17 de julho de 2013

eu só queria dizer que:

Postado por V, às 16:16 0 comentários
estou viva, ando sem saco pra nada e etc. escrever sobre qualquer coisa me deixa um pouco assustada, pelo simples fato de acreditar não precisar.
e que:
estou ansiosa para que essa loucura de "Mechanical Bull" dos meninos Followill saia logo. hoje (há meia hora, para ser mais exata) saiu o áudio de estúdio do primeiro single e eu já amava com áudio de som com câmera amadora.
de modos que esse amor por essa música me lembra dos tempos de AAAAAHHHHH KINGS <3 de 2011/2012. uns lindos, como sempre.
e, claro, como tudo no mundo dessa minha vida: o cd só sai em novembro. até lá fico com a ansiedade e Supersoaker <3



16 de junho de 2013

reescrevendo o brasil.

Postado por V, às 21:25 0 comentários
eu sempre senti vontade de dormir nas aulas de história que falavam sobre o Brasil. aliás, eu sempre questionei, desde a quarta série, se o Brasil foi "descoberto" ou "invadido". na sexta série eu concluí que foi invadido.
sempre vi que o Brasil era a forma de extração de matéria prima (que nos tempos de Cabral era o mesmo que "cofre milionário aberto") que a super-potência em falência daquela época havia encontrado. hoje no segundo ano acabei vendo que era isso mesmo. essas terras sempre foram as fornecedoras de dinheiro para os grandes governos que punham suas mãos no controle disso tudo. e o povo, o índio nativo desse lugar era feito de escravo, de operário. foi abusado e enganado. desde aí se via que as pessoas que trabalhavam não eram as beneficiadas. os índios - as raízes do povo brasileiro - já sofriam com os mesmo males que sofremos hoje.
o Brasil teve independência de Portugal, mas não ficou independente do governo abusivo. nunca na história o povo estava satisfeito com as condições dada para o povo. o verdadeiro povo brasileiro, que sempre trabalhou em troca de teto, cama e comida nunca esteve satisfeito.
existiram revoluções. existiram exigências aos direitos. existiram grandes líderes que defenderam seus estados. existiram governos opressores. existiram tempos em que informação era escassa. existiram tempos em que todos pensaram que a vida tava melhor. que iria existir democracia. que iria existir igualdade.
eu não vivi nada da história desse país, mal prestava atenção quando tentaram me ensinar sobre ela, mas eu sempre soube que o povo brasileiro não é o povo que aparece na TV. tampouco era o povo que tava nos livros de história. nem o povo que tá na música. não, nem mesmo o povo do rap. eu ainda não acredito que uma história possa ser RELATADA.
acredito que história possa ser feita. acredito que história possa ser vivida.
e a história do Brasil desde o início dos anos 2000 não vem sendo escrita de forma correta. outra coisa que eu sempre questionei foi: o que os livros de história vão contar sobre o Brasil daqui pra frente?
eu nunca vi nenhum ato político que merecesse ser relatado. o governo simplesmente fez com que os pobres ganhassem um dinheirinhos a mais por simplesmente serem pobres. o governo simplesmente rareou as formas de emprego. hoje em dia se precisa de estudo para ser cidadão. e o que aconteceria com minha mãe se ela fosse obrigada a ser empregada? ela não tem o ensino fundamental completo. o que aconteceriam com as pessoas que estão na mesma situação que ela? hoje em dia se precisa de estudo superior pra ser qualquer coisa. até brincam que as pessoas sem estudo não podem nem mesmo serem catadoras de lixo, porque agora é emprego concursado. coitado do menino que um dia disse que o sonho era ser um daqueles moços que correm atrás do caminhão de lixo. o governo dificultou a vida do brasileiro para que ele tenha que depender das migalhas que lhe são oferecidas.
eu estudo em escola pública e vejo que ensino que não é pra todo mundo. sou contra ensino fundamental II e médio obrigatório. não acho que todas as pessoas estão aptas para viver dentro de escolas. a maioria das pessoas está lá simplesmente para ter um diploma, não é nem pelo aprendizado. viu como ficou banal? o governo que fez, também. já hoje discutem se as escolas devem abrir as portas para as pessoas que querem sair delas. a verdade é que nunca fecharam.
mas o que isso tem a ver com a reescritura do Brasil?
é que as pessoas que prestaram atenção às aulas de história, ou se simplesmente VEEM a sociedade brasileira hoje estão cansadas de viver de migalhas. aliás, nem mesmo são apenas pessoas que vivem de migalhas, as pessoas que vivem disso estão com medo que o governo deixe de dá-las.
acredito que hoje eu esteja vendo, vivenciando a história brasileira. o Brasil que passou a viver nessa última semana, que foi a semana de protestos na maior parte do Brasil, iniciado em São Paulo e Rio de Janeiro, seja a nova etapa da história brasileira.
eu nunca imaginei que o brasileiro fosse renegar o futebol. esse país já foi muito visto como "terras do futebol" e ontem mesmo eu vi que começaram protestos contra as obras feitas para a Copa do Mundo que ocorrerá (será?) aqui. eu senti orgulho. eu sempre fui contra o fanatismo futebolístico. nunca entendi de fato isso de você torcer por algo que não lhe rende nada. mas se manisfestaram em frente a estádios e depois ainda vaiaram a presidente. acredito que não são só 0,20 centavos.
achei lindo esse manifesto. nunca pensei que as pessoas realmente fossem, um dia, ser contra algo desse tipo.
acredito que um dia os livros de história, se é que eles ainda existirão daqui alguns anos, irão relatar o protesto do Passe Livre.
não o Passe Livre para com o transporte público. mas o Passe Livre que deve ser dado para a real democracia. acredito que o brasileiro pede Passe Livre contra a opressão que a gente sofre com as mídias. acho que o Passe Livre é, na verdade, para ser livre. acredito que o Passe Livre pede a liberdade dos impostos. Passe Livre para o preço justo, minha gente.
o Brasil deixou de ser preguiçoso. o Brasil deixou de ser mudo. o Brasil deixou de ser enganado. seria bom de fosse a maior parte da população. me dói o coração ouvir gente falando que deveriam estar rezando, que deveria estar em casa, que mexeram com os estádios e mereceram as bombas, as balas e os tapas na cara.
me dói o coração pensar que tanta gente do contra vai usufruir dos benefícios que esses manifestos hão de conseguir trazer para a nossa sociedade. mas, pelo outro lado, vejo que o povo que eu quase sempre condenei por ser tão internauta, agora grita nas ruas por direito.
eu não posso, mas apoio. acho lindo. tem guri abraçando policial, gente entregando flores para os policiais esperando que eles não ataquem, tem gente pedindo que não haja violência.
acho lindo essa sede por direitos, essa vontade de igualdade.
e que sejam os playboys pedindo isso. e que sejam pessoas que não passam necessidades. que sejam pessoas que não usam o transporte público. que sejam as pessoas estão simplesmente lutando em prol dos outros e não porque doeu no próprio bolso. isso mostra que ainda existem pessoas solidárias nesse país, que não pensa no próprio ganho, que não espera melhorias para si próprio. que sejam pessoas que visam a melhoria do todo, da massa, e não do grupo selecionado.
a desigualdade fez todo esse barulho, agora "o povo" quer equilíbrio.

28 de maio de 2013

sobre o orgulho singular.

Postado por V, às 21:05 0 comentários
bem. meu professor me parece um tanto desacreditado da vida e das pessoas. acredito que ele seja assim por se orgulhar por ser professor e só. sempre fala que tem amigos que fazem coisas, que reclamam das coisas, que se envolvem com as coisas, mas ele simplesmente está lá para ouvir. até parece que aquilo o que ele tem, TUDO o que ele tem, é a carreira de professor, onde ele trata os alunos dele como mero trapo de se limpar chão encardido.
não que ele seja uma má pessoa, mas ele não parece ser das melhores.
fico imaginando quão terrível deve ser ter só a carreira para se orgulhar. sei que isso é uma grande aquisição na vida, mas imagina você ter só isso para se orgulhar de? me parece tão vazio, ter uma coisa só.
e nesse passo, você passa a acreditar que todos que não estão ao seu lado, ou acima de você, não passam de quaisquer. mas não é assim. quer dizer, eu não acho que seja assim.
e pensem em quantas pessoas não tem, apenas, a carreira para se orgulhar de? e se nós estamos todos fadados a fazer sucesso em um só caminho? trilhar um só caminho, e fecharmos a nós mesmos nesse único caminho que deve ser tão solitário quando não ter sucesso em nada?
não que eu espere nunca conseguir uma boa carreira. quero uma. duas, até. poder ficar alternando, sem se tornar chato. mas não só nisso. posso ter um amor, quem sabe. posso ter uma casa pra mostrar para as pessoas, quem sabe. uma boa história, uma história realmente boa, para contar, quem sabe.
o único, singular, um só deve atrair muita gente. mas eu sempre preferi trabalhar de dois. com dois. ou mais.
apesar do minimalismo, acredito que pra vida, pra boa conversa de cozinha ou sofá, o que interessa é "mais".

26 de maio de 2013

sobre antônio.

Postado por V, às 17:48 0 comentários
e a poesia contemporânea tem tantas novas formas, e uma delas são os guardanapos de Antônio.
mesmo com o papel simples e as frases bonitas, algumas pessoas não veem o que realmente importa: o guardanapo. o que diferencia a atenção dada à sua poesia, e à poesia dos outros, é o objeto em que se escreve.
mas as vidas são todas como guardanapos. existem pessoas que simplesmente veem o corpo, e não a essência. as pessoas veem o texto, mas não veem a tela, o guardanapo. e mesmo a vida-guardanapo sendo tão invisível e tão frágil, existem pessoas que a enxergam em primeiro plano, e só depois procura pelo corpo-frase.
enfim, a poesia ainda existe ali. sendo no corpo, ou sendo na vida.

23 de maio de 2013

heim. heima. veröld.

Postado por V, às 18:53 0 comentários
existem coisas que fazem com que pensemos que a nossa casa é, realmente, a nossa casa. como um colchão, um travesseiro, um diário, um urso de pelúcia. uma fotografia.
e, também, existem coisas que fazem com que pensemos que a casa dos outros é a nossa casa.
e, por fim, existem coisas, que fazem com que pensemos que o mundo todo, ou universo, até mesmo debaixo d'água, às vezes, ou além da atmosfera terrestre, é a nossa casa.

heimurinn er heimili mitt.
home is everywhere.

19 de maio de 2013

sobre a ciência e o ser cientista.

Postado por V, às 17:08 0 comentários
ciência: (minha concepção de:) estar ciente/saber de algo.
ciente: (minha concepção de:) ter ciência de algo.
cientista: (minha concepção de:) pessoa que procura, constantemente, ter ciência/estar ciente de diversas coisas.

porque se você pára e pensa em todas as coisas que lemos, ouvimos e falamos, no fim não sabe qual a real função. pensei na ciência, afinal, gosto tanto dela. gosto de estar ciente. e admiro qualquer pessoa que seja cientista.
e hoje, mesmo com todo meu ateísmo, fui à missa com a família. admiro a religião cristã, mas não sigo por não concordar com nada. e lá no slide de sete características (acho) do espírito santo, estava a "ciência". muitas pessoas devem entender "ciência" por estudos, cálculos, coisas difíceis e todo o resto desse gênero. mas não. o ato de se "fazer ciência" é o ato de se "fazer ciente". existe a ciência de uma pessoa estando bem. você se faz ciente que ela está bem. ou a ciência de uma pessoa mal. você fica ciente de que ela está mal.
sua mãe deve ser cientista, então.
a vizinha fofoqueira, com certeza (pode ser minha mãe, no caso), é cientista.
quase todos nós somos cientistas.
alguns são cientistas do mundo. outros do universo. alguns da vida e outros da química. alguns de si próprios e outros dos outros.
seria interessante se todos nós fossemos cientes.



de algo maior.

10 de maio de 2013

sobre mulheres.

Postado por V, às 19:49 0 comentários
falar sobre o sexo feminino hoje em dia é algo difícil. falo isso por pertencer a ele e odiar todas as opiniões e visões que tem diante da parcela feminina da minha geração. odeio grande parte dela, também, mas como faço parte, sinto um pouco da agulhada nos olhos.
é que o fato de ser mulher é polêmico desde os tempos medievais. alguns homens ainda são bárbaros e acham que é dever da mulher ser do lar, ficar sempre bonita e coisas assim. existem as mulheres que concordam. sendo machismo ou não, é uma realidade contínua. o "arroz com feijão" da sociedade: homem no trabalho, mulher na casa.
já por outro lado, existem as mulheres que vestem a armadura e vão para a luta. acham que a independência é o must-have da vida delas, que o próprio carro tem que ter o IPVA pago por elas, que a casa tem que receber todas as contas no nome dela, que o aluguel tem que ser pago por ela, o carnê das lojas tem que vir no nome dela e a lista de coisas que as mulheres independentes galgam é interminável. traduzindo: existem mulheres que acham que elas DEVEM vestir as calças.
não tiro direito nem da mulher "arroz com feijão" e nem da "peito de ferro". afinal, respeito qualquer opinião, de qualquer pessoa, de qualquer gosto ou esquerdista ou direitista. mas respeito, ainda mais, as mulheres que são um mix dessa esquerda e direita. não pelo fato de que eu invejo pessoas ambidestras, mas acho que tudo na vida deve ser diluído um pouco.
vejo as mulheres indo na marcha das vadias e acho que elas são bem "peito de ferro" pra gritarem pelos seus direitos. acho bonito, mas acho que hoje em dia acabou sendo algo meio comum. isso pode ser ótimo se tivesse realmente algum resultado, mas a sociedade ou vê a mulher como um objeto sexual, ou como um objeto doméstico, ou como uma pedra no sapato que nunca sai.
sei que demorarão mais séculos e séculos até que essa imagem esteriotipada se perca, e o que resta para a minha singela intelectualidade é aceitar que ainda verei, ouvirei e lerei muito pinto brocha falando que mulher que tem opinião é puta ou vadia. se é inveja, falta de relação, falta de informação, falta de senso, não sei e pretendo não me estressar com coisas assim.
mas, também, com as mulheres que acham que a vagina delas é de ouro e que merece ser reverenciada por todos no mundo.
sorry, idiot. your dick is not power. not either your pussy, dumb lady.
espero que o mundo tenha um pouco mais de bom senso. as pessoas poderiam pensar um pouco mais. mas pensar nas pessoas como pessoas, não como objetos. tem tanta gente vendo a vida como competição, que chega a ser triste. tem tanta gente que vê a vida como hierarquia, e isso é triste.
aceitem, gente. o pênis e o útero tem o mesmo valor. vem o útero, não existe criança. mas sem pênis, não existe sêmen. porém, sem o óvulo, o sêmen é inútil. e vice-versa.
 

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