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12 de março de 2012

eles vão reformar a minha casa azul.

Postado por V, às 20:10 0 comentários
não a MINHA casa, mas a casa que eu sempre quis. é a casa azul bebe que eu comentei em um post meloso daqui do blog. sabe quando a gente quer tanto uma coisa, tem uma paixão por aquilo há tantos anos que nem mesmo lembra há quanto tempo exatamente? era o que eu sentia por aquela casa. é uma das ultimas casas old style que tem no centro da cidade. do meio de uma avenida comercial. e ela era azul bebê. e abandonada. e a ultima dona (pelo o que me contaram) era uma velhinha que fabricava e vendia suas próprias balas. eu sempre imaginei ela uma velhinha muito simpática. quase tão simpática quanto a simpatia que a casa dela transpassava. certo que eu sempre achei que a casa era abandonada e assombrada. a casa é velha, então qualquer pessoa pensaria isso. e acho que era por isso que eu sempre gostei dela. eu tinha vontade de um dia bater naquele portão baixo, ou até mesmo pular ele, e ir bater na porta. aquela casa era como se tivesse algo dentro que eu precisava descobrir o que era. e que era meu exclusivamente meu. (sim, ainda estamos falando de uma casa aleatória no centro de uma cidade aleatória, da qual eu nunca nem passei do lado da calçada pra admirar).
eu passei pela avenida hoje e me deparei com um carro atravessado no jardim da minha casa. e a minha casa azul estava começando a ficar branca. e já não tinha mais nenhum portão ou murinho que separava o meu jardim da calçada. eu não quis acreditar que tinha um carro atravessado no meu jardim. no meio da grama da minha casa azul. e é irônico como, se já não bastasse a casa ser velha, misteriosa e azul, esse fato da invasão seguida de reforma sem precedentes se aplica à praticamente todo objeto de desejo meu. todas as coisas (azuis ou verdes, claro), das quais eu tenho paixão à primeira vista, do nada vão brutalmente invadidas e eu só consigo ficar assistindo. eu fico ali de mãos atadas enquanto eu vejo outras pessoas trabalhando naquilo o que eu sempre quis. mesmo que se eu nunca tivesse a chance de possuir aquilo, eu gostaria que mantivessem aquilo intacto. do mesmo jeito que eu vi quando me apaixonei. não importe o quão platônico isso seja.
hoje eu vejo que cada vez mais as pessoas ao meu redor são grande casas azuis. ficam ali, lindas e antigas, expostas só até o tempo de eu criar um afeto platônico por elas. no dia seguinte aparecem fiats azuis grafite atravessados nos gramados das minhas casas e eu total desisto de qualquer primeiro passo para a aquisição. porquê eu ainda respeito todas as pessoas que chegam primeiro que eu. mesmo se eu tivesse me apaixonado antes. a pessoa teve mais coragem. eu não.
o lado bom nisso: outras pessoas lindas, azuis, intactas e expostas eu acho o tempo todo. só preciso ter certeza de que já não tenha um fiat estacionado nelas.
o lado ruim nisso: eu nunca vou encontrar outra casa azul que me encante como aquela me encantou.
tudo bem. só espero que a minha casa azul, que era exclusivamente minha, se transforme em um consultório. se existe uma coisa que eu odeie mais do que fiats estacionados no gramado da minha casa, são pessoas indo se curar onde eu deveria ter conseguido instalar a minha biblioteca particular. com o meu sofazinho vermelho e minhas canecas de chá por todas as mesas daquela casa. não acho justo gente se curando naquele meu espaço de solidão, que afinal, não haveria ninguém para morar na minha casa azul além de mim. ela seria minha. só minha. parte de mim. aquela parte de mim que ninguém é autorizado a xeretar. iria ser meu eterno cantinho azul nesse mundo...

...iria.

21 de dezembro de 2011

Posso matar?

Postado por V, às 20:09 0 comentários
Não, não sou psicopata, ou assassina ou coisa do tipo, só tenho baixa tolerância com pessoas... Lerdas. Assim, o TEMPO TODO. Não sabem nem mesmo soletrar, por que não consegue pensar rápido o suficiente na próxima letra.
O pior é que Deus dessa vida que vocês tanto gostam, me fezfavor de só por gente lerda nesse mundo. Gente que toda hora me grita pra abrir arquivo no computador. E se não abre, alguém quebrou as coisas, ou até mesmo só pra ligar o DVD. Pois é. E antes fossem meus tios, avós, mãe, pai, mas a maioria dos casos são meus irmãos. Como se aqui só tivesse o Media Player que tá bugado. Acho, só ACHO, que tem mais uns 3 players, mas é difícil demais ir na opção "Executar com..." e ir no Real Player ou CyberLink. Essa gente deve achar que eu faço mágica.
Mas assim, eu quase não ligo quando eu uso expressões em inglês, e o ser humano não entende. Afinal, Brasil, né. Quase ninguém se preocupa em aprender inglês. Quase não ligo quando preciso explicar sobre as bandas que eu ouço, ou nem mesmo me importo em explicar sobre as citações de livros que as pessoas nunca nem vão ouvir falar. Só que esses dias uma guria da minha idade não sabia quem eram os irmãos Grimm. E tudo de fundamental que eu digo, ela faz uma cara de "hã!?" e acha que é normal.
Não sou genia, totalmente hypster, ou doutorada em "como fazer as pessoas se sentirem burras", mas poxa. Entender um pouquinho só das coisas básicas da vida, para simplesmente não ser uma pessoa ignorante, é bom, não é? Não quero que todos conheçam todas as mais de 100 bandas que eu conheço, as mais de 800 músicas que eu já ouvi, mas saber que Beatles e Paul McCartney tem algo em comum, é quase lei da vida.

Não tô pedindo pra decorar todos os títulos e autores infantis, ou dos clássicos, mas acho que saber quem (re)escreveu os contos de fadas que todo mundo já cansou de ouvir quando criança, adolescente, adulto, idoso... Depois de morto, vai saber... É quase que necessário, né?
Não pedi pra ser expert em tecnologia, mas não é de hoje que o leitor de DVD daqui tá ruim, e meus irmãos não sabem nem mesmo LIGAR o DVD do quarto da minha irmã, e sempre ficam me chamando, me tirando do meu momento de silêncio, pra eu ir socorrer eles. Geralmente nem mesmo sabem baixar alguma coisa no 4Shared...
... Pausa na vida... Sabe a expressão: "quanto mais eu rezo, mais capeta aparece"? Então, um desses demônios pra que eu rezo para sumir [vulgo: irmão], chega aqui pra ficar me socando, achando que eu vou rir disso. Posso matar?
Me poupe de tanto estresse, mal tenho 15 anos completos e já acho que quando fizer 20 vou sumir desse planetinha com pessoas que só me fazem desejar pode me comunicar com animais. Que, às vezes, parecem mais inteligentes que os seres ditos racionais. Pois é.
Talvez me aceitem na colonização da Europa (a Lua Europa, tá? Vai que os europeus terrestres sabem um jeito bem mais irritante de serem lerdos? Viro serial killer mais procurada da Interpol em dois tempos, se bem que lá na Europa, a cultura PARECE que é BEM mais valorizada, mas em todo saco tem lá suas frutinhas podres). Diferente da maioria das pessoas daqui, que em meio de tantos saquinhos podres, ainda restam frutinhas maduras.
E pra quem acha que tudo isso é só frescurite da minha parte, como eu já disse uma vez: Cultura é de graça e muitas vezes as pessoas recusam. Saber coisas básicas também. Se não tem quem ensine, aprende sozinho. Mas poxa.

Desejo do dia? Saber onde os cults dessa da minha idade que habitam essa cidade se escondem. Tô precisando de um cantinho pra me achar normal.

6 de dezembro de 2011

Caixas, livros, latas, papéis. Pessoas.

Postado por V, às 21:03 0 comentários


Eu guardo caixas do mesmo modo como guardo livros. É, eu tenho uma coleção de ambos. E como tudo, tenho minhas caixas especiais, e as caixas que posso jogar fora qualquer hoje. Sejam para guardar sapatos, folhas virgens, folhas usadas, agendas, cadernos... Livros. Até outras caixas.
Eu tenho mania de guardar muita coisa. Quase tudo. Brinquedos da infâncias, embalagem de doces que eu demorei um milhão de anos para achar, de edições limitadas de chiclete... Memórias. O problema é que sempre que eu vou guardando e vou ficando sem espaço, e aí tenho que jogar algumas coisas fora.
Lá vou eu tirar todas as caixas do armário.
Cada uma delas tem um conteúdo específico.Tem a minha "caixa doce" que também é a "caixa confidencial", que é onde eu guardo tudo o que é mais importante lá. Meu diário do ano passado, minhas agendas com datas idiotas de 2009, meus textos de 2008, alguns papéis realmente importantes que eu não posso perder. E outros que eu guardo só por martírio mesmo. Tenho aquela caixa desde... Sempre, eu acho. Desde que comecei minha mania de guardar as coisas, eu guardo as coisas ali. Deixei de guardar as coisas em uma gaveta para guardar em caixas, e comecei com ela. É a mais chamativa, por isso talvez eu deixe tudo importante lá. Tudo o que chama atenção, ninguém tem coragem de tocar. Não antes que você fale "pega a primeira coisa que você notar no meu armário pra mim". Ou simplesmente "pode pegar, não tem problema". Às vezes a gente faz isso com as pessoas também.
Tem a caixa cinza gigante, que é a única caixa em que cabem todas as minhas folhas de cadernos-desencadernados, meus momentos acidentais de pseudo-desenhista, e meus momentos obrigatórios de pseudo-desenhista. Não adianta. Posso por tudo isso dentro da caixa rosa onde eu guardo minhas "armas de desenho", que é a caixa mais bonita que eu tenho, e pôr as folhas no fichário-catálogo, que em algum momento vão todos voltar para a caixa cinza de folhas virgens e desenhos. Tem coisas que a gente não pode mudar, por mais que tente.
Tem a caixa roxa desenhada toda linda. Que por ser a caixa desenhada toda linda, é onde eu deixo minhas tintas, adesivos, latinhas e lápis de cor. Eu não deveria guardar adesivos nas latinhas mais bonitas que eu tenho, mas eu não tenho nada mais significativo para guarda nelas. Outra mania minha de colecionar adesivos e nunca usar eles em nada. Algumas coisas a gente não pode mudar. Como quando uma mulher vira mãe e já não pode mais ser irmã. Não tem como fazer ela voltar a ser irmã... Não a irmã que te ouve e coisa assim. Mesma coisa quando a filha vira mãe, e a mãe vira avó. Nunca vão conseguir voltar a ser como eram antes do que agora são. Podem evoluir, assim como eu e minha mania de guardas as coisas. Mas eu nunca, nem mesmo elas, vão poder voltar ao que eram antes das novas manias. Parar de ser cuidada para cuidar, deixar de cuidar, para simplesmente instruir como cuidar. E eu deixar de guardar para simplesmente deixar.
Tem a caixa de papelão no fundo do guarda roupas. Esse é a maior e mais pesada. Devem ter uns 25 livros lá dentro. Todos os livros que faziam espaço na minha estante, e já não combinavam com o "cenário" quando meus outros novos quase 25 livros foram chegando. Aos poucos, algumas coisas velhas, que você nem mesmo se dá ao trabalho de saber o nome, dão lugar para as coisas mais novas e mais significativas. Que você queria tanto. Um dia talvez eu consiga ler todas as poesias e contos que eu guardei com tanto desprezo. Talvez um dia mande eles para o sebo, a fim de trocar por alguns livros com cheiro de velhos, que a gente sabe que são os melhores.

Existem a mini caixinhas... Que dentro delas cabem as coisas que as pessoas mais ou menos importantes deram pra gente quando a gente passou a ser mais ou menos importante pra elas também. E existem as caixinhas médias, que cabem as caixinhas onde a gente guardou aquilo que aquela pessoa deu pra gente uma vez. Como que querendo trancar as memórias na caixinha, e colocando ela dentro de outra, anulasse completamente o efeito das memórias. Assim mesmo. Sendo fraco o suficiente para não jogar aquilo e as memórias no lixo.
As caixinhas de madeira, que a gente pode guardar as cartas que recebemos, se bem que isso eu guardo em latas... Outra coisa que eu coleciono às toneladas. E nas caixas de madeira a gente simplesmente deixa tudo o que faz a gente se sentir melhor. Mais bonita. Acessórios, maquiagens... Fotos... Pessoas. Qualquer coisa de mereça madeira, e não papelão tão fino e frágil.
E bem, essas são só as que eu consigo me lembrar. Tem algumas outras caixas jogadas por aí, algumas vazias, as outras com sapatos de fato. Outras que a gente só guarda pra usar quando pedem na escola. Mas deixa elas ali. Eu nunca sei quando vou vou achar objetos e sentimentos para preenchê-las.
Se for pensar, a gente é inicialmente gerado em um saco, depois carregados em uma bolsa e acabamos dentro de uma caixa. De madeira. Talvez esteja aí minha microobsessão por caixas. Só pra me acostumar quando eu entrar em uma delas. Ou ver pessoas que eu me importo dentro de uma delas.

1 de dezembro de 2011

Postado por V, às 16:14 0 comentários
Há alguns dias que eu não arrumo tempo, ou vontade, ou assunto, ou sentimento para escrever. É que simplesmente algumas coisas levam mais dedicação e pensamentos. E tempo. Às vezes eu não tenho nada disso, às, poucas, vezes eu tenho tudo.
Mas algumas vezes eu percebo que não preciso... Ou simplesmente preciso por algo para fora, e é o que aparece. E bem, não é nada memorável, nada lindo, "façam minhas lágrimas rolarem", mas pelo menos é sincero. E verdadeiro. E meu.
Meu. Tão simplesmente isso torna tudo mais bonito, sabe? Você levanta a voz e diz "é meu". Como se dizer que algo é seu te torne alguém melhor. Mas pelo menos você se vê dono de algo, não? Eu gosto de dizer que tudo é meu. Minhas músicas, minhas histórias, minhas pessoas, meus doces, meus livros, minhas lojas, meus acessórios. Tudo. Meu. Meu. Só pra parecer mais bonito.
O problema é que ultimamente quase nada é meu. Não por não ser, mas por eu não sentir vontade de ter algo. Não quero pessoas, lojas, acessórios. Só os livros e as músicas. E os sofás, as tvs e o meu quarto, com a minha cama. O meu silêncio e o meu espaço.
Talvez eu tenha me acostumado com a falta das pessoas, não sei. Talvez seja a falta de inspiração. Talvez seja... Qualquer coisa. Que eu já quis e não foi minha e eu me conformei. Tudo bem, Vida, se você não quer me dar, também não vou tentar roubar. Vai que ela fica com dó, e me dá na frente, quando eu souber cuidar melhor, né? Espero que seja isso.

22 de novembro de 2011

Cansei de porcelanas. Cansei de plásticos.

Postado por V, às 17:13 0 comentários


Esses dias andaram dizendo que eu estou diferente. Acho que as pessoas ainda não perceberam que eu simplesmente estou retribuindo elas com o mesmo afeto que elas me oferecem. Pois entendam, se eu tenho amigos, que estão sempre comigo, não digo que é necessário estar somente comigo, mas pelo menos não fazem com que eu me sinta menosprezada, eu vou ser uma pessoa legal com essas pessoas. Agora, se uma pessoa simplesmente me trata como substituivel, como só mais alguém pra ela dizer oi, mandar mensagem e me ter como mais um número no facebook, eu dispenso. Dispenso um milhão de vezes.

Por que eu acho, que se é pra eu ser alguém legal, eu tenho que me sentir bem com isso. E eu não me sinto bem sendo legal com pessoas que não são legais comigo. Dá pra entender? Acho que dá, espero que muitas pessoas pensem assim.
E sabe quando a gente faz a coisa certa, mas mesmo assim ainda tem gente pra se fazer de vitima, como se eles não tivessem feito nada? Aliás, é exatamente por isso, eles nunca fazem nada. E ainda colocam a culpa em mim. Como se eu fosse realmente a Cruela da coisa toda. Eu simplesmente... Ignoro. É, é isso o que eu sei fazer de melhor com gente assim.
Mas mesmo eu jogando a verdade na cara das pessoas, elas não entendem. Não conseguem enxergar o que eu fico tentando dizer, e ainda acham que podem estar sempre do meu lado. Querendo minha atenção. Querendo minha amizade. Mas... Que droga, eu não consigo ser amiga de gente que só tem interesse. Mesmo que seja pra se aproximar de alguém, para conseguir notas, para conseguirem conselhos, que merda for o que eles quiserem. Eu não sei lidar somente com pessoas que pedem.
Olhem bem. Eu, capricorniana nata, com todos os defeitos e qualidades do signo. É uma característica eu me visar, antes de qualquer pessoa, mas eu sei escutar, eu sei ser amiga, eu sei ser boa. Não que eu seja assim com todo mundo, saia rindo por aí e dando dinheiro aos mendigos. Claro que não. Mas quando alguém precisa, e eu posso ajudar, eu faço. Faço nem tão bem, mas pelo menos tento. Esse é o meu problema, eu tento. Eu persisto. Se eu consigo, eu fico muito feliz. Se eu não consigo, eu jogo no lixo. Jogo mesmo, e nem mesmo sinto remorso por ter feito. E não gosto quando as pessoas me colocam de lado. Quando eu sou um livro velho numa estante empoeirada. Aquela camiseta velha que fica entucada no fundo do guarda roupas. Eu não sou segundo ou último plano. Mas não preciso ser primeiro. Acho que já perceberam que mesmo eu não querendo ser o centro, eu não quero ser a borda.
Não suporto quem gosta hoje, esquece duas semanas, e depois volta. Não suporto pessoas que fingem que você vale algo para elas, e no fim sempre tem alguém pra pôr no seu lugar, como se você nunca tivesse estado lá. Não suporto pessoas que usam.
E sim, eu me protejo. Quando esses seres tentam forçar a barra, eu simplesmente os empurro. Como eu disse, jogo no lixo. Quer falar? Fala sozinho. Fala com todas as outras pessoas. Já não me esqueceu por um tempo? Esquece pelo resto. Não quero sobrar, não quero pessoas que só lembram de mim quando estão confusas. Não quero amigos pela metade.
E se eu mudo, é por que as pessoas mudam comigo. Não há reação sem alguma ação antes. Eu nunca dou o primeiro passo, nem para o começo, nem para o fim. Por favor, nem mesmo tente um recomeço.
Mas certo, eu posso jogar no lixo, e os outros não? Claro. E eles jogam. Jogam e depois tentam reciclar. Mas não fica a mesma coisa. Amizade reciclada não faz bem pra natureza, nem pro caráter. Nesse sentido é melhor arrumar outra pra por no lugar, e deixar aquela onde você jogou. Afinal, é bem capaz da pessoa nem sentir sua falta.
Cansei dessas pessoas de porcelana. Amigáveis por fora e ocas por dentro. Cansei de pessoas que são de plástico. São falsos, e a gente nem mesmo consegue quebrar ao ponto de conseguir que sejam trocados. Cansei... CANSEI!

24 de outubro de 2011

Eu pensei...

Postado por V, às 18:20 0 comentários

Amsterdam - Anberlin

Eu pensei ter dito que era o fim. Você não chegou a ouvir? Tinha até uma música pra enfatizar a coisa toda: "This could be the end...".
Eu pensei que estávamos na mesma linha de pensamento, por que isso era o certo a se fazer. Esquecer o passado, dar apenas passos para frente. Não adianta tentar voltar atrás e consertar, por que nunca vai ser o mesmo, nunca vai ser bom igual. E por que ouvir o que os outros dizem, não é mesmo? É sempre melhor ouvir o que nós mesmo temos a dizer e temos a pensar. Se formos nos basear no que as pessoas dizem... Acho que nunca iremos sair do lugar.
Engraçado quando dizem: "você se acostumou com ele", sim, no começo. No final me acostumei a ficar sem ele. É assim que tudo tem que ser, não? E se eu sempre parar para olhar para trás, jamais vou mudar de posição. Sempre aqui, para sempre aqui. Como se o mundo, o tempo, a vida tivesse parado. E não é bem por aí. As coisas mudam, é o sentido natural da existência. Nascer, crescer, mudar, morrer. Fim.
Depois alguém diz: "você até admira aquele cara que parece com ele". Não, ele que parece aquele cara que eu já admirava e nem sabia. Não tem conexão. Eles nem se parecem, pra informação de alguma pessoas. Antes que continuem falando algo do gênero.
Ainda insistem: "você não esqueceu". Claro que esqueci, mas aí algum se lembrou de me lembrar disso tudo. Do passado, do gosto bom, das ligações e... de tudo. Como eu iria conseguir esquecer afinal? Mas eu tentei, juro que tentei.
E fiz errado, não é? Ah, eu ainda escrevo aqui sobre todos esses pensamentos banais. Eu deveria simplesmente apagar tudo, como se apaga uma linha torta ou uma palavra errada. Ninguém nem vai perceber, nem mesmo vai lembrar. Talvez só fique ali marcado na página, mas a gente escreve por cima. Ninguém nem vai perceber.
Ou talvez percebam.

15 de outubro de 2011

This could be the end...

Postado por V, às 20:16 0 comentários

The End - Kings Of Leon

E perguntam de nós como se ainda pudéssemos ser apenas um. Como quando fomos no passado. Eu rio quando falam de você, quando acham que eu ainda me importo com o pouco que restou. Mas é o bastante, você não acha? Imagino que o que ainda restou depois do fim, seja o natural. Não se deve pôr mais daquilo que não se pode desperdiçar. O tempo continuou correndo e nunca nos impediu de viver.
Pena daqueles que ainda reescrevem o passado. O futuro é aquilo que importa, você não concorda? Deixa o que passou para trás e olha para frente, gurizada. Pensa que coisas melhores estão vindo e me ajudem a encontrá-las. Aquilo que eles ainda julgam ser bom, para mim já não serve mais. Todo mundo percebe quando o fim vai chegando.
Logo as lembranças vão sumir, eu sei. Logo tudo não vai passar de um simples borrão que aconteceu na vida de alguém, e todas as coisas vão mudar. Para melhor, eu espero. É o ciclo natural das coisas, evoluir, não regredir.
E de qualquer forma, ainda vai existir aquela uma pessoa para te lembrar de que nem todos te viram as costas totalmente. Algumas pessoas até fingem que partem, mas do nada de apresentam tão vivas dentro de ti, que até assusta. E sempre vai ter alguém para te confundir e te lembrar que talvez não, o fim não tenha chego.
Quantas vezes já não disse que ia desistir? Não que eu tenha acreditado em uma delas, mas agora acho que é realmente verdade. Esse pode mesmo ser o fim, e é melhor que nós nos agarremos nele.

13 de outubro de 2011

Paranoia Amorosa: Ela gosta dele, eu sei disso!

Postado por V, às 20:09 0 comentários

Não, eu gosto de ninguém, pra começo de conversa.
Não entendo de onde as pessoas (A.K.A: minha mãe e garotas da escola) tiram que eu saio gostando de todo mundo a torto e a direito. Se eu gosto de alguém, eu vou é gostar de mim e pronto! Não gosto, e fim.
Mas todo mundo sempre precisa dar uma de vidente, mãe de santo, cartomante e prever o futuro, ou presente, tanto faz, e sair falando que eu gosto das pessoas. E não é um simples gostar, aquela coisinha de dar risadinha quando fala o nome, abaixar a cabeça quando tocam no assunto. Todo mundo fala como se eu fosse perdidamente apaixonada pelo cara, como se eu não vivesse sem etc etc. E o pior é que em cada lugar que eu vou, eu tô gostando de alguém. Parece que eu sou uma das piores vagabundas que existe, sabe?
E isso me incomoda, por que de tanto as pessoas falarem na minha orelha, eu começo a ouvir elas, e acabo me confundindo com o que mesma sinto. Não que eu seja assim tão influenciável, mas é que eu fico procurando os "sintomas" do amor quando as pessoas falam certas coisas. Eu começo a ficar idiota perto dos meus supostos "amores" e acabo me dividindo entre a minha realidade e a realidade inventada pelos demais.
Então, eu acho que se você é alguém que está ocasionalmente todos os dias fora da minha cabeça, não sabe o que eu sinto, não lê meus pensamentos nem minhas emoções, você deveria calar isso o que chama de boca, e parar de criar boatos falsos sobre o que eu supostamente deveria estar sentindo. Mas, oh, claro, isso é perfeitamente impossível para os demais ao meu redor fazerem. E é pior quando você diz "não, eu não gosto" e faz aquela cara de nojo. Todo mundo vai olhar pra você e falar "taí, negar é o primeiro passo". Não, negar é dizer a verdade, na maioria dos casos.
Agora vocês conseguem entender a diferença? Ou até mesmo a importância de vocês se manterem calados? Isso irrita, além de criar boatos e reputações que as pessoas nem mesmo merecem. Não é por que vocês acham algo, que isso seja verdade. Você comentar, o famoso entrar-por-um-ouvido-e-sair-pelo-outro, até vai. Mas fica batendo na mesma tecla eternamente não vai dar certo. Não vai fazer se tornar realidade. E isso vale pra quase todos os assuntos da vida.
Cansei de responder sempre as mesmas perguntas e ainda ser contrariada. Só isso.
 

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