27 de outubro de 2013

need.

Postado por V, às 00:41 0 comentários
hard times to miss something.

sabe aquela hora em que você pisa no chão e acha que tudo aquilo um dia vai simplesmente desaparecer? como se a vida que leva agora não é nada além de uma sombra daquilo o que você pode ter um dia? mas quando é que chega esse dia?
você acaba levando tudo como um fardo pesado que nem mesmo te pertence mais e cada vez acumular mais coisas dos outros para levar contigo. não é justo, todos sabem, mas você não quer admitir. não é justo continuar vivendo dessa forma arrastada e carregada, mas as pessoas fingem não ligar e você finge aguentar.
são tempos difíceis para se lembrar de algo, para querer algo, para tentar algo. são tempos difíceis para acordar e olhar o dia lá fora. são tempos difíceis para dormir e viver aqui dentro. são tempos difíceis para se precisar, realmente, de algo.
são tempos difíceis.

16 de agosto de 2013

sobre os homens e as mulheres que concordam com esses homens.

Postado por V, às 17:33 0 comentários
há muito tempo que ouço falar da luta entre machismo e femismo, ou, até mesmo, feminismo.
conhecendo muito tem o machismo, passei a ver, somente, o lado feminista/femista da luta. e por aí vi muitos relatos fortíssimos de mulheres que sofrem esses abusos machistas todos os dias. depois de entender e separar o normal das causas do feminismo, das causas do femismo e da imposição do machismo, passei a perceber como as pessoas SÃO machistas sem perceber.
tem um garoto na minha sala que tem TODOS os motivos para não ser machista, mas o é. por motivos de ser exposto constantemente à parte podre da história do mundo, acredito que, apesar de seus problemas psicológicos já confirmados, ele prefere ver que a mulher é só um apetrecho e não um ser. é daqueles que quando algum fato histórico como "cinto de castidade" é comentado em sala de aula, dá razão para o homem "trancar" a vagina que nem mesmo é propriamente sua, e deixar o pênis medieval, sanguinário e repugnante solto. se tratando dos motivos para o qual ele, como todo bom filho, SERIA feminista, ao menos um pouco, sempre me lembro daquele fato em que dizem:
se um pai é alcoólatra, fumante, abusa dos dois filhos e bate na mãe, um dos filhos está destinado a crescer e repudiar o que o pai fazia (talvez, não sem feminista, mas vendo que crianças e mulheres merecem respeito E são seres humanos) e o outro está destinado a seguir os passos do pai.
o garoto da minha sala tem um irmão.
talvez ele (o garoto) seja o destinado a seguir os passos do pai.
porém, de uns tempos para cá, fui percebendo como, cada vez mais, esse garoto tenta se mostrar "macho alfa". como insensível. como uma pessoa impenetrável. daqueles que zoam com desgraças que acontecem... simplificando, é daqueles "zoeiros". ele ataca o feminismo como se fosse a coisa mais horrorosa do mundo, como se nada machista nunca tivesse acontecido com mulheres da família dele. assim, ele começou a falar por aí que "bate em mulheres". sei que é só um bordão para parecer "legal" no meio de pessoas que sempre estão reverenciando o machismo na história, com guerras, estupros de mulheres do povo que está em desvantagem.
eu fico pensando o que é que passa na cabeça desses garotos. para serem, assim, sempre tão vazios. como se tudo fosse curtição e piada, como se as coisas não tivessem valor, não tivessem sentido, como se nada valesse a pena. não que qualquer coisa valha, mas essas pessoas se fazem inúteis, acham que a vida é boa só por causa do pênis que possuem.
e o mais lastimável é que existem MUITAS mulheres que lambem, chupam, veneram esse tipo de pênis que está sempre sendo direcionado para as gargantas alheias, como desculpas para causas sem sentido, causas que, cada vez mais, desmerece a mulher como ser e mais a "admite" como objeto.
e isso é nojento.
é repugnante.
é errado.
é horrível.
espero que fique claro que eu não sou feminista. sou humana. sou um ser pensante. vejo que o mundo é totalmente desequilibrado. por uns poucos músculos definidos a mais o homem conseguiu subir nas costas da mulher, depois construiu um andar impenetrável, senão por outros homens, acima do andar da mulher e de lá não quer sair.
não vamos entrar em assuntos históricos, mas que a vida toda fomos todos instruídos ao machismo, é um fato mais do que bizarro.
as mulheres devem ser de porcelana nessa sociedade. não que eu concorde com isso de dar para todos os casas que conhece na balada, que beije todos os 20 que achou bonitos e essas coisas. isso não é coisa de GENTE de verdade, muito menos de MULHER. mas tudo bem se a menina quiser dar todos os buracos que existem no corpo dela. desde que isso não estimule os homens a achar que todas as mulheres querem até os buracos do nariz preenchidos com sêmen, tudo bem. desde que isso não estimule os homens a achar que os músculos um pouco mais definidos são sinônimo de motivo para forçar alguém a ter sêmen até nos buracos do nariz, tudo bem.
resumindo:
desde que os homens entendam que eles podem comer muitas e elas podem dar para muitos, na mesma medida, tudo bem. só não vale forçar aquela guria, que não tá querendo nem mesmo ver o seu pênis, a ter ele enterrado até os testículos na vagina dela.
muito menos se valer de força para conseguir ele peitão que sempre pula dos decotes, nem aquela bunda arredondadinha na calça legging da moça correndo na praça.
porém.
não adianta as mulheres simplesmente GRITAREM QUE QUEREM DIREITOS.
como se quebrar o machismo pouco a pouco?
bem, podem existir aqueles chefes durões que se você percebe que faz o aumento de um carinha mais alto do que o seu, e você, moça, faz o trabalho melhor que o carinha que tá ganhando mais.
vá lá reclamar.
se o chefe rir da sua cara, saia do trabalho.
se qualquer homem rir da sua cara, deixe ele rindo sozinho e vá pra lá e vá viver sua vida.
se qualquer homem tentar subir nas suas costas e depois na sua cabeça, dê um chute do saco, bata e cuspa na cara dele, saia correndo e passa a detectar esse tipo de gente antes mesmo de se aproximar.
não precisa vestir a camisa (justíssima - no sentido de justiça - por sinal) das vadias DE RESPEITO, vista a camisa de pessoa humana, fale, questione, agrida verbalmente quando preciso e fisicamente se ameaçarem você.
a mulher não é esse bicho impotente que os homens fizeram parecer. algumas não ligam para a depilação da virilha e nem mesmo nas pernas ou axilas. gostam de cabelo curto e não suportam brincos. gostam da cara o mais natural possível e se tiverem estrias e celulites, tudo bem. não se pilham com gordurinha na barriga, desde que isso não se acumule demais. tem mulher que se orgulha de roer as unhas e não tirar a cutículas. e gostam dos pênis que se descem por suas gargantas, elas escolheram a hora, o lugar e o pênis com que o ato está acontecendo. nem toda mulher que abole os vestidos é lésbica. nem toda mulher que quer um pouco mais de igualdade é lésbica, também.
e é triste, isso.
de em pleno século XXI, as mulheres pensarem em ter que queimar os sutiãs de novo. por um pouco mais de respeito. por um pouco menos de poder do pênis. penis is not the power, your assholes.
por um pouco menos de estupro e menos abuso. por um pouco mais de civilidade nessa civilização que mais parece ter voltado aos tempos medievais.
não por direitos. isso nós, mulheres, temos. por isso, nós brigamos na antiguidade. por isso, a gente pode mandar à merda qualquer idiota que se acha, ainda, super herói.
a gente só quer respeito.
o garoto do começo do texto deveria querer, pela mãe dele.
eu quero por ser mulher e ter medo de sair à noite quente de short e regata. por ter medo, às vezes, de ir na padaria da esquina, porque tem um louco solto pelas redondezas sequestrando mulheres.
por ter medo de sair da casa dos meus pais e ver que existem só leões lá fora e nenhuma leoa da qual eu possa me refugiar.

17 de julho de 2013

eu só queria dizer que:

Postado por V, às 16:16 0 comentários
estou viva, ando sem saco pra nada e etc. escrever sobre qualquer coisa me deixa um pouco assustada, pelo simples fato de acreditar não precisar.
e que:
estou ansiosa para que essa loucura de "Mechanical Bull" dos meninos Followill saia logo. hoje (há meia hora, para ser mais exata) saiu o áudio de estúdio do primeiro single e eu já amava com áudio de som com câmera amadora.
de modos que esse amor por essa música me lembra dos tempos de AAAAAHHHHH KINGS <3 de 2011/2012. uns lindos, como sempre.
e, claro, como tudo no mundo dessa minha vida: o cd só sai em novembro. até lá fico com a ansiedade e Supersoaker <3



16 de junho de 2013

reescrevendo o brasil.

Postado por V, às 21:25 0 comentários
eu sempre senti vontade de dormir nas aulas de história que falavam sobre o Brasil. aliás, eu sempre questionei, desde a quarta série, se o Brasil foi "descoberto" ou "invadido". na sexta série eu concluí que foi invadido.
sempre vi que o Brasil era a forma de extração de matéria prima (que nos tempos de Cabral era o mesmo que "cofre milionário aberto") que a super-potência em falência daquela época havia encontrado. hoje no segundo ano acabei vendo que era isso mesmo. essas terras sempre foram as fornecedoras de dinheiro para os grandes governos que punham suas mãos no controle disso tudo. e o povo, o índio nativo desse lugar era feito de escravo, de operário. foi abusado e enganado. desde aí se via que as pessoas que trabalhavam não eram as beneficiadas. os índios - as raízes do povo brasileiro - já sofriam com os mesmo males que sofremos hoje.
o Brasil teve independência de Portugal, mas não ficou independente do governo abusivo. nunca na história o povo estava satisfeito com as condições dada para o povo. o verdadeiro povo brasileiro, que sempre trabalhou em troca de teto, cama e comida nunca esteve satisfeito.
existiram revoluções. existiram exigências aos direitos. existiram grandes líderes que defenderam seus estados. existiram governos opressores. existiram tempos em que informação era escassa. existiram tempos em que todos pensaram que a vida tava melhor. que iria existir democracia. que iria existir igualdade.
eu não vivi nada da história desse país, mal prestava atenção quando tentaram me ensinar sobre ela, mas eu sempre soube que o povo brasileiro não é o povo que aparece na TV. tampouco era o povo que tava nos livros de história. nem o povo que tá na música. não, nem mesmo o povo do rap. eu ainda não acredito que uma história possa ser RELATADA.
acredito que história possa ser feita. acredito que história possa ser vivida.
e a história do Brasil desde o início dos anos 2000 não vem sendo escrita de forma correta. outra coisa que eu sempre questionei foi: o que os livros de história vão contar sobre o Brasil daqui pra frente?
eu nunca vi nenhum ato político que merecesse ser relatado. o governo simplesmente fez com que os pobres ganhassem um dinheirinhos a mais por simplesmente serem pobres. o governo simplesmente rareou as formas de emprego. hoje em dia se precisa de estudo para ser cidadão. e o que aconteceria com minha mãe se ela fosse obrigada a ser empregada? ela não tem o ensino fundamental completo. o que aconteceriam com as pessoas que estão na mesma situação que ela? hoje em dia se precisa de estudo superior pra ser qualquer coisa. até brincam que as pessoas sem estudo não podem nem mesmo serem catadoras de lixo, porque agora é emprego concursado. coitado do menino que um dia disse que o sonho era ser um daqueles moços que correm atrás do caminhão de lixo. o governo dificultou a vida do brasileiro para que ele tenha que depender das migalhas que lhe são oferecidas.
eu estudo em escola pública e vejo que ensino que não é pra todo mundo. sou contra ensino fundamental II e médio obrigatório. não acho que todas as pessoas estão aptas para viver dentro de escolas. a maioria das pessoas está lá simplesmente para ter um diploma, não é nem pelo aprendizado. viu como ficou banal? o governo que fez, também. já hoje discutem se as escolas devem abrir as portas para as pessoas que querem sair delas. a verdade é que nunca fecharam.
mas o que isso tem a ver com a reescritura do Brasil?
é que as pessoas que prestaram atenção às aulas de história, ou se simplesmente VEEM a sociedade brasileira hoje estão cansadas de viver de migalhas. aliás, nem mesmo são apenas pessoas que vivem de migalhas, as pessoas que vivem disso estão com medo que o governo deixe de dá-las.
acredito que hoje eu esteja vendo, vivenciando a história brasileira. o Brasil que passou a viver nessa última semana, que foi a semana de protestos na maior parte do Brasil, iniciado em São Paulo e Rio de Janeiro, seja a nova etapa da história brasileira.
eu nunca imaginei que o brasileiro fosse renegar o futebol. esse país já foi muito visto como "terras do futebol" e ontem mesmo eu vi que começaram protestos contra as obras feitas para a Copa do Mundo que ocorrerá (será?) aqui. eu senti orgulho. eu sempre fui contra o fanatismo futebolístico. nunca entendi de fato isso de você torcer por algo que não lhe rende nada. mas se manisfestaram em frente a estádios e depois ainda vaiaram a presidente. acredito que não são só 0,20 centavos.
achei lindo esse manifesto. nunca pensei que as pessoas realmente fossem, um dia, ser contra algo desse tipo.
acredito que um dia os livros de história, se é que eles ainda existirão daqui alguns anos, irão relatar o protesto do Passe Livre.
não o Passe Livre para com o transporte público. mas o Passe Livre que deve ser dado para a real democracia. acredito que o brasileiro pede Passe Livre contra a opressão que a gente sofre com as mídias. acho que o Passe Livre é, na verdade, para ser livre. acredito que o Passe Livre pede a liberdade dos impostos. Passe Livre para o preço justo, minha gente.
o Brasil deixou de ser preguiçoso. o Brasil deixou de ser mudo. o Brasil deixou de ser enganado. seria bom de fosse a maior parte da população. me dói o coração ouvir gente falando que deveriam estar rezando, que deveria estar em casa, que mexeram com os estádios e mereceram as bombas, as balas e os tapas na cara.
me dói o coração pensar que tanta gente do contra vai usufruir dos benefícios que esses manifestos hão de conseguir trazer para a nossa sociedade. mas, pelo outro lado, vejo que o povo que eu quase sempre condenei por ser tão internauta, agora grita nas ruas por direito.
eu não posso, mas apoio. acho lindo. tem guri abraçando policial, gente entregando flores para os policiais esperando que eles não ataquem, tem gente pedindo que não haja violência.
acho lindo essa sede por direitos, essa vontade de igualdade.
e que sejam os playboys pedindo isso. e que sejam pessoas que não passam necessidades. que sejam pessoas que não usam o transporte público. que sejam as pessoas estão simplesmente lutando em prol dos outros e não porque doeu no próprio bolso. isso mostra que ainda existem pessoas solidárias nesse país, que não pensa no próprio ganho, que não espera melhorias para si próprio. que sejam pessoas que visam a melhoria do todo, da massa, e não do grupo selecionado.
a desigualdade fez todo esse barulho, agora "o povo" quer equilíbrio.

28 de maio de 2013

sobre o orgulho singular.

Postado por V, às 21:05 0 comentários
bem. meu professor me parece um tanto desacreditado da vida e das pessoas. acredito que ele seja assim por se orgulhar por ser professor e só. sempre fala que tem amigos que fazem coisas, que reclamam das coisas, que se envolvem com as coisas, mas ele simplesmente está lá para ouvir. até parece que aquilo o que ele tem, TUDO o que ele tem, é a carreira de professor, onde ele trata os alunos dele como mero trapo de se limpar chão encardido.
não que ele seja uma má pessoa, mas ele não parece ser das melhores.
fico imaginando quão terrível deve ser ter só a carreira para se orgulhar. sei que isso é uma grande aquisição na vida, mas imagina você ter só isso para se orgulhar de? me parece tão vazio, ter uma coisa só.
e nesse passo, você passa a acreditar que todos que não estão ao seu lado, ou acima de você, não passam de quaisquer. mas não é assim. quer dizer, eu não acho que seja assim.
e pensem em quantas pessoas não tem, apenas, a carreira para se orgulhar de? e se nós estamos todos fadados a fazer sucesso em um só caminho? trilhar um só caminho, e fecharmos a nós mesmos nesse único caminho que deve ser tão solitário quando não ter sucesso em nada?
não que eu espere nunca conseguir uma boa carreira. quero uma. duas, até. poder ficar alternando, sem se tornar chato. mas não só nisso. posso ter um amor, quem sabe. posso ter uma casa pra mostrar para as pessoas, quem sabe. uma boa história, uma história realmente boa, para contar, quem sabe.
o único, singular, um só deve atrair muita gente. mas eu sempre preferi trabalhar de dois. com dois. ou mais.
apesar do minimalismo, acredito que pra vida, pra boa conversa de cozinha ou sofá, o que interessa é "mais".

26 de maio de 2013

sobre antônio.

Postado por V, às 17:48 0 comentários
e a poesia contemporânea tem tantas novas formas, e uma delas são os guardanapos de Antônio.
mesmo com o papel simples e as frases bonitas, algumas pessoas não veem o que realmente importa: o guardanapo. o que diferencia a atenção dada à sua poesia, e à poesia dos outros, é o objeto em que se escreve.
mas as vidas são todas como guardanapos. existem pessoas que simplesmente veem o corpo, e não a essência. as pessoas veem o texto, mas não veem a tela, o guardanapo. e mesmo a vida-guardanapo sendo tão invisível e tão frágil, existem pessoas que a enxergam em primeiro plano, e só depois procura pelo corpo-frase.
enfim, a poesia ainda existe ali. sendo no corpo, ou sendo na vida.

23 de maio de 2013

heim. heima. veröld.

Postado por V, às 18:53 0 comentários
existem coisas que fazem com que pensemos que a nossa casa é, realmente, a nossa casa. como um colchão, um travesseiro, um diário, um urso de pelúcia. uma fotografia.
e, também, existem coisas que fazem com que pensemos que a casa dos outros é a nossa casa.
e, por fim, existem coisas, que fazem com que pensemos que o mundo todo, ou universo, até mesmo debaixo d'água, às vezes, ou além da atmosfera terrestre, é a nossa casa.

heimurinn er heimili mitt.
home is everywhere.
 

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