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24 de outubro de 2011

Eu pensei...

Postado por V, às 18:20 0 comentários

Amsterdam - Anberlin

Eu pensei ter dito que era o fim. Você não chegou a ouvir? Tinha até uma música pra enfatizar a coisa toda: "This could be the end...".
Eu pensei que estávamos na mesma linha de pensamento, por que isso era o certo a se fazer. Esquecer o passado, dar apenas passos para frente. Não adianta tentar voltar atrás e consertar, por que nunca vai ser o mesmo, nunca vai ser bom igual. E por que ouvir o que os outros dizem, não é mesmo? É sempre melhor ouvir o que nós mesmo temos a dizer e temos a pensar. Se formos nos basear no que as pessoas dizem... Acho que nunca iremos sair do lugar.
Engraçado quando dizem: "você se acostumou com ele", sim, no começo. No final me acostumei a ficar sem ele. É assim que tudo tem que ser, não? E se eu sempre parar para olhar para trás, jamais vou mudar de posição. Sempre aqui, para sempre aqui. Como se o mundo, o tempo, a vida tivesse parado. E não é bem por aí. As coisas mudam, é o sentido natural da existência. Nascer, crescer, mudar, morrer. Fim.
Depois alguém diz: "você até admira aquele cara que parece com ele". Não, ele que parece aquele cara que eu já admirava e nem sabia. Não tem conexão. Eles nem se parecem, pra informação de alguma pessoas. Antes que continuem falando algo do gênero.
Ainda insistem: "você não esqueceu". Claro que esqueci, mas aí algum se lembrou de me lembrar disso tudo. Do passado, do gosto bom, das ligações e... de tudo. Como eu iria conseguir esquecer afinal? Mas eu tentei, juro que tentei.
E fiz errado, não é? Ah, eu ainda escrevo aqui sobre todos esses pensamentos banais. Eu deveria simplesmente apagar tudo, como se apaga uma linha torta ou uma palavra errada. Ninguém nem vai perceber, nem mesmo vai lembrar. Talvez só fique ali marcado na página, mas a gente escreve por cima. Ninguém nem vai perceber.
Ou talvez percebam.

19 de outubro de 2011

Eu e "ele"...

Postado por V, às 15:22 0 comentários


Quando eu escrevo algo para "ele", não significa, exatamente, que exista um "ele" específico. Quase tudo o que eu escrevo nesse meu status-quo é mais ou menos uma prece disfarçada de sentimento real para que alguém acidentalmente corresponda o sentimento que não existe. Ainda. Como quando a gente reza baixinho antes de dormir, só que eu gosto de expor minhas "orações" por aí.
Muitas pessoas acham que se é necessário amor para poder por aquelas lindas palavras para fora, mas a maioria dos grandes escritores tinham tantos amores ao mesmo tempo que acabavam não amando ninguém no final das contas. E pode-se ver, o textos mais marcantes são aqueles que falam da falta, e não aqueles que falam da presença. A saudade sempre foi mais bonita, mais concreta, mais real. Quando o amor bate a nossa porta, a gente fica tão... admirado com ele, que acaba esquecendo de verificar se ele é mesmo de verdade... Às vezes ele é só coisa da nossa cabeça. Tipo aquelas coisas que não existem, mas na cabeça da gente a gente consegue pegar na mão, segurar, apertar. Como se aquilo fosse de verdade.
Meu "ele" é assim. "Ele" pode ter vários rostos, cara dia "ele" parece com alguma pessoa. "Ele" não existe, mas lá, bem fundo dos meus mais remotos pensamentos, "ele" é real e eu posso tê-lo o quanto eu quiser, do modo que eu quiser. Mas é só até aparecer um "ele" que seja realmente adequado. Até lá todos os eles que aparecerem, eu vou moldando até, na minha cabeça, eles terem a forma dessa pessoa que não existe, mas é real.
Agora sim, parece que eu andei ficando louca, mas acredito que muitas pessoas já se sentiram assim. Pode não ser com uma pessoa. Um objeto, quem sabe. Um lugar, um sentimento. Todo mundo já pensou que tinha alguma coisa, mas na verdade era só imaginação. Mas a imaginação era tão boa, que parecia ser real.
Então a gente fica assim, sem saber direito se acordou mesmo do sonho.

15 de outubro de 2011

Mas e o amor de verdade?

Postado por V, às 17:33 0 comentários

Creio que muitas pessoas ainda acreditam nessa fantasia que desde os contos de fadas nos fazem sonhar: o amor. O amor verdadeiro. Príncipe e princesa. Pessoas perfeitas, em casamentos perfeitos, com crianças perfeitas e duas cadeiras de balanço na varanda quando a idade avançar. Todo mundo um dia já se imaginou assim, não é? Ou pelo menos queriam que suas histórias acabassem assim.
Mas ninguém nunca disse que essas coisas são quase impossíveis, não é? Hoje em dia é difícil duas pessoas se amarem cara-a-cara. Sim, digo isso por causa dos namoros virtuais, a distâncias. Consigo contar nos dedos todos os que deram certo. E ainda sim as pessoas reclamam que o amor não existe mais. Que todos estão sofrendo e coisas do tipo. Mas o problema de verdade é que ninguém consegue mais dar a cara a tapa, dizer Eu te amo olhando nos olhos, andar de mãos dadas e fazer todo aquele clichê romântico, sabe? Domingo no cinema, abraço debaixo das cobertas num dia de chuva. Essas coisinhas pequenas.
Eu não sei se é só comigo, mas fico me perguntando onde foi parar o "amor de verdade". Não o amor que você vê retratado nos textos vagantes por aí, aquele amor de dói, que alegra com pouco. Mas assim, aquele amor que parece que não existe. Aquela coisa de saber sentir o que o outro está sentindo, como se fosse uma ligação mental, que só aparece nos filmes. Parece loucura o que eu disse, não é? Mas imagina só, você gostar tanto de alguém, e esse alguém gostar tanto de você, que vocês nem mesmo precisem falar para saberem o que o outro quer, ou o que ele está pensando. Imagina existir apenas o ato de sentir. Sentir-se feliz, sentir-se triste, sentir-se confuso, tudo isso quando a outra pessoa também está se sentindo. Pra mim isso é amor de verdade.
Quando dizem pra mim, como no caso dos meus avós paternos, que quando minha avó piorava do câncer, meu avó ficava gripado. Mas mesmo assim ele pegava o trem todos os dias aqui na minha cidade, pra ir até o hospital na capital onde minha avó ficava, até ela melhorar. Todos os dias ele ia lá de manhã e voltava à noite. E quando ela melhorava e voltava pra casa, a gripe do meu avô passava. Isso sim eu sempre achei que fosse amor. E conheço mais outros casos de amor nesse intensidade. O engraçado é que são todos com idosos. Parece que eles conhecem o amor melhor que todos, não é? Amor de idoso sempre foi e sempre vai ser mais bonito do que qualquer coisa no mundo.
E às vezes eu fico me perguntando se um dia eu vou chegar a ter algo assim. Ser tão dependente de alguém, que só o pensamento de passar alguns minutos longe já vão ser torturantes. E saber que a pessoa sente o mesmo. Essa reciprocidade de necessidade, de pensamento, de vida.
Às vezes eu me pergunto se algum dia eu vou conhecer alguém, que eu vou sentir realmente a vontade de me prender a ela. Em todos os sentidos. Físico, mental, sentimental. Me prender a ela e não mais me separar. E que essa pessoa vai sentir o mesmo. Seremos dois presos por vontade, como Camões já dizia. "Amor é estar preso por vontade", e não esse clichê todo que as pessoas nos vendem hoje em dia. O amor de 24 horas, hoje eu te amo, amanhã eu já não o faço mais, e você vai sofrer, ou dizer que vai sofrer.
Mas e o amor de verdade para você? O que seria isso?
Na verdade, eu acho que fiquei louca. Ou que minha mente de vidas passadas ainda me acompanha e ela ficou presa em algum momento entre os anos 20 e 60, que faz com que eu não consiga me adaptar aos conceitos de vida comum de hoje em dia. Eu ainda acredito que o amor "como antigamente" ainda possa existir em algum coração singular, que só vai deixar de ser singular quando encontrar o meu. Esses pensamentos egoístas que existem por aí.
Mas quem sabe algum dia alguém não me responde o que aconteceu com o amor de verdade.

13 de outubro de 2011

Paranoia Amorosa: Ela gosta dele, eu sei disso!

Postado por V, às 20:09 0 comentários

Não, eu gosto de ninguém, pra começo de conversa.
Não entendo de onde as pessoas (A.K.A: minha mãe e garotas da escola) tiram que eu saio gostando de todo mundo a torto e a direito. Se eu gosto de alguém, eu vou é gostar de mim e pronto! Não gosto, e fim.
Mas todo mundo sempre precisa dar uma de vidente, mãe de santo, cartomante e prever o futuro, ou presente, tanto faz, e sair falando que eu gosto das pessoas. E não é um simples gostar, aquela coisinha de dar risadinha quando fala o nome, abaixar a cabeça quando tocam no assunto. Todo mundo fala como se eu fosse perdidamente apaixonada pelo cara, como se eu não vivesse sem etc etc. E o pior é que em cada lugar que eu vou, eu tô gostando de alguém. Parece que eu sou uma das piores vagabundas que existe, sabe?
E isso me incomoda, por que de tanto as pessoas falarem na minha orelha, eu começo a ouvir elas, e acabo me confundindo com o que mesma sinto. Não que eu seja assim tão influenciável, mas é que eu fico procurando os "sintomas" do amor quando as pessoas falam certas coisas. Eu começo a ficar idiota perto dos meus supostos "amores" e acabo me dividindo entre a minha realidade e a realidade inventada pelos demais.
Então, eu acho que se você é alguém que está ocasionalmente todos os dias fora da minha cabeça, não sabe o que eu sinto, não lê meus pensamentos nem minhas emoções, você deveria calar isso o que chama de boca, e parar de criar boatos falsos sobre o que eu supostamente deveria estar sentindo. Mas, oh, claro, isso é perfeitamente impossível para os demais ao meu redor fazerem. E é pior quando você diz "não, eu não gosto" e faz aquela cara de nojo. Todo mundo vai olhar pra você e falar "taí, negar é o primeiro passo". Não, negar é dizer a verdade, na maioria dos casos.
Agora vocês conseguem entender a diferença? Ou até mesmo a importância de vocês se manterem calados? Isso irrita, além de criar boatos e reputações que as pessoas nem mesmo merecem. Não é por que vocês acham algo, que isso seja verdade. Você comentar, o famoso entrar-por-um-ouvido-e-sair-pelo-outro, até vai. Mas fica batendo na mesma tecla eternamente não vai dar certo. Não vai fazer se tornar realidade. E isso vale pra quase todos os assuntos da vida.
Cansei de responder sempre as mesmas perguntas e ainda ser contrariada. Só isso.

10 de outubro de 2011

Desmontando uma História de Amor

Postado por V, às 17:32 0 comentários

As histórias sempre começam, continuam e terminam do mesmo jeito.
Tudo sempre começa em um dia que você realmente não espera encontrar alguém para se apaixonar. Mas encontra. Nesse dia você conhece aquele cara lindo, que nunca tinha visto na escola, na rua ou ele acabou de se mudar para sua cidade. Geralmente, você vê ele uma vez e não fala nada. “Se for pra ser, vamos nos encontrar outro dia”, e vocês se encontram. Conversam. Você percebe o quanto vocês tem em comum. O inevitável acontece, você se apaixona.
Depois disso você volta para casa e liga para a amiga, passa horas falando de como a risada dele é linda e o sorriso…bom, é o sorriso mais lindo do mundo. Ela até pergunta quem é o príncipe encantado, mas você não entrega de primeira, espera o segundo encontro, por acidente ou de propósito mesmo. Vocês se vêem de novo, e ele parece mais bonito (como será possível?), vocês trocam telefone e ele até te abraça. O resto do dia você espera ele ligar, ele não liga. Você dorme esperando que ele ligue no dia seguinte. E ele liga. Marca com você em um lugar qualquer, depois da escola ou no final de semana. Você passa horas imaginando tudo, escolhendo suas roupas e a maquiagem, cabelo solto ou cabelo preso. Tanto faz.
Você liga pra sua amiga, passa mais horas falando em como ele é o cara dos seus sonhos, o amor deixa todo mundo perfeito. Ela implora pra conhecer o cara e você acaba cedendo, afinal, é sua melhor amiga.
Chega então o dia em que vocês vão se encontrar e você vai com sua amiga, mas só mostra quem é o cara e vai sozinha falar com ele, sem surpresas. Horas de conversa, muita conversa. Depois o beijo, aquele beijo que faz sua barriga formigar e sua cabeça doer, de tão quieta e vazia que ela fica. Ah, aquele beijo. Aquele mesmo, que você sonhou durante todos os outros dias, semanas, que você não quis que tivesse fim. Sim, esse mesmo. Aquele beijo.
Durante semanas ele te manda mensagens fofas, você todas as noites liga pra ele, só pra dormir com a lembrança de sua voz. Depois de algumas semanas, vocês estão namorando. Todos sabem, sua mãe adorou ele, seu pai…bom, os pais sempre acham que você é nova demais para isso, mas quem se importa? Você o ama, e ele te ama também. Vocês são felizes.
Todos sabem, aquela invejosa sabe, a ex dele sabe, uma menina que vai se apaixonar por ele também sabe. Você descobre o ciúmes e as vezes não esquece do controle. Vocês brigam. Você chora horas para sua amiga no seu quarto, se entupindo de chocolate e sorvete. Quando você acha que não pode chorar mais, no final do dia ele não liga e no dia seguinte mal fala com você. Você chora no banheiro, você não quer perdê-lo. Eis a hora que ele chega com flores, aquelas flores idiotas que fazem seu coração derreter. Mas quem liga para flores quando você tem os braços dele? Aquele abraço que faz o mundo parar? As flores idiotas que voltem para a terra, ele é seu. Ainda é seu.
Tudo fica perfeito, até a próxima briga. Dessa vez você não chora, você tem a razão, você sabe que tem a razão. Ele te liga mas você não atende, de repente, ele não é tão perfeito assim. Você não se importa, depois de um dia você vai querer ele de novo, você só precisa dormir.
“Tudo bem então, acabou”. É isso que ele te diz depois disso tudo. Aí sim, você chora. Como ele pode te deixar? Depois de tudo o que vocês passaram, de toda a felicidade, depois das flores, das brigas, de todo esse amor? Como?. Sua amiga se desespera, querendo que você melhore. Você melhora, depois de pelo menos 3 semanas.
Mas você ainda não consegue sair de casa. Depois de mais algumas semanas você sai de casa, simplesmente por sair. Não chamou as amigas por que não quer ouvir mais um “Nossa, mais um pouco achei que você ia simplesmente se trancar naquele quarto, precisava mesmo sair. Você está bem mesmo?”, isso você ouviria quando tivesse forças para ignorar. Só daqui algumas saídas, sem sentido ou rumo, de casa.
É então que você o vê. Ele é mais bonito do que o ultimo, o sorriso dele parece muito mais bonito e inspirador, as roupas parecem mais legais, o jeito de andar mais confiante, tudo parece melhor do que o ultimo.
Era alucinação ou ele olhou para você e sorriu, para você? Talvez sim, talvez não. Você balança a cabeça, querendo afastar qualquer pensamento que possa acontecer tudo de novo, as feridas ainda estão novas demais. Por um segundo, você não lembra delas, mas você quer que elas estejam ali.

De qualquer forma, aconteceu. E você ama um estranho, de novo.
 

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