eu ia escrever sobre fatos do cotidiano mais interessantes e menos metafóricos, mas existem pessoas que podem ler as metáforas e entenderem as entrelinhas, o que extremamente perigoso. continuemos no status quo.
se é que algum dia saímos dele, não é? status quo persegue minha vida mais do que os azuis, mais do que xadrezes.
mas sabe quando você começa a ver sinais na pessoa, que impede que você se declare em total status quo? então. o problema é que você começa a ver sinais DEMAIS na pessoa. não sinais só da sua cabeça, que parece que a pessoa olha mais pra você ou coisas pequenas assim. a pessoa começa a te atormentar mais mesmo. como que tentando chamar sua atenção, e fingindo que as coisas não são com ela, ou que ela não entende. sabe quando você começa a achar estanho que a te ronde o dia todo? e depois vem o que as pessoas também acham. claro que você vai comentar algo com um amigo ou outro, e quase em todos os casos é a mesma resposta que você recebe? e depois as perguntas mais complexas de terceiros. e depois mais sinais. mas mesmo assim você se recusa a sair da margem segura do status quo, pois sabe que se der um passinho a mais do que o ser humano está disposto, pode fazer todo um desastre acontecer. e ninguém deve gostar de desastres por aqui.
não sei mais. faço as coisas inconscientemente, respondo as coisas inconscientemente sem nem mesmo tentar creditar as perguntas, e depois fico me remoendo com esperanças. esperanças que o status quo tenta afogar, mas os "sinais" não deixam. sei que deve ser só mais coisinha tosca da minha cabeça, sempre foi. sempre é. e sempre será, mas quem sabe... certo, as pessoas andam "sabendo" demais, e eu não quero saber nada do que elas sabem. acho que o psicológico da pessoa já foi atacado, massacrado, pisoteado, espancado etc etc o suficiente por um único mês. chega dessa coisa.
e então, eu resolvo retirar algumas velharias do fundo da vida, e me encontro ouvindo mika e em um estado louco de paixão por nébulas.
explicação 1 mika: relax, take it easy. tatua na vida e segue enfrentando tudo aquilo que te deixa infeliz.
explicação 2 mika: dá vontade de mandar tudo pelo ares e sair por aí como se nada nunca tivesse te magoado. da vontade de ser feliz e deixar os outros felizes. pena que eu esqueço de ouvir todos os dias.
explicação 1 nébula: é infinita. é química. é brilhante. quase ninguém entende.
explicação 2 nébula: dá sensação de espaço, aconchego e conforto. dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo.
"dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo" se aplica até ao assunto anterior do texto. queria saber onde foi que começou e onde vai acabar. mas tenho preguiça (medo) tentar descobrir. fim.
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27 de fevereiro de 2012
10 de fevereiro de 2012
03x14 - Dangerous Liaisons
Hoje eu entendi que algumas coisas que nós pensamos nem sempre são o que realmente são. Aquilo que todo mundo vê nem sempre é o que acontece. Acho que as pessoas acham demais, e nunca tem certeza de nada. Essa semana toda me provou isso. O problema só é que eu acho que algo é isso, e não tenho vontade de descobrir se é o contrário. Eu fico bem no status quo. E várias outras pessoas ficam bem no status quo. E reclamam. Reclamam e não agem. É uma contante inércia, e todos acham que está ok. Não está ok. Nunca vai estar.
Só agora, um pouco tarde, eu vejo que as coisas mais sinceras são ditas sem pensar. Aquilo que a gente diz e não percebe que disse. Eu não consigo ter isso, ou talvez consiga, mas só com coisas pequenas. As importantes eu ainda engulo. Não sei até quando, talvez até o dia em que eu explodir, ou até o dia que eu parar de sentir. Se é que eu realmente sinto. A gente nunca sabe essas coisas também.
E a gente sempre sente as coisas certas, pelas pessoas erradas nas piores horas. Existem tantas pessoas esperando alguma fagulha, e conseguimos encontrar qualquer pessoa que não queira, nem mereça, e damos tudo para ela. Só que a gente nunca lembra de cortar o mal pela raiz quando ainda podemos. Eu nunca lembro, pelo menos.
E chega alguém e fala tudo isso na nossa cara: "você só atrapalha as coisas". "você está sendo só um peso". "o que você sente não é certo". E a gente percebe que se fez tudo aquilo por que ama a pessoa, e se ela mesma disse que o que sentimos é errado, tudo bem. Voltemos ao status quo. Voltemos ao cubo de gelo. Voltemos a tudo aquilo o que eramos quando não sentíamos. Voltemos ao começo. Com outra pessoa, talvez. Sozinhos é melhor? Com outras pessoas e sozinhos é melhor.
Mas o passado nunca passa. Nunca deixa de cutucar sempre que pode. E você se vê compartilhando ele com qualquer pessoa. Na mesa de um bar, no sofá da sua casa, sentando na carteira ao lado da sua na sala de aula. Você espera que a pessoa entenda todo o seu dilema, todo o seu problema e ainda acha ruim quando ela faz suposições totalmente contrárias. Você se vê sozinho de novo, ou talvez nem tanto. E se a pessoa te importa em algo, você não vai deixar ela escapar. Não se pode deixar escapar qualquer oportunidade.
E mesmo se o amor quiser que você volte para aquele alguém que você sabe que mais amou, seu orgulho, ou consciência, talvez, tem concretamente construído que você não pode. Não é certo voltar para aquilo depois de tudo o que conseguiu ignorar. É uma coisa engraçada, dói mais você virar as costas, do que reviver tudo aquilo. Mas se conseguiu se libertar pelo menos por um décimo, por que não tentar o segundo? Qual a graça em se entregar para o mais simples?
E mesmo que o amor certeiro for o mais fácil, por que não largar tudo e ainda procurar por algo mais? No final, sempre tem um casal inesperado para chocar todas as pessoas. Qualquer dia possa ser eu. Qualquer dia, não hoje. Nem amanhã. Nem tão cedo assim. Antes eu preciso voltar ao gelo, e sair dele de novo. Sozinha.
"I'll fix myself and go back to you. I love you."
"Thank you for your honesty."
"▬ I'm sorry for trying to keep you alive. Clearly Stefan doesn't give a creap anymore.
▬ Are you mad at me for includind Stefan?
▬ No, I'm mad at you because I love you.
▬ Maybe that's the problem. No... That's not...
▬ No, I got it, Elena. I care too much. I'm a liability. How ironic is that?"
"Look, I'm grateful for what you're doing. But I miss you. And I really wish you were here."
"▬ Anyway... Good night.
▬ Stefan... Did you really not feel anything?
▬ When?
▬ How do you do that? Act like you don't care, like you don't feel anything? 'Cause I can't do that. I feel. I feel everything.
▬ Elena, stop.
▬ I'm not going to stop, Stefan. Because I don't belive that you feel nothing.
▬ What? You think I want to be this person? I hurt you, Elena. I bit you. I hate myself for that I did to you.
▬ Then show it. Do something. Stefan, anything is better than trying to convince me you don't care.
▬ I can't... If I let myself care, all I feel is pain."
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22 de janeiro de 2012
Sobre os azuis (de verdade)
Sei que eu disse que ainda não estava preparada para escrever algo assim, tão recente, mas quem sabe se eu compartilhar com alguém isso tudo não vai embora, não é?
Venho que distraindo com pequenas coisas e espero que um dia eu esqueça, de repente assim, toda essa loucura que eu mesma procurei pra mim. É estranho quando digo algo sobre isso, parece tão insignificante, ou até mesmo tão infantil. Talvez sempre esteve na minha frente e eu nunca percebi. Não sei.
Lembro que era agosto e que eram azuis. Queria-os, mas não de verdade. Eram simplesmente por diversão,. mas acabei pedindo do mesmo modo, e não foram aqueles os que recebi. Vieram outros azuis, cada qual com um significado, mas sempre azuis. Verdes são significam nada, nem mesmo os pretos. Às vezes podem ser mais intensos, mas nunca tão importantes como os azuis.
Até hoje tento entender o que aconteceu. Talvez fosse algo que já estivesse escrito em alguma página da minha vida, e eu nunca dei muita importância, até que eu percebi que as coisas não seriam mais tão fáceis assim. Não seria tão fácil deixar para trás, esquecer. E até hoje acho difícil passar do lado de alguns azuis e não sentir que ainda existe um sentimento inacabado. Talvez eu só devesse cortar tudo pela raiz e não deixar ponta algo sobrando. São de pontas soltas que laços se reatam. Talvez eu não queria mais isso.
Estranho quando a gente quer tanto uma coisa, e quando só tem coisas derivadas daquilo, percebe que não quer mais. Incrível a capacidade humana que simplesmente usar e enjoar. Não que seja meu caso, mas eu não quero mais me iludir por coisas tão claras. Que talvez nunca devessem ser minhas. Ou que talvez até devessem. Não sou que decido, não é? Eu apenas escrevo coisas banais e arco com as consequências.
Seria irônico se eu os procurasse, mas não. Eles aparecem. Sabe aquelas situações engraçadas de quando a gente gosta tanto de uma coisa, que essa coisa aparece em todos os lugares? Você vê suas coisas preferidas em qualquer lugar, e acha que isso significa algo. Às vezes é só sua mente projetando essas ilusões, e eu queria que fosse assim com os azuis, mas não. São sempre os que mais importam, e os que mais fazem falta. Não sei se eu iria encontrá-los se eu os quisesse tanto, não sei iria conseguir substituir um azul por outro. Não sei quando foi que eu percebi que isso fazia parte de mim.
Mas eles estão sempre lá. Nas músicas, nos filmes, nos textos que eu leio. Tento ignorá-los, mas sempre aparecem na minha frente como bons amigos, dando conselhos e querendo me fazer rir. Querem me fazer bem! Aquilo que mais te persegue e te assombra tenta te fazer bem. Já ouviu história parecida? É tanta ironia que eu já nem sei mais se é real ou se eu apenas sonho com isso. Mas, veja bem, a confusão que eu sempre senti não é de mentira.
Irônico também são todas as coisas que eu prefiro são azuis. Tem uma casa no centro da minha cidade que é velha e azul. Acho ela a casa mais linda da cidade toda, e sempre disse que, quando eu tiver dinheiro e for mais velha, se a casa ainda existir e estiver a venda, vou comprá-la. Retocar o lindo azul bebê da casa, e vou amar viver em uma casa que o assoalho é de madeira bem velha e que ranja. Meu sonho.
E tem modelos de celulares, sapatos, roupas. Até uma das minhas cores preferidas de esmalte é azul. Mas nem sempre os tenho.
Os azuis, os importantes azuis que nunca me pertenceram, não estão mais aqui. Acho que nunca estiveram. Tudo coisa da minha cabeça... Mas acabo, sem procurar, os achando. Sem querer, pra ser franca. Sempre caio, sempre imagino. Azul, te acho em algum verde ou cinza. Em alguns tons azuis continuo caminhando. Apesar de não saber apreciar um lindo céu aberto, nem um mar limpo, vou os encontrando em todos os lugares, pessoas e desejos. Nunca roxos, amarelos ou vermelhos. Talvez me perca em alguns verdes, mas, para mim, serão sempre azuis.
(a parte linkada não é minha, não achei outra forma de dar os créditos, desculpem.)
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13 de dezembro de 2011
Hearts On Fire ♪
Esses dias eu estava vendo VH1 Hits, e acabei me lembrando de um clip que eu adorava há uns 2 anos atrás, só que não lembrava a letra, nem o nome da música ou dos artistas. Fiquei com o clip na cabeça o final de semana todo, me martirizando por que não lembrava o nome da maldita música, que nem mesmo lembrava o refrão.
Aí ontem mesmo, eu percebi que eu nunca lembro algumas coisas que são importantes. Como final de filmes, segundas estrofes de músicas que eu deveria saber de cor, final de livros e etc. Eu sempre esqueço coisas que eu deveria lembrar.
Mas né, como às vezes eu fico sob pressão com todas as informações que me são dadas todos os dias, como nome de músicas novas, bandas novas, livros novos, filmes, blogs etc etc, é super normal que aquelas coisas que ficam mais ou menos trancafiadas lá no fundo do meu subconsciente sejam momentaneamente esquecidas. Mas quem disse que aquele idiota que eu deveria esquecer, eu esqueço? Ah então, aí entra a coisa de que eu nunca faço o que eu deveria fazer. Meu cérebro não se acostuma com a idéia de ter que fazer algo. Bem simples assim.
Certo que eu quase nunca esqueço completamente as coisas, eu fiquei sabendo, por meio de telepatia com a vida, que a primeira palavra do nome era "heart". BOA, quase nenhuma música começa com "heart", gênio. E foi aí que eu comecei minha jornada para me lembrar de todas as coisas meio importantes na minha vida. Não lembrei de muita coisa, mas até que olhando a lombada de alguns livros eu consegui lembrar os finais de alguns. Certo, eu não lembrei de nada, quase que não trago o bilhete assinado pro curso e me ferro. Quase esqueço o nome de outras músicas que eu não aguento mais ter vontade de ouvir.
Eu vivo nesse constante esquecimento de coisas e pessoas e fatos e assuntos e tudo.
Pois bem, depois de "Heart" eu simplesmente youtubei a palavra e fiquei vendo as sugestões que apareciam. Cliquei em algumas, mas não era nenhuma das sugestões, e então, boom! "Hearts On Fire" brilhou na minha memória. Isso mesmo, depois de dois anos, eu consegui lembrar. Só pensa em uma criança que consegue finalmente achar aquele brinquedo que não tinha em lugar nenhum. Foi mais ou menos igual.
Talvez agora eu até lembre de outras coisas que eu deveria. Até o final dos filmes e livros que eu tanto digo gostar.
Aí ontem mesmo, eu percebi que eu nunca lembro algumas coisas que são importantes. Como final de filmes, segundas estrofes de músicas que eu deveria saber de cor, final de livros e etc. Eu sempre esqueço coisas que eu deveria lembrar.
Mas né, como às vezes eu fico sob pressão com todas as informações que me são dadas todos os dias, como nome de músicas novas, bandas novas, livros novos, filmes, blogs etc etc, é super normal que aquelas coisas que ficam mais ou menos trancafiadas lá no fundo do meu subconsciente sejam momentaneamente esquecidas. Mas quem disse que aquele idiota que eu deveria esquecer, eu esqueço? Ah então, aí entra a coisa de que eu nunca faço o que eu deveria fazer. Meu cérebro não se acostuma com a idéia de ter que fazer algo. Bem simples assim.
Certo que eu quase nunca esqueço completamente as coisas, eu fiquei sabendo, por meio de telepatia com a vida, que a primeira palavra do nome era "heart". BOA, quase nenhuma música começa com "heart", gênio. E foi aí que eu comecei minha jornada para me lembrar de todas as coisas meio importantes na minha vida. Não lembrei de muita coisa, mas até que olhando a lombada de alguns livros eu consegui lembrar os finais de alguns. Certo, eu não lembrei de nada, quase que não trago o bilhete assinado pro curso e me ferro. Quase esqueço o nome de outras músicas que eu não aguento mais ter vontade de ouvir.
Eu vivo nesse constante esquecimento de coisas e pessoas e fatos e assuntos e tudo.
Pois bem, depois de "Heart" eu simplesmente youtubei a palavra e fiquei vendo as sugestões que apareciam. Cliquei em algumas, mas não era nenhuma das sugestões, e então, boom! "Hearts On Fire" brilhou na minha memória. Isso mesmo, depois de dois anos, eu consegui lembrar. Só pensa em uma criança que consegue finalmente achar aquele brinquedo que não tinha em lugar nenhum. Foi mais ou menos igual.
Talvez agora eu até lembre de outras coisas que eu deveria. Até o final dos filmes e livros que eu tanto digo gostar.
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17 de novembro de 2011
Everyday that you wanna change, that you wanna change...
Devagar. Uma coisa de cada vez, e você se vê perdendo quase tudo.
Primeiro vão coisas pequenas, que você quase não se dá falta, depois as médias, que é quando você finalmente percebe que há algo errado, mas mesmo assim não consegue impedir, e no fim, se vai tudo de uma vez, sem nem mesmo te dar tempo para gritar "Espere!".
A sensação é sempre a mesma, a impotência é a pior coisa que se pode sentir, não acha? Eu acho que já vivi muito disso, e hoje me pego pensando no tempo perdido, em que eu estava ocupada demais não vendo os pequenos detalhes. Só hoje que eu me dou conta de percebê-los, mas às vezes, mesmo com eles, as coisas não são como eu esperava que fossem.
Podia ser eu no lugar das coisas, não é? Se eu fosse sumindo aos poucos, talvez as pessoas nem mesmo percebessem. Meus pais, irmãos, talvez. Quem sabe.
Mas sem pensar nas coisas que eu já perdi. Talvez eu possa pensar nas que eu vá ganhar, e só ganhar. A vida é assim, não? A gente perde, a gente ganha. As pessoas mudam, nós mudamos. E assim crescemos. Alguns retardam isso ao máximo, eu simplesmente anseio mais e mais. Mais e mais.
Primeiro vão coisas pequenas, que você quase não se dá falta, depois as médias, que é quando você finalmente percebe que há algo errado, mas mesmo assim não consegue impedir, e no fim, se vai tudo de uma vez, sem nem mesmo te dar tempo para gritar "Espere!".
A sensação é sempre a mesma, a impotência é a pior coisa que se pode sentir, não acha? Eu acho que já vivi muito disso, e hoje me pego pensando no tempo perdido, em que eu estava ocupada demais não vendo os pequenos detalhes. Só hoje que eu me dou conta de percebê-los, mas às vezes, mesmo com eles, as coisas não são como eu esperava que fossem.
Podia ser eu no lugar das coisas, não é? Se eu fosse sumindo aos poucos, talvez as pessoas nem mesmo percebessem. Meus pais, irmãos, talvez. Quem sabe.
Mas sem pensar nas coisas que eu já perdi. Talvez eu possa pensar nas que eu vá ganhar, e só ganhar. A vida é assim, não? A gente perde, a gente ganha. As pessoas mudam, nós mudamos. E assim crescemos. Alguns retardam isso ao máximo, eu simplesmente anseio mais e mais. Mais e mais.
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12 de novembro de 2011
Oh, I'd 'cross the whole world...
Seria assim, nós três. Sim, três. Não me dou bem com números pares. Seriamos inseparáveis, umas daquelas amizades que nunca é quebrada, algumas brigas, talvez, mas quem sabe dure o tempo que precisar. Como aquelas coisas que existe entre irmãos. Mas seria melhor.
Um dia alugaríamos um apartamento, e a partir daí começaríamos a ter realmente responsabilidades. Trabalhar, cuidar de uma casa, pagar as contas, mas mesmo assim seria divertido. Seria melhor do que morar sozinho, com os irmãos, com um namorado ou com os pais. Seria engraçado, por que teríamos camas, mas dormiríamos no sofá e acordaríamos no chão. E mesmo com tantos problemas, nos divertiríamos no nosso mundo e dificilmente deixaríamos pessoas de fora entrar. Seria só a gente sendo feliz.
Mesmo que todos dissessem que nunca iria dar certo, que depois de algum tempo iriamos nos odiar com a convivência, conseguiríamos dinheiro o suficiente para quando as coisas ficassem entediantes, pudéssemos ir pra qualquer lugar que quiséssemos. Bem aquela vida que as pessoas conseguem levar no filmes e seriados. Mas seria de verdade.
Nos divertiríamos contando alto até tarde da noite, ou rindo de coisas que não tem graça. Simplesmente vivendo a vida como deveria ser vivida. Conhecendo todo mundo que a gente precisasse conhecer. Namorar aqueles que fossem "aprovados" pelos outros dois, ou simplesmente mandaríamos os outros procurarem algo melhor para fazer do que ficar julgando as pessoas por quem nos interessássemos. Dá pra imaginar uma vida assim?
A gente se cuidando, e sendo simplesmente feliz, não importando o que acontecesse.
E mesmo se vocês tentassem fugir de mim, eu procuraria por vocês até que a gente conseguisse realizar tudo isso. E se eu fugisse, imagino vocês fazendo o mesmo por mim. Seria ótimo, o que acham? E não, não pode ser qualquer pessoa, ou alguém parecido, só vocês dois.
Um dia alugaríamos um apartamento, e a partir daí começaríamos a ter realmente responsabilidades. Trabalhar, cuidar de uma casa, pagar as contas, mas mesmo assim seria divertido. Seria melhor do que morar sozinho, com os irmãos, com um namorado ou com os pais. Seria engraçado, por que teríamos camas, mas dormiríamos no sofá e acordaríamos no chão. E mesmo com tantos problemas, nos divertiríamos no nosso mundo e dificilmente deixaríamos pessoas de fora entrar. Seria só a gente sendo feliz.
Mesmo que todos dissessem que nunca iria dar certo, que depois de algum tempo iriamos nos odiar com a convivência, conseguiríamos dinheiro o suficiente para quando as coisas ficassem entediantes, pudéssemos ir pra qualquer lugar que quiséssemos. Bem aquela vida que as pessoas conseguem levar no filmes e seriados. Mas seria de verdade.
Nos divertiríamos contando alto até tarde da noite, ou rindo de coisas que não tem graça. Simplesmente vivendo a vida como deveria ser vivida. Conhecendo todo mundo que a gente precisasse conhecer. Namorar aqueles que fossem "aprovados" pelos outros dois, ou simplesmente mandaríamos os outros procurarem algo melhor para fazer do que ficar julgando as pessoas por quem nos interessássemos. Dá pra imaginar uma vida assim?
A gente se cuidando, e sendo simplesmente feliz, não importando o que acontecesse.
E mesmo se vocês tentassem fugir de mim, eu procuraria por vocês até que a gente conseguisse realizar tudo isso. E se eu fugisse, imagino vocês fazendo o mesmo por mim. Seria ótimo, o que acham? E não, não pode ser qualquer pessoa, ou alguém parecido, só vocês dois.
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31 de outubro de 2011
This is Halloween...
Algumas pessoas nem mesmo se lembram disso, ou acham que é besteira, mas para mim, é alguma coisa diferente. Não que o dia vá ser diferente, que alguma coisa mude, ou que algo bizarro aconteça, mas pelo simples fato de existir uma história por trás de tudo isso, já faz com que seja interessante. E o que seria dos (meus lindos) vampiros que não fosse o Halloween? Seriam só mais uma lendazinha urbana tipo o homem do saco? E o Frankstein? E os lobisomens? E toda essa fantasia gostosa que faz com que quase todo mundo sinta medo de sair de casa, ou até de ficar em casa à noite?
Sei que não são todos que concordam, mas a gente celebra tanta coisa. Tem dia do poeta, dia do eletricista, dia do fotógrafo, dia do enfermeiro, médico, quimico, lixeiro, operador de máquina, dia do beijo, da saudade, e por que não um dia para todas as criaturas que nossa mente medrosa fantasia? As pessoas ainda não estão assim lá tão mente aberta para o medo que elas vivem aprisionando, e com o passar do tempo, pessoas "loucas" como eu, e meio viciadas na sensação de medo acabam sendo taxadas simplesmente por terem "uma mente mais aberta" para coisas mais fictícias. Não que todas essas criaturas existam, mas a parte espiritual sim. Talvez. Enfim.
É só para deixar bem claro que isso não é só uma brincadeira de crianças em que são ditas "Gostosuras ou Travessuras?" com baldinhos de abóbora na mão na porta dos outros, é mais o simbolismo, e quase que a vontade de que pelo menos uma noite de todos os anos, todos os monstrengos que a gente imagina saíssem debaixo das nossas camas e de nossos armários, e fossem espantar tudo aquilo que nos faz mal. Depois vir assustar a gente um pouquinho só, por que faz bem sentir medo, às vezes.
| Happy Halloween com meu Jack Esqueleto, que inspira você até o Natal |
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12 de outubro de 2011
Round, and round, and round...
E sempre acaba do mesmo modo. Sempre a mesma cadeira com os mesmos pensamentos. O sentimento de vazio, de falta é o que sempre muda, simplesmente vai crescendo e nunca pára. Nunca se preenche esse espaço que não fora guardado para simplesmente nada. Ou talvez seja guardado para alguém, mas ninguém se incomodou em ocupar.
Acontece bastante, nas melhores e piores família. Minha cabeça continua dando voltas e mais voltas. Os mesmo pensamentos sempre aparecem quando eles deveriam ter deixado de existir. É a mesma vontade que me assola desde que eu descobri como era "viver" assim. Incompleta, com meus pedaços espalhados por algum lugar que eu nunca me lembrei onde é. Alguém se sente assim também?
Eu sempre tentei transformar tudo isso em palavras, mesmo quando tinha um falso assentamento nessa espécie de buraco. Eu tentava sempre fingir que tudo estava bem, tudo estava bonito. Quando na verdade eu só queria um abraço de qualquer pessoa, quem sabe. Mas nada nunca pareceu bastar, nada nunca pareceu ser o suficiente. E eu sempre fui me calando cada vez mais, até que percebi que ninguém iria perceber meu silêncio, e nem mesmo adiantava eu sair gritando por aí, que ninguém iria ouvir também. Eu fui ficando invisível, cada vez mais, até que eu decidi sumir de vez.
Eu sumi, minha personalidade sumiu, minha voz sumiu, mas minha cabeça e meus pensamentos continuam aqui. Dando voltas, voltas, e mais voltas. Alguns pensam que eu me incomodo com isso, mas é só uma questão de tempo até eu perder os sentidos, e explodir. Quem sabe um dia eu não me descontrole e volte a ser o que eu era. Quem sabe um dia eu me descontrolo e passo a ser quem eu sempre me imaginei sendo.
Enquanto o mundo vive lá fora, enquanto todos fazer as besteiras que acham que definem a vida como "boa", eu fico aqui, apenas pensando, planejando. Dando voltas e mais voltas.
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