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24 de outubro de 2011
Pelo caminho eu olhava a chuva que caia no vidro do carro, a coisa que eu mais gostava era de ver a chuva caindo nas janelas, era um tanto quanto inspirador, sempre imaginei como uma corrida das gotas, e no final elas de transformavam num acumulo de água, ou pelo caminho se juntavam e formavam uma gota só. Assim como algumas pessoas, nascem em pontos diferentes, mas todas tem o mesmo destino e viram a mesma coisa no fim das contas…pó. Algumas são maiores que as outras, algumas são mais rápidas que as outras, mas no final ninguém é melhor do que ninguém. Por que as pessoas não enxergam isso antes do fim?
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19 de outubro de 2011
Ando preocupada demais, estressada demais, desiludida da vida demais. É como se todos os meus problemas estivessem guardados dentro de uma caixa, e eu sem querer, por curiosidade idiota fui abri-la.
São coisas demais, de uma vez só. São sentimentos demais, pra um coração só. É dor demais pra uma vida só. São pensamentos demais pra uma cabeça só.
Eu já tentei dizer, eu já tentei esquecer, eu já tentei compartilhar, mas todos se fazem de surdos e mudos. Eles acham graça, eles riem. É sério.
Eu queria entender por que eu gosto tanto de músicas, de livros, de chocolate, de animais e de palavras. Não existem mais do que apenas um motivo. Todos deles sempre estão pra lá pra me confortar quando as pessoas não estão.
Queria entender por que eu já me acostumei tanto em viver sozinha.
Queria entender por que eu já não confio mais em ninguém.
Queria que alguém me entendesse.
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17 de outubro de 2011
Um dia eu fui conversar com uma velha senhora que as pessoas diziam sempre que ela sabia dizer coisas que você teria medo de ouvir e refletiria sobre isso durante um tempo. Perguntei à ela o que ela mais sentia falta da juventude dela. Ela me respondeu:
- Eu sinto falta da atitude dos jovens! Antigamente, bem antigamente, quando alguma coisa não os agradava, os jovens faziam alguma coisa, eles sempre se rebelavam e não só sentavam em um canto e choravam, como os jovens de hoje fazem. Hoje vocês aceitam qualquer porcaria que os mais velhos dizem e isso tem que mudar! Os jovens de hoje em dia não vivem, eles criam uma rotina e reclamam de tudo, mas não fazem nada pra mudar!
Tive que reconhecer que era verdade, então ela me olhou e com uma voz mais doce, prosseguiu:
- Mas o pior é que vocês ouvem, pensam em mudar, mas tem medo. Todos os que vem aqui e me perguntam isso, ouvem a mesma resposta, mas nunca mudam… Vocês nunca mudam…
Eu a agradeci por isso. Ela teve a sabedoria de fazer com que eu visse a pior coisa dessa geração. Ela fez com que eu saísse da minha rotina e mudasse alguma coisa.
- Eu sinto falta da atitude dos jovens! Antigamente, bem antigamente, quando alguma coisa não os agradava, os jovens faziam alguma coisa, eles sempre se rebelavam e não só sentavam em um canto e choravam, como os jovens de hoje fazem. Hoje vocês aceitam qualquer porcaria que os mais velhos dizem e isso tem que mudar! Os jovens de hoje em dia não vivem, eles criam uma rotina e reclamam de tudo, mas não fazem nada pra mudar!
Tive que reconhecer que era verdade, então ela me olhou e com uma voz mais doce, prosseguiu:
- Mas o pior é que vocês ouvem, pensam em mudar, mas tem medo. Todos os que vem aqui e me perguntam isso, ouvem a mesma resposta, mas nunca mudam… Vocês nunca mudam…
Eu a agradeci por isso. Ela teve a sabedoria de fazer com que eu visse a pior coisa dessa geração. Ela fez com que eu saísse da minha rotina e mudasse alguma coisa.
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15 de outubro de 2011
Mas e o amor de verdade?
Creio que muitas pessoas ainda acreditam nessa fantasia que desde os contos de fadas nos fazem sonhar: o amor. O amor verdadeiro. Príncipe e princesa. Pessoas perfeitas, em casamentos perfeitos, com crianças perfeitas e duas cadeiras de balanço na varanda quando a idade avançar. Todo mundo um dia já se imaginou assim, não é? Ou pelo menos queriam que suas histórias acabassem assim.
Mas ninguém nunca disse que essas coisas são quase impossíveis, não é? Hoje em dia é difícil duas pessoas se amarem cara-a-cara. Sim, digo isso por causa dos namoros virtuais, a distâncias. Consigo contar nos dedos todos os que deram certo. E ainda sim as pessoas reclamam que o amor não existe mais. Que todos estão sofrendo e coisas do tipo. Mas o problema de verdade é que ninguém consegue mais dar a cara a tapa, dizer Eu te amo olhando nos olhos, andar de mãos dadas e fazer todo aquele clichê romântico, sabe? Domingo no cinema, abraço debaixo das cobertas num dia de chuva. Essas coisinhas pequenas.
Eu não sei se é só comigo, mas fico me perguntando onde foi parar o "amor de verdade". Não o amor que você vê retratado nos textos vagantes por aí, aquele amor de dói, que alegra com pouco. Mas assim, aquele amor que parece que não existe. Aquela coisa de saber sentir o que o outro está sentindo, como se fosse uma ligação mental, que só aparece nos filmes. Parece loucura o que eu disse, não é? Mas imagina só, você gostar tanto de alguém, e esse alguém gostar tanto de você, que vocês nem mesmo precisem falar para saberem o que o outro quer, ou o que ele está pensando. Imagina existir apenas o ato de sentir. Sentir-se feliz, sentir-se triste, sentir-se confuso, tudo isso quando a outra pessoa também está se sentindo. Pra mim isso é amor de verdade.
Quando dizem pra mim, como no caso dos meus avós paternos, que quando minha avó piorava do câncer, meu avó ficava gripado. Mas mesmo assim ele pegava o trem todos os dias aqui na minha cidade, pra ir até o hospital na capital onde minha avó ficava, até ela melhorar. Todos os dias ele ia lá de manhã e voltava à noite. E quando ela melhorava e voltava pra casa, a gripe do meu avô passava. Isso sim eu sempre achei que fosse amor. E conheço mais outros casos de amor nesse intensidade. O engraçado é que são todos com idosos. Parece que eles conhecem o amor melhor que todos, não é? Amor de idoso sempre foi e sempre vai ser mais bonito do que qualquer coisa no mundo.
E às vezes eu fico me perguntando se um dia eu vou chegar a ter algo assim. Ser tão dependente de alguém, que só o pensamento de passar alguns minutos longe já vão ser torturantes. E saber que a pessoa sente o mesmo. Essa reciprocidade de necessidade, de pensamento, de vida.
Às vezes eu me pergunto se algum dia eu vou conhecer alguém, que eu vou sentir realmente a vontade de me prender a ela. Em todos os sentidos. Físico, mental, sentimental. Me prender a ela e não mais me separar. E que essa pessoa vai sentir o mesmo. Seremos dois presos por vontade, como Camões já dizia. "Amor é estar preso por vontade", e não esse clichê todo que as pessoas nos vendem hoje em dia. O amor de 24 horas, hoje eu te amo, amanhã eu já não o faço mais, e você vai sofrer, ou dizer que vai sofrer.
Mas e o amor de verdade para você? O que seria isso?
Na verdade, eu acho que fiquei louca. Ou que minha mente de vidas passadas ainda me acompanha e ela ficou presa em algum momento entre os anos 20 e 60, que faz com que eu não consiga me adaptar aos conceitos de vida comum de hoje em dia. Eu ainda acredito que o amor "como antigamente" ainda possa existir em algum coração singular, que só vai deixar de ser singular quando encontrar o meu. Esses pensamentos egoístas que existem por aí.
Mas quem sabe algum dia alguém não me responde o que aconteceu com o amor de verdade.
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13 de outubro de 2011
Paranoia Amorosa: Ela gosta dele, eu sei disso!
Não, eu gosto de ninguém, pra começo de conversa.
Não entendo de onde as pessoas (A.K.A: minha mãe e garotas da escola) tiram que eu saio gostando de todo mundo a torto e a direito. Se eu gosto de alguém, eu vou é gostar de mim e pronto! Não gosto, e fim.
Mas todo mundo sempre precisa dar uma de vidente, mãe de santo, cartomante e prever o futuro, ou presente, tanto faz, e sair falando que eu gosto das pessoas. E não é um simples gostar, aquela coisinha de dar risadinha quando fala o nome, abaixar a cabeça quando tocam no assunto. Todo mundo fala como se eu fosse perdidamente apaixonada pelo cara, como se eu não vivesse sem etc etc. E o pior é que em cada lugar que eu vou, eu tô gostando de alguém. Parece que eu sou uma das piores vagabundas que existe, sabe?
E isso me incomoda, por que de tanto as pessoas falarem na minha orelha, eu começo a ouvir elas, e acabo me confundindo com o que mesma sinto. Não que eu seja assim tão influenciável, mas é que eu fico procurando os "sintomas" do amor quando as pessoas falam certas coisas. Eu começo a ficar idiota perto dos meus supostos "amores" e acabo me dividindo entre a minha realidade e a realidade inventada pelos demais.
Então, eu acho que se você é alguém que está ocasionalmente todos os dias fora da minha cabeça, não sabe o que eu sinto, não lê meus pensamentos nem minhas emoções, você deveria calar isso o que chama de boca, e parar de criar boatos falsos sobre o que eu supostamente deveria estar sentindo. Mas, oh, claro, isso é perfeitamente impossível para os demais ao meu redor fazerem. E é pior quando você diz "não, eu não gosto" e faz aquela cara de nojo. Todo mundo vai olhar pra você e falar "taí, negar é o primeiro passo". Não, negar é dizer a verdade, na maioria dos casos.
Agora vocês conseguem entender a diferença? Ou até mesmo a importância de vocês se manterem calados? Isso irrita, além de criar boatos e reputações que as pessoas nem mesmo merecem. Não é por que vocês acham algo, que isso seja verdade. Você comentar, o famoso entrar-por-um-ouvido-e-sair-pelo-outro, até vai. Mas fica batendo na mesma tecla eternamente não vai dar certo. Não vai fazer se tornar realidade. E isso vale pra quase todos os assuntos da vida.
Cansei de responder sempre as mesmas perguntas e ainda ser contrariada. Só isso.
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12 de outubro de 2011
Round, and round, and round...
E sempre acaba do mesmo modo. Sempre a mesma cadeira com os mesmos pensamentos. O sentimento de vazio, de falta é o que sempre muda, simplesmente vai crescendo e nunca pára. Nunca se preenche esse espaço que não fora guardado para simplesmente nada. Ou talvez seja guardado para alguém, mas ninguém se incomodou em ocupar.
Acontece bastante, nas melhores e piores família. Minha cabeça continua dando voltas e mais voltas. Os mesmo pensamentos sempre aparecem quando eles deveriam ter deixado de existir. É a mesma vontade que me assola desde que eu descobri como era "viver" assim. Incompleta, com meus pedaços espalhados por algum lugar que eu nunca me lembrei onde é. Alguém se sente assim também?
Eu sempre tentei transformar tudo isso em palavras, mesmo quando tinha um falso assentamento nessa espécie de buraco. Eu tentava sempre fingir que tudo estava bem, tudo estava bonito. Quando na verdade eu só queria um abraço de qualquer pessoa, quem sabe. Mas nada nunca pareceu bastar, nada nunca pareceu ser o suficiente. E eu sempre fui me calando cada vez mais, até que percebi que ninguém iria perceber meu silêncio, e nem mesmo adiantava eu sair gritando por aí, que ninguém iria ouvir também. Eu fui ficando invisível, cada vez mais, até que eu decidi sumir de vez.
Eu sumi, minha personalidade sumiu, minha voz sumiu, mas minha cabeça e meus pensamentos continuam aqui. Dando voltas, voltas, e mais voltas. Alguns pensam que eu me incomodo com isso, mas é só uma questão de tempo até eu perder os sentidos, e explodir. Quem sabe um dia eu não me descontrole e volte a ser o que eu era. Quem sabe um dia eu me descontrolo e passo a ser quem eu sempre me imaginei sendo.
Enquanto o mundo vive lá fora, enquanto todos fazer as besteiras que acham que definem a vida como "boa", eu fico aqui, apenas pensando, planejando. Dando voltas e mais voltas.
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Ele viu que ela o encarava, então deu um sorriso amigável e fez com que ela se sentisse confortavel para se aproximar.
Ela se perguntava o que deveria falar quando chegasse a mesa. Tinha medo de dizer alguma coisa errada e fazer com que ele se arrependesse.
Ela não esperava pelo o que aconteceu.
- Oi. - Disse ele sorrindo, com um cigarro nos lábios.
- Olá… Posso te fazer uma pergunta? - Disse ela insegura se deveria mesmo dizer isso, ou se meter em assuntos que não eram da sua conta.
Ele olhou para ela, um tanto confuso, mas assentiu, de modo que a deu coragem.
- Por que você fuma?
Ele a olhou confuso novamente. Pensou em como responderia, tragou de novo o cigarro e soltou a fumaça na direção dela, o que a fez assoprar a fumaça de volta pra ele. Por fim, ele sorriu.
- Você não entende, certo? Bem, você vê um cigarro, mas para mim… E para outros fumantes nesse lugar, pode ser outra coisa. Eu vou te fazer uma pergunta agora. O que mais te incomoda? - Ela não disse nada, simplesmente o olhava com um pouco de medo, até que ele prosseguiu: - Bem, o que mais me incomoda são meus problemas. O que mais deve te incomodar em um cigarro é a fumaça, ou talvez o cheiro. Eu odeio ambos. Então eu juntos tudo, transformo meus problemas em fumaça e cheiros desagradáveis. - Ele tragou novamente e soltou a fumaça para cima da garota de novo e continuou: - Eles vem de fora, vocês os coloca pra dentro de você, eles fazem mal para você e você os cospe para o mundo de novo…
- Então você não fuma cigarros, e sim seus problemas. É isso? - Disse ela timidamente.
Ele sorriu e apagou o cigarro. Cruzou os braços na mesa e a olhou nos olhos. Ela parece relaxar, mas ainda assim recusava-se a se sentar à mesa do estranho.
- É o jeito mais fácil que eu encontrei de acabar com eles. Eu vou me matando aos poucos, fazendo com que eles saiam de dentro de mim. Assim como todas as pessoas fazem para tirar os problemas deles da cabeça. Os meus param no pulmão e impregnam a vida de outras pessoas.
Ela sorriu para ele e finalmente puxou uma cadeira. Ela queria prolongar aquela conversa. Ela queria conhecer mais aquele estranho que usava bem as palavras. Ela queria descobrir um modo (mais saudável) de acabar com todos os problemas da sua vida.
- Agora sim, entendi.
Ele a olhava com certa curiosidade, certa ternura. Ele queria saber mais sobre ela, prolongar aquele momento. Talvez hoje ele achasse aquela inspiração que faltava há tanto tempo. Talvez, só talvez.
- Então, como você acaba com seus problemas?
Ela demorou responder. Mas por fim entregou:
- Eu não acabo com eles. Somente sobrevivo com isso.
Ela se perguntava o que deveria falar quando chegasse a mesa. Tinha medo de dizer alguma coisa errada e fazer com que ele se arrependesse.
Ela não esperava pelo o que aconteceu.
- Oi. - Disse ele sorrindo, com um cigarro nos lábios.
- Olá… Posso te fazer uma pergunta? - Disse ela insegura se deveria mesmo dizer isso, ou se meter em assuntos que não eram da sua conta.
Ele olhou para ela, um tanto confuso, mas assentiu, de modo que a deu coragem.
- Por que você fuma?
Ele a olhou confuso novamente. Pensou em como responderia, tragou de novo o cigarro e soltou a fumaça na direção dela, o que a fez assoprar a fumaça de volta pra ele. Por fim, ele sorriu.
- Você não entende, certo? Bem, você vê um cigarro, mas para mim… E para outros fumantes nesse lugar, pode ser outra coisa. Eu vou te fazer uma pergunta agora. O que mais te incomoda? - Ela não disse nada, simplesmente o olhava com um pouco de medo, até que ele prosseguiu: - Bem, o que mais me incomoda são meus problemas. O que mais deve te incomodar em um cigarro é a fumaça, ou talvez o cheiro. Eu odeio ambos. Então eu juntos tudo, transformo meus problemas em fumaça e cheiros desagradáveis. - Ele tragou novamente e soltou a fumaça para cima da garota de novo e continuou: - Eles vem de fora, vocês os coloca pra dentro de você, eles fazem mal para você e você os cospe para o mundo de novo…
- Então você não fuma cigarros, e sim seus problemas. É isso? - Disse ela timidamente.
Ele sorriu e apagou o cigarro. Cruzou os braços na mesa e a olhou nos olhos. Ela parece relaxar, mas ainda assim recusava-se a se sentar à mesa do estranho.
- É o jeito mais fácil que eu encontrei de acabar com eles. Eu vou me matando aos poucos, fazendo com que eles saiam de dentro de mim. Assim como todas as pessoas fazem para tirar os problemas deles da cabeça. Os meus param no pulmão e impregnam a vida de outras pessoas.
Ela sorriu para ele e finalmente puxou uma cadeira. Ela queria prolongar aquela conversa. Ela queria conhecer mais aquele estranho que usava bem as palavras. Ela queria descobrir um modo (mais saudável) de acabar com todos os problemas da sua vida.
- Agora sim, entendi.
Ele a olhava com certa curiosidade, certa ternura. Ele queria saber mais sobre ela, prolongar aquele momento. Talvez hoje ele achasse aquela inspiração que faltava há tanto tempo. Talvez, só talvez.
- Então, como você acaba com seus problemas?
Ela demorou responder. Mas por fim entregou:
- Eu não acabo com eles. Somente sobrevivo com isso.
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10 de outubro de 2011
Desmontando uma História de Amor
As histórias sempre começam, continuam e terminam do mesmo jeito.
Tudo sempre começa em um dia que você realmente não espera encontrar alguém para se apaixonar. Mas encontra. Nesse dia você conhece aquele cara lindo, que nunca tinha visto na escola, na rua ou ele acabou de se mudar para sua cidade. Geralmente, você vê ele uma vez e não fala nada. “Se for pra ser, vamos nos encontrar outro dia”, e vocês se encontram. Conversam. Você percebe o quanto vocês tem em comum. O inevitável acontece, você se apaixona.
Depois disso você volta para casa e liga para a amiga, passa horas falando de como a risada dele é linda e o sorriso…bom, é o sorriso mais lindo do mundo. Ela até pergunta quem é o príncipe encantado, mas você não entrega de primeira, espera o segundo encontro, por acidente ou de propósito mesmo. Vocês se vêem de novo, e ele parece mais bonito (como será possível?), vocês trocam telefone e ele até te abraça. O resto do dia você espera ele ligar, ele não liga. Você dorme esperando que ele ligue no dia seguinte. E ele liga. Marca com você em um lugar qualquer, depois da escola ou no final de semana. Você passa horas imaginando tudo, escolhendo suas roupas e a maquiagem, cabelo solto ou cabelo preso. Tanto faz.
Você liga pra sua amiga, passa mais horas falando em como ele é o cara dos seus sonhos, o amor deixa todo mundo perfeito. Ela implora pra conhecer o cara e você acaba cedendo, afinal, é sua melhor amiga.
Chega então o dia em que vocês vão se encontrar e você vai com sua amiga, mas só mostra quem é o cara e vai sozinha falar com ele, sem surpresas. Horas de conversa, muita conversa. Depois o beijo, aquele beijo que faz sua barriga formigar e sua cabeça doer, de tão quieta e vazia que ela fica. Ah, aquele beijo. Aquele mesmo, que você sonhou durante todos os outros dias, semanas, que você não quis que tivesse fim. Sim, esse mesmo. Aquele beijo.
Durante semanas ele te manda mensagens fofas, você todas as noites liga pra ele, só pra dormir com a lembrança de sua voz. Depois de algumas semanas, vocês estão namorando. Todos sabem, sua mãe adorou ele, seu pai…bom, os pais sempre acham que você é nova demais para isso, mas quem se importa? Você o ama, e ele te ama também. Vocês são felizes.
Todos sabem, aquela invejosa sabe, a ex dele sabe, uma menina que vai se apaixonar por ele também sabe. Você descobre o ciúmes e as vezes não esquece do controle. Vocês brigam. Você chora horas para sua amiga no seu quarto, se entupindo de chocolate e sorvete. Quando você acha que não pode chorar mais, no final do dia ele não liga e no dia seguinte mal fala com você. Você chora no banheiro, você não quer perdê-lo. Eis a hora que ele chega com flores, aquelas flores idiotas que fazem seu coração derreter. Mas quem liga para flores quando você tem os braços dele? Aquele abraço que faz o mundo parar? As flores idiotas que voltem para a terra, ele é seu. Ainda é seu.
Tudo fica perfeito, até a próxima briga. Dessa vez você não chora, você tem a razão, você sabe que tem a razão. Ele te liga mas você não atende, de repente, ele não é tão perfeito assim. Você não se importa, depois de um dia você vai querer ele de novo, você só precisa dormir.
“Tudo bem então, acabou”. É isso que ele te diz depois disso tudo. Aí sim, você chora. Como ele pode te deixar? Depois de tudo o que vocês passaram, de toda a felicidade, depois das flores, das brigas, de todo esse amor? Como?. Sua amiga se desespera, querendo que você melhore. Você melhora, depois de pelo menos 3 semanas.
Mas você ainda não consegue sair de casa. Depois de mais algumas semanas você sai de casa, simplesmente por sair. Não chamou as amigas por que não quer ouvir mais um “Nossa, mais um pouco achei que você ia simplesmente se trancar naquele quarto, precisava mesmo sair. Você está bem mesmo?”, isso você ouviria quando tivesse forças para ignorar. Só daqui algumas saídas, sem sentido ou rumo, de casa.
É então que você o vê. Ele é mais bonito do que o ultimo, o sorriso dele parece muito mais bonito e inspirador, as roupas parecem mais legais, o jeito de andar mais confiante, tudo parece melhor do que o ultimo.
Era alucinação ou ele olhou para você e sorriu, para você? Talvez sim, talvez não. Você balança a cabeça, querendo afastar qualquer pensamento que possa acontecer tudo de novo, as feridas ainda estão novas demais. Por um segundo, você não lembra delas, mas você quer que elas estejam ali.
De qualquer forma, aconteceu. E você ama um estranho, de novo.
Tudo sempre começa em um dia que você realmente não espera encontrar alguém para se apaixonar. Mas encontra. Nesse dia você conhece aquele cara lindo, que nunca tinha visto na escola, na rua ou ele acabou de se mudar para sua cidade. Geralmente, você vê ele uma vez e não fala nada. “Se for pra ser, vamos nos encontrar outro dia”, e vocês se encontram. Conversam. Você percebe o quanto vocês tem em comum. O inevitável acontece, você se apaixona.
Depois disso você volta para casa e liga para a amiga, passa horas falando de como a risada dele é linda e o sorriso…bom, é o sorriso mais lindo do mundo. Ela até pergunta quem é o príncipe encantado, mas você não entrega de primeira, espera o segundo encontro, por acidente ou de propósito mesmo. Vocês se vêem de novo, e ele parece mais bonito (como será possível?), vocês trocam telefone e ele até te abraça. O resto do dia você espera ele ligar, ele não liga. Você dorme esperando que ele ligue no dia seguinte. E ele liga. Marca com você em um lugar qualquer, depois da escola ou no final de semana. Você passa horas imaginando tudo, escolhendo suas roupas e a maquiagem, cabelo solto ou cabelo preso. Tanto faz.
Você liga pra sua amiga, passa mais horas falando em como ele é o cara dos seus sonhos, o amor deixa todo mundo perfeito. Ela implora pra conhecer o cara e você acaba cedendo, afinal, é sua melhor amiga.
Chega então o dia em que vocês vão se encontrar e você vai com sua amiga, mas só mostra quem é o cara e vai sozinha falar com ele, sem surpresas. Horas de conversa, muita conversa. Depois o beijo, aquele beijo que faz sua barriga formigar e sua cabeça doer, de tão quieta e vazia que ela fica. Ah, aquele beijo. Aquele mesmo, que você sonhou durante todos os outros dias, semanas, que você não quis que tivesse fim. Sim, esse mesmo. Aquele beijo.
Durante semanas ele te manda mensagens fofas, você todas as noites liga pra ele, só pra dormir com a lembrança de sua voz. Depois de algumas semanas, vocês estão namorando. Todos sabem, sua mãe adorou ele, seu pai…bom, os pais sempre acham que você é nova demais para isso, mas quem se importa? Você o ama, e ele te ama também. Vocês são felizes.
Todos sabem, aquela invejosa sabe, a ex dele sabe, uma menina que vai se apaixonar por ele também sabe. Você descobre o ciúmes e as vezes não esquece do controle. Vocês brigam. Você chora horas para sua amiga no seu quarto, se entupindo de chocolate e sorvete. Quando você acha que não pode chorar mais, no final do dia ele não liga e no dia seguinte mal fala com você. Você chora no banheiro, você não quer perdê-lo. Eis a hora que ele chega com flores, aquelas flores idiotas que fazem seu coração derreter. Mas quem liga para flores quando você tem os braços dele? Aquele abraço que faz o mundo parar? As flores idiotas que voltem para a terra, ele é seu. Ainda é seu.
Tudo fica perfeito, até a próxima briga. Dessa vez você não chora, você tem a razão, você sabe que tem a razão. Ele te liga mas você não atende, de repente, ele não é tão perfeito assim. Você não se importa, depois de um dia você vai querer ele de novo, você só precisa dormir.
“Tudo bem então, acabou”. É isso que ele te diz depois disso tudo. Aí sim, você chora. Como ele pode te deixar? Depois de tudo o que vocês passaram, de toda a felicidade, depois das flores, das brigas, de todo esse amor? Como?. Sua amiga se desespera, querendo que você melhore. Você melhora, depois de pelo menos 3 semanas.
Mas você ainda não consegue sair de casa. Depois de mais algumas semanas você sai de casa, simplesmente por sair. Não chamou as amigas por que não quer ouvir mais um “Nossa, mais um pouco achei que você ia simplesmente se trancar naquele quarto, precisava mesmo sair. Você está bem mesmo?”, isso você ouviria quando tivesse forças para ignorar. Só daqui algumas saídas, sem sentido ou rumo, de casa.
É então que você o vê. Ele é mais bonito do que o ultimo, o sorriso dele parece muito mais bonito e inspirador, as roupas parecem mais legais, o jeito de andar mais confiante, tudo parece melhor do que o ultimo.
Era alucinação ou ele olhou para você e sorriu, para você? Talvez sim, talvez não. Você balança a cabeça, querendo afastar qualquer pensamento que possa acontecer tudo de novo, as feridas ainda estão novas demais. Por um segundo, você não lembra delas, mas você quer que elas estejam ali.
De qualquer forma, aconteceu. E você ama um estranho, de novo.
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9 de outubro de 2011
Aprendi com a vida que não existe aquele tipo de homem perfeito e meigo. E se existirem, eles foram mudando ao longo de um relacionamento. É sempre assim, você nunca vai encontrar aquele cara que te beije com amor e afeição no primeiro encontro, ele não vai te mandar um buquê de rosas no dia seguinte, e nem nos próximos 3 meses, ele ainda não vai te ligar de madrugada perguntando se você está bem, nem nada dessas coisas que aparecem em filmes e seriados. Aliás, qual seria a graça dos filmes se o que acontece neles é verdade? Nenhuma.
Então, se você, garota ou mulher, espera que apareça um príncipe encantado montado no cavalo branco, esqueça. Contente-se com aquele cara que anda a pé, faz você rir e te conhece como ninguém. Ele pode não ser perfeito ainda, nem mesmo você é, ele só precisa de tempo para fazer com que o amor apareça e ele mude.
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janeiro de 2011,
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Claro, você consegue... (Não)
Ser humano nenhum deveria dizer que tudo é possível. Algumas coisas nasceram para serem impossíveis, e você nasceu para querer conseguir justamente isso. Quando tropeça na vida de alguém que vive te repetindo "Sim, você consegue", você acaba acreditando fielmente nisso, e quando percebe que não, você não consegue, acha que é o fim do mundo e a culpa é do mundo por você não ter sido um pouco mais racional e perceber que era realmente algo extremamente fora do seu alcance.
Não sei se sou só eu, mas eu sempre tenho o senso do "Não, você não consegue" quando eu me encontro diante de planos impossíveis. Parece até histórinha de gente pessimista, mas a vida das pessoas realistas é um pouco menos dolorida do que a vida dos sonhadores. E sim, todos os dias eu acordo, imagino que o dia vai ser lindo, mas só de por o pé pra fora da cama e já sei que não vai ser. E nunca é. A rotina nunca é boa. Entrar no carro e ir encontrar pessoas que você não suporta 5 dias por semana não é bom. Passar seis horas do meu dia em uma sala onde a maioria das pessoas deve ter algum retardo mental não faz parte do meu conceito de "dia bom". Passar o dia todo pensando em coisas que nunca vão acontecer não faz parte da minha expectativa de "boa vida".
E mesmo sabendo que tudo o que te deixa mal é culpa inteiramente sua, você ainda não aceita o fato de que a culpa é sua. Que você está errando em algum ponto, e que por algum defeito do destino você não vai conseguir atingir aquela sua meta ainda esse ano, essa semana, nesse dia. Espera mais um pouco, ou você nasceu de seis meses? A vida sempre vai ser uma espera, seja ela a espera na fila do banco ou na fila de "melhoria de vida". Senta e espera, e não acredita na pessoa que vai olhar nos seus olhos e dizer "Sim, você consegue" como se todos os seus desejos vão cair do céu e se realizar ali, na hora. Repito, senta e espera.
Tudo bem, quando se quer muito uma coisa, você realmente consegue. É verdade. Mas ninguém nunca olhou bem no fundo dos seus olhos, colocou a mão nos seus ombros e disse: "Sim, você consegue. Mas antes tu vai quebrar muito, muito mesmo, a cara. Entendeu?". E nada na vida vem com etiquetinha "isso vale a pena, continue". Até por que nada na vida tem embalagem, se é que você entende o que eu quero dizer. E se tivesse seria muito fácil. E se tudo fosse possível, seria muito fácil também. Só acho que todo mundo ficou meio acomodado e quer tudo facinho ali na hora.
Então, não. Você não vai conseguir tão fácil. Pode ser até que consiga, mas vai demorar um bom tempo, tudo bem? E não, eu não sou pessimista. Sou realista e prática. Se uma coisa está exigindo muito esforço, não vale a pena. Segue em frente que vem coisa mais fácil e mais recompensante por aí.
Não sei se sou só eu, mas eu sempre tenho o senso do "Não, você não consegue" quando eu me encontro diante de planos impossíveis. Parece até histórinha de gente pessimista, mas a vida das pessoas realistas é um pouco menos dolorida do que a vida dos sonhadores. E sim, todos os dias eu acordo, imagino que o dia vai ser lindo, mas só de por o pé pra fora da cama e já sei que não vai ser. E nunca é. A rotina nunca é boa. Entrar no carro e ir encontrar pessoas que você não suporta 5 dias por semana não é bom. Passar seis horas do meu dia em uma sala onde a maioria das pessoas deve ter algum retardo mental não faz parte do meu conceito de "dia bom". Passar o dia todo pensando em coisas que nunca vão acontecer não faz parte da minha expectativa de "boa vida".
E mesmo sabendo que tudo o que te deixa mal é culpa inteiramente sua, você ainda não aceita o fato de que a culpa é sua. Que você está errando em algum ponto, e que por algum defeito do destino você não vai conseguir atingir aquela sua meta ainda esse ano, essa semana, nesse dia. Espera mais um pouco, ou você nasceu de seis meses? A vida sempre vai ser uma espera, seja ela a espera na fila do banco ou na fila de "melhoria de vida". Senta e espera, e não acredita na pessoa que vai olhar nos seus olhos e dizer "Sim, você consegue" como se todos os seus desejos vão cair do céu e se realizar ali, na hora. Repito, senta e espera.
Tudo bem, quando se quer muito uma coisa, você realmente consegue. É verdade. Mas ninguém nunca olhou bem no fundo dos seus olhos, colocou a mão nos seus ombros e disse: "Sim, você consegue. Mas antes tu vai quebrar muito, muito mesmo, a cara. Entendeu?". E nada na vida vem com etiquetinha "isso vale a pena, continue". Até por que nada na vida tem embalagem, se é que você entende o que eu quero dizer. E se tivesse seria muito fácil. E se tudo fosse possível, seria muito fácil também. Só acho que todo mundo ficou meio acomodado e quer tudo facinho ali na hora.
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8 de outubro de 2011
Paranoia Social: Eu e as pessoas.
Tenho fobia de me apegar às pessoas.
Para mim é sempre o mesmo ritual: conhecer, gostar, simpatizar, perder. Por isso tenho medo de gostar de alguém, seja amigo ou um amor mesmo, sou daquelas pessoas que conhece e já pensa em como seria perder a pessoa. Pensar assim faz com que eu dê valor para cada sorriso que a pessoa dá quando eu falo alguma coisa idiota, pelo menos não vou dizer que só aprendi quando perdi.
Não sei se faço alguma coisa de errado, se enjôo rápido ou seja lá o que for, não existe uma única pessoa que eu tenha conhecido na vida que continuou do meu lado por mais de um ou três anos. Eles sempre vão embora. Eu sempre lembro de todos.
Deve ser por isso que demoro à dizer que gosto de alguém, deve ser por medo de acreditar que alguém vá ficar comigo por um longo tempo e no dia seguinte eu ver que a perdi.
Perder alguém para o tempo é a pior coisa que eu já experimentei na vida.
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7 de outubro de 2011
Eu sinto vontade de ir quebrar isso algum dia, perguntar por que diabos ele sempre fica sozinho, olhando pro nada, sem nunca falar com ninguém, sem nunca olhar para ninguém. Talvez ele entenda o prazer de ser sozinho, talvez um dia eu vá e faça com que ele pare com isso.
Mas ele faz isso parecer tão bom.
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Ex-Passado-Futuro-Presente
Isso, é um adjetivo só. Se desse pra juntar tudo em uma única palavra ficaria mais fácil de escrever.
Mas alguém entende quando você quer que o passado fique no passado, mas o presente acaba meio que colado junto com o passado que nunca se soltou do futuro? Passo por isso constantemente, até o momento em que alguém aparece com uma tesoura e corta tudo isso.
Mas às vezes a tesoura está meio velha, meio que com defeito, e ficam aquelas pontinhas que não se desgrudam, e sempre fazem com que alguma maldita lembrança apareça. Até aí tudo bem, todo mundo lembra de alguma coisa sempre. O problema começa quando as pontas estão grudadas dos dois lados, e aí acontece de que nenhum dos dois lados se decide ou tenta tomar partido. Fica numa coisa impressionante de ninguém nunca saber de nada. Indiretas não são o suficiente, mas é só isso o que acontece.
Não que eu ache que seja certo voltar e fazer o caminho todo. Ou pelo menos voltar só até o ponto em que se perdeu, ou "pegou um atalho", mas às vezes não é nem certo nem errado. É melhor. É melhor por que você realmente aprende que valor se dá quando se tem, não quando se perde. Não quando se ainda tem, mas não pode pegar. É como quando você compra um chocolate mas fica se mordendo para não comer. É seu, está ali, te esperando, e você fingindo que não existe. Até a hora em que você se cansa, abre a embalagem, vai comendo, comendo, em dois minutos acaba e você "O quê? Acabou?". E aí você troca por outra barra. Mas "Ex-Passado-Futuro-Presente" não é tão fácil quanto resistir a chocolate. Nem mesmo tão fácil quanto trocar de barra. A unica coisa "fácil igual", é a hora de "comer".
Esse termo tem todo um paradoxo, todo um tabu por trás. Afinal, se é ex, por que você ainda quer? Por que, ah... Ficou mais bonito. Por que eu ainda gosto... Ué. Acontece. A gente faz cada loucura, né? Depois fica tentando consertar, e... Surpresa. Não tem como consertar. Apesar de vocês já se conhecerem, é claro que vai parecer que são estranhos de novo. Imagina outra primeira conversa? Outro primeiro encontro? Não, não vai ser a mesma coisa. Você sempre vai lembrar do que fez, tentou ou quis nesse meio-tempo. E ele também. Vai ser como começar tudo do zero, tudo.
É, a fase "pós-termino" não é tão fácil assim. E eu acho que vou precisar aprender mais algumas coisinhas antes de costurar tudo de novo, ou cortar de vez. Mesmo sabendo que a segunda opção não vai tardar. Ou não.
Mas às vezes a tesoura está meio velha, meio que com defeito, e ficam aquelas pontinhas que não se desgrudam, e sempre fazem com que alguma maldita lembrança apareça. Até aí tudo bem, todo mundo lembra de alguma coisa sempre. O problema começa quando as pontas estão grudadas dos dois lados, e aí acontece de que nenhum dos dois lados se decide ou tenta tomar partido. Fica numa coisa impressionante de ninguém nunca saber de nada. Indiretas não são o suficiente, mas é só isso o que acontece.
Não que eu ache que seja certo voltar e fazer o caminho todo. Ou pelo menos voltar só até o ponto em que se perdeu, ou "pegou um atalho", mas às vezes não é nem certo nem errado. É melhor. É melhor por que você realmente aprende que valor se dá quando se tem, não quando se perde. Não quando se ainda tem, mas não pode pegar. É como quando você compra um chocolate mas fica se mordendo para não comer. É seu, está ali, te esperando, e você fingindo que não existe. Até a hora em que você se cansa, abre a embalagem, vai comendo, comendo, em dois minutos acaba e você "O quê? Acabou?". E aí você troca por outra barra. Mas "Ex-Passado-Futuro-Presente" não é tão fácil quanto resistir a chocolate. Nem mesmo tão fácil quanto trocar de barra. A unica coisa "fácil igual", é a hora de "comer".
Esse termo tem todo um paradoxo, todo um tabu por trás. Afinal, se é ex, por que você ainda quer? Por que, ah... Ficou mais bonito. Por que eu ainda gosto... Ué. Acontece. A gente faz cada loucura, né? Depois fica tentando consertar, e... Surpresa. Não tem como consertar. Apesar de vocês já se conhecerem, é claro que vai parecer que são estranhos de novo. Imagina outra primeira conversa? Outro primeiro encontro? Não, não vai ser a mesma coisa. Você sempre vai lembrar do que fez, tentou ou quis nesse meio-tempo. E ele também. Vai ser como começar tudo do zero, tudo.
É, a fase "pós-termino" não é tão fácil assim. E eu acho que vou precisar aprender mais algumas coisinhas antes de costurar tudo de novo, ou cortar de vez. Mesmo sabendo que a segunda opção não vai tardar. Ou não.
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6 de outubro de 2011
(10-11) Alguma carta perdida...
Guria, o que aconteceu contigo? Eu lembro que da ultima vez que nos encontramos, você era mais interessante. Você ria mais, sorria. Parecia feliz, parecia gostar das pessoas ao seu redor, e agora, tanto faz como fez. Aliás, melhor o seu ditado: “tanto faz, como não fez”. O que você deixou de fazer nos últimos tempos?
Deixou de acordar mais cedo pra dar pelo menos uma iluminada nesse rosto antes de pôr a cara pra fora de casa? Deixou de escolher melhor suas roupas e não se importa quando suas unhas ficam curtas? Sei que não gosta quando pensam que você é fútil e prefere andar de tênis, mas todo mundo de elogia quando usa sombra cinza, delineador, costas nuas e salto alto. Não que você deva ir assim pra todo lado, mas estando assim,sem toda essa basiquês idiota, tu fica mais bonita. Tu gostava de se ver assim no espelho, não é? Imagina as pessoas que te veem na rua. Guria, nenhuma incerteza da vida merece que tu fique desse jeito. Esqueceu que o mundo gira e novas pessoas aparecem?
Sabe mais o que tu andou deixando de fazer? Aquilo que tu antes dizia ser sua vida… Lembra? Lembra que tu gostava de escrever? Brincava de pintar as palavras e as coisas ficavam lindas! Tu esqueceu que as pessoas diziam que era tudo mesmo muito lindo, e hoje em dia suas palavras são apenas aquelas que tu copia da lousa da escola ou da apostila dos seus amigos? Lembra que tu acreditava que tudo o que tava escrito no seu diário virava realidade, quando tu escrevia com vontade? Ainda mais quando debochava, como se fosse brincadeira. Aquilo virava lei do seu resto do ano, lembra? Era idiota, mas era verdade. Virava realidade e tu carrega até hoje, não percebe? “I really want blue eyes”, te lembra algo? E o que tu conseguiu? Isso mesmo.
E hoje, o que tu escreve? Só quando já tá tudo escorrendo pelos olhos, tu coloca tudo pra fora como se fosse uma obrigação, não mais aquele prazer de antes. Não é falta de inspiração. Tu nunca precisou de inspiração pra escrever suas poesias sem rima. Nem mesmo na quarta série, que tu escrevia até em embalagem de qualquer coisa pra não esquecer depois.
Repito: O que aconteceu contigo? Bota um sorriso nesse rosto, relembra das coisas do teu passado, procura tua felicidade no bolso das outras calças e vai a luta, mas dessa vez de cabeça erguida. Não fica aí, só sentada vendo TV e comendo chocolate. Eu sei que te faz bem, não só psicologicamente, e que teu organismo também sente falta, mas engorda. E tu não quer ficar mais gorda, né?
Tu mudou demais, guria. Agora tu é aquilo o que nunca quis ser. Dura por fora e molenga por dentro. Acha que aguenta, mas quando percebe que não aguenta mais nem uma brisa de vento sem blusa acha que a única coisa que tu precisa é de um abraço. Se abraça, então, caramba! O mundo vai ser melhor quando tu aceitar e acreditar de novo que só precisa de ti, mas que os outros também são importantes. Junta todas as peças que jogou fora no caminho, reata os laços que tu cortou enquanto estava passando por aqui, e comece a entender que o mundo é muito mais bonito e colorido do que tu se acostumou a ver. Chega de tons marrons, pinta tudo de vermelho, já que você adora e coloca aquela música que te anima. Não aquela nova que eu começou a ouvir agora pouco, mas aquela antiga, que tu ouvia há uns 9 meses e relembre como as coisas eram boas, e como vão melhorar agora.
Não quero mais te ver com olhos inchados de sono, nem com penteado feito pelo travesseiro. Tu nunca foi desse jeito, por que é agora? Volta a ser o que tu era, algumas pessoas sentem falta disso. Eu sinto, guria. Eu sinto.
Espero que isso tenha um pouco de efeito sobre ti. Espero que faça algum efeito. Te vejo quando tu precisar de novo, ou simplesmente quando entramos em harmonia se tu refizer seus passos e consertar seus erros. Até breve, eu penso.
Com amor, seu “eu” que sente falta de ti como era antes.
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