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14 de dezembro de 2011

Postado por V, às 19:54 0 comentários
Sabe quando a gente acha que consegue simplesmente seguir em frente? Que pensa que o passado é só mais um monte de lembranças do que não fazer de novo, ou de como simplesmente aproveitar a vida? E mesmo assim, depois de tanto tempo, tantos anos, tantas coisas novas, o "velho" continua sendo mais legal? Você se vê abrindo suas velhas agendas e diários, esperando reviver em todas aquelas páginas já escritas as melhores e piores coisas que já aconteceram. Aquilo que você lembra, ainda mais o que não lembra. O que já quis, o que queria e ainda quer. O que pensava, o que ouvia. Tudo. Simplesmente para restabelecer aquela sua conexão com aquele seu "eu" do passado.
Impressionante nossa constante vontade de mudar. Não podemos ser iguais todos os dias, não é? O ser humano deve ter algum problema com o dito "igual". Cada dia é algo novo, cada dia é para tentar esquecer de coisas que simplesmente nos definiriam. É sempre assim. Vivemos um dia para apagar o outro e nem mesmo nos importamos, na maioria das vezes, de nos lembrarmos de algo que passou.
Por que um dia, todo mundo esquece, né?

1 de dezembro de 2011

Postado por V, às 16:14 0 comentários
Há alguns dias que eu não arrumo tempo, ou vontade, ou assunto, ou sentimento para escrever. É que simplesmente algumas coisas levam mais dedicação e pensamentos. E tempo. Às vezes eu não tenho nada disso, às, poucas, vezes eu tenho tudo.
Mas algumas vezes eu percebo que não preciso... Ou simplesmente preciso por algo para fora, e é o que aparece. E bem, não é nada memorável, nada lindo, "façam minhas lágrimas rolarem", mas pelo menos é sincero. E verdadeiro. E meu.
Meu. Tão simplesmente isso torna tudo mais bonito, sabe? Você levanta a voz e diz "é meu". Como se dizer que algo é seu te torne alguém melhor. Mas pelo menos você se vê dono de algo, não? Eu gosto de dizer que tudo é meu. Minhas músicas, minhas histórias, minhas pessoas, meus doces, meus livros, minhas lojas, meus acessórios. Tudo. Meu. Meu. Só pra parecer mais bonito.
O problema é que ultimamente quase nada é meu. Não por não ser, mas por eu não sentir vontade de ter algo. Não quero pessoas, lojas, acessórios. Só os livros e as músicas. E os sofás, as tvs e o meu quarto, com a minha cama. O meu silêncio e o meu espaço.
Talvez eu tenha me acostumado com a falta das pessoas, não sei. Talvez seja a falta de inspiração. Talvez seja... Qualquer coisa. Que eu já quis e não foi minha e eu me conformei. Tudo bem, Vida, se você não quer me dar, também não vou tentar roubar. Vai que ela fica com dó, e me dá na frente, quando eu souber cuidar melhor, né? Espero que seja isso.
 

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