Mostrando postagens com marcador textos do tumblr. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos do tumblr. Mostrar todas as postagens

27 de janeiro de 2012

Postado por V, às 18:30 0 comentários
Olha, já não é a primeira vez que eu penso nisso. Acho que não está dando certo. Algumas coisas não batem, os pensamentos são diferentes, as necessidades continuam sendo necessidades e os olhares de fora sempre são mais interessantes. Sei que essa não é a atitude certa, sei que eu tô errada. Errada pra caralho, por que durante esse tempo todo eu só usei, usei, usei e nunca dei nada em troca. E isso é errado. Errado pra cacete, mas eu não consigo parar. Alguma coisa sempre entala as palavras na minha garganta e tudo fica mais bonito na minha cabeça. Vou acumulando, esperando, observando, e nada de perceberem. As coisas não dão certo. Nada dá certo. Nada parece estar no lugar certo. Todos dizem que somos lindos, engraçados. Mais nos batemos do que ficamos juntos. Mas ficamos, não é? E quando ficamos é bom. Deve ser pra você. Não sei. Mas não sei se é o certo. Minha mãe diz que eu mereço coisa melhor. Minhas amigas dizem que eu mereço coisa melhor. Até eu acho que mereço coisa melhor. Tá, desculpa. Mereço algo mais que você ainda não descobriu como me dar. E é foda, sabia? Você passar todos os dias esperando uma surpresa e ser a mesma coisa de sempre. Mentira, tem surpresas. Mas são ruins. Quero algo bom. Pra mim. Que eu me sinta especial com isso. Que eu me sinta bem com isso. Mas parece que tá bom assim pra você. Ter essa minha pouca metade estando com você todos os dias. Parece que você se contenta com aquele mínimo que eu te dou. Mentira, você não se contenta, mas não arrisca em pegar mais. Não arrisca porra nenhuma e fim. Não vai além. Faz o de sempre e chega. Caralho. Caralho, você não vê que não é o suficiente? Faz alguma coisa nova. Me surpreende. Cresce, quem sabe. Digo, mentalmente, na altura você já tá grande demais. Mas às vezes parece uma criança. É ridículo. É. Tá, desculpa, eu não deveria ter dito isso. Só não pergunta por que eu escrevi isso. Já tô cansada de ter sempre os mesmo pensamentos e nunca conseguir dizer. Eu nunca digo nada, né? Você já percebeu. Você também não. Se tá bom, tá bom. Se tá ruim, a gente finge que tá tudo bem. Porra. Mas vai lá, fica com elas e me deixa aqui. Quando você voltar eu falo tudo isso na sua cara. E é pra você ficar quieto, por que se você começar a falar eu vou me estressar e paro de dizer isso tudo. Mas então, deixa assim mesmo. Enquanto a coragem não aparecer, finge que você nunca leu isso, e eu nunca pensei nesse assunto. Finge que tá tudo bem, como a gente sempre fez. Manter as aparências. Tá, esquece tudo o que eu escrevi. Eu só não digo por saber que vou me arrepender depois. Mas foda-se. Esquece. Esquece igual tudo o que eu já te disse e já te escrevi. Esquece a aliança em casa e acha alguém melhor. Termina comigo você, quem sabe. Ou me faz mudar de idéia. Sei lá, faz alguma coisa. Comigo. Ou simplesmente pensa que isso foi tudo um sonho e que eu vou acordar do seu lado na manhã seguinte. Esquece, então. É melhor. Só precisava por isso pra fora. Desculpa se falei merda demais, eu só penso em merdas demais. Ignora. Ei, não fica bravo, eu ainda gosto de você. É, eu gosto. Enfim, eu nunca te disse nada disso e vem me ver logo. Tô te esperando.

14 de janeiro de 2012

Postado por V, às 23:28 0 comentários
Bem, eu devo encarar a realidade. Uma hora todo mundo tem que fazer isso. Por mais que eu não queria, eu realmente nasci pra ser sozinha. Eu vivo muito melhor assim, obrigada. Isso quer dizer que eu prefiro fazer uma parceria solitária, eu, eu mesma e comigo. Isso é normal. Nunca vai existir ninguém para desapontar, nunca vai existir ninguém para me desapontar. Ninguém nunca vai se machucar. É a combinação perfeita. As pessoas sempre acham que precisam de outro par de pernas, braços, olhos e um sorriso perfeito para viver. Eu também quero, todo mundo quer. Querer não é precisar. Eu não preciso. Sobrevivi sozinha até aqui, posso morrer assim. Existem horas que é bom um abraço, que é bom alguém para nos confortar… Mas é melhor passar por tudo sozinha. Eu acho que é. Pessoas são complicadas. Bagunçam mentes, estômagos, palavras. Pra que eu vou querer alguém que vai bagunçar meu maior bem? Minhas palavras? Ficar sozinha dói. Dói demais, às vezes. Mas não dói tanto quanto um coração partido. Isso sim dói. Dói tanto que tudo em você dói. Respirar dói, andar dói, deitar dói, chorar dói, pensar dói, escrever dói. Qualquer mísero ato, dói. Mas quem seria eu sem a dor? Graças à algumas coisas, talvez graças à todas as dores físicas e mentais que eu já senti, sou imune ao resto de dores. Não que não doa mais, dói menos. E pra que falar de dor? Mas ainda sim não posso falar de felicidade. Isso é uma coisa que eu ainda não encontrei. Talvez eu encontre quando decidir viver com o buraco que eu sinto no lugar do coração, outra coisa que me incomoda. Não sei onde eu arrumei isso, mas está aqui. E vai continuar aqui. Eu não quero ninguém pra tapar ele por alguns dias, semanas, meses e depois abri-lo de novo como se não fosse nada. Outra coisa: Quando dói em você, não dói em outra pessoa. Mas chega de falar de dor, de solidão, de pessoas e de como elas são desprezíveis, até as mais amáveis. A realidade é que todo mundo pode muito bem viver sozinho. Só que existe uma coisa torturadora e idiota que todo mundo diz ter, que faz com que as pessoas pensem que uma vida à dois é melhor do que a vida sozinho. “Amor”. O que é essa porcaria de “amor”? Pra mim é só mais uma palavra que não tem mais significado. Todo mundo diz que o “amor” é uma coisa que traz paz, que te deixa feliz, que faz milagres e que poderia mudar o mundo. Pra mim… Bom, ninguém nunca foi digno de devolver o significado pra isso, então, alguém me faz o favor de arrumar um “amor” sem defeitos. Por que todos os que eu achei pela vida estavam quebrados.

4 de janeiro de 2012

V. [re]desenterra o passado em: Para alguém que talvez nunca leia.

Postado por V, às 23:39 0 comentários
Acho que a pior besteira da minha vida foi colocar na cabeça que era melhor te esquecer. Eu jamais deveria ter feito isso, mas eu já estava chegando ao ponto de que te ver não era o suficiente, eu te queria, eu precisava de você. Todas precisam, não é? Todas que te amavam como eu, talvez precisem. Eu não lembro como foi que eu decidi isso, mas talvez tenha sido quando eu já estava cansada de sofrer por algo que estava tão distante, e era tão platônico. Mesmo que sua voz me causasse arrepios (ainda causam), mesmo que seu sorriso se refletisse no meu rosto (ainda se reflete), mesmo que sua felicidade fosse a minha felicidade, não era a coisa mais saudável do mundo pra mim. Mas me fazia feliz e é disso que eu sinto falta. Mesmo sem você por perto, eu não sentia esse vazio enorme que eu sinto agora, eu não sentia essa dor de estar sozinha, como sinto agora, eu não me sentia mal, sabendo que não era isso que você desejava para mim. Mas essa dependência nunca foi algo bom, eu tinha que sorrir sozinha, me completar sozinha, fazer tudo sozinha. E o melhor jeito que eu encontrei de fazer isso, foi me convencendo de te esquecer. Por que eu fui tão burra? Eu precisava de você, e vejo que ainda preciso. Mas não da mesma forma, hoje é diferente, não é a mesma coisa. Encontrei outros apoios, mas nenhum foi igual à você. Nunca amei alguém como amei você. Nunca vou esquecer da primeira vez que te liguei, nem mesmo do nosso primeiro abraço (está próximo, TEM que estar), nem mesmo de todas as palavras que eu já direcionei à você. Cada “eu te amo” foi verdadeiro, muito verdadeiro. Eu ainda diria, se não tivesse esse orgulho idiota que faz parecer que ele seja falso. Mas não é, só não me sinto confortavel dizendo isso. Tudo foi verdadeiro, mais do que qualquer outra poderia dizer. Tudo o que eu fazia, era de coração, era por amor. Cada vez que eu te xinguei foi por ciúmes de outras que não te amavam como eu e que você dava mais atenção do que pra mim. Eu sou mesmo egoísta. De qualquer forma, essa semana eu estava tentando lembrar a sensação de como era quando eu te amava, mas encontrei um vazio. Isso me incomodou. Como eu posso encontrar um vazio, onde antes havia tanto amor que mal cabia dentro de mim? Como uma pessoa tão boa e importante pra mim pôde se transformar em um vazio? Como eu pude te esquecer? Por que eu te esqueci? Nem eu mesma sei. A unica coisa que eu sei, agora, é que isso foi um erro, eu jamais deveria ter feito isso. Eu jamais deveria ter jogado fora meu único ponto de felicidade, que me alegrava sem razão nenhuma. Vai ver, foi a falta dos seus braços ao meu redor que fez te esquecer. Ou até mesmo, meu coração se recusa à amar outra pessoa que não seja você e seja essa a razão do vazio que eu sinto aqui dentro.

30 de novembro de 2011

Postado por V, às 13:45 0 comentários
De verdade? Parece que as coisas estão de ponta cabeça. Eu sinto falta daquilo que me machuca, daqueles que não se importam, de tudo o que já me fez mal. É como se eu não existisse sem a dor. Sem aquela dor que me motiva a melhorar, a ser alguém melhor. Não para os outros, para mim.
Eu agora sinto vontade de fazer com que qualquer pessoa me note, simplesmente por alguns segundo, só para que elas possam partir de novo. Talvez assim eu possa dizer que tentei. Eu tento, às vezes dá certo, às vezes eu me enforco com a minha própria corda. E acordo bem no dia seguinte, só pra pra fazer tudo de novo.
Fácil seria se ninguém nunca te desse as costas, sabe? Seria muito bom se todo mundo sempre ficasse do seu lado, mas de que adiantaria? Às vezes é você quem se cansa das pessoas, não elas que se cansam de você. Você simplesmente as usa como desculpa, para não precisar ser o culpado por não ter mais o mundo ao seu lado. Estranho quando a verdade te dá uns tapas na cara, né? Acho que eu cansei de levar sempre do mesmo lado, vou tentar virar o gosto, pra sensação não ser tão dolorida.
Gostaria de saber, assim, se mais alguém pelo menos já pensou nisso. Por que muitas vezes meus pensamentos são tão egoístas, tão malucos, que eu acho que só eu consigo pensar em coisas assim. Mas ninguém nunca vai estar sozinho no mundo. Não completamente sozinho, não concorda? 
Hoje é só hoje. Tem tá aqui agora, pode não estar daqui dois minutos. Já pensou nisso? E amanhã, é só o amanhã. Tu não sabe quem vai sentar do teu lado no banco da praça enquanto tu espera sua carona. Quem sabe a pessoa que sentou ali não seja a sua carona. Quem sabe.
Igual nos filmes.
Já que nos filmes é tudo mais bonito. Neles ninguém nunca se esquece. E quando se esquece, alguma coisa os faz lembrar. Mas isso a gente pode chamar de realidade. Já vivi bastante disso, e sei que é verdade.
Lembrar… Nunca imaginei que isso seria algo ruim.
Mas pior mesmo, é sentir falta. Sentir falta daquilo que te machuca. 

5 de novembro de 2011

Postado por V, às 21:29 0 comentários
Tenho dentro de mim aquilo que ninguém jamais conseguiu explicar. Sinto-me completa e aos pedaços ao mesmo tempo. Sinto raiva e afeição, tudo junto. Quero estar perto, mas também prefiro ficar longe. Não existe um acordo, quase não se tem ligação. Não passa, não se esquece. Vive para sempre, eu acho. Amo. E amo com todos os defeitos.

29 de outubro de 2011

Postado por V, às 20:40 0 comentários
Quando aprendeu a dramatizar, começou a mentir. Hoje ela mais mente do que se convence da verdade. Ela já não sabe mais quem ela é, só por isso prefere se esconder atrás das personagens que ela mesma cria. Cada dia ela é alguém, ela já até se passou por ele. Nada disso faz com que ela se sinta melhor.
Alias, quem se sente bem sendo alguém que não existe? Ela achava que isso iria ajudar, pobre ingênua que ainda acredita que a fada-madrinha vai aparecer antes do baile. Sim, ela se esqueceu que o relógio ainda bate meia-noite e que o sapato de cristal não vai ficar para trás quando ela sair correndo e chorando.

26 de outubro de 2011

And I guess that's why they call this love...

Postado por V, às 15:23 0 comentários

(Devido problemas técnicos esse post "musical" não tem música. Mas se puder, pesquise por "Anberlin - A Perfect Tourniquet" e ouça. Grata)

"I'm not sure if you can call this romance / You see we have chaged since the start / Even togheter, we look distant, lonely and apart"
Parece que foi há tanto tempo. Escrevo agora como se apenas soubesse de lembranças que eu mesma inventei, assim logo imagino que elas não tenham existido. São tão distantes e tão minhas, que somente em meus mais íntimos e longos sonhos eu poderia criar. E você quase sempre aparece neles. São raras as noites em que fecho meus olhos e não te vejo. Mas é assim que as coisas devem seguir. Separando-nos enquanto ainda pode, para que não haja tanta dor mais para frente.
"But we both look the other way / Pretend still believe when they say / And I guess that's why they call this love / Sadly unpredictable / And I guess that's why they call it love / Fade and fatal"
Estranho mesmo são os outros enxergando por nós. Assim, simplesmente assim, todos ainda dizem o que querem enxergar e nem sempre é o que realmente acontece. Acho que você nunca percebeu isso, já que não há quem observe por você, mas em minha todos continuam sussurrando como ainda há futuro. E ainda dizem que há amor. Amor? Não. Quem sabe. Talvez ainda haja, mas não meu por você, e nem de você por mim. Previsível, você acha? Talvez sim.
"...Is getting hard to stay / But even harder to let go / Tell me, now, darling / Is this how do we thought love was meants to go? "
E mesmo sabendo que o fim é preciso, é difícil deixar com que as coisas simplesmente passem. É sempre assim, não acha? Alguma hora a ferida tem que curar, e eu acho que para mim estão sobrando só algumas cascas que teimam em cicatrizar. Mas eu vou conseguir. Eu não preciso de mais uma incerteza. Não preciso de você. É assim mesmo que você imaginava que o amor é? Eu já o conhecia.

24 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:22 0 comentários
Liga aqui pra casa e diz que o tempo parou. Parou quando você esqueceu que me amava, quando as lembranças foram embora e foi nessa hora que tu percebeu que as coisas começaram a ser diferentes. Sentiu falta das suas coisas, aquelas que eu nunca quis te devolver. Viu que o por do sol nunca mudou e que o ponteiro do relógio já não tiquetaqueava mais.
Queria saber se a loucura atingiu você também, ou se é só comigo que essas coisas acontecem.
Postado por V, às 18:21 0 comentários
Pelo caminho eu olhava a chuva que caia no vidro do carro, a coisa que eu mais gostava era de ver a chuva caindo nas janelas, era um tanto quanto inspirador, sempre imaginei como uma corrida das gotas, e no final elas de transformavam num acumulo de água, ou pelo caminho se juntavam e formavam uma gota só. Assim como algumas pessoas, nascem em pontos diferentes, mas todas tem o mesmo destino e viram a mesma coisa no fim das contas…pó. Algumas são maiores que as outras, algumas são mais rápidas que as outras, mas no final ninguém é melhor do que ninguém. Por que as pessoas não enxergam isso antes do fim?

18 de outubro de 2011

Postado por V, às 12:16 0 comentários

A: Se você soubesse como dói…
E: O que dói?
A: Dói tudo! Sinto dores no coração, na cabeça, nas pernas, no estômago, nos braços, nos olhos… Até respirar costumar doer!
E: Nossa, deve ser dificil. Mas como tudo pode doer ao mesmo tempo?
A: Ah, quando você se sente sozinho, é fácil as coisas doerem. A cabeça dói por imaginar demais, pensar demais, às vezes sinto como se meu cérebro fosse explodir em mil pedacinhos. Os olhos doem por sonharem demais. Às vezes eles querem chorar, mas nunca conseguem, isso faz eles doerem mais ainda. As pernas doem por caminhar demais nessa estrada, às vezes elas encontram alguns buracos e saem machucadas, mas mesmo assim nunca param de andar… Nem de doer. Os braços doem por ficarem estendidos demais, esperando um abraço que nunca chega, mas ele nunca se encolhem.
(Silêncio)
E: E o resto? Por que o resto dói?
A: Os pulmões parecem doer por nunca terem o ar que precisam. Aquele ar que só aquela pessoa poderia fazer você respirar… Bem, isso você não deve entender. E o estômago dói por ficar abaixo do coração e do cérebro. O coitado parece ter de engolir tudo… Digerir é o pior. Imagine digerir borboletas mal educadas, palavras, confusões, sonhos, vontade e batimentos cardíacos.
E: Deve doer muito… Mas, e o coração?
A: Ah, esse já dói por simplesmente bater, bate tão triste. O meu às vezes dói por não ter achado outro coração para fazê-lo bater feliz.

17 de outubro de 2011

Postado por V, às 14:53 0 comentários
Um dia eu fui conversar com uma velha senhora que as pessoas diziam sempre que ela sabia dizer coisas que você teria medo de ouvir e refletiria sobre isso durante um tempo. Perguntei à ela o que ela mais sentia falta da juventude dela. Ela me respondeu:
- Eu sinto falta da atitude dos jovens! Antigamente, bem antigamente, quando alguma coisa não os agradava, os jovens faziam alguma coisa, eles sempre se rebelavam e não só sentavam em um canto e choravam, como os jovens de hoje fazem. Hoje vocês aceitam qualquer porcaria que os mais velhos dizem e isso tem que mudar! Os jovens de hoje em dia não vivem, eles criam uma rotina e reclamam de tudo, mas não fazem nada pra mudar!
Tive que reconhecer que era verdade, então ela me olhou e com uma voz mais doce, prosseguiu:
- Mas o pior é que vocês ouvem, pensam em mudar, mas tem medo. Todos os que vem aqui e me perguntam isso, ouvem a mesma resposta, mas nunca mudam… Vocês nunca mudam…
Eu a agradeci por isso. Ela teve a sabedoria de fazer com que eu visse a pior coisa dessa geração. Ela fez com que eu saísse da minha rotina e mudasse alguma coisa.

16 de outubro de 2011

Postado por V, às 16:53 0 comentários


Eu sinto como se estivesse morrendo. Morrendo de dentro pra fora, começando pelos sentimentos. A dor é inexplicável, é bem pior do que sentir uma lança em brasas atravessando meu coração.
Eu queria aproveitar mais a vida, eu queria ver todos os melhores elementos de tudo o que eu vivi, eu queria esquecer que eu deveria fazer tudo diferente, que eu deveria fazer alguma coisa.
De qualquer modo, estou morrendo, deixando pra trás todas as oportunidades de uma vida inteira. É ruim, mas talvez alguém ainda exista e esteja vindo me salvar disso tudo. Mas, só talvez.

15 de outubro de 2011

Postado por V, às 16:58 0 comentários


Uma distração à mais. Um tempo pra mim. Mais um copo de angustia e tristeza.
Eu deveria entender tudo o que se passa aqui dentro, mas quando mais eu tento, mais fica complicado. Acho que vou desistir. Desistir de você, desistir de alguns sonhos, desistir de acordar amanhã. Só semana que vem.
Sabe aqueles dias em que você pensa “Eu deveria ter ficado na cama”? Então, estou em um desses dias.
E não vem ninguém pra me ajudar.

12 de outubro de 2011

Postado por V, às 12:24 0 comentários


Ele viu que ela o encarava, então deu um sorriso amigável e fez com que ela se sentisse confortavel para se aproximar.
Ela se perguntava o que deveria falar quando chegasse a mesa. Tinha medo de dizer alguma coisa errada e fazer com que ele se arrependesse.
Ela não esperava pelo o que aconteceu.
- Oi. - Disse ele sorrindo, com um cigarro nos lábios.
- Olá… Posso te fazer uma pergunta? - Disse ela insegura se deveria mesmo dizer isso, ou se meter em assuntos que não eram da sua conta.
Ele olhou para ela, um tanto confuso, mas assentiu, de modo que a deu coragem.
- Por que você fuma?
Ele a olhou confuso novamente. Pensou em como responderia, tragou de novo o cigarro e soltou a fumaça na direção dela, o que a fez assoprar a fumaça de volta pra ele. Por fim, ele sorriu.
- Você não entende, certo? Bem, você vê um cigarro, mas para mim… E para outros fumantes nesse lugar, pode ser outra coisa. Eu vou te fazer uma pergunta agora. O que mais te incomoda? - Ela não disse nada, simplesmente o olhava com um pouco de medo, até que ele prosseguiu: - Bem, o que mais me incomoda são meus problemas. O que mais deve te incomodar em um cigarro é a fumaça, ou talvez o cheiro. Eu odeio ambos. Então eu juntos tudo, transformo meus problemas em fumaça e cheiros desagradáveis. - Ele tragou novamente e soltou a fumaça para cima da garota de novo e continuou: - Eles vem de fora, vocês os coloca pra dentro de você, eles fazem mal para você e você os cospe para o mundo de novo…
- Então você não fuma cigarros, e sim seus problemas. É isso? - Disse ela timidamente.
Ele sorriu e apagou o cigarro. Cruzou os braços na mesa e a olhou nos olhos. Ela parece relaxar, mas ainda assim recusava-se a se sentar à mesa do estranho.
- É o jeito mais fácil que eu encontrei de acabar com eles. Eu vou me matando aos poucos, fazendo com que eles saiam de dentro de mim. Assim como todas as pessoas fazem para tirar os problemas deles da cabeça. Os meus param no pulmão e impregnam a vida de outras pessoas.
Ela sorriu para ele e finalmente puxou uma cadeira. Ela queria prolongar aquela conversa. Ela queria conhecer mais aquele estranho que usava bem as palavras. Ela queria descobrir um modo (mais saudável) de acabar com todos os problemas da sua vida.
- Agora sim, entendi.
Ele a olhava com certa curiosidade, certa ternura. Ele queria saber mais sobre ela, prolongar aquele momento. Talvez hoje ele achasse aquela inspiração que faltava há tanto tempo. Talvez, só talvez.
- Então, como você acaba com seus problemas?
Ela demorou responder. Mas por fim entregou:
- Eu não acabo com eles. Somente sobrevivo com isso.

10 de outubro de 2011

Desmontando uma História de Amor

Postado por V, às 17:32 0 comentários

As histórias sempre começam, continuam e terminam do mesmo jeito.
Tudo sempre começa em um dia que você realmente não espera encontrar alguém para se apaixonar. Mas encontra. Nesse dia você conhece aquele cara lindo, que nunca tinha visto na escola, na rua ou ele acabou de se mudar para sua cidade. Geralmente, você vê ele uma vez e não fala nada. “Se for pra ser, vamos nos encontrar outro dia”, e vocês se encontram. Conversam. Você percebe o quanto vocês tem em comum. O inevitável acontece, você se apaixona.
Depois disso você volta para casa e liga para a amiga, passa horas falando de como a risada dele é linda e o sorriso…bom, é o sorriso mais lindo do mundo. Ela até pergunta quem é o príncipe encantado, mas você não entrega de primeira, espera o segundo encontro, por acidente ou de propósito mesmo. Vocês se vêem de novo, e ele parece mais bonito (como será possível?), vocês trocam telefone e ele até te abraça. O resto do dia você espera ele ligar, ele não liga. Você dorme esperando que ele ligue no dia seguinte. E ele liga. Marca com você em um lugar qualquer, depois da escola ou no final de semana. Você passa horas imaginando tudo, escolhendo suas roupas e a maquiagem, cabelo solto ou cabelo preso. Tanto faz.
Você liga pra sua amiga, passa mais horas falando em como ele é o cara dos seus sonhos, o amor deixa todo mundo perfeito. Ela implora pra conhecer o cara e você acaba cedendo, afinal, é sua melhor amiga.
Chega então o dia em que vocês vão se encontrar e você vai com sua amiga, mas só mostra quem é o cara e vai sozinha falar com ele, sem surpresas. Horas de conversa, muita conversa. Depois o beijo, aquele beijo que faz sua barriga formigar e sua cabeça doer, de tão quieta e vazia que ela fica. Ah, aquele beijo. Aquele mesmo, que você sonhou durante todos os outros dias, semanas, que você não quis que tivesse fim. Sim, esse mesmo. Aquele beijo.
Durante semanas ele te manda mensagens fofas, você todas as noites liga pra ele, só pra dormir com a lembrança de sua voz. Depois de algumas semanas, vocês estão namorando. Todos sabem, sua mãe adorou ele, seu pai…bom, os pais sempre acham que você é nova demais para isso, mas quem se importa? Você o ama, e ele te ama também. Vocês são felizes.
Todos sabem, aquela invejosa sabe, a ex dele sabe, uma menina que vai se apaixonar por ele também sabe. Você descobre o ciúmes e as vezes não esquece do controle. Vocês brigam. Você chora horas para sua amiga no seu quarto, se entupindo de chocolate e sorvete. Quando você acha que não pode chorar mais, no final do dia ele não liga e no dia seguinte mal fala com você. Você chora no banheiro, você não quer perdê-lo. Eis a hora que ele chega com flores, aquelas flores idiotas que fazem seu coração derreter. Mas quem liga para flores quando você tem os braços dele? Aquele abraço que faz o mundo parar? As flores idiotas que voltem para a terra, ele é seu. Ainda é seu.
Tudo fica perfeito, até a próxima briga. Dessa vez você não chora, você tem a razão, você sabe que tem a razão. Ele te liga mas você não atende, de repente, ele não é tão perfeito assim. Você não se importa, depois de um dia você vai querer ele de novo, você só precisa dormir.
“Tudo bem então, acabou”. É isso que ele te diz depois disso tudo. Aí sim, você chora. Como ele pode te deixar? Depois de tudo o que vocês passaram, de toda a felicidade, depois das flores, das brigas, de todo esse amor? Como?. Sua amiga se desespera, querendo que você melhore. Você melhora, depois de pelo menos 3 semanas.
Mas você ainda não consegue sair de casa. Depois de mais algumas semanas você sai de casa, simplesmente por sair. Não chamou as amigas por que não quer ouvir mais um “Nossa, mais um pouco achei que você ia simplesmente se trancar naquele quarto, precisava mesmo sair. Você está bem mesmo?”, isso você ouviria quando tivesse forças para ignorar. Só daqui algumas saídas, sem sentido ou rumo, de casa.
É então que você o vê. Ele é mais bonito do que o ultimo, o sorriso dele parece muito mais bonito e inspirador, as roupas parecem mais legais, o jeito de andar mais confiante, tudo parece melhor do que o ultimo.
Era alucinação ou ele olhou para você e sorriu, para você? Talvez sim, talvez não. Você balança a cabeça, querendo afastar qualquer pensamento que possa acontecer tudo de novo, as feridas ainda estão novas demais. Por um segundo, você não lembra delas, mas você quer que elas estejam ali.

De qualquer forma, aconteceu. E você ama um estranho, de novo.

9 de outubro de 2011

Postado por V, às 17:48 0 comentários

Aprendi com a vida que não existe aquele tipo de homem perfeito e meigo. E se existirem, eles foram mudando ao longo de um relacionamento. É sempre assim, você nunca vai encontrar aquele cara que te beije com amor e afeição no primeiro encontro, ele não vai te mandar um buquê de rosas no dia seguinte, e nem nos próximos 3 meses, ele ainda não vai te ligar de madrugada perguntando se você está bem, nem nada dessas coisas que aparecem em filmes e seriados. Aliás, qual seria a graça dos filmes se o que acontece neles é verdade? Nenhuma.
Então, se você, garota ou mulher, espera que apareça um príncipe encantado montado no cavalo branco, esqueça. Contente-se com aquele cara que anda a pé, faz você rir e te conhece como ninguém. Ele pode não ser perfeito ainda, nem mesmo você é, ele só precisa de tempo para fazer com que o amor apareça e ele mude.

8 de outubro de 2011

Paranoia Social: Eu e as pessoas.

Postado por V, às 14:33 0 comentários

Tenho fobia de me apegar às pessoas.
Para mim é sempre o mesmo ritual: conhecer, gostar, simpatizar, perder. Por isso tenho medo de gostar de alguém, seja amigo ou um amor mesmo, sou daquelas pessoas que conhece e já pensa em como seria perder a pessoa. Pensar assim faz com que eu dê valor para cada sorriso que a pessoa dá quando eu falo alguma coisa idiota, pelo menos não vou dizer que só aprendi quando perdi.
Não sei se faço alguma coisa de errado, se enjôo rápido ou seja lá o que for, não existe uma única pessoa que eu tenha conhecido na vida que continuou do meu lado por mais de um ou três anos. Eles sempre vão embora. Eu sempre lembro de todos.
Deve ser por isso que demoro à dizer que gosto de alguém, deve ser por medo de acreditar que alguém vá ficar comigo por um longo tempo e no dia seguinte eu ver que a perdi.
Perder alguém para o tempo é a pior coisa que eu já experimentei na vida.

7 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:39 0 comentários
Às vezes ele fica lá, sozinho, conversando com o seu silêncio. Ele faz com que as coisas pareçam tão naturais, ele faz a solidão parecer tão boa. É, ele faz.
Eu sinto vontade de ir quebrar isso algum dia, perguntar por que diabos ele sempre fica sozinho, olhando pro nada, sem nunca falar com ninguém, sem nunca olhar para ninguém. Talvez ele entenda o prazer de ser sozinho, talvez um dia eu vá e faça com que ele pare com isso.
Mas ele faz isso parecer tão bom.

6 de outubro de 2011

(10-11) Alguma carta perdida...

Postado por V, às 13:34 0 comentários

Guria, o que aconteceu contigo? Eu lembro que da ultima vez que nos encontramos, você era mais interessante. Você ria mais, sorria. Parecia feliz, parecia gostar das pessoas ao seu redor, e agora, tanto faz como fez. Aliás, melhor o seu ditado: “tanto faz, como não fez”. O que você deixou de fazer nos últimos tempos?
Deixou de acordar mais cedo pra dar pelo menos uma iluminada nesse rosto antes de pôr a cara pra fora de casa? Deixou de escolher melhor suas roupas e não se importa quando suas unhas ficam curtas? Sei que não gosta quando pensam que você é fútil e prefere andar de tênis, mas todo mundo de elogia quando usa sombra cinza, delineador, costas nuas e salto alto. Não que você deva ir assim pra todo lado, mas estando assim,sem toda essa basiquês idiota, tu fica mais bonita. Tu gostava de se ver assim no espelho, não é? Imagina as pessoas que te veem na rua. Guria, nenhuma incerteza da vida merece que tu fique desse jeito. Esqueceu que o mundo gira e novas pessoas aparecem?
Sabe mais o que tu andou deixando de fazer? Aquilo que tu antes dizia ser sua vida… Lembra? Lembra que tu gostava de escrever? Brincava de pintar as palavras e as coisas ficavam lindas! Tu esqueceu que as pessoas diziam que era tudo mesmo muito lindo, e hoje em dia suas palavras são apenas aquelas que tu copia da lousa da escola ou da apostila dos seus amigos? Lembra que tu acreditava que tudo o que tava escrito no seu diário virava realidade, quando tu escrevia com vontade? Ainda mais quando debochava, como se fosse brincadeira. Aquilo virava lei do seu resto do ano, lembra? Era idiota, mas era verdade. Virava realidade e tu carrega até hoje, não percebe? “I really want blue eyes”, te lembra algo? E o que tu conseguiu? Isso mesmo.
E hoje, o que tu escreve? Só quando já tá tudo escorrendo pelos olhos, tu coloca tudo pra fora como se fosse uma obrigação, não mais aquele prazer de antes. Não é falta de inspiração. Tu nunca precisou de inspiração pra escrever suas poesias sem rima. Nem mesmo na quarta série, que tu escrevia até em embalagem de qualquer coisa pra não esquecer depois.
Repito: O que aconteceu contigo? Bota um sorriso nesse rosto, relembra das coisas do teu passado, procura tua felicidade no bolso das outras calças e vai a luta, mas dessa vez de cabeça erguida. Não fica aí, só sentada vendo TV e comendo chocolate. Eu sei que te faz bem, não só psicologicamente, e que teu organismo também sente falta, mas engorda. E tu não quer ficar mais gorda, né?
Tu mudou demais, guria. Agora tu é aquilo o que nunca quis ser. Dura por fora e molenga por dentro. Acha que aguenta, mas quando percebe que não aguenta mais nem uma brisa de vento sem blusa acha que a única coisa que tu precisa é de um abraço. Se abraça, então, caramba! O mundo vai ser melhor quando tu aceitar e acreditar de novo que só precisa de ti, mas que os outros também são importantes. Junta todas as peças que jogou fora no caminho, reata os laços que tu cortou enquanto estava passando por aqui, e comece a entender que o mundo é muito mais bonito e colorido do que tu se acostumou a ver. Chega de tons marrons, pinta tudo de vermelho, já que você adora e coloca aquela música que te anima. Não aquela nova que eu começou a ouvir agora pouco, mas aquela antiga, que tu ouvia há uns 9 meses e relembre como as coisas eram boas, e como vão melhorar agora.
Não quero mais te ver com olhos inchados de sono, nem com penteado feito pelo travesseiro. Tu nunca foi desse jeito, por que é agora? Volta a ser o que tu era, algumas pessoas sentem falta disso. Eu sinto, guria. Eu sinto.
Espero que isso tenha um pouco de efeito sobre ti. Espero que faça algum efeito. Te vejo quando tu precisar de novo, ou simplesmente quando entramos em harmonia se tu refizer seus passos e consertar seus erros. Até breve, eu penso.
Com amor, seu “eu” que sente falta de ti como era antes.
 

paranoia comum. Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos