eu ia escrever sobre fatos do cotidiano mais interessantes e menos metafóricos, mas existem pessoas que podem ler as metáforas e entenderem as entrelinhas, o que extremamente perigoso. continuemos no status quo.
se é que algum dia saímos dele, não é? status quo persegue minha vida mais do que os azuis, mais do que xadrezes.
mas sabe quando você começa a ver sinais na pessoa, que impede que você se declare em total status quo? então. o problema é que você começa a ver sinais DEMAIS na pessoa. não sinais só da sua cabeça, que parece que a pessoa olha mais pra você ou coisas pequenas assim. a pessoa começa a te atormentar mais mesmo. como que tentando chamar sua atenção, e fingindo que as coisas não são com ela, ou que ela não entende. sabe quando você começa a achar estanho que a te ronde o dia todo? e depois vem o que as pessoas também acham. claro que você vai comentar algo com um amigo ou outro, e quase em todos os casos é a mesma resposta que você recebe? e depois as perguntas mais complexas de terceiros. e depois mais sinais. mas mesmo assim você se recusa a sair da margem segura do status quo, pois sabe que se der um passinho a mais do que o ser humano está disposto, pode fazer todo um desastre acontecer. e ninguém deve gostar de desastres por aqui.
não sei mais. faço as coisas inconscientemente, respondo as coisas inconscientemente sem nem mesmo tentar creditar as perguntas, e depois fico me remoendo com esperanças. esperanças que o status quo tenta afogar, mas os "sinais" não deixam. sei que deve ser só mais coisinha tosca da minha cabeça, sempre foi. sempre é. e sempre será, mas quem sabe... certo, as pessoas andam "sabendo" demais, e eu não quero saber nada do que elas sabem. acho que o psicológico da pessoa já foi atacado, massacrado, pisoteado, espancado etc etc o suficiente por um único mês. chega dessa coisa.
e então, eu resolvo retirar algumas velharias do fundo da vida, e me encontro ouvindo mika e em um estado louco de paixão por nébulas.
explicação 1 mika: relax, take it easy. tatua na vida e segue enfrentando tudo aquilo que te deixa infeliz.
explicação 2 mika: dá vontade de mandar tudo pelo ares e sair por aí como se nada nunca tivesse te magoado. da vontade de ser feliz e deixar os outros felizes. pena que eu esqueço de ouvir todos os dias.
explicação 1 nébula: é infinita. é química. é brilhante. quase ninguém entende.
explicação 2 nébula: dá sensação de espaço, aconchego e conforto. dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo.
"dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo" se aplica até ao assunto anterior do texto. queria saber onde foi que começou e onde vai acabar. mas tenho preguiça (medo) tentar descobrir. fim.
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27 de fevereiro de 2012
4 de novembro de 2011
03X08 Ordinary Family
É só que as coisas realmente ficam estranhas depois de um tempo. às vezes a gente acha que a verdade é só a verdade, mas ela acaba sendo uma mentira. E depois vai se transformando em outra e em outra, e mais outra... É uma surpresa, tudo é sempre tão surpreendente, não? Acredita que nem sempre é tudo como a gente esperava, sabe?
Mas é o natural, não é? Se é que algo ainda pode ser natural.
As coisas são simplesmente assim. Você as decifra hoje, e amanhã elas estão novamente sendo vistas como um enigma. É estranho como isso vai se repetindo, e repetindo. Faz com que eu creia que as coisas nunca vão ser totalmente iguais. Nada é, não é? Até aquilo que nós mais prezamos, vai mudando, e quando percebemos, já não é mais como nós gostávamos. Mas a gente precisa engolir os amargos de vez em quando. Mesmo quando é amargo demais. E porquê? Bem, algumas pessoas simplesmente não conseguem conviver com a ideia de solidão, entende? Algumas pessoas não conseguem não perdoar. "Para todo fim há um recomeço", não é que dizem? Quando a gente perde, a gente começa uma nova partida. Tudo de novo. Do zero.
Como se nada nunca tivesse acontecido.
"He's my brother, and I'm immortal. Should I spend eternity alone instead?"
E às vezes, só às vezes, o "nada nunca aconteceu" é literal demais. Algumas coisas se perdem com o tempo. Vão sumindo, mas ainda há aqueles que vão lembrar. Nem todo fim é mesmo fim quando ainda houver quem se lembre.
E às vezes a gente demora para perceber isso. É incrível como algumas coisas de dissolvem como pó em água. Vira tudo uma coisa só e sem vida. Sem graça, sabe? É só... Líquido. Se você pegar escorre pelas mãos. Dependendo do cheiro, enjoa. Dependendo do gosto, mata. Dependendo da composição, derrete. É estranho pensar nisso, mas é mais ou menos como as coisas acontecem.
E com isso, só aparecem mais surpresas. Quem diria, né? Quem diria.
"I think that you're gonna be the one who'll save him from himself. It won't be because he loves me. It will be because he loves you."
E amanhã sempre tem mais.
Mas é o natural, não é? Se é que algo ainda pode ser natural.
As coisas são simplesmente assim. Você as decifra hoje, e amanhã elas estão novamente sendo vistas como um enigma. É estranho como isso vai se repetindo, e repetindo. Faz com que eu creia que as coisas nunca vão ser totalmente iguais. Nada é, não é? Até aquilo que nós mais prezamos, vai mudando, e quando percebemos, já não é mais como nós gostávamos. Mas a gente precisa engolir os amargos de vez em quando. Mesmo quando é amargo demais. E porquê? Bem, algumas pessoas simplesmente não conseguem conviver com a ideia de solidão, entende? Algumas pessoas não conseguem não perdoar. "Para todo fim há um recomeço", não é que dizem? Quando a gente perde, a gente começa uma nova partida. Tudo de novo. Do zero.
Como se nada nunca tivesse acontecido.
"He's my brother, and I'm immortal. Should I spend eternity alone instead?"
E às vezes, só às vezes, o "nada nunca aconteceu" é literal demais. Algumas coisas se perdem com o tempo. Vão sumindo, mas ainda há aqueles que vão lembrar. Nem todo fim é mesmo fim quando ainda houver quem se lembre.
E às vezes a gente demora para perceber isso. É incrível como algumas coisas de dissolvem como pó em água. Vira tudo uma coisa só e sem vida. Sem graça, sabe? É só... Líquido. Se você pegar escorre pelas mãos. Dependendo do cheiro, enjoa. Dependendo do gosto, mata. Dependendo da composição, derrete. É estranho pensar nisso, mas é mais ou menos como as coisas acontecem.
E com isso, só aparecem mais surpresas. Quem diria, né? Quem diria.
"I think that you're gonna be the one who'll save him from himself. It won't be because he loves me. It will be because he loves you."
E amanhã sempre tem mais.
30 de outubro de 2011
Eu e os nós...
Um dia qualquer eu percebi como eu sou fissurada por nós. Sejam os nós dos cadarços dos meus tênis, nas minhas camisas, nos plásticos e papéis que eu sempre dou um jeito de ficar enrolando ou simplesmente os nós que eu mesma crio em minha vida. Nas amizades, nas rivalidades, nos amores, nos sonhos, em tudo.
Simplesmente não consigo evitar, e quando vejo, ou estão todos de desfazendo, ou são tão fortes que eu não consigo mais soltar as pontas quando necessário. Só me resta a opção de cortá-los definitivamente.
Não que eu me sinta confortável com tudo isso, é só mais uma daquelas coisas que a gente faz sem perceber, sabe? Quando vejo está tudo amarrado, trançado e entrelaçados com pequenos nós, um por cima do outro e assim eu vou acumulando e acumulando. Parece que a vida solta e lisa não tem graça, precisa ficar meio amassada e difícil de trilhar, de suportar.
Talvez seja bom. Assim eu percebo quando algo não vale a pena. Por que simplesmente o nó se desata sozinho, como se as duas pontas não conseguissem conviver uma perto da outra. E quando o nó se firma, eu sei que aquilo pôde suportar mais do que eu esperava. Pena que são nessas situações em que tenho que cortá-los, e reparar as pontas como se elas ainda estivessem intactas, como se nunca tivessem sido unidas.
Algum dia ainda, terei apenas nós bem firmes. Que não tenham a necessidade de serem cortados. Até lá, eu vou simplesmente dando nós em tudo o que posso. E mesmo no que não posso.
Simplesmente não consigo evitar, e quando vejo, ou estão todos de desfazendo, ou são tão fortes que eu não consigo mais soltar as pontas quando necessário. Só me resta a opção de cortá-los definitivamente.
Não que eu me sinta confortável com tudo isso, é só mais uma daquelas coisas que a gente faz sem perceber, sabe? Quando vejo está tudo amarrado, trançado e entrelaçados com pequenos nós, um por cima do outro e assim eu vou acumulando e acumulando. Parece que a vida solta e lisa não tem graça, precisa ficar meio amassada e difícil de trilhar, de suportar.
Talvez seja bom. Assim eu percebo quando algo não vale a pena. Por que simplesmente o nó se desata sozinho, como se as duas pontas não conseguissem conviver uma perto da outra. E quando o nó se firma, eu sei que aquilo pôde suportar mais do que eu esperava. Pena que são nessas situações em que tenho que cortá-los, e reparar as pontas como se elas ainda estivessem intactas, como se nunca tivessem sido unidas.
Algum dia ainda, terei apenas nós bem firmes. Que não tenham a necessidade de serem cortados. Até lá, eu vou simplesmente dando nós em tudo o que posso. E mesmo no que não posso.
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