Mostrando postagens com marcador anberlin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anberlin. Mostrar todas as postagens

26 de outubro de 2011

And I guess that's why they call this love...

Postado por V, às 15:23 0 comentários

(Devido problemas técnicos esse post "musical" não tem música. Mas se puder, pesquise por "Anberlin - A Perfect Tourniquet" e ouça. Grata)

"I'm not sure if you can call this romance / You see we have chaged since the start / Even togheter, we look distant, lonely and apart"
Parece que foi há tanto tempo. Escrevo agora como se apenas soubesse de lembranças que eu mesma inventei, assim logo imagino que elas não tenham existido. São tão distantes e tão minhas, que somente em meus mais íntimos e longos sonhos eu poderia criar. E você quase sempre aparece neles. São raras as noites em que fecho meus olhos e não te vejo. Mas é assim que as coisas devem seguir. Separando-nos enquanto ainda pode, para que não haja tanta dor mais para frente.
"But we both look the other way / Pretend still believe when they say / And I guess that's why they call this love / Sadly unpredictable / And I guess that's why they call it love / Fade and fatal"
Estranho mesmo são os outros enxergando por nós. Assim, simplesmente assim, todos ainda dizem o que querem enxergar e nem sempre é o que realmente acontece. Acho que você nunca percebeu isso, já que não há quem observe por você, mas em minha todos continuam sussurrando como ainda há futuro. E ainda dizem que há amor. Amor? Não. Quem sabe. Talvez ainda haja, mas não meu por você, e nem de você por mim. Previsível, você acha? Talvez sim.
"...Is getting hard to stay / But even harder to let go / Tell me, now, darling / Is this how do we thought love was meants to go? "
E mesmo sabendo que o fim é preciso, é difícil deixar com que as coisas simplesmente passem. É sempre assim, não acha? Alguma hora a ferida tem que curar, e eu acho que para mim estão sobrando só algumas cascas que teimam em cicatrizar. Mas eu vou conseguir. Eu não preciso de mais uma incerteza. Não preciso de você. É assim mesmo que você imaginava que o amor é? Eu já o conhecia.

24 de outubro de 2011

Eu pensei...

Postado por V, às 18:20 0 comentários

Amsterdam - Anberlin

Eu pensei ter dito que era o fim. Você não chegou a ouvir? Tinha até uma música pra enfatizar a coisa toda: "This could be the end...".
Eu pensei que estávamos na mesma linha de pensamento, por que isso era o certo a se fazer. Esquecer o passado, dar apenas passos para frente. Não adianta tentar voltar atrás e consertar, por que nunca vai ser o mesmo, nunca vai ser bom igual. E por que ouvir o que os outros dizem, não é mesmo? É sempre melhor ouvir o que nós mesmo temos a dizer e temos a pensar. Se formos nos basear no que as pessoas dizem... Acho que nunca iremos sair do lugar.
Engraçado quando dizem: "você se acostumou com ele", sim, no começo. No final me acostumei a ficar sem ele. É assim que tudo tem que ser, não? E se eu sempre parar para olhar para trás, jamais vou mudar de posição. Sempre aqui, para sempre aqui. Como se o mundo, o tempo, a vida tivesse parado. E não é bem por aí. As coisas mudam, é o sentido natural da existência. Nascer, crescer, mudar, morrer. Fim.
Depois alguém diz: "você até admira aquele cara que parece com ele". Não, ele que parece aquele cara que eu já admirava e nem sabia. Não tem conexão. Eles nem se parecem, pra informação de alguma pessoas. Antes que continuem falando algo do gênero.
Ainda insistem: "você não esqueceu". Claro que esqueci, mas aí algum se lembrou de me lembrar disso tudo. Do passado, do gosto bom, das ligações e... de tudo. Como eu iria conseguir esquecer afinal? Mas eu tentei, juro que tentei.
E fiz errado, não é? Ah, eu ainda escrevo aqui sobre todos esses pensamentos banais. Eu deveria simplesmente apagar tudo, como se apaga uma linha torta ou uma palavra errada. Ninguém nem vai perceber, nem mesmo vai lembrar. Talvez só fique ali marcado na página, mas a gente escreve por cima. Ninguém nem vai perceber.
Ou talvez percebam.
 

paranoia comum. Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos