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19 de outubro de 2011

Eu e "ele"...

Postado por V, às 15:22 0 comentários


Quando eu escrevo algo para "ele", não significa, exatamente, que exista um "ele" específico. Quase tudo o que eu escrevo nesse meu status-quo é mais ou menos uma prece disfarçada de sentimento real para que alguém acidentalmente corresponda o sentimento que não existe. Ainda. Como quando a gente reza baixinho antes de dormir, só que eu gosto de expor minhas "orações" por aí.
Muitas pessoas acham que se é necessário amor para poder por aquelas lindas palavras para fora, mas a maioria dos grandes escritores tinham tantos amores ao mesmo tempo que acabavam não amando ninguém no final das contas. E pode-se ver, o textos mais marcantes são aqueles que falam da falta, e não aqueles que falam da presença. A saudade sempre foi mais bonita, mais concreta, mais real. Quando o amor bate a nossa porta, a gente fica tão... admirado com ele, que acaba esquecendo de verificar se ele é mesmo de verdade... Às vezes ele é só coisa da nossa cabeça. Tipo aquelas coisas que não existem, mas na cabeça da gente a gente consegue pegar na mão, segurar, apertar. Como se aquilo fosse de verdade.
Meu "ele" é assim. "Ele" pode ter vários rostos, cara dia "ele" parece com alguma pessoa. "Ele" não existe, mas lá, bem fundo dos meus mais remotos pensamentos, "ele" é real e eu posso tê-lo o quanto eu quiser, do modo que eu quiser. Mas é só até aparecer um "ele" que seja realmente adequado. Até lá todos os eles que aparecerem, eu vou moldando até, na minha cabeça, eles terem a forma dessa pessoa que não existe, mas é real.
Agora sim, parece que eu andei ficando louca, mas acredito que muitas pessoas já se sentiram assim. Pode não ser com uma pessoa. Um objeto, quem sabe. Um lugar, um sentimento. Todo mundo já pensou que tinha alguma coisa, mas na verdade era só imaginação. Mas a imaginação era tão boa, que parecia ser real.
Então a gente fica assim, sem saber direito se acordou mesmo do sonho.

15 de outubro de 2011

This could be the end...

Postado por V, às 20:16 0 comentários

The End - Kings Of Leon

E perguntam de nós como se ainda pudéssemos ser apenas um. Como quando fomos no passado. Eu rio quando falam de você, quando acham que eu ainda me importo com o pouco que restou. Mas é o bastante, você não acha? Imagino que o que ainda restou depois do fim, seja o natural. Não se deve pôr mais daquilo que não se pode desperdiçar. O tempo continuou correndo e nunca nos impediu de viver.
Pena daqueles que ainda reescrevem o passado. O futuro é aquilo que importa, você não concorda? Deixa o que passou para trás e olha para frente, gurizada. Pensa que coisas melhores estão vindo e me ajudem a encontrá-las. Aquilo que eles ainda julgam ser bom, para mim já não serve mais. Todo mundo percebe quando o fim vai chegando.
Logo as lembranças vão sumir, eu sei. Logo tudo não vai passar de um simples borrão que aconteceu na vida de alguém, e todas as coisas vão mudar. Para melhor, eu espero. É o ciclo natural das coisas, evoluir, não regredir.
E de qualquer forma, ainda vai existir aquela uma pessoa para te lembrar de que nem todos te viram as costas totalmente. Algumas pessoas até fingem que partem, mas do nada de apresentam tão vivas dentro de ti, que até assusta. E sempre vai ter alguém para te confundir e te lembrar que talvez não, o fim não tenha chego.
Quantas vezes já não disse que ia desistir? Não que eu tenha acreditado em uma delas, mas agora acho que é realmente verdade. Esse pode mesmo ser o fim, e é melhor que nós nos agarremos nele.
Postado por V, às 16:58 0 comentários


Uma distração à mais. Um tempo pra mim. Mais um copo de angustia e tristeza.
Eu deveria entender tudo o que se passa aqui dentro, mas quando mais eu tento, mais fica complicado. Acho que vou desistir. Desistir de você, desistir de alguns sonhos, desistir de acordar amanhã. Só semana que vem.
Sabe aqueles dias em que você pensa “Eu deveria ter ficado na cama”? Então, estou em um desses dias.
E não vem ninguém pra me ajudar.

12 de outubro de 2011

Round, and round, and round...

Postado por V, às 15:57 0 comentários

E sempre acaba do mesmo modo. Sempre a mesma cadeira com os mesmos pensamentos. O sentimento de vazio, de falta é o que sempre muda, simplesmente vai crescendo e nunca pára. Nunca se preenche esse espaço que não fora guardado para simplesmente nada. Ou talvez seja guardado para alguém, mas ninguém se incomodou em ocupar.
Acontece bastante, nas melhores e piores família. Minha cabeça continua dando voltas e mais voltas. Os mesmo pensamentos sempre aparecem quando eles deveriam ter deixado de existir. É a mesma vontade que me assola desde que eu descobri como era "viver" assim. Incompleta, com meus pedaços espalhados por algum lugar que eu nunca me lembrei onde é. Alguém se sente assim também?
Eu sempre tentei transformar tudo isso em palavras, mesmo quando tinha um falso assentamento nessa espécie de buraco. Eu tentava sempre fingir que tudo estava bem, tudo estava bonito. Quando na verdade eu só queria um abraço de qualquer pessoa, quem sabe. Mas nada nunca pareceu bastar, nada nunca pareceu ser o suficiente. E eu sempre fui me calando cada vez mais, até que percebi que ninguém iria perceber meu silêncio, e nem mesmo adiantava eu sair gritando por aí, que ninguém iria ouvir também. Eu fui ficando invisível, cada vez mais, até que eu decidi sumir de vez.
Eu sumi, minha personalidade sumiu, minha voz sumiu, mas minha cabeça e meus pensamentos continuam aqui. Dando voltas, voltas, e mais voltas. Alguns pensam que eu me incomodo com isso, mas é só uma questão de tempo até eu perder os sentidos, e explodir. Quem sabe um dia eu não me descontrole e volte a ser o que eu era. Quem sabe um dia eu me descontrolo e passo a ser quem eu sempre me imaginei sendo.
Enquanto o mundo vive lá fora, enquanto todos fazer as besteiras que acham que definem a vida como "boa", eu fico aqui, apenas pensando, planejando. Dando voltas e mais voltas.
 

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