Tive duas semanas de "folga" das aulas, e hoje descobri que a coisa mais legal que eu fiz foi não deixar as tarefas para ultima hora. Simplesmente por que "a ultima hora" eu vou provavelmente estar sentada em uma carteira de universidade, fazendo uma prova que vai simplesmente definir se eu estudo ou não em uma lugar decente ano que vem. E mesmo assim não é suficiente, por que eu sempre me cobro por não ter feito mais nos meus dias livres, mas só lembro da cobrança quando eles já acabaram. Entendem?
Pois bem. Eu não fiz nada nesses semanas. Certo que ler três livros em duas semanas não é considerado "fazer algo". Nem mesmo quase terminar um quase livro que você escreve. Nem mesmo fazer compras, deixar as unhas crescerem, arrumar o cabelo ou coisas do tipo. Nada disso é realmente fazer algo. E eu nunca faço nada, simples assim.
A única coisa que eu sei fazer, é deixar todo mundo puto da cara comigo. Tá todo mundo tão puto da cara comigo, que minha irmã quase não fala comigo, depois que a gente quase conseguiu estabelecer uma relação considerável de amizade entre irmãs, ninguém me manda mais sms, e tá certo que quase todos os meus contatos consideravelmente amigáveis e que não me deixam puta da cara com eles estão sem bônus, então acho que eles não estão putos da cara comigo. Mas de resto, parece que tá todo mundo puto da cara comigo.
Só por que hoje eu tô meio que precisando de atenção. De gente me bajulando. Ou talvez eu só precise de gente nova me descobrindo, de lugares novos. Na verdade, eu tô puta da cara comigo mesma por nunca ter nada novo. Por nunca fazer nada novo.
Esse é só mais um problema meu. Coloco minha culpa nos outros, só pra não me sentir tão pessoa mais má do mundo todo. O que às vezes acaba sendo verdade. (Dica pra quem nunca me viu com crianças).
Só que o fato de eu não ter nada novo nunca, nem pessoas novas nunca, se deve ao fato de eu achar que as pessoas não são tão aceitáveis. E as aceitáveis não me acham aceitáveis. Por que para o milagre de eu ser a pessoa que começa a conversa, é resultado de três fatores apenas: desespero, afinidade ou... Alcool. O último não é considerável. E eu sou uma pessoa, diga-se de passagem, controlada. Até demais, dá raiva. Então o desespero só bate quando eu não penso nas consequências. E eu não pensar em algo é meio difícil. E a afinidade... Como que eu vou achar afinidade com alguém que eu não conheço? Mas claro, eu acho ela em dois segundos... Se a pessoa vier falar comigo primeiro. Fácil assim, não é?
Agora eu me vejo aqui. No meus penúltimo dia de glória e sem a obrigação de ter que acordar cedo ou de ter que me preocupar com a segunda feita. Aí nos meus dias de tristeza, que vão do dia 21 até 30 desse mês, eu me pego pensando que eu deveria ter ido dormir mais cedo em tal dia. Que meus colegas de classe são algo bem próximo dos homosapiens, e que eu preciso de mais uns dias para ficar em casa.
Sim, ficar em casa. Por que fazer algo, não é algo que eu faça de fato. Infelizmente.
19 de novembro de 2011
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