Sabe uma coisa que eu tenho PAVOR? Gente que só anda na moda. Isso mesmo, quando o vestido tubinho tava em alta, comprou uns 20, quando a cintura alta voltou, comprou uns 40 modelos de calças e shorts. E por aí vai. Usa o mainstream e ainda acha que é legal. Nem trabalha com essas coisas e diz que só usa por que se sente bem. Depois fica tachando as pessoas que tem estilo próprio, que customiza, que vai contra a maré de cafona. Cafona são as pessoas que só por que todo mundo anda pelado, vai andar também.
Acho que tem gente que não entende que nem toda garota nasceu para ser lolita, e nem todo homem pra usar coisas... casuais de homem, tipo jeans certinho, sapato social e camisa polo. Eu sou uma daquelas gurias que sempre vai gostar mais do cara de usa preto, couro e sapatos que mais parecem botas, ou até mesmo botas, se for o caso. E sempre vou ser a guria que vai se jeans e all star até em formatura se deixar. (Mentira, mas eu tenho uma ideia bem louca de usar um fraque quando sugerirem "traje formal", desculpa se não tava escrito "mulher de vestido e homem de terno", eu gosto de mudar algumas regras. Fraque é formal, não é? Então eu posso entrar). Mas o jeans não é muito problema.
Eu odeio vestidos, saias, e nunca acho que nada disso fica bonito em outras pessoas. Não raros, RARÍSSIMOS, dá pra contar nos dedos de uma mão só, quando eu digo: "Que vestido legal, se eu gostasse eu usava". Mas eu tenho pavor de vestidos também. Não fiz formatura por isso, não vou fazer festa de 15 anos por isso, não vou em casamentos por isso. Odeio, simplesmente odeio.
E NÃO GOSTO DE GENTE QUE ACHA QUE GURIA SÓ PODE ANDAR ASSIM. Acho que existe tanto preconceito entre garotas, que acabamos sempre com medo de usar algo por ter medo do que as pessoas vão falar. Do tipo quando uma lolita resolve passar o dia de moletom. Ela sente medo de usar o moletom por que ela acha que não dizer que ela é uma desleixada e que deve subir agora no salto. Mas logo dizem que se a guria se sente confortável, tudo bem. Mas quem é que se sente confortável em um salto 15 num vestido que de aperta o dia todo? Certo que existem, mas até "fabricarem" novas gurias que aguentam isso, elas sofrem horrores.
Minha mãe vive dizendo que quando eu uso tênis eu fico tão feia. Tão masculina. Eu não acho isso. Eu acho que quando uma guria usa coisas ditas masculinas, ela fica mais feminina do que se usasse um vestido. Por que se for tudo arrumadinho do jeito certo, nem longo demais, nem largo demais, fica ótimo. Eu sou uma pessoa que gosta de ir em lojas de vários setores e ficar fuçando na seção masculina. Acho digno quem consegue transformar uma peça de roupa praticamente em outra, e depois quando perguntam, você simplesmente diz: Ah, era do meu irmão. Eu só apertei aqui, e cortei ali e ficou assim.
Eu faço isso com as minhas próprias roupas, e elas ficam muito mais bonitas. Minha mãe tem vontade de jogar no lixo. Ela diz que compra roupa nova pra mim e eu só uso as velhas. Depois ela fica brava quando eu digo "mas não é pra usar pra sair? sempre que eu uso roupas velhas pra sair, você diz que é pra eu pegar uma nova, então, tô guardando". Certo que eu quase não saio, mas tudo bem. E quando saio e de moletom e tênis. Raramente me arrumo melhor para qualquer lugar. Maquiagem é só caso de vida ou morte, ou quando meu rosto tá muito pálido. Aí né.
Maquiagem... Acho tenso gente que acha tenso gurias não usarem maquiagem para irem na escola. Gente, sabe, ESCOLA. Não... Balada. Esses tempos, vi em um blog "looks para se usar na escola". Assim, NAS AULAS, mesmo. Não nas festinhas que geralmente tem, ou nas aulas de sábado quando geralmente pode ir sem uniforme, mas sim de segunda à sexta. Não foi atoa que em outro texto a dona do blog disse que os alunos tinham levado bronca por que se preocupavam em IR BONITOS e não em PASSAR NAS MATÉRIAS. E é realmente isso o que acontece. Gente muito bonita não se importa com mais nada, só com a maquiagem e com a roupinha bem passada.
Depois do dia em que foi sugerido para as meninas usarem mini short e melissa para irem para a ESCOLA, eu perdi a esperança com a geração feminina. E o pior é QUE GENTE QUE VAI ASSIM PRA AULA. Sabe, salto alto (tinham recomendado salto para se usar em dia de aula, vê se pode, ficar de salto, sentadinha nas carteiras, retocando a maquiagem), e roupas que eu não usaria nem se fosse pra ir na premiação do Oscar. Sério, uma guria que estudava comigo dizia que adorava ir de vestidinho... Vestido. Pra aula. Com salto.
Depois dizem "mas homem gosta". Homem gosta dessas gurias por que elas abaixam a cabeça pra tudo. Se fosse alguém tipo eu, que gosto de tênis, roupas de couro e maquiagem pesada, eles sairiam correndo, simplesmente por que eu não sou uma das guriazinhas que acha a Lady Gaga deveria dominar o mundo. Não, a Gaga não, ela dá medo nos homens também. Alguém mais inofensivo tipo a Selena Gomez. Que as gurias gostam mais e sedem mais fácil. E de tênis é mais fácil bater o pé, sabe. Acho corajoso o tipo de cara que namora uma guria que anda por aí de tênis. É mais difícil de domar. As do salto descem dele rapidinho, e algumas delas, é por qualquer um.
Falando assim, até parece que eu sou totalmente ANTIMODA, mas não é bem por esse lado... Eu até gosto das coisas "da moda"... Antes de todo mundo usar elas. Eu tenho uma coisa comigo, que é sempre usar a moda antes de virar moda. Me lembro de quando eu A-D-O-R-A-V-A esmalte colorido. Tipo amarelo, laranja, verde, azul, e todo mundo achava aquilo horrível. 6 meses depois o que eu vejo as mesmas pessoas dizendo que era horrível fazendo? Usando até inglesinha de roxo com verde. Como assim? E não pára por aí. Lembro que de natal do ano passado, pedi uma sapato rosa alaranjado. Ele era um modelo clássico de bico fino grosso saltinho agulha 6. Me falaram que não iam me dar por que ele era... Laranja. E eu nunca ia usar algo laranja. Depois eu vi um sapato rosa choque e achei lindo. Todo mundo disse que era horrível e que eu nunca ia usar. Saí da loja achando que tudo bem. Talvez eu realmente não usasse. Mas aí, um ano depois, aparece um raio de Color Blocking, que agora existe até sapatilha azul petróleo e todo acha a ciosa mais linda do mundo.
MAS E OS MEUS ESMALTES FEIOS E O SAPATO QUE EU NUNCA IA USAR? Agora que eu quiser, posso usar tudo que não tem problema? Como assim?
Mais uma frustração com a moda: Eu quero um short de cintura alta. Acho que já falei dele por aqui. Mas não qualquer short de cintura alta. Quero um short tipo os que a Rihanna usa. Azul, com botões só no meio. Minha mãe disse que eu não vou achar por que não tá mais em alta, tudo o que o povo vai querer usar agora são as saias cortinas e vestidos floridos. Oi, acho que todo mundo vai voltar a ser hippie, por que né. E tenho certeza que vou ficar muito da bichada quando eu desistir do short de cintura alta, e eles simplesmente voltarem para as passarelas e vitrines. vou voltar a odiar eles do mesmo jeito que odiava quando estavam em alta.
Não que eu goste de ser do contra, mas são raras as coisas que eu vejo por blogs de beleza e penso que usaria ou que quero. Exceto alguns do SV, que eu acho que usaria quase todos os looks da dona do blog, incluindo os que ela usa saia, apesar de eu odiar saias.
A unica coisa "em alta" que todo mundo anda usando agora, é algo bem minimo, que às vezes ninguém repara, e são os esmaltes. Sou apaixonada por esmaltes holográficos desde que comecei a seguir alguns blogs que falam sobre essas vaidades, mas agora que vi alguns nas lojas, quase perdi o encanto. Por que quase todo mundo na rua vai poder usar eles, então estou achando estranho minha vontade de usar cores como marronzinho ou nude. Coisas que eu sempre odiei, mas no meio de tanta coisa que chama atenção, acho que não os únicos válidos para nadar contra a maré.
Pelo visto, só vou estar "de acordo com a moda" quando a moda rock voltar e eu conseguir comprar roupas pretas com tachinhas ou couro. Sair só aí só com preto e branco, saltão louboutin, ou até mesmo tênis já que é pra deixar com mais atitude, com uns colares malucos e make Kristen Stewart é algo que eu vejo próximo para qualquer "outono-inverno" próximo. Já que eu "dito" as tendências, todo mundo acha ridículo, mas acaba usando quando a moda decide usar o que é ridículo, e eu vou atrás do próximo "ridículo" da estação, só pras pessoas usarem depois de seis meses.
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28 de dezembro de 2011
21 de dezembro de 2011
Posso matar?
Não, não sou psicopata, ou assassina ou coisa do tipo, só tenho baixa tolerância com pessoas... Lerdas. Assim, o TEMPO TODO. Não sabem nem mesmo soletrar, por que não consegue pensar rápido o suficiente na próxima letra.
O pior é que Deus dessa vida que vocês tanto gostam, me fezfavor de só por gente lerda nesse mundo. Gente que toda hora me grita pra abrir arquivo no computador. E se não abre, alguém quebrou as coisas, ou até mesmo só pra ligar o DVD. Pois é. E antes fossem meus tios, avós, mãe, pai, mas a maioria dos casos são meus irmãos. Como se aqui só tivesse o Media Player que tá bugado. Acho, só ACHO, que tem mais uns 3 players, mas é difícil demais ir na opção "Executar com..." e ir no Real Player ou CyberLink. Essa gente deve achar que eu faço mágica.
Mas assim, eu quase não ligo quando eu uso expressões em inglês, e o ser humano não entende. Afinal, Brasil, né. Quase ninguém se preocupa em aprender inglês. Quase não ligo quando preciso explicar sobre as bandas que eu ouço, ou nem mesmo me importo em explicar sobre as citações de livros que as pessoas nunca nem vão ouvir falar. Só que esses dias uma guria da minha idade não sabia quem eram os irmãos Grimm. E tudo de fundamental que eu digo, ela faz uma cara de "hã!?" e acha que é normal.
Não sou genia, totalmente hypster, ou doutorada em "como fazer as pessoas se sentirem burras", mas poxa. Entender um pouquinho só das coisas básicas da vida, para simplesmente não ser uma pessoa ignorante, é bom, não é? Não quero que todos conheçam todas as mais de 100 bandas que eu conheço, as mais de 800 músicas que eu já ouvi, mas saber que Beatles e Paul McCartney tem algo em comum, é quase lei da vida.
Não tô pedindo pra decorar todos os títulos e autores infantis, ou dos clássicos, mas acho que saber quem (re)escreveu os contos de fadas que todo mundo já cansou de ouvir quando criança, adolescente, adulto, idoso... Depois de morto, vai saber... É quase que necessário, né?
Não pedi pra ser expert em tecnologia, mas não é de hoje que o leitor de DVD daqui tá ruim, e meus irmãos não sabem nem mesmo LIGAR o DVD do quarto da minha irmã, e sempre ficam me chamando, me tirando do meu momento de silêncio, pra eu ir socorrer eles. Geralmente nem mesmo sabem baixar alguma coisa no 4Shared...
... Pausa na vida... Sabe a expressão: "quanto mais eu rezo, mais capeta aparece"? Então, um desses demônios pra que eu rezo para sumir[vulgo: irmão], chega aqui pra ficar me socando, achando que eu vou rir disso. Posso matar?
Me poupe de tanto estresse, mal tenho 15 anos completos e já acho que quando fizer 20 vou sumir desse planetinha com pessoas que só me fazem desejar pode me comunicar com animais. Que, às vezes, parecem mais inteligentes que os seres ditos racionais. Pois é.
Talvez me aceitem na colonização da Europa (a Lua Europa, tá? Vai que os europeus terrestres sabem um jeito bem mais irritante de serem lerdos? Viro serial killer mais procurada da Interpol em dois tempos, se bem que lá na Europa, a cultura PARECE que é BEM mais valorizada, mas em todo saco tem lá suas frutinhas podres). Diferente da maioria das pessoas daqui, que em meio de tantos saquinhos podres, ainda restam frutinhas maduras.
E pra quem acha que tudo isso é só frescurite da minha parte, como eu já disse uma vez: Cultura é de graça e muitas vezes as pessoas recusam. Saber coisas básicas também. Se não tem quem ensine, aprende sozinho. Mas poxa.
Desejo do dia? Saber onde os cults dessa da minha idade que habitam essa cidade se escondem. Tô precisando de um cantinho pra me achar normal.
O pior é que Deus dessa vida que vocês tanto gostam, me fezfavor de só por gente lerda nesse mundo. Gente que toda hora me grita pra abrir arquivo no computador. E se não abre, alguém quebrou as coisas, ou até mesmo só pra ligar o DVD. Pois é. E antes fossem meus tios, avós, mãe, pai, mas a maioria dos casos são meus irmãos. Como se aqui só tivesse o Media Player que tá bugado. Acho, só ACHO, que tem mais uns 3 players, mas é difícil demais ir na opção "Executar com..." e ir no Real Player ou CyberLink. Essa gente deve achar que eu faço mágica.
Mas assim, eu quase não ligo quando eu uso expressões em inglês, e o ser humano não entende. Afinal, Brasil, né. Quase ninguém se preocupa em aprender inglês. Quase não ligo quando preciso explicar sobre as bandas que eu ouço, ou nem mesmo me importo em explicar sobre as citações de livros que as pessoas nunca nem vão ouvir falar. Só que esses dias uma guria da minha idade não sabia quem eram os irmãos Grimm. E tudo de fundamental que eu digo, ela faz uma cara de "hã!?" e acha que é normal.
Não sou genia, totalmente hypster, ou doutorada em "como fazer as pessoas se sentirem burras", mas poxa. Entender um pouquinho só das coisas básicas da vida, para simplesmente não ser uma pessoa ignorante, é bom, não é? Não quero que todos conheçam todas as mais de 100 bandas que eu conheço, as mais de 800 músicas que eu já ouvi, mas saber que Beatles e Paul McCartney tem algo em comum, é quase lei da vida.
Não tô pedindo pra decorar todos os títulos e autores infantis, ou dos clássicos, mas acho que saber quem (re)escreveu os contos de fadas que todo mundo já cansou de ouvir quando criança, adolescente, adulto, idoso... Depois de morto, vai saber... É quase que necessário, né?
Não pedi pra ser expert em tecnologia, mas não é de hoje que o leitor de DVD daqui tá ruim, e meus irmãos não sabem nem mesmo LIGAR o DVD do quarto da minha irmã, e sempre ficam me chamando, me tirando do meu momento de silêncio, pra eu ir socorrer eles. Geralmente nem mesmo sabem baixar alguma coisa no 4Shared...
... Pausa na vida... Sabe a expressão: "quanto mais eu rezo, mais capeta aparece"? Então, um desses demônios pra que eu rezo para sumir
Me poupe de tanto estresse, mal tenho 15 anos completos e já acho que quando fizer 20 vou sumir desse planetinha com pessoas que só me fazem desejar pode me comunicar com animais. Que, às vezes, parecem mais inteligentes que os seres ditos racionais. Pois é.
Talvez me aceitem na colonização da Europa (a Lua Europa, tá? Vai que os europeus terrestres sabem um jeito bem mais irritante de serem lerdos? Viro serial killer mais procurada da Interpol em dois tempos, se bem que lá na Europa, a cultura PARECE que é BEM mais valorizada, mas em todo saco tem lá suas frutinhas podres). Diferente da maioria das pessoas daqui, que em meio de tantos saquinhos podres, ainda restam frutinhas maduras.
E pra quem acha que tudo isso é só frescurite da minha parte, como eu já disse uma vez: Cultura é de graça e muitas vezes as pessoas recusam. Saber coisas básicas também. Se não tem quem ensine, aprende sozinho. Mas poxa.
Desejo do dia? Saber onde os cults dessa da minha idade que habitam essa cidade se escondem. Tô precisando de um cantinho pra me achar normal.
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20 de dezembro de 2011
Natal quase sem dinheiro, por quê?
E bem, como todos sabem, é Natal, e Natal é época de dar presente. Só que pra mim, é mais ou menos isso: "Ache uma agenda ou um caderno adequado, antes que você esqueça e se veja desesperada para conseguir escrever seu diário". Eu sou daquelas pessoas que no meio do ano vai nas lojas e procura por agendas do ano seguinte. Não que eu queria antecipar o final do ano, nunca gostei disso, mas é só para ter segurança que eu não vou ficar maluca DURANTE o ano, atrás de uma agenda ou de um caderno mais "pessoal".
Minha irmã diz que é impossível de eu conseguir achar uma agenda adequada, já que eu sempre uso elas de diário. Se fosse pra anotar alguma coisa, eu acho que ficava louca. Ou o acontecimento é importante o suficiente para eu me lembrar dele, ou não tem problema eu esquecer. Então eu uso agendas mais para escrever qualquer coisa.
Marca páginas Love Cats ♥♥♥
Mas, mas, agendas a parte, eu estava falando de cadernos. Eu acho um mimo caderninhos "infantis", com aquelas capinhas fofas, ainda mais quando são pequenos. Tenho vontade de comprar todos os modelos, mas né, sou pobre. Esses dias eu vi em algum blog uma tal de Corrupiola. Eu tinha olhado os cadernos, mas não tinha visto. Hoje, outro blog me lembrou desse lindo reino mágico das folhas e capas. E é natal, sabe. O tempo em que eu fico maluca atrás de papelarias, e quando eu mais preciso ganhar coisas. E eu acho que tá na hora de eu não olhar mais para livros (é, acho que tô ficando doente), e olhar para as coisas que eu realmente não fico sem. Olhei todas as ofertas, calculei mais ou menos se eu mereço mesmo ou não me dar um presente de Natal (claro que mereço, todo mundo deveria me dar presente de Natal, poxa), e descobri meu amor eterno pelo Combo de 5 Corrupios #37, pelo Combro de 4 Corrupios #19 (mentira, é só pelo caderninho com a cereja, mas todos os outros são uns mimos e eu não achei ele unitário), e pelo Combo de 4 Corrupios #25. Isso sem falar do Kit Love Cats (sou maniaca por gatos, se eu pudesse tinha uns 5, mas então, os cachorros chegaram primeiro).
São as coisas mais deusas em forma de caderno que eu já vi na vida. Melhor que isso, só se eu finalmente achasse alguém que fabricasse capas com recortes de quadrinhos de jornal, e não só a colagem que eu fiz em dois fichários. Ficaram legais, né... Metade da classe do ano passado fez igual, mas né, não é algo profissional.
E sim, eu sou maluca, e pagaria R$78 / R$45 em quatro caderninhos, mais uma caixa e mais uns marca páginas, ou R$ 60 em cinco caderninhos mais a caixa diva. Tem gente que paga muito mais que isso em drogas e depois morre.
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13 de dezembro de 2011
Hearts On Fire ♪
Esses dias eu estava vendo VH1 Hits, e acabei me lembrando de um clip que eu adorava há uns 2 anos atrás, só que não lembrava a letra, nem o nome da música ou dos artistas. Fiquei com o clip na cabeça o final de semana todo, me martirizando por que não lembrava o nome da maldita música, que nem mesmo lembrava o refrão.
Aí ontem mesmo, eu percebi que eu nunca lembro algumas coisas que são importantes. Como final de filmes, segundas estrofes de músicas que eu deveria saber de cor, final de livros e etc. Eu sempre esqueço coisas que eu deveria lembrar.
Mas né, como às vezes eu fico sob pressão com todas as informações que me são dadas todos os dias, como nome de músicas novas, bandas novas, livros novos, filmes, blogs etc etc, é super normal que aquelas coisas que ficam mais ou menos trancafiadas lá no fundo do meu subconsciente sejam momentaneamente esquecidas. Mas quem disse que aquele idiota que eu deveria esquecer, eu esqueço? Ah então, aí entra a coisa de que eu nunca faço o que eu deveria fazer. Meu cérebro não se acostuma com a idéia de ter que fazer algo. Bem simples assim.
Certo que eu quase nunca esqueço completamente as coisas, eu fiquei sabendo, por meio de telepatia com a vida, que a primeira palavra do nome era "heart". BOA, quase nenhuma música começa com "heart", gênio. E foi aí que eu comecei minha jornada para me lembrar de todas as coisas meio importantes na minha vida. Não lembrei de muita coisa, mas até que olhando a lombada de alguns livros eu consegui lembrar os finais de alguns. Certo, eu não lembrei de nada, quase que não trago o bilhete assinado pro curso e me ferro. Quase esqueço o nome de outras músicas que eu não aguento mais ter vontade de ouvir.
Eu vivo nesse constante esquecimento de coisas e pessoas e fatos e assuntos e tudo.
Pois bem, depois de "Heart" eu simplesmente youtubei a palavra e fiquei vendo as sugestões que apareciam. Cliquei em algumas, mas não era nenhuma das sugestões, e então, boom! "Hearts On Fire" brilhou na minha memória. Isso mesmo, depois de dois anos, eu consegui lembrar. Só pensa em uma criança que consegue finalmente achar aquele brinquedo que não tinha em lugar nenhum. Foi mais ou menos igual.
Talvez agora eu até lembre de outras coisas que eu deveria. Até o final dos filmes e livros que eu tanto digo gostar.
Aí ontem mesmo, eu percebi que eu nunca lembro algumas coisas que são importantes. Como final de filmes, segundas estrofes de músicas que eu deveria saber de cor, final de livros e etc. Eu sempre esqueço coisas que eu deveria lembrar.
Mas né, como às vezes eu fico sob pressão com todas as informações que me são dadas todos os dias, como nome de músicas novas, bandas novas, livros novos, filmes, blogs etc etc, é super normal que aquelas coisas que ficam mais ou menos trancafiadas lá no fundo do meu subconsciente sejam momentaneamente esquecidas. Mas quem disse que aquele idiota que eu deveria esquecer, eu esqueço? Ah então, aí entra a coisa de que eu nunca faço o que eu deveria fazer. Meu cérebro não se acostuma com a idéia de ter que fazer algo. Bem simples assim.
Certo que eu quase nunca esqueço completamente as coisas, eu fiquei sabendo, por meio de telepatia com a vida, que a primeira palavra do nome era "heart". BOA, quase nenhuma música começa com "heart", gênio. E foi aí que eu comecei minha jornada para me lembrar de todas as coisas meio importantes na minha vida. Não lembrei de muita coisa, mas até que olhando a lombada de alguns livros eu consegui lembrar os finais de alguns. Certo, eu não lembrei de nada, quase que não trago o bilhete assinado pro curso e me ferro. Quase esqueço o nome de outras músicas que eu não aguento mais ter vontade de ouvir.
Eu vivo nesse constante esquecimento de coisas e pessoas e fatos e assuntos e tudo.
Pois bem, depois de "Heart" eu simplesmente youtubei a palavra e fiquei vendo as sugestões que apareciam. Cliquei em algumas, mas não era nenhuma das sugestões, e então, boom! "Hearts On Fire" brilhou na minha memória. Isso mesmo, depois de dois anos, eu consegui lembrar. Só pensa em uma criança que consegue finalmente achar aquele brinquedo que não tinha em lugar nenhum. Foi mais ou menos igual.
Talvez agora eu até lembre de outras coisas que eu deveria. Até o final dos filmes e livros que eu tanto digo gostar.
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10 de dezembro de 2011
Centro da cidade, camisetas, sapatilhas, cinturas-altas e ankle boots.
Certo, eu nunca sei escrever ankle boots. Tenho que trocar sempre alguma coisa. Deve ser por isso que esses sapatos me odeiam.
Sem falar na sensação de José Paulino que era a Deodato hoje. É mais ou menos a sensação da corrida maluca até a terceira fileira num cinema que você não consegue ver muita coisa em dia de estréia de Crepúsculo ou Harry Potter. O mais legal é que eu queria ir em uma loja que é NA FRENTE DE UM PONTO DE ÔNIBUS, que mesmo às 3:58 da manhã tem gente. Coisa mais feliz isso o que eu fiz, não?
Seria ótimo, se eu não tivesse passado a manhã inteira e mais uma cota com o mal humor dos deuses. Junta isso com a mãe gritando, vontade de comer chocolate mas não ter, cachorro achando que você é sofá ou colchão e depois passar pela maré de pessoas no centro da cidade. Com a mãe. Reclamando das bolhas no pé. Isso mesmo.
Mas mesmo indo na loja na frente do ponto de ônibus que nunca fica vazio, meu mal humor sumiu totalmente quando eu entrei e vi uma camiseta com estampa de cerejas. Bem, mensagens subliminares de bandas preferidas nas estampas de camisetas à parte, sai rodando metade da loja e desejando doentemente 6 em cada 5 peças que eu via. Minha mãe como sempre odiando.
Além da camiseta da mensagem subliminar da banda legal que eu não vou falar qual é, ainda achei uma linda "Where you sleep last night?" que eu esqueci de pegar. Outra "I'm the boss" que se eu não comprasse jamais me perdoaria. Uma "Love, Lite, Live, Laugh" que eu achei clássica. Mais outras que eu acabei de esquecer a estampa. Depois de reatravessar o mar de gente que é o ponto de ônibus, com a felicidade do meu final de ano na sacola, rodamos metade do centro até achar uma loja com sapatos aceitáveis. Babei riachos pelos anKle boots da vitrine, mas..........(pontos infinitos) nenhum me serviu. Experimentei quase todos que me eram atraentes, mas mesmo assim, nada que coubesse o meu pé sem eu sentir que os ossos estavam sendo estraçalhados até virarem pózinho. Fiquei só com a sapatilha, que era algo que eu quase mais necessitava do que comida.
Não satisfeitas com os quase mil reais deixados pelas lojas, entramos em mais lojas que minha mãe achava que iriamos encontrar o bem dito short de cintura-alta que eu tão necessito mais do que a sapatilha. Mas em lugar nenhum desse mundo, a não ser no shopping, tem o short de cintura-alta. Que já é conhecido como short-Rihanna, por que é bem curto, tipo os que ela usa. Iria ficar uma coisa linda, mas é a unica opção que me resta. Acho que vou precisa pensar em outra coisa até o ano novo, se eu quiser passar com roupas consideráveis, já que o Rihanna Style não vai rolar. Uma lástima.
Talvez até a semana que vem eu volte para a casa com o short, o anKle e alguma bolsa que eu fiquei apaixonada. Mesmo pelo fato de eu não usar bolsas. E com algumas sombras unitárias e um saquinho de gotas de chocolate para os cookies que eu vou ficar na vontade até me der coragem de novo de fazer aquilo.
Sem falar na sensação de José Paulino que era a Deodato hoje. É mais ou menos a sensação da corrida maluca até a terceira fileira num cinema que você não consegue ver muita coisa em dia de estréia de Crepúsculo ou Harry Potter. O mais legal é que eu queria ir em uma loja que é NA FRENTE DE UM PONTO DE ÔNIBUS, que mesmo às 3:58 da manhã tem gente. Coisa mais feliz isso o que eu fiz, não?
Seria ótimo, se eu não tivesse passado a manhã inteira e mais uma cota com o mal humor dos deuses. Junta isso com a mãe gritando, vontade de comer chocolate mas não ter, cachorro achando que você é sofá ou colchão e depois passar pela maré de pessoas no centro da cidade. Com a mãe. Reclamando das bolhas no pé. Isso mesmo.
Mas mesmo indo na loja na frente do ponto de ônibus que nunca fica vazio, meu mal humor sumiu totalmente quando eu entrei e vi uma camiseta com estampa de cerejas. Bem, mensagens subliminares de bandas preferidas nas estampas de camisetas à parte, sai rodando metade da loja e desejando doentemente 6 em cada 5 peças que eu via. Minha mãe como sempre odiando.
Além da camiseta da mensagem subliminar da banda legal que eu não vou falar qual é, ainda achei uma linda "Where you sleep last night?" que eu esqueci de pegar. Outra "I'm the boss" que se eu não comprasse jamais me perdoaria. Uma "Love, Lite, Live, Laugh" que eu achei clássica. Mais outras que eu acabei de esquecer a estampa. Depois de reatravessar o mar de gente que é o ponto de ônibus, com a felicidade do meu final de ano na sacola, rodamos metade do centro até achar uma loja com sapatos aceitáveis. Babei riachos pelos anKle boots da vitrine, mas..........(pontos infinitos) nenhum me serviu. Experimentei quase todos que me eram atraentes, mas mesmo assim, nada que coubesse o meu pé sem eu sentir que os ossos estavam sendo estraçalhados até virarem pózinho. Fiquei só com a sapatilha, que era algo que eu quase mais necessitava do que comida.
Não satisfeitas com os quase mil reais deixados pelas lojas, entramos em mais lojas que minha mãe achava que iriamos encontrar o bem dito short de cintura-alta que eu tão necessito mais do que a sapatilha. Mas em lugar nenhum desse mundo, a não ser no shopping, tem o short de cintura-alta. Que já é conhecido como short-Rihanna, por que é bem curto, tipo os que ela usa. Iria ficar uma coisa linda, mas é a unica opção que me resta. Acho que vou precisa pensar em outra coisa até o ano novo, se eu quiser passar com roupas consideráveis, já que o Rihanna Style não vai rolar. Uma lástima.
Talvez até a semana que vem eu volte para a casa com o short, o anKle e alguma bolsa que eu fiquei apaixonada. Mesmo pelo fato de eu não usar bolsas. E com algumas sombras unitárias e um saquinho de gotas de chocolate para os cookies que eu vou ficar na vontade até me der coragem de novo de fazer aquilo.
22 de novembro de 2011
Cansei de porcelanas. Cansei de plásticos.
Esses dias andaram dizendo que eu estou diferente. Acho que as pessoas ainda não perceberam que eu simplesmente estou retribuindo elas com o mesmo afeto que elas me oferecem. Pois entendam, se eu tenho amigos, que estão sempre comigo, não digo que é necessário estar somente comigo, mas pelo menos não fazem com que eu me sinta menosprezada, eu vou ser uma pessoa legal com essas pessoas. Agora, se uma pessoa simplesmente me trata como substituivel, como só mais alguém pra ela dizer oi, mandar mensagem e me ter como mais um número no facebook, eu dispenso. Dispenso um milhão de vezes.
Por que eu acho, que se é pra eu ser alguém legal, eu tenho que me sentir bem com isso. E eu não me sinto bem sendo legal com pessoas que não são legais comigo. Dá pra entender? Acho que dá, espero que muitas pessoas pensem assim.
E sabe quando a gente faz a coisa certa, mas mesmo assim ainda tem gente pra se fazer de vitima, como se eles não tivessem feito nada? Aliás, é exatamente por isso, eles nunca fazem nada. E ainda colocam a culpa em mim. Como se eu fosse realmente a Cruela da coisa toda. Eu simplesmente... Ignoro. É, é isso o que eu sei fazer de melhor com gente assim.
Mas mesmo eu jogando a verdade na cara das pessoas, elas não entendem. Não conseguem enxergar o que eu fico tentando dizer, e ainda acham que podem estar sempre do meu lado. Querendo minha atenção. Querendo minha amizade. Mas... Que droga, eu não consigo ser amiga de gente que só tem interesse. Mesmo que seja pra se aproximar de alguém, para conseguir notas, para conseguirem conselhos, que merda for o que eles quiserem. Eu não sei lidar somente com pessoas que pedem.
Olhem bem. Eu, capricorniana nata, com todos os defeitos e qualidades do signo. É uma característica eu me visar, antes de qualquer pessoa, mas eu sei escutar, eu sei ser amiga, eu sei ser boa. Não que eu seja assim com todo mundo, saia rindo por aí e dando dinheiro aos mendigos. Claro que não. Mas quando alguém precisa, e eu posso ajudar, eu faço. Faço nem tão bem, mas pelo menos tento. Esse é o meu problema, eu tento. Eu persisto. Se eu consigo, eu fico muito feliz. Se eu não consigo, eu jogo no lixo. Jogo mesmo, e nem mesmo sinto remorso por ter feito. E não gosto quando as pessoas me colocam de lado. Quando eu sou um livro velho numa estante empoeirada. Aquela camiseta velha que fica entucada no fundo do guarda roupas. Eu não sou segundo ou último plano. Mas não preciso ser primeiro. Acho que já perceberam que mesmo eu não querendo ser o centro, eu não quero ser a borda.
Não suporto quem gosta hoje, esquece duas semanas, e depois volta. Não suporto pessoas que fingem que você vale algo para elas, e no fim sempre tem alguém pra pôr no seu lugar, como se você nunca tivesse estado lá. Não suporto pessoas que usam.
E sim, eu me protejo. Quando esses seres tentam forçar a barra, eu simplesmente os empurro. Como eu disse, jogo no lixo. Quer falar? Fala sozinho. Fala com todas as outras pessoas. Já não me esqueceu por um tempo? Esquece pelo resto. Não quero sobrar, não quero pessoas que só lembram de mim quando estão confusas. Não quero amigos pela metade.
E se eu mudo, é por que as pessoas mudam comigo. Não há reação sem alguma ação antes. Eu nunca dou o primeiro passo, nem para o começo, nem para o fim. Por favor, nem mesmo tente um recomeço.
Mas certo, eu posso jogar no lixo, e os outros não? Claro. E eles jogam. Jogam e depois tentam reciclar. Mas não fica a mesma coisa. Amizade reciclada não faz bem pra natureza, nem pro caráter. Nesse sentido é melhor arrumar outra pra por no lugar, e deixar aquela onde você jogou. Afinal, é bem capaz da pessoa nem sentir sua falta.
Cansei dessas pessoas de porcelana. Amigáveis por fora e ocas por dentro. Cansei de pessoas que são de plástico. São falsos, e a gente nem mesmo consegue quebrar ao ponto de conseguir que sejam trocados. Cansei... CANSEI!
14 de novembro de 2011
Cidades, espaços maiores e eu.
Pois bem. Eu sou uma daquelas pessoas que sempre tenta ocupar o máximo de espaço possível em cubículos, e me sinto na obrigação de não ocupar grande coisa em amplos espaços. Vai entender. É que parece que quanto menor o lugar, mas de mim pode caber. Só eu, minhas coisas, minha cabeça e eu. Em lugares maiores é como se qualquer pessoas pudesse esbarrar nas minhas coisas e eu iria ficar pirada de raiva. Odeio de desarrumem, ou arrumem, que seja, minha bagunça; Mas odeio ver as coisas bagunçadas de verdade.
É como eu sempre digo, não me entendam.
Acho que é o fato de eu ter crescido em uma cidade pequena. Não algo interiorrr paulista, mas algo pequeno. Aqui meus pais conhecem bastante gente, meus irmãos também, e eu sou apenas eu. Assim, já é um milagre de eu falar com as pessoas da minha sala, então não aposto grande coisa em mim para ter mais do que 20 amigos, que eu posso dizer amigos, até a minha maioridade. Que é quando o meu plano idiota de já ter arrumado dinheiro o suficiente para ir pra capital, ou passar em um vestibular grandão e ir parar em um apartamento na Grande São Paulo. Bem essas coisas de gente de cidade pequena, não vê a hora de morar na metrópole.
Mas vejam, eu nunca gostei daqui. É simplesmente uma daquelas cidades que a coisa mais legal para se fazer no domingo ou é ir para a casa dos avós jogar baralho, ou ir para uma praça, ou ir tomar sorvete... Ou sair da cidade. Eu gosto da ultima opção, apesar de nunca conseguir executar ela com frequência. E eu não sou do tipo garota doente por shoppings. Eu só vou no shopping quando quero algum livro, que geralmente eu acho bilhões de vezes mais barato na internet. Mas quando eu não tô afim de esperar 12 dias úteis para poder ler a coisa, eu vou lá e pago mais caro mesmo. E caso houvesse uma livraria considerável no centro da cidade, eu com certeza não pisaria no shopping. Nem pra tomar o milk shake de ovomaltine pelo qual eu sou apaixonada.
Não é pelo fato de ele ser pequeno. Levar só 10 minutos para você andar a coisa toda. É que assim, eu não gosto das pessoas da cidade. Por isso não sou o tipo sociável. Eu sempre acho que as pessoas de outras cidades são mais bonitas. Se vestem melhor. Tem um sotaque mais legal. Ouvem músicas mais legais. As outras cidades são simplesmente mais legais e ponto. Não todas, só a capital. E algumas cidades do Sul. E Campos do Jordão. Lá é frio e tem chocolate. Eu poderia morrer lá, que eu seria alguém mais feliz.
Juntando o começo do texto, com tudo o que eu fui desenvolvendo ao longo, eu acho que gosto de cidades grandes simplesmente por que eu me sentiria bem ocupando meu espacinho miserável. E talvez não me incomodasse com as pessoas esbarrando em mim nem na minha bagunça. Afinal, eu não sou apaixonada por aqui. Sou apaixonada por lá. E paixão pode até ser passageira, mas alguma coisa boa sempre deixa. Eu fico pensando que depois de algum tempo em uma lugar tão grande, eu vou ficar com medo disso tudo, e querer voltar pra essa coisinha menor aqui. Que vou ficar com saudade da lanchonete mais gostosa do mundo, e da maionese que ninguém nunca vai fazer igual. Ficar com saudade das praças, das igrejas do centro, do shopping de 10 minutos, e do cinema que é uma porcaria. Como se eu fosse ficar com saudade, assim, só dos prédios que eu já cansei de ver. Talvez fique com saudade das pessoas... Ou não.
Mas. Por enquanto, eu simplesmente acho que o lanche super bom a maionese que ninguém faz igual já me é enjoativo, e acabo de lembrar que o shopping de 10 minutos vai virar um shopping quase digno, com um andar só para o cinema que não vai mais ser uma porcaria, e até vai dar vontade de ir nele nas quartas-feiras que é quando tem promoção e é mais barato. Ainda acho as pessoas feias, chatas, com péssimo gosto musical e mal vestidas. Até tinham duas livrarias consideráveis no centro, mas eu nunca fui em nenhuma delas. E não faz mal esperar 12 dias até entregarem os livros mais baratos. O importante seria que eu poderia sair daqui, e não mais precisar respirar ar -quase, nem tão- puro por um longo tempo.
Afinal, a Cidade Cinza é mais poética e eu não preciso ocupar tanto espaço.
É como eu sempre digo, não me entendam.
Acho que é o fato de eu ter crescido em uma cidade pequena. Não algo interiorrr paulista, mas algo pequeno. Aqui meus pais conhecem bastante gente, meus irmãos também, e eu sou apenas eu. Assim, já é um milagre de eu falar com as pessoas da minha sala, então não aposto grande coisa em mim para ter mais do que 20 amigos, que eu posso dizer amigos, até a minha maioridade. Que é quando o meu plano idiota de já ter arrumado dinheiro o suficiente para ir pra capital, ou passar em um vestibular grandão e ir parar em um apartamento na Grande São Paulo. Bem essas coisas de gente de cidade pequena, não vê a hora de morar na metrópole.
Mas vejam, eu nunca gostei daqui. É simplesmente uma daquelas cidades que a coisa mais legal para se fazer no domingo ou é ir para a casa dos avós jogar baralho, ou ir para uma praça, ou ir tomar sorvete... Ou sair da cidade. Eu gosto da ultima opção, apesar de nunca conseguir executar ela com frequência. E eu não sou do tipo garota doente por shoppings. Eu só vou no shopping quando quero algum livro, que geralmente eu acho bilhões de vezes mais barato na internet. Mas quando eu não tô afim de esperar 12 dias úteis para poder ler a coisa, eu vou lá e pago mais caro mesmo. E caso houvesse uma livraria considerável no centro da cidade, eu com certeza não pisaria no shopping. Nem pra tomar o milk shake de ovomaltine pelo qual eu sou apaixonada.
Não é pelo fato de ele ser pequeno. Levar só 10 minutos para você andar a coisa toda. É que assim, eu não gosto das pessoas da cidade. Por isso não sou o tipo sociável. Eu sempre acho que as pessoas de outras cidades são mais bonitas. Se vestem melhor. Tem um sotaque mais legal. Ouvem músicas mais legais. As outras cidades são simplesmente mais legais e ponto. Não todas, só a capital. E algumas cidades do Sul. E Campos do Jordão. Lá é frio e tem chocolate. Eu poderia morrer lá, que eu seria alguém mais feliz.
Juntando o começo do texto, com tudo o que eu fui desenvolvendo ao longo, eu acho que gosto de cidades grandes simplesmente por que eu me sentiria bem ocupando meu espacinho miserável. E talvez não me incomodasse com as pessoas esbarrando em mim nem na minha bagunça. Afinal, eu não sou apaixonada por aqui. Sou apaixonada por lá. E paixão pode até ser passageira, mas alguma coisa boa sempre deixa. Eu fico pensando que depois de algum tempo em uma lugar tão grande, eu vou ficar com medo disso tudo, e querer voltar pra essa coisinha menor aqui. Que vou ficar com saudade da lanchonete mais gostosa do mundo, e da maionese que ninguém nunca vai fazer igual. Ficar com saudade das praças, das igrejas do centro, do shopping de 10 minutos, e do cinema que é uma porcaria. Como se eu fosse ficar com saudade, assim, só dos prédios que eu já cansei de ver. Talvez fique com saudade das pessoas... Ou não.
Mas. Por enquanto, eu simplesmente acho que o lanche super bom a maionese que ninguém faz igual já me é enjoativo, e acabo de lembrar que o shopping de 10 minutos vai virar um shopping quase digno, com um andar só para o cinema que não vai mais ser uma porcaria, e até vai dar vontade de ir nele nas quartas-feiras que é quando tem promoção e é mais barato. Ainda acho as pessoas feias, chatas, com péssimo gosto musical e mal vestidas. Até tinham duas livrarias consideráveis no centro, mas eu nunca fui em nenhuma delas. E não faz mal esperar 12 dias até entregarem os livros mais baratos. O importante seria que eu poderia sair daqui, e não mais precisar respirar ar -quase, nem tão- puro por um longo tempo.
Afinal, a Cidade Cinza é mais poética e eu não preciso ocupar tanto espaço.
13 de novembro de 2011
Paranoia pontual: 18:24
Exatamente, às 18:17 eu começo a escolher uma nova playlist para ouvir quando alguém vier até esse lindo quarto e me convocar para mais uma graciosa partida de Tranca na mesa da sala de jantar, que só serve para o baralho e Atlantis.
Não sei se era mesmo 18:17, mas sinto uma irresistível vontade de saber que horas são, e vejo que são 18:18. As famosas horas iguais. Quem foi que nunca acreditou essa porcaria? E bem, agora são 18:25, e o que impede de alguém estar pensando em mim agora? Além do fato que não vá realmente existir alguém pensando em mim durante todo o dia. Nem minha mãe, talvez.Pois bem. Essa é uma coisa tão sem fundamento, que às vezes chega a ser divertida. Dá vontade de saber quem foi o gênio que olhou no relógio, e viu 05:05 e pensou: "Ah, tem alguém pensando em mim!", só por que as horas eram iguais. E como se não bastasse, teve outro gênio que baseado na teoria do cincoecinco, olhou no relógio e era 05:50, e deduziu: "Se cincoecinco é alguém pensando em mim, cincoecinquenta, que são número iguais, só que invertidos, deve ser alguém falando de mim!". E então mais um gênio teve a brilhante ideia de que todas as horas iguais/invertidas tem o mesmo significado, a partir do cincoecinco/cincoecinquenta.
Mas é que existem dias, como hoje, que eu simplesmente, quase só vejo esses maditos quinzeequinze, dezessesiedezesseis, dezoitoedezoito, vinteedois (20:02, não 22), mas tem dia que eu vejo vinteedoisevinteedois. E em um desses dias, eu procurei o que as pessoas interpretavam por esses números. E não é que cada hora tem uma significado próprio? Como bem, segundo a internet, o cérebro da nossa geração, 18:18 significa que alguém sente saudades de mim, pois me ama. Piada do século, não é? Imagina, é loucura demais para uma frase só. Alguém me amando. E pior! Sentindo minha falta. Esse tipo de coisa vai contra as leis da natureza, e não é qualquer relógio que vai me fazer pensar o contrário.
Tudo bem, já tive algumas provas que essas coisas podem ser verdade. Talvez coincidências, não decidi ainda. E como eu sei? Ah, então, eu tinha um namorado, e essas coisas. Certo dia ele me ligou e perguntou se eu tinha chorado por ele recentemente, eu respondi que não, é... E depois ele disse que tinha visto alguma hora igual, e que significava que alguém chorava por ele. Eu fiz algum barulho de indiferença, só que o segredo maior foi que eu tinha mesmo chorado um pouco, por umas paranoias antigas aí que envolviam aquele ser humano. Quase caí na rua quando ele disse o significado e pensei "É, talvez seja verdade". Mas foi só essa vez que alguma prova do relógio me foi verdadeira.
Deixando o passado pra lá, eu me vejo em uma enorme incógnita. Acontece que, nesse momento presente, não existe nenhum ser vivente que "habite" meu pequeno coraçãozinho. Não ando pensando demais em ninguém (real/possível), o que me faz imaginar que ninguém me dê a graça de "habitar" seu coraçãozinho, ou que pense em mim. Talvez assim, pense tipo "ah, a menina estranha da escola" e tal, ou alguma amiga minha que talvez pense em me ligar, ou que viu algo e lembrou de mim. Mas as horas iguais tem algum "quê" amoroso. É quase obrigatório alguém do sexo oposto (para o meu caso, vai saber o caso dos outros) esteja executando o significado daqueles números.
Então hoje, ao ver 15:15, 16:16, 17:17 e 18:18 (sim, todos SEM trapaça), eu me pego imaginando: "E se tiver alguém pensando em mim? Quem diabos que vai ser?", já que eu mesma não penso em ninguém. Vai saber que, isso vai parecer estranho, mas tudo bem, seja aquele carinha legal que eu queria tanto conhecer. Ou não sei, qualquer pessoa realmente impossível, para mim, que eu jamais iria imaginar que se lembrasse de quem eu sou. Ou talvez, alguém que eu já esqueci.
E levando em conta a linha de horários... 1515 (Indiretas) / 1616 (Quer um beijo seu, em segredo) / 1717 (Não pensa em você dessa maneira) e 1818 (Sente saudades de ti, por que te ama), me leva a conclusão, ou são duas pessoas, ou eu teria que pensar em alguém quando vi o 1717, para que "não pensasse em mim dessa maneira (?)" ou que o ser humano, se é que ele existe, e se é que essas coisas são verdade, é meio bipolar. Não se decide, se sente saudade ou se pensa em mim de outro jeito. Vai saber.
Talvez isso tudo signifique apenas que são 18 horas e 18 minutos da tarde, como agora são 18 horas e 49 minutos.
9 de novembro de 2011
Paranoia Anterior: Passado, tempo e eu.
"Passado"
Pas-sa-do.
P-a-s-s-a-d-o.
Não, nem soletrando essa palavra fica estranha.
Acho que já somos intimas. Eu faço parte dela, e ela faz parte de mim.
Não que seja algo exclusivo meu, é só que eu faço parte do passado morto e enterrado e muita gente. Gente que faz parte do meu passado-presente. Ou nem fazem mais, também. Aprendi que o melhor jeito de ser esquecido por alguém, é esquecer esse alguém primeiro. Mas às vezes nem isso adianta. Enfim, às vezes é só uma mentirinha, dizendo que esqueceu, mas a única coisa que se faz é lembrar cada dia mais.
É simples assim. Vai todo mundo mentindo, até que uma hora a mentira vira verdade, e o passado vira passado de fato. Só me acostumei com tudo isso. Me forço tanto a fazer algo parecer real, que às vezes me esqueço que existe um mundo lá fora melhor do que esse que eu tento consertar. Mas então, tempo perdido a gente não chora, só divide o que sobrou pra compensar.
E outra coisa que eu nunca soube muito bem ser amiga: Tempo. Ou eu acho que passa devagar. Ou eu acho que passa muito rápido. Não tem um meio termo. É tipo o chuveiro quando a gente quer sair do banho rápido, a água nunca fica morna. Nunca soube administrar bem ele. E quanto vejo, acabou. Fim. Como se o Tempo e o Passado fossem simplesmente criados para me fazer confusa.
Quando mais Tempo passa, mais o Passado parece presente. E quanto mais o Passado de afasta de fato, mais o Tempo parece correr. Estranho... Complicado? Mas é assim mesmo que eu me sinto. Quanto não existe daquilo o que se lembrar, o tempo voa. E quanto mais o Passado se faz presente, mais Tempo passa, mas com a sensação de como se nenhum dia tivesse mudado.
Agora se eu fizer com "tempo" o que fiz no começo, fica estranho.
"Tempo"
Tem-po
T-e-m-p-o
Fico olhando e repetindo, e no final eu só consigo imaginar a pergunta "tem pó?". Vai ver é por que eu ainda tenho o que aprender com o Tempo. Vai ver um dia eu ainda fique intimamente infeliz com ele, assim como fiquei com Passado.
Paranoia minha. Não é necessário entender.
Pas-sa-do.
P-a-s-s-a-d-o.
Não, nem soletrando essa palavra fica estranha.
Acho que já somos intimas. Eu faço parte dela, e ela faz parte de mim.
Não que seja algo exclusivo meu, é só que eu faço parte do passado morto e enterrado e muita gente. Gente que faz parte do meu passado-presente. Ou nem fazem mais, também. Aprendi que o melhor jeito de ser esquecido por alguém, é esquecer esse alguém primeiro. Mas às vezes nem isso adianta. Enfim, às vezes é só uma mentirinha, dizendo que esqueceu, mas a única coisa que se faz é lembrar cada dia mais.
É simples assim. Vai todo mundo mentindo, até que uma hora a mentira vira verdade, e o passado vira passado de fato. Só me acostumei com tudo isso. Me forço tanto a fazer algo parecer real, que às vezes me esqueço que existe um mundo lá fora melhor do que esse que eu tento consertar. Mas então, tempo perdido a gente não chora, só divide o que sobrou pra compensar.
E outra coisa que eu nunca soube muito bem ser amiga: Tempo. Ou eu acho que passa devagar. Ou eu acho que passa muito rápido. Não tem um meio termo. É tipo o chuveiro quando a gente quer sair do banho rápido, a água nunca fica morna. Nunca soube administrar bem ele. E quanto vejo, acabou. Fim. Como se o Tempo e o Passado fossem simplesmente criados para me fazer confusa.
Quando mais Tempo passa, mais o Passado parece presente. E quanto mais o Passado de afasta de fato, mais o Tempo parece correr. Estranho... Complicado? Mas é assim mesmo que eu me sinto. Quanto não existe daquilo o que se lembrar, o tempo voa. E quanto mais o Passado se faz presente, mais Tempo passa, mas com a sensação de como se nenhum dia tivesse mudado.
Agora se eu fizer com "tempo" o que fiz no começo, fica estranho.
"Tempo"
Tem-po
T-e-m-p-o
Fico olhando e repetindo, e no final eu só consigo imaginar a pergunta "tem pó?". Vai ver é por que eu ainda tenho o que aprender com o Tempo. Vai ver um dia eu ainda fique intimamente infeliz com ele, assim como fiquei com Passado.
Paranoia minha. Não é necessário entender.
4 de novembro de 2011
Paranoia Metafórica: Eu, as janelas e as moscas.
Já se sentiu como uma mosquinha batendo no vidro de uma janela? Ok, uma mosca? Por que não uma borboleta? Borboletas voam um pouquinho mais livres, sabe? E quase todo dia eu vejo uma mosca batendo na janela. Seja por fora ou por dentro.
É tão irônico, não? Sempre tem um mundo lindo, um dia ótimo, tudo, lá fora. E a gente geralmente sempre fica dando cabeçada nessa janela, ao invés de simplesmente sair pro mundo com mais calma. Como quando a gente fica brigando e brigando com as coisas, com a vida, às vezes, e sabe que não vai resultar em nada. Ou quando a gente acha que é só ir na cara e na coragem, e do nada BUUM! Tem um vidro bem na sua cara, que só deixa você ficar olhando o que acontece do outro lado, sem nem tocar, nem participar. Às vezes as pessoas do outro lado nem mesmo te ouvem.
Mas quem sabe um dia alguém não abre a nossa janela, não é?
É tão irônico, não? Sempre tem um mundo lindo, um dia ótimo, tudo, lá fora. E a gente geralmente sempre fica dando cabeçada nessa janela, ao invés de simplesmente sair pro mundo com mais calma. Como quando a gente fica brigando e brigando com as coisas, com a vida, às vezes, e sabe que não vai resultar em nada. Ou quando a gente acha que é só ir na cara e na coragem, e do nada BUUM! Tem um vidro bem na sua cara, que só deixa você ficar olhando o que acontece do outro lado, sem nem tocar, nem participar. Às vezes as pessoas do outro lado nem mesmo te ouvem.
Mas quem sabe um dia alguém não abre a nossa janela, não é?
29 de outubro de 2011
Paranoia Bucal: Meus germes, seus germes.
Imagine você: Acordando em pleno sábado, com aquele gosto de "bom dia" na boca, amaldiçoando qualquer coisa que esteja entre você e sua escova de dentes. Entra no banheiro, procura no copinho onde sua querida escova sempre esteve, e se depara com ela fora do lugar.Em cima da pia. Recém usada.
Primeiro você tenta se lembrar "eu estava ou não cansada o suficiente para dormir sem escovar os dentes? Ah sim, estava cansada mais do que o suficiente". Então você se lembra que um mais um são dois, e que alguém andou usando sua escova de dentes, de novo.
Agora você fica na dúvida: Fico com os dentes sujos e a com a boca com aquele gosto horrível, ou arrisco com os germes bucais de outra pessoa entrando em contato com os meus? Eu, boa egoísta, anti-social e prevenida que sou, ao me deparar com essa situação, fiz o que foi mais sensato de uma capricorniana egoísta. Voltei para o meu quarto, abri o meu armário e peguei a escova de dentes reserva que estava lá. Eu sempre tive um senso dedutivo dos bons. Então acredito que quando ignorei o pensamento "sua mãe te comprou duas escovas, o mínimo que você deve fazer é deixar uma no banheiro dela, como um obrigada, quem sabe", era uma micro mini premonição para o nervoso que eu possivelmente passaria naquele dia.
Depois de todo o drama de escovar os dentes, eu comecei a pensar em quem poderia ter feito tal atrocidade de usar minha escova de dentes com menos de duas semanas de uso. Não que eu seja tão noiada assim com as minhas coisas, eu sou... um pouco, sabe. Tá, talvez eu seja mais do que noiada com as minhas coisas, acho que é meu defeito mortal isso, mas não acredito que venha ao caso.
É que recentemente já haviam usado minha antiga escova de dentes, me obrigando a comprar outra. Agora tá, por que eu faço tanto circo por uma simples escova de dentes que custa, sei lá, três reais? Por que ela é minha. E tudo o que eu posso dizer ser meu, é meu. Não divido, entende? Mesma coisa com meus amigos, amores, namorados, canetas, livros, roupas, sapatos, cachorros etc etc. Eu fico depois imaginando se alguém usasse algum namorado meu ( se algo louco disso existisse pra mim, né, enfim ) e depois colocasse em cima da cama, com vestígios frescos de que ele fora usado sem a minha permissão com o intuito de ser usado novamente como se isso fosse totalmente comum, achando que eu nem fosse perceber e usá-lo normalmente, sem nenhum tipo de nojo. Ou quando a minha irmã pega minhas calças, e eu só percebo quando vou usá-las e não estão nas minhas gavetas e nem na cadeira. Ou quando estou na sala de aula, procuro uma caneta e vejo que está com o ser humano sentado na minha frente que a pegou sem a minha permissão. Tudo bem que uma calça e uma caneta podem ser devolvidas. A escova e o namorado não. E às vezes eu sinto uma vontade incontrolável de cutucar uma pessoa e dizer "Você me deve R$ 24,50 pelo meu livro que você amassou a capa e as páginas". Mas eu não sou tão má assim. Se não ficar encarando, nem dá pra perceber os amassos no livros. Só para constar, eu não sou lá tão egoísta assim.
O incidente da escova foi há alguns dias, mas só agora eu percebi quem foi que usou ela. No dia já tinham saído 3 pessoas da casa, que ironicamente usam o banheiro ao lado do meu quarto. E quando eu interroguei a mais suspeita, a pessoa disse "Nem em casa eu dormi". E a escova não estava na pia quando eu fui tomar banho, que foi quando o ser já havia "dado a fuga". Então, com minha pequena massa cinzenta meio adormecida ainda, eliminei o suspeito.. Estaca zero com a investigação escova.
No dia seguinte o suspeito número 2 estava escovando os dentes, normalmente. Eu não estava vendo, mas ouvia. Minha melhor espiã foi verificar e... Não era ele quem estava usando a escova. Menos um na investigação.
Decidi deixar pra lá. Afinal, é só uma escova. E se eu fosse ficar totalmente descontrolada procurando quem foi que a usou, eu acho que não iria dormir à noite. Mas deixei ela no copinho, como se eu nada soubesse do caso.
Agora eu penso, se eu não sou capaz nem mesmo de impedir alguém de usurpar a minha escova de dentes roxa, nem mesmo a laranja, o que eu vou conseguir manter intactamente meu na vida? Eu já perdi tanta coisa, dinheiro, canetas, borrachas, controles remotos, ursos de pelúcia, camisetas, acessórios, amores, amigos, parentes, pessoas importantes... O que seria mais uma escova usada por uma entidade que parecia nem mesmo pertencer a essa casa? Enfim, segui minha vida normal com a minha nova - e nem tão especial - escova cor-de-rosa.
Foi quando ontem, antes de entrar no meu banho pré-cama, lá estava minha velha amiga roxa, sobre o tubo seco de pasta dentária no peitoril da janela do banheiro. E só tem uma pessoa que escova os dentes enquanto toma banho em toda a casa. Agora sim eu entendo por que deixei para usar a escova rosa por último. Não vai ser nenhum dos meus irmãos que vai roubá-la. Afinal, acho que ninguém é bêbado o suficiente para escovar os dentes com uma escova cor-de-rosa sendo um homem, não é?
Uma boa estratégia, que se eu dobrá-la, posso proteger muitas das minhas coisas ainda. E ainda me deu uma certeza que sempre é o primeiro suspeito a ser culpado, e que nem todos dizem a verdade, mesmo quando é uma pergunta retórica e totalmente banal como a do tipo "você usou a minha escova de dentes?".
24 de outubro de 2011
Liga aqui pra casa e diz que o tempo parou. Parou quando você esqueceu que me amava, quando as lembranças foram embora e foi nessa hora que tu percebeu que as coisas começaram a ser diferentes. Sentiu falta das suas coisas, aquelas que eu nunca quis te devolver. Viu que o por do sol nunca mudou e que o ponteiro do relógio já não tiquetaqueava mais.
Queria saber se a loucura atingiu você também, ou se é só comigo que essas coisas acontecem.
Queria saber se a loucura atingiu você também, ou se é só comigo que essas coisas acontecem.
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19 de outubro de 2011
Eu e "ele"...
Quando eu escrevo algo para "ele", não significa, exatamente, que exista um "ele" específico. Quase tudo o que eu escrevo nesse meu status-quo é mais ou menos uma prece disfarçada de sentimento real para que alguém acidentalmente corresponda o sentimento que não existe. Ainda. Como quando a gente reza baixinho antes de dormir, só que eu gosto de expor minhas "orações" por aí.
Muitas pessoas acham que se é necessário amor para poder por aquelas lindas palavras para fora, mas a maioria dos grandes escritores tinham tantos amores ao mesmo tempo que acabavam não amando ninguém no final das contas. E pode-se ver, o textos mais marcantes são aqueles que falam da falta, e não aqueles que falam da presença. A saudade sempre foi mais bonita, mais concreta, mais real. Quando o amor bate a nossa porta, a gente fica tão... admirado com ele, que acaba esquecendo de verificar se ele é mesmo de verdade... Às vezes ele é só coisa da nossa cabeça. Tipo aquelas coisas que não existem, mas na cabeça da gente a gente consegue pegar na mão, segurar, apertar. Como se aquilo fosse de verdade.
Meu "ele" é assim. "Ele" pode ter vários rostos, cara dia "ele" parece com alguma pessoa. "Ele" não existe, mas lá, bem fundo dos meus mais remotos pensamentos, "ele" é real e eu posso tê-lo o quanto eu quiser, do modo que eu quiser. Mas é só até aparecer um "ele" que seja realmente adequado. Até lá todos os eles que aparecerem, eu vou moldando até, na minha cabeça, eles terem a forma dessa pessoa que não existe, mas é real.
Agora sim, parece que eu andei ficando louca, mas acredito que muitas pessoas já se sentiram assim. Pode não ser com uma pessoa. Um objeto, quem sabe. Um lugar, um sentimento. Todo mundo já pensou que tinha alguma coisa, mas na verdade era só imaginação. Mas a imaginação era tão boa, que parecia ser real.
Então a gente fica assim, sem saber direito se acordou mesmo do sonho.
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16 de outubro de 2011
Eu sinto como se estivesse morrendo. Morrendo de dentro pra fora, começando pelos sentimentos. A dor é inexplicável, é bem pior do que sentir uma lança em brasas atravessando meu coração.
Eu queria aproveitar mais a vida, eu queria ver todos os melhores elementos de tudo o que eu vivi, eu queria esquecer que eu deveria fazer tudo diferente, que eu deveria fazer alguma coisa.
De qualquer modo, estou morrendo, deixando pra trás todas as oportunidades de uma vida inteira. É ruim, mas talvez alguém ainda exista e esteja vindo me salvar disso tudo. Mas, só talvez.
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13 de outubro de 2011
Paranoia Amorosa: Ela gosta dele, eu sei disso!
Não, eu gosto de ninguém, pra começo de conversa.
Não entendo de onde as pessoas (A.K.A: minha mãe e garotas da escola) tiram que eu saio gostando de todo mundo a torto e a direito. Se eu gosto de alguém, eu vou é gostar de mim e pronto! Não gosto, e fim.
Mas todo mundo sempre precisa dar uma de vidente, mãe de santo, cartomante e prever o futuro, ou presente, tanto faz, e sair falando que eu gosto das pessoas. E não é um simples gostar, aquela coisinha de dar risadinha quando fala o nome, abaixar a cabeça quando tocam no assunto. Todo mundo fala como se eu fosse perdidamente apaixonada pelo cara, como se eu não vivesse sem etc etc. E o pior é que em cada lugar que eu vou, eu tô gostando de alguém. Parece que eu sou uma das piores vagabundas que existe, sabe?
E isso me incomoda, por que de tanto as pessoas falarem na minha orelha, eu começo a ouvir elas, e acabo me confundindo com o que mesma sinto. Não que eu seja assim tão influenciável, mas é que eu fico procurando os "sintomas" do amor quando as pessoas falam certas coisas. Eu começo a ficar idiota perto dos meus supostos "amores" e acabo me dividindo entre a minha realidade e a realidade inventada pelos demais.
Então, eu acho que se você é alguém que está ocasionalmente todos os dias fora da minha cabeça, não sabe o que eu sinto, não lê meus pensamentos nem minhas emoções, você deveria calar isso o que chama de boca, e parar de criar boatos falsos sobre o que eu supostamente deveria estar sentindo. Mas, oh, claro, isso é perfeitamente impossível para os demais ao meu redor fazerem. E é pior quando você diz "não, eu não gosto" e faz aquela cara de nojo. Todo mundo vai olhar pra você e falar "taí, negar é o primeiro passo". Não, negar é dizer a verdade, na maioria dos casos.
Agora vocês conseguem entender a diferença? Ou até mesmo a importância de vocês se manterem calados? Isso irrita, além de criar boatos e reputações que as pessoas nem mesmo merecem. Não é por que vocês acham algo, que isso seja verdade. Você comentar, o famoso entrar-por-um-ouvido-e-sair-pelo-outro, até vai. Mas fica batendo na mesma tecla eternamente não vai dar certo. Não vai fazer se tornar realidade. E isso vale pra quase todos os assuntos da vida.
Cansei de responder sempre as mesmas perguntas e ainda ser contrariada. Só isso.
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9 de outubro de 2011
Claro, você consegue... (Não)
Ser humano nenhum deveria dizer que tudo é possível. Algumas coisas nasceram para serem impossíveis, e você nasceu para querer conseguir justamente isso. Quando tropeça na vida de alguém que vive te repetindo "Sim, você consegue", você acaba acreditando fielmente nisso, e quando percebe que não, você não consegue, acha que é o fim do mundo e a culpa é do mundo por você não ter sido um pouco mais racional e perceber que era realmente algo extremamente fora do seu alcance.
Não sei se sou só eu, mas eu sempre tenho o senso do "Não, você não consegue" quando eu me encontro diante de planos impossíveis. Parece até histórinha de gente pessimista, mas a vida das pessoas realistas é um pouco menos dolorida do que a vida dos sonhadores. E sim, todos os dias eu acordo, imagino que o dia vai ser lindo, mas só de por o pé pra fora da cama e já sei que não vai ser. E nunca é. A rotina nunca é boa. Entrar no carro e ir encontrar pessoas que você não suporta 5 dias por semana não é bom. Passar seis horas do meu dia em uma sala onde a maioria das pessoas deve ter algum retardo mental não faz parte do meu conceito de "dia bom". Passar o dia todo pensando em coisas que nunca vão acontecer não faz parte da minha expectativa de "boa vida".
E mesmo sabendo que tudo o que te deixa mal é culpa inteiramente sua, você ainda não aceita o fato de que a culpa é sua. Que você está errando em algum ponto, e que por algum defeito do destino você não vai conseguir atingir aquela sua meta ainda esse ano, essa semana, nesse dia. Espera mais um pouco, ou você nasceu de seis meses? A vida sempre vai ser uma espera, seja ela a espera na fila do banco ou na fila de "melhoria de vida". Senta e espera, e não acredita na pessoa que vai olhar nos seus olhos e dizer "Sim, você consegue" como se todos os seus desejos vão cair do céu e se realizar ali, na hora. Repito, senta e espera.
Tudo bem, quando se quer muito uma coisa, você realmente consegue. É verdade. Mas ninguém nunca olhou bem no fundo dos seus olhos, colocou a mão nos seus ombros e disse: "Sim, você consegue. Mas antes tu vai quebrar muito, muito mesmo, a cara. Entendeu?". E nada na vida vem com etiquetinha "isso vale a pena, continue". Até por que nada na vida tem embalagem, se é que você entende o que eu quero dizer. E se tivesse seria muito fácil. E se tudo fosse possível, seria muito fácil também. Só acho que todo mundo ficou meio acomodado e quer tudo facinho ali na hora.
Então, não. Você não vai conseguir tão fácil. Pode ser até que consiga, mas vai demorar um bom tempo, tudo bem? E não, eu não sou pessimista. Sou realista e prática. Se uma coisa está exigindo muito esforço, não vale a pena. Segue em frente que vem coisa mais fácil e mais recompensante por aí.
Não sei se sou só eu, mas eu sempre tenho o senso do "Não, você não consegue" quando eu me encontro diante de planos impossíveis. Parece até histórinha de gente pessimista, mas a vida das pessoas realistas é um pouco menos dolorida do que a vida dos sonhadores. E sim, todos os dias eu acordo, imagino que o dia vai ser lindo, mas só de por o pé pra fora da cama e já sei que não vai ser. E nunca é. A rotina nunca é boa. Entrar no carro e ir encontrar pessoas que você não suporta 5 dias por semana não é bom. Passar seis horas do meu dia em uma sala onde a maioria das pessoas deve ter algum retardo mental não faz parte do meu conceito de "dia bom". Passar o dia todo pensando em coisas que nunca vão acontecer não faz parte da minha expectativa de "boa vida".
E mesmo sabendo que tudo o que te deixa mal é culpa inteiramente sua, você ainda não aceita o fato de que a culpa é sua. Que você está errando em algum ponto, e que por algum defeito do destino você não vai conseguir atingir aquela sua meta ainda esse ano, essa semana, nesse dia. Espera mais um pouco, ou você nasceu de seis meses? A vida sempre vai ser uma espera, seja ela a espera na fila do banco ou na fila de "melhoria de vida". Senta e espera, e não acredita na pessoa que vai olhar nos seus olhos e dizer "Sim, você consegue" como se todos os seus desejos vão cair do céu e se realizar ali, na hora. Repito, senta e espera.
Tudo bem, quando se quer muito uma coisa, você realmente consegue. É verdade. Mas ninguém nunca olhou bem no fundo dos seus olhos, colocou a mão nos seus ombros e disse: "Sim, você consegue. Mas antes tu vai quebrar muito, muito mesmo, a cara. Entendeu?". E nada na vida vem com etiquetinha "isso vale a pena, continue". Até por que nada na vida tem embalagem, se é que você entende o que eu quero dizer. E se tivesse seria muito fácil. E se tudo fosse possível, seria muito fácil também. Só acho que todo mundo ficou meio acomodado e quer tudo facinho ali na hora.
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8 de outubro de 2011
Paranoia Social: Eu e as pessoas.
Tenho fobia de me apegar às pessoas.
Para mim é sempre o mesmo ritual: conhecer, gostar, simpatizar, perder. Por isso tenho medo de gostar de alguém, seja amigo ou um amor mesmo, sou daquelas pessoas que conhece e já pensa em como seria perder a pessoa. Pensar assim faz com que eu dê valor para cada sorriso que a pessoa dá quando eu falo alguma coisa idiota, pelo menos não vou dizer que só aprendi quando perdi.
Não sei se faço alguma coisa de errado, se enjôo rápido ou seja lá o que for, não existe uma única pessoa que eu tenha conhecido na vida que continuou do meu lado por mais de um ou três anos. Eles sempre vão embora. Eu sempre lembro de todos.
Deve ser por isso que demoro à dizer que gosto de alguém, deve ser por medo de acreditar que alguém vá ficar comigo por um longo tempo e no dia seguinte eu ver que a perdi.
Perder alguém para o tempo é a pior coisa que eu já experimentei na vida.
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5 de outubro de 2011
Paranoia Territorial: Meu espaço, seu espaço.
Claro que isso não acontece se você tem sua própria casa, mas no caso de pessoas como eu, que vivem em residências abarrotadas de pessoas, é bem comum de que alguém entre no seu quarto a qualquer momento e sempre te dê aquele belo susto, mesmo se você não estiver fazendo nada de mais.
O que, eu acredito, as pessoas não entendem, é que se existe alguém cujo prefira ficar sozinha, significa que ela não quer você por perto, nem mesmo se for pra dar bom dia ou pra perguntar como que foi na aula. Ela quer ficar ali, na cama, lendo um livro, ou vendo TV ou simplesmente dormindo, sem que ninguém incomode. Acho que deveria existir um tipo de "lei de trânsito dos corredores": Da porta para fora, você faz o que você quiser. Da porta pra dentro, eu quem mando. E ai de quem desrespeitar!
Não entendo qual a graça de invadir assim, o espaço privado das pessoas, sem nem mesmo dar um aviso. Eu que sempre fui tão educada, e sempre bati na porta antes de entrar, ainda tenho que conviver com pessoas que entram de madrugada no meu quarto para simplesmente se olharem no espelho! Não nasceu ninguém pra merecer uma coisa dessas, não é? Ainda se fosse para pegar algo de útil, ou perguntar sobre alguma coisa importante, mas não, o espelho do meu quarto deve ser mais legal, com efeitos alucinógenos, para querem sair do banheiro querer entrar lá sem nem perguntar.
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