por que... isso chama, né? pensar chamar coisa ruim.
e eu bem que queria ficar de fora dessa coisa que mudar por causa do cosmos, ou ter o complexo de édipo, ou essa coisa da ciência noética, que explica sobre ~~a força de realização do pensamento~~. e se eu for ficar pensando demais nisso, acho que dá algum problema mental (mais um, por que né, convenhamos) nessa minha querida cabecinha que vos cria textos non sense tipo esse.
nesse momento, só sei que estou querendinho me isolar em um lugar bem distante. por que essa semana toda, essa vida toda, esses acontecimentos todos, estão me deixando assustada. melhor ficar ali no cantinho, quietinha, esperando que o cosmos pare de brincs com a vida e me deixe voltar a viver normalmente e sem medo do amanhã. obrigada.
9 de maio de 2012
cigarros, calçadas, sorrisos e livros.
eu tenho um vizinho cult. e ele é uma das pessoas que eu secretamente admiro nessa vida. além de ser uma pessoa super inteligente, é mais ou menos como eu (não que eu esteja perto de ser cult ou coisa assim, mas enfim). tem um circulo realmente estreito de pessoas que ele se importa, alguns amigos malucos e cults como ele, mas que apesar de todos os defeitos e loucuras, são verdadeiros. e bem, é uma das pessoas que está sempre dizendo coisas que parecem certas, aquelas pessoas que mal abre a boca e você poderia usar aquilo o que ele disse como uma citação pra vida toda. ou quase isso.
então, eu tenho esse vizinho cult como amigo da família desde que meus irmãos mais velhos nasceram. meio que faz parte da família, já. então a gente sempre fica sabendo das coisas que acontecem no circulo cult de amizades cult dele. e eu realmente invejo isso, por que quando eu for mais velha, eu quero ter amigos cult como os dele. que saem para bares que tocam música mpb até as 3 da matina com muita cerveja e bom papo. uma vez fui em um aniversário dele em um desses bares aqui da cidade e quis voltar lá, mas nunca deu certo. apesar de eu praticamente detestar mpb, eu viveria em um bar desses bem feliz.
esses dias eu estava voltando da escola e vi esse vizinho cult com a namorada dele. e assim, sabe aquele casal tão bonitinho que dá vontade de ficar encarando a tarde toda? eles pareciam estar se divertindo ali no momento, como se na rua toda só existissem ele. a namorada dele estava com um cigarro e um livro nas mãos. ao mesmo tempo ria de alguma coisa e gesticulava para o livro, como se o que eles estavam conversando fosse pertinente ao o que ela estava lendo naquela hora. e sabe quando você sente felicidade por alguma pessoa que você quer o bem estar realmente bem, mas se pergunta se um dia aquela linda situação vai acontecer com você? por que é bem meu sonho uma coisa dessas, sabe? não só sentar na rua e ficar rindo e conversando com a pessoa que naquele momento é quem você sente algo mais do que verdadeiro. mas também de compartilhar toda essa coisa com os livros, com alguém que também goste deles como você gosta. essa coisa de encontrar alguém realmente compatível. não só na atração física, não só no sorriso, mas que não ache suas maluquices tão malucas. que faça com que você se sinta bem e um pouco mais comum, quando tudo o que você sempre sentiu foi de que era diferente. por que todo mundo já se sentiu a exceção da multidão. e olha, às vezes faz falta a gente encontrar alguém que enxergue o mesmo tom de... azul.
e é assim que eu fico imaginando algumas coisas. fico tentando entender se é que um dia eu vou encontrar uma pessoa que me dê essa sensação de normalidade. não que seja um namorado ou coisa assim, mas apenas um amigo, uma amiga, além pra admirar de perto, sabe? queria só saber se um dia eu vou poder conhecer alguém que chegue perto disso. espero que sim.
então, eu tenho esse vizinho cult como amigo da família desde que meus irmãos mais velhos nasceram. meio que faz parte da família, já. então a gente sempre fica sabendo das coisas que acontecem no circulo cult de amizades cult dele. e eu realmente invejo isso, por que quando eu for mais velha, eu quero ter amigos cult como os dele. que saem para bares que tocam música mpb até as 3 da matina com muita cerveja e bom papo. uma vez fui em um aniversário dele em um desses bares aqui da cidade e quis voltar lá, mas nunca deu certo. apesar de eu praticamente detestar mpb, eu viveria em um bar desses bem feliz.
esses dias eu estava voltando da escola e vi esse vizinho cult com a namorada dele. e assim, sabe aquele casal tão bonitinho que dá vontade de ficar encarando a tarde toda? eles pareciam estar se divertindo ali no momento, como se na rua toda só existissem ele. a namorada dele estava com um cigarro e um livro nas mãos. ao mesmo tempo ria de alguma coisa e gesticulava para o livro, como se o que eles estavam conversando fosse pertinente ao o que ela estava lendo naquela hora. e sabe quando você sente felicidade por alguma pessoa que você quer o bem estar realmente bem, mas se pergunta se um dia aquela linda situação vai acontecer com você? por que é bem meu sonho uma coisa dessas, sabe? não só sentar na rua e ficar rindo e conversando com a pessoa que naquele momento é quem você sente algo mais do que verdadeiro. mas também de compartilhar toda essa coisa com os livros, com alguém que também goste deles como você gosta. essa coisa de encontrar alguém realmente compatível. não só na atração física, não só no sorriso, mas que não ache suas maluquices tão malucas. que faça com que você se sinta bem e um pouco mais comum, quando tudo o que você sempre sentiu foi de que era diferente. por que todo mundo já se sentiu a exceção da multidão. e olha, às vezes faz falta a gente encontrar alguém que enxergue o mesmo tom de... azul.
e é assim que eu fico imaginando algumas coisas. fico tentando entender se é que um dia eu vou encontrar uma pessoa que me dê essa sensação de normalidade. não que seja um namorado ou coisa assim, mas apenas um amigo, uma amiga, além pra admirar de perto, sabe? queria só saber se um dia eu vou poder conhecer alguém que chegue perto disso. espero que sim.
8 de maio de 2012
mimimimi de todos os dias.
pelamor da minha paciência.
não que eu esteja realmente reclamando de que as pessoas são assim lá muito grudentas, mas poxa, pooooooxa, tem gente que não se toca nessa vida, né? assim, você tá super a fim de ficar ali, no seu momento, você, sua solidão e ti, mas ainda tem gente querendo pegar non teu pé e achar que pode estar ali, grudando em você 75 horas por dia. porque 24 é muito pouco, né? eu queria entender o que é que a minha vida patética tá tendo de tão legal pra esse tipo de pessoa se sentir tão atraído por mim. e sabe, às vezes é legal ter alguém pra falar com você o tempo todo, pra rir de qualquer coisa que você falar, pra sei lá, estar ali do seu lado sendo amigo, mas ÀS VEZES. o tempo todo me dá dor de cabeça. e enjoa. eu enjoo mais do que rápido das coisas, ainda mais se tem todo dia. desculpe, eu ainda não passei dessa fase de amar as coisas e usar as pessoas. poucas pessoas eu amo, poucas mesmo.
e é isso. eu tô ficando sem paciência. tá irritando. tá enjoando. tá esgotando. tá... tá... tá.
não que eu esteja realmente reclamando de que as pessoas são assim lá muito grudentas, mas poxa, pooooooxa, tem gente que não se toca nessa vida, né? assim, você tá super a fim de ficar ali, no seu momento, você, sua solidão e ti, mas ainda tem gente querendo pegar non teu pé e achar que pode estar ali, grudando em você 75 horas por dia. porque 24 é muito pouco, né? eu queria entender o que é que a minha vida patética tá tendo de tão legal pra esse tipo de pessoa se sentir tão atraído por mim. e sabe, às vezes é legal ter alguém pra falar com você o tempo todo, pra rir de qualquer coisa que você falar, pra sei lá, estar ali do seu lado sendo amigo, mas ÀS VEZES. o tempo todo me dá dor de cabeça. e enjoa. eu enjoo mais do que rápido das coisas, ainda mais se tem todo dia. desculpe, eu ainda não passei dessa fase de amar as coisas e usar as pessoas. poucas pessoas eu amo, poucas mesmo.
e é isso. eu tô ficando sem paciência. tá irritando. tá enjoando. tá esgotando. tá... tá... tá.
quê!? vibe.
olha, caros senhores e senhoras, acho que alguma coisa no universo tá ao contrário. estou em um momento tão "quê!?" no dia, que qualquer coisa me surpreende. qualquer coisa, mesmo. espero que sejam apenas coisas fúteis que me façam ficar "quê!?". por hoje. por essa semana. por esse mês, por favor. não curto muito essa estada fora de sintonia com o universo todo. parece que eu tava dormindo lá nos tempos de A.C e acordei hoje, aqui, com tudo isso me deixando totalmente assustada. e eu odeio me sentir assustada (o que é BEM diferente de sentir medo), odeio surpresas e me sentir "quê!?" por tudo. se bem que o "quê!?" ficou comigo o dia todo, só agora que eu realmente reparei nele.
só que... não, não, não, não. não quero mais "quê!?"s por hoje. por favor.
só que... não, não, não, não. não quero mais "quê!?"s por hoje. por favor.
7 de maio de 2012
sobre as entrelinhas. ou quase.
faz tempo que eu não escrevo "sobre algo" aqui, mas acho que esse assunto merece seu respectivo momento.
e daí que eu sou uma pessoa que curte ver o oculto nas ações e palavras das pessoas. é mais ou menos como se eu soubesse mesmo quando a pessoa está sendo totalmente sincera, quando ela está fingindo ou quando ela está realmente mentindo (fingir e mentir são diferentes, tá? tá). e assim, eu às vezes me sinto traída quando a pessoa bate o pé e fica no fingimento quando tá mais do que na cara, é mais como se ela estivesse gritando (em silêncio) que o que ela realmente quer é outra coisa. do mesmo modo quando eu entendo quando as pessoas estão metaforeando seus segredos e vontades, falando de coisas realmente banais. mais ou menos como dar codinomes para as pessoas, só pra poder falar sobre elas na frente delas.
e então eu andei percebendo que as entrelinhas são bem mais explícitas do que as coisas propriamente ditas. ou sou eu que andei conhecendo melhor as pessoas e já sei descrevê-las e entender o que elas querem dizer quando não estão dizendo. e isso me frustra às vezes. por que é tão mais fácil você, sei lá, falar. as pessoas enrolam, as pessoas fingem, as pessoas guardam e se machucam quando uma coisa tão simples pode ser feita. acho que ando convivendo com pessoas que recriminam as pessoas que ainda sabem falar, entende? engraçado é que elas apontam o dedo na cara das pessoas que preferem não falar. eu falo tudo o que eu tô pensando, sentindo, refletindo e duvidando. falo isso com gente que não tem a minima possibilidade de me aconselhar e me ajudar, e fico puta com a pessoa por só falar "melhoras, então", mas pelo menos eu falo.
deixo muita coisa oculta nas entrelinhas, mas quando começo a falar de verdade, aquilo o que se sente e não o que se pensa, eu falo tudo e mais um pouco. fantasio, parafraseio, sonho, realizo, minto e confesso. mas falo. de um jeito ou de outro, eu estou sempre falando as minhas coisas para todas as pessoas. e isso não é defeito, sabe? isso não é crime. não é errado. errado é mentir e esconder as coisas que você deveria falar. mas nem todo mundo pensa assim. *suspiro*
e então as pessoas se enrolam mais ainda tentando dizer sem dizer as coisas. deixam implícito em meias palavras e olha, boa sorte aí com o quebra cabeça. às vezes você entende completamente o contrário e faz merda por que não te contaram direto. assim que não é preciso jogar aos sete ventos, não que você deva, mas nada custaria avisar que, opa, caminho errado, melhor evitar o precipício ali na frente, querida. só que não. mais legal ver as pessoas quebrando a cara.
juro que já fui dessas que deixava "no ar". ainda deixo. mas quando deixo, é pra pessoa se tocar que só existem duas opções. que é isso ou aquilo. não deixo um quadro pela metade e a pessoa vai pintando todo o cenário sozinha, tudo distorcido daquele pensamento "original".
deixo no ar porquê é certo de que a pessoa entenda o que aquilo quer dizer. as pessoas deixam no ar porquê acham que é melhor pintar um quadro abstrato, confuso e mentiroso.
pena que tem gente usando máscara de gás.
pena que tem bom leitor de entrelinhas se fazendo de desentendido.
pena que tem eu pra ficar pensando e repensando em várias coisas.
pena que tem eu pra achar que entendo sentimento, entrelinha, pensamento, "no ar" abstrato das pessoas.
pena que não tem ninguém pra entender os meus.
e daí que eu sou uma pessoa que curte ver o oculto nas ações e palavras das pessoas. é mais ou menos como se eu soubesse mesmo quando a pessoa está sendo totalmente sincera, quando ela está fingindo ou quando ela está realmente mentindo (fingir e mentir são diferentes, tá? tá). e assim, eu às vezes me sinto traída quando a pessoa bate o pé e fica no fingimento quando tá mais do que na cara, é mais como se ela estivesse gritando (em silêncio) que o que ela realmente quer é outra coisa. do mesmo modo quando eu entendo quando as pessoas estão metaforeando seus segredos e vontades, falando de coisas realmente banais. mais ou menos como dar codinomes para as pessoas, só pra poder falar sobre elas na frente delas.
e então eu andei percebendo que as entrelinhas são bem mais explícitas do que as coisas propriamente ditas. ou sou eu que andei conhecendo melhor as pessoas e já sei descrevê-las e entender o que elas querem dizer quando não estão dizendo. e isso me frustra às vezes. por que é tão mais fácil você, sei lá, falar. as pessoas enrolam, as pessoas fingem, as pessoas guardam e se machucam quando uma coisa tão simples pode ser feita. acho que ando convivendo com pessoas que recriminam as pessoas que ainda sabem falar, entende? engraçado é que elas apontam o dedo na cara das pessoas que preferem não falar. eu falo tudo o que eu tô pensando, sentindo, refletindo e duvidando. falo isso com gente que não tem a minima possibilidade de me aconselhar e me ajudar, e fico puta com a pessoa por só falar "melhoras, então", mas pelo menos eu falo.
deixo muita coisa oculta nas entrelinhas, mas quando começo a falar de verdade, aquilo o que se sente e não o que se pensa, eu falo tudo e mais um pouco. fantasio, parafraseio, sonho, realizo, minto e confesso. mas falo. de um jeito ou de outro, eu estou sempre falando as minhas coisas para todas as pessoas. e isso não é defeito, sabe? isso não é crime. não é errado. errado é mentir e esconder as coisas que você deveria falar. mas nem todo mundo pensa assim. *suspiro*
e então as pessoas se enrolam mais ainda tentando dizer sem dizer as coisas. deixam implícito em meias palavras e olha, boa sorte aí com o quebra cabeça. às vezes você entende completamente o contrário e faz merda por que não te contaram direto. assim que não é preciso jogar aos sete ventos, não que você deva, mas nada custaria avisar que, opa, caminho errado, melhor evitar o precipício ali na frente, querida. só que não. mais legal ver as pessoas quebrando a cara.
juro que já fui dessas que deixava "no ar". ainda deixo. mas quando deixo, é pra pessoa se tocar que só existem duas opções. que é isso ou aquilo. não deixo um quadro pela metade e a pessoa vai pintando todo o cenário sozinha, tudo distorcido daquele pensamento "original".
deixo no ar porquê é certo de que a pessoa entenda o que aquilo quer dizer. as pessoas deixam no ar porquê acham que é melhor pintar um quadro abstrato, confuso e mentiroso.
pena que tem gente usando máscara de gás.
pena que tem bom leitor de entrelinhas se fazendo de desentendido.
pena que tem eu pra ficar pensando e repensando em várias coisas.
pena que tem eu pra achar que entendo sentimento, entrelinha, pensamento, "no ar" abstrato das pessoas.
pena que não tem ninguém pra entender os meus.
6 de maio de 2012
juro que não me pronuncio ou dou minha opinião sobre a frase na foto, senão as pessoas realmente teriam certeza que eu tenho probleminha. aguardo algum debate escolar em que seja esse o assunto, para que todos a minha volta que ainda não tenham medo, passem a ter. já que né, de gente normal por aí tá cheio. pena que eu não me enquadro.
4 de maio de 2012
is too cold outside for angels to fly. (03X21 - Before Sunset)
E olha que eu andei em um pequeno dilema esses dias. Eu sempre tenho dilemas, e nem todos eles são graves quando vistos de fora, mas são graves para mim naquele presente momento em que eu tento resolvê-los. Acho que eu tenho que voltar para a mania de acumular todos os problemas, do qual cada problema é a solução de um outro. Uma hora eles se cansam de ser problema e viram solução. Quem sabe, não?
Mas entra a questão da verdade. Da lealdade. De quando você prefere que o que você andou sentido seja massacrado para que outra pessoa não se sinta mal. Vai ver eu me acostumei com as pessoas se sentindo bem enquanto eu estou apenas ali tentando colocar tudo no lugar. E sabe quando chega aquela bagunça desnecessária? Aquela bagunça que você sabe que deveria bater a porta e nunca mais tentar arrumar. Mas você vai pegando tralha por tralha, até colocar tudo no lugar. E quando coloca, você é expulsa daquele lugar. Você não tem o direito de permanecer ali, até porquê, você nunca quis estar lá de fato. Então você sai. E depois vem a culpa. Alguém que queria e merecia deveria ter arrumado aquilo, não você. E depois vem a saudade. Por que tudo o que você faz, sendo bom ou ruim, certo ou errado, você sente saudade. É natural da vida. E depois vem a solidão. Não a solidão de fato. Você só fica ali procurando outra bagunça, se lembrando de algumas outras que você já arrumou, ou ordens que você bagunçou. Sempre vai ter uma coisa pra fazer você lembrar de todas as coisas que você já deveria ter feito certo na vida. Sim, é o famoso "E se...?".
Assim como, às vezes, estamos querendo tantas coisas e nem mesmo percebemos quando as conseguimos, alguém precisa vir até a gente e sussurrar lá no fundo que precisamos enxergar todas as coisas que nós temos antes de querer algo maior. Ou simplesmente fazer desse pouco o suficiente. Ou fazer do suficiente, pouco. Às vezes coisas demais não são o melhor.
Aprendi que algumas paredes ainda são de vidro. Algumas pessoas ainda são transparentes. A gente precisa escolher de que lado da moedas queremos apostar. A gente precisa ver como é que as coisas vão ser quando levantarmos a cabeça e esquecer que o passado um dia importou. Imagina só, você acordar um dia e só pensar no futuro. O passado será apenas alguma coisa que você viveu, que passou. Que não deixou marcas ou coisas assim. O passado vai ser só o passado que você não consegue lembrar. E nem quer. As coisas que você fez vão ser apenas... Elas não vão ser nada. Sei que é estranho se imaginar sem todas as experiências e aprendizados, mas alguns deles não merecem tanta atenção. Tanta lembrança.
Agora é só isso. Esperar o frio passar e ver até onde que essa brincadeira vai chegar. Parece mais um tipo de esconde-esconde onde ninguém nunca vai ganhar.
and they screams: the worst things in life come free to us.
'cause we're just under the upperhand
and go mad for a couple of grams.
but she don't wanna go outside tonight.
and in the pipes she flies to the motherland.
or sells love to another man.
is too cold outside for angels to fly.
angels will die.
covered in white. the A team - ed sheeran
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