28 de novembro de 2012

bring your love, baby, i can bring my shame.

Postado por V, às 22:04 0 comentários
"so she got into the room and stared atthe dark. they were looking each other and the felt that terrible feeling. that thing people feel when they're sure about don't love anymore. whe went panic, what would she do now? how could she broke the most pure and important heart? how could she just go away and never, ever, look back again? she went panic and he couldn't realize that. she never have been different. he always said she was cold as ice, and then she smiled, saying that he always knew that. he used to hug her and kiss her. she used to like that, but now she was just lost. how could she never miss that? all those words used to be a amount of lies? she went panic. how could he never complain about anything? he always said she was so quiet, and she always started to talk just to make he understand that she could talks, but she always prefer be quiet. she started to regret that everything. oh, she was regreting her personality. she was wondering how she fulled him all that time? she couldn't... she wasn't that kind of person. she used to be in love, but now she was seeking something new. she wanted emotion and... he was just there, quiet. did he noticed she get in the room? he said something. she was trying to understand. he said: 'is this everything? so you're going to be stand here and wait me to do something. say something. what are you so afraid? sometimes i wonder where the hell you locked the girl i used to love. where is she? what you feel? who are you? i think i don't know you anymore.'... and then, she took a deep breath. she found what she was looking up. she doesn't know him anymore. he doesn't know her anymore. she went there and kissed him. he was a stranger. he kissed her back. they could, finally, fall in love with each other again."




bring the drugs, baby, i cant bring my pain. i got my heart right here. i got my scars right here. bring the cups, baby, i can bring the drink. bring your body, baby, i can bring your fame. that's my motherfuking words to just let me motherfucking love you.

15 de novembro de 2012

#5; o surgimento de um par de asas.

Postado por V, às 15:26 0 comentários
e se me pedissem para escrever uma solução, eu, primeiro, citaria Silveira:

"Tem horas que tudo o que a vida faz é nos empurrar pra bem longe. E o que a gente faz? A gente vai. A gente sai correndo, esquece de tudo, esquece de todos... Até chegar lá.
Porque é justamente lá, no meio do nada, embrenhado naquele silêncio que parece que corta a gente ao meio, é só lá que a gente consegue ter na nossa cabeça, finalmente, aquela clareza que a gente tanto procurava sem saber.
E fazer música? Fazer música pra mim é botar ordem nessa barulheira que é essa vida que a gente leva. É fazer com que esses caminhões lá fora, o sangue na TV, a gritaria das ruas, a injustiça dos nossos dias, aquelas pressões que chegam acabar com a nossa vontade de viver... É fazer com que tudo isso pare, com que tudo isso se harmonize, nem que seja por alguns minutos.
Porque... Porque às vezes e penso... A gente briga, pra ter paz. A gente chora, pra poder sorrir. A gente grita, às vezes, porque a gente quer que as pessoas ouçam o que a gente canta. A gente vive pelos que se foram. A gente morre pelos os que ainda estão aqui.
E eu sinto que às vezes a gente precisa dar de cara com o muro, mesmo.
A gente precisa ver no horizonte o fim da linha, até que no auge do desespero, a gente apalpe as nossas próprias costas e vê nelas o surgimento de um par de asas.
É nessa hora que a gente percebe... Que enquanto a gente acreditar nisso tudo o que a gente faz, colocar cada gota do nosso sangue, do nosso suor nisso o que a gente faz e continuar fazendo isso enquanto houverem forças... O que a gente tem nas nossas mãos é Infinito."

e logo depois, escreveria:

"Entendo o que pensa. Entendo que tudo o que você quer é que eu não veja problema em nada, que tudo volte a ser como era no começo. Sei que quer a calmaria de um amor duradouro. Sei que quer sentir a vento nas costas e não achar que é mais uma tempestade. Sei bem que quer ouvir a harmonia dos sons que ouvimos quando estamos em silêncio. Eu sei o que você pensa. Eu sei o que você sente. Não por te conhecer bem, mas por sentir o mesmo.Esses textos, todos, são para mim. São o que eu me tornei. São todos os conflitos que eu gero na minha cabeça. Não tem nada a ver com você, com ninguém. Tem a ver comigo, com a minha auto-insatisfação.
E... Eu vou continuar. O texto. A persistência. A vontade. Por mais que você me dê todos os sinais de que não quer que eu faça tudo por completo. Não sinais, mas me dá motivos. Desmotivos. Entende? Eu vejo defeitos onde não tem, sou perfeccionista. Nunca fico feliz com o que tenho, não. Sempre quero mais, sim. Sempre me pergunto se o que faço e o que quero é o certo. Eu dou um passo à frente me perguntando se o passo para a esquerda não é o certo, ou o passo para a direita. Ou ficar parada, também. Eu me questiono e as pessoas acham que são sempre com elas. Eu me questiono com relação à coisas que os outros fazem comigo e por mim. Eu, agora, me pergunto se o que os outros dizem é verdade. Não por duvidar de ti, não duvido. Eu só gosto de saber da verdade. Eu gosto de saber que ainda existe um caminho lá na frente, não um precipício. Eu só gosto de ter certeza que aquilo o que eu estou dando todo o meu empenho, é algo que não vai simplesmente sumir demais.
Entenda que não quero que a ilusão bata à minha porta e eu a deixe entrar. Entenda que eu não gosto de incertezas, não gosto de meias atitudes, meias palavras. Entenda que não me tornei "talvez" por gostar dele, mas porque sempre me fizeram ser talvez. Entenda que eu tenho pavor de coisas feitas pela metade, que eu tenho desprezo por todos aqueles que não sabem o que querem, nem mesmo o que falam. Mas quem sou eu para não gostar disso? Talvez seja só alguém que tenha medo de se tornar um desses. Só mais um. Eu tenho medo de ser só mais uma. E é um medo que eu enfrentei a vida toda. Entenda que o pior medo que eu posso sentir não é aquele tão asqueroso que eu não o enfrente, e sim aquele que eu enfrento todos os dias. Entenda que nada disso é sobre você, é sobre mim.
Sei que você gosta de pensar que todas as coisas são pra você e por você. Mas eu não posso existir com você se não existir, primeiro, por mim. Eu preciso desse espaço, desse momento de solidão. Preciso pensar sozinha, preciso levantar sozinha, caminhar, responder, viver, existir sozinha. Não quero - e tenho certeza disso - te deixar para trás. Não quero soltar a sua mão enquanto andamos por esse caminho ao qual chegamos. Estávamos em uma estrada bifurcada e se nos encontramos nessa estrada única, só vamos nos separar se encontrarmos outra bifurcação. Acho que já encontramos, fizemos menção de mudar a direção, mas estamos aqui.
Estamos aqui. Por mais que pareça que estamos separados, não estamos.E se você tem medo das minhas palavras, eu tenho medo da incerteza do futuro. Tenho medo de que a certeza dos outros seja a verdadeira. Eu tenho medo, o simples e puro medo, de descobrir que a minha verdade era ilusória de novo. Eu tenho medo de saber todas as respostas, mas as perguntas não são pra você. São pra vida. E eu só poderei sabe quais são as respostas vivendo os dias.
Mas você sabe, que não são apenas as minhas asas que estão sendo destruídas. Sabe que eu não sou a única que deixei de voar por isso. Não sinto falta da altura, eu sempre tive medo dela, sempre tive medo da queda. Sinto as minhas ressurgindo aqui. Sinto que elas precisam se exercitar, mas não quero. Não vou deixar que elas façam o que foram feitas para fazer. A menos que você diga que eu posso abri-las e voltar para o ar. E, talvez, eu tenha medo que você diga que eu sou livre para ir, sozinha. E, talvez, eu tenha medo que você queira voltar para o ar, sozinho."

mas, até agora, escrevi todas as coisas que ninguém nunca me pediu para escrever.

13 de novembro de 2012

#3; a gente vai.

Postado por V, às 22:46 0 comentários
e se me pedissem para escrever sobre "o agora", eu escreveria isso:
"O que ninguém percebe sobre o "Agora", é que ele é Passado. O tempo todo estamos mudando o passado com nossas ações de Agora. O Passado está sempre mudando. As pessoas não percebem que vivemos em uma máquina do tempo, da qual estamos sempre mudando o que foi feito. A gente não percebe que poderíamos mudar muita coisa na história se alguém simplesmente mudasse o final de um livro e o distribuísse por aí. Se queimássemos todos os arquivos e registros da histórias e reescrevêssemos tudo, poderíamos mudar o passado sem nem mesmo precisar ter pisado nele. Poderíamos dizer que os negros invadiram a Europa. Poderíamos dizer que o passado foi como queremos que seja o Futuro. Poderíamos dizer que o Futuro será como o Presente. E tudo isso nesse máquina do tempo que não vemos que é o Agora.
O Agora é um segundo. Perceba... Passado. Cada letra aqui digitada é passado. Cada segundo que você demora para passar os olhos por essas palavras, é Passado. Teu agora é simplesmente Passado e você acha que ainda vive em um Presente. Acho que a definição de "presente" para momento e para "ganho" é basicamente a mesma. O Agora é teu Presente para que tu mude teu Passado e pense no teu Futuro. Vai, faz agora alguma coisa que mude tudo.
E temos um problema com esse tal de Futuro, não é? Vejo que as pessoas cada vez menos tem certeza dele. Eu não tenho certeza do meu Passado, nem do meu Agora. Sei que tenho uma noção vaga do meu Futuro, mas ele é a única coisa que realmente não sabemos o que é... Mas se aplicássemos a teoria de que o Agora é Passado, ele também é Futuro. Meio à Meio. Sem Passado, não há Futuro. Assim você não saberia o que quer mudar do que era para o que se tornará. E sem Futuro, não há Passado. Se tu não pensar no que quer amanhã, não fará nada hoje, e terá repetido o mesmo ontem. O Agora é algo pequeno, mas é algo importantíssimo. E bem. O Futuro, voltamos a ele.
Acho que se o Agora é tão pequeno, porquê perdemos tanto tempo nos lamentando com o Passado, que na nossa concepção ortodoxa é imutável, e não o perdemos pensando no Futuro? Pense. Seu Futuro é o que você é. É o que você almeja. Seu Futuro é tudo aquilo o que você ainda vai precisar alcançar. Então, vamos lá. O que você quer dele?
Exato. Você não pode imaginar teu Futuro pois não pensa no teu Agora. Sabe que não quer repetir teu Passado, mas... Que Passado? Como você pode ter um Passado se nunca teve um Futuro? Como você pode pensar num Futuro, se não sabe nem mesmo explicar seu Agora?
Vê? Precisamos de outras pessoas, pessoas que saibam as perguntas certas para mudar as coisas. Não que eu saiba, não que eu mude. Mas se alguém já tivesse dito algo assim antes, e muitas pessoas pudesse ouvir, tenho certeza que não estaríamos como estamos. Vejo que estamos todos, sim, TODOS, perdidos. Eu mesma não sei o que quero agora. Não me recordo do que quis no passado. Não tenho certeza sobre o que quero do futuro. Sei apenas que existem coisas que ao longo da minha caminhada, eu recolhi. Coisas que sei que não consigo mais me pensar sem. Seja ela uma música, uma voz. Uma força. Um livro, um conforto. Um abraço. Um sorriso. Essas coisas que sei, simplesmente sei, que houve um momento, num Passado inespecífico, em que elas estiveram comigo. Sei que no Agora tomo consciência delas, então estão comigo. Sinto que no Futuro, no Futuro desconhecido, estarão comigo. Podem ser lugares, podem ser escritos. Podem ser pessoas, mas essas já não tenho tanta certeza. Pessoas mudam e se mudam. Há real motivo para mudarmos e nos mudarmos por e com elas? Algumas, com vã incerteza, digo que sim. Algumas outras, com certeza incerteza, digo que espero que sim. Mas elas podem mudar esse Passado marcado com o Agora. Ou podem marcar o Futuro desconhecido com o Agora.
Percebo, eu, Agora, que esse segundo... Esse momento do qual todos sempre dizem que temos que aproveitar, afinal, o Agora é apenas um segundo, é a coisa mais importante que podemos tomar nota. Esqueça o Passado, esqueça por um segundo o Futuro. Pense no Agora. O que você quer fazer, AGORA, que mude ou possibilite uma mudança? O que você quer que aconteça, AGORA, que te mude? O que você quer, Agora? E, por fim, Agora, no que você acredita?
Sei que são apenas montes de palavras e letras e tempo perdido. Sei essas coisas não mudam da noite para o dia. Mas não custa tentar, certo? Quem sabe um dia outras pessoas vejam o Agora, o Passado e o Futuro como eu. Quem sabe um dia todos nós entremos nessa máquina do tempo fisicamente possível.
"
eu escreveria se me pedissem. mas não pediram.

11 de novembro de 2012

and she's dying to say: just keep away from all that i am.

Postado por V, às 21:47 0 comentários
se eu pudesse, começaria uma carta. e ela escreveria:
"Não preciso de saudação, pois é uma despedida. É tipo aquele bilhete que os suicidas deixam quando estão encarando a arma, a janela, o veneno, os remédios ou a corda. E hoje quem morre é meu amor. Desculpe ser assim direta, mas acho que já enrolei demais quanto a isso. Acho que todos os dias vejo pontos e motivos que me levam a pensar que ele está morrendo aos poucos, todos os dias. Ele tem uma doença terminal e ela vai fazendo com que ele definhe mais e mais a cada segundo. Eu sei qual é a cura. Eu sei que só precisaria dar um passo à frente, só precisaria dizer duas palavras e me redimir. Só precisaria deixar que as coisas voltassem a ser como eram e ele poderia ser salvo. Mas algumas curas não são de graça. Algumas curas são inúteis. E se você cura uma doença, aparece outra. É assim que vem acontecendo com ele. Curo uma ferida e outra simplesmente aparece. E eu não faço a mínima ideia do porquê isso acontece. Às vezes penso que a culpa é minha, por ficar tão acomodada, mas prefiro pensar que foi só mais um passo errado que eu tomei e que isso tudo é só uma queda da qual eu me recuso a perceber.
Essa carta não é pra ninguém, é pra mim. Acho que eu preciso conversar comigo mesma e ver o quanto eu estou mudando por isso. Ou o quanto estou voltando a ser o que eu era por isso. Às vezes a gente se perde em nós mesmo e fica difícil achar o caminho de volta. Arrisco dizer que esse abismo pelo qual venho caindo, sou eu. Sou vazia, afinal! Nada até hoje me preencheu como eu esperei sempre que acontecesse. Sou vazia, sou oca. Sou uma camada fina de gelo que protege toda uma imensidão de água gelada. É só isso o que eu sou. Dizem que o amor recupera as pessoas. Dizem que ele ajuda a gente a ver melhor a vida e que preenche esse vazio todo. Então quer dizer que isso o que eu achei que fosse amor não era nada? Era só mais um monte de vazio? Era o quê, afinal? Perda de tempo? Perda de espaço? Perda de consciência? O que é tudo isso?
É cada vez mais difícil respirar fundo. É cada vez mais difícil abrir os olhos. É cada vez mais difícil enxergar a luz. Eu não vejo mais nada, eu não sinto mais nada. Fico ouvindo meus pensamento e minhas lembranças. Parece tudo tão distante. Será que eu sonhei tudo isso? Será que esses sonhos ruins se devem ao fato d'eu dizer que sempre preferi pesadelos? Vivo em um pesadelo constante e a culpa é só minha? O que foi que eu fiz que me levou a isso?
Acho que eu nunca me questionei tanto. Sei todas as respostas, sei quem é que está certo. Eu preciso perder esse senso de rebeldia e concordar com o sistema. As coisas não vão passar a ser do meu jeito porque eu simplesmente quero que elas sejam assim. Só queria saber se eu vou continuar assim até eu senti que estou confortável em mudar. Mas, me diz. E se eu nunca me sentir confortável em partir? Vou cortar o que resta das minhas asas e ficar? E se eu quiser gritar? Vou gritar no ouvido de pessoas que cuidaram de mim, ou vou gritar pro mundo finalmente me ouvir?
Estamos doentes. Eu e meu amor. Ele perece, mas eu tenho que continuar de pé. Uma nova doença será a cura para esta? Ele perece, enquanto eu tenho que tatear no escuro por um novo apoio. Ele perece, enquanto eu tenho que achar formas de me explicar. Ele perece, enquanto eu continuo caindo... E caindo... E caindo em mim. E quando eu hei de perecer, ele há de ressurgir. Não podemos viver em conjunto, eu e esse amor. Mas não podemos ambos morrer. Mas não podemos, sozinhos, morrer.
"
se eu pudesse, escreveria essa carta. mas não posso. talvez um dia eu possa.
 

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