30 de março de 2012

mas então.

Postado por V, às 13:17 0 comentários
é só que... parece ainda que... eu não sei mais se... é isso. eu só não sei se acredito mesmo ou se é... eu não sei mesmo. talvez seja melhor fingir que não aconteceu e...







tudo bem, eu não consigo fingir que não aconteceu.

28 de março de 2012

mas aí...

Postado por V, às 15:24 0 comentários
(esse post é totalmente materialista, eu sou apegada demais às minhas pequenas coisas, então relevem)
eu consegui estragar o meu fone mais fiel da vida, eu tinha ele há quase 3 anos e hoje, finalmente, eu consegui terminar de estragar ele. acho que uma parte da minha audição morreu com ele nessa hora. e boa parte da minha criatividade e de mim mesma acho que acabou indo embora. e isso foi só o começo, às 7:20 da manhã.
logo que, na terceira aula, lá pelas 8:58 eu fui elegantemente expulsa da sala de aula, apenas por quê as pessoas que curtem ficar vagando pela escola decidiram "ajudar a carregar livros". sim, umas 30 pessoas pra carregar 10 livros. o professor surtou e não deixou a gente voltar pra aula, isso porquê eu e minha amiga que estávamos realmente carregando os livros tínhamos permissão e tal. pelo menos tive um intervalo de mais de uma hora. mas faz parte, também.
e aí tiveram umas gurias sendo meio dorgadas e falando merda sobre eu estar com a blusa de alguém aí, mas é que eu sinto frio mesmo quando está 23°, e hoje está fazendo algo bem abaixo disso. fora a hora que queria me jogar em cima de outra pessoa, e depois, reza a lenda, outra pessoa vendo em abraçada com a pessoa da blusa. é mais ou menos aquele momento em que você não liga para o que os outros estão pensando, nem mesmo se alguém vai te odiar pra sempre. foda-se, né? foda-se.
então eu tinha que subir pra aula, tinha que passar pelo ser humano que eu não conheço, nunca vi e que fica me falando oi. a unica parte boa é que é amigo de uma pessoa preciosa, mas mesmo assim, não sou dessas que faz amizade por interesse em segundos. e-n-f-i-m.
resumindo: o dia começou cagaço, continuou cagaço e só quando eu cheguei em casa (sério, eu fiquei bem só quando cheguei em casa... acho que tem coisa errada nessa frase, mas é verdade) e vi sobre a mesa meus queridinhos - e enormes - We Need To Talk About Kevin e Beautiful Creatures Vol. 2. tudo bem que o segundo livro eu comprei por impulso, mas no último post vocês podem perceber como que estou fissurada pelo Kevin. e chegou. eu achava que iria chegar só daqui uma semana. e chegou.
talvez meu feeling não esteja assim tão terrível, já que eu tive a incessante vontade de perguntar pra minha mãe, assim que eu entrei no carro, se tinha chego alguma coisa "pra minha irmã". eu estive com essa vontade incessante de checar outra coisa hoje. e agora só aumentou. mas vai que é feeling errado. como quase todo feeling desse ano. acho estranho, apenas.

agora que tá frio, eu acho que preciso mesmo de um abraço, ou de fones de ouvido bem potentes, chocolate quente, coberta e livro. vou voltar pra minha vida de 2010, vai que resolve esse monte de problema não procurar problema algum. nem mesmo me aprofundar nas pessoas.

26 de março de 2012

i need to see more about kevin...

Postado por V, às 19:07 0 comentários
daí que sábado meu pai tava trabalhando em casa, e como meus fichários resolveram me odiar, eu fui customizar as capas de uns cadernos e usar o que ficasse mais bonito... e eu sempre customizo as coisas com jornal. então eu senti na cozinha e procurei folhas da sessão "Caderno A" que é mais cultural e menos trágica, por que eu prefiro saber a programação do teatro do que saber quanto os bandidos roubaram do bando principal na ultima sexta-feira.
eu sentei perto da gaveta de jornais e fiquei procurando por qualquer coisa que me interessasse, até que eu paro e vejo Ezra Millers com uma cara de psicopata, ilustrando a manchete "Ele é um jovem muito mal". e vejamos lá, eu muito fã de caras boni(somerhalder)tos  fazendo person(damon)agens malé(salvatore)ficos não resisti e li a reportagem tão rápido quem nem mesmo lembro direito o que estava escrito nela. só sei que eu adorei o que li, e me interessei bastante pela história. lembro que há uns 3 ou 4 anos atrás, eu tinha visto num dos folhetos que veio junto com os livros da saga twilight sobre esse livro. a capa "original" (original da intrínseca) é de um garoto numa trilha, só que no lugar da cabeça dele, é a cabeça de um gato. eu gostava daquela capa, mas nunca tinha procurado saber mais sobre o livro, então se passaram vários outros livros pelo mais radar de máximo interesse, e só agora que eu resolvi me apaixonar perdidamente (sim, antes de ler) por "we need to talk about kevin". eu fiquei tão wow com o que li no jornal (e com o Ezra, assumo) que nem menos de 24 horas que estava fascinada pela história, e um pouco mais tarde baixei o filme e hoje comprei o livro (certo que só chega mês que vem, mas tudo bem, né? pelo menos chega). eu às vezes tenho medo dessas minhas fissuras repentinas que geralmente se tornam algo bom, por quê eu tenho essas fissuras por coisas que geralmente me agradam bastante. estou me mordendo por dentro para ver o filme, mas somente verei quando o livro chegar, assim não fico tão desesperada para conferir o que têm no livro que falta no filme. só tenho uma certeza: eu vou amar a história de qualquer maneira. é o tipo de história que, se bem contada, claro, eu não vou conseguir achar defeito. certo que é uma coisa meio tate langdon, ou não, também, mas pelo menos vale o Ezra embelezando a minha prateleira de livros em breve. ah, sim, eu comprei a "capa especial". não por quê tem o Ezra, mas por quê a versão com capa do filme era mais barata do que a com a "capa original" (?). e mesmo sendo aquela coisa de adolescente-com-mãe-louca-que-matou-todo-mundo-na-escola, eu sinto que vou gostar, por que é total meu gosto isso. eu sempre gostei de coisas assim. e até agora eu não li um "que porcaria esse filme/livro", e olha que eu já rodei a internet quase que toda pra descobrir que os 28 reais seriam bem gastos. e parecem que foram. ainda estou cogitando a hipótese de deixar pra lá os troços de química (rysos) pra assistir o filme, mas vou me segurar até onde conseguir. eu tô mesmo nessa vibe de resistir às coisas que eu mais quero.
vou me contentar com a histórinha de vampiros que eu dei continuação na leitura ontem, e esperar mais um pouco pra ver se realmente, eu não vou precisar fazer as coisas de química... qualquer coisa me encontro namorando meu caderno (eu contei que a capa ficou toda azul? então, ficou azul) inspirado em "we need to talk about kevin" enquanto meu pacote não chega.
só espero que não demore.

25 de março de 2012

alguns trechos de Beeshop e Esteban, já que eu não sei mais escrever.

Postado por V, às 18:38 0 comentários
"Existe alguém em mim que quer falar tudo que acha que sente. Quer dizer que faz qualquer coisa pra te ter ao lado todo dia à noite. Esse alguém te quer. Existe alguém que duvida. Duvida do que tu sentes e, justamente por isso, não diz o que sente. Ele não diz, e te faz achar que ele não sente nada por ti. Esse alguém te gosta muito. Existe também alguém que ferve. Alguém que ignora todo o sentimento, pois espera a cada esquina por algo melhor, algo que nunca aparece e que o faz permanecer nessa incessante busca. Esse alguém não vive sem ti."

"Todas as pessoas que eu amo vão embora, sempre, de uma forma ou de outra… Tentei muitas vezes resolver o mistério do adeus. Não se tem palavras, não se tem coração. Um ar de tristeza embaça a minha visão, é uma grande dor. Mais toda a vez que o vento sopra te respiro. Porque igual a você não há. Foi a minha alegria durante muito tempo é realmente uma pena que eu tenha falhado contigo. Foi muito lindo, muito intenso, como nos contos, novelas enfim… Uma realidade que não terei, que não mais verei, mas, em mim sempre estarás em tua forma de ser pensar e até mesmo como maneira de encarar a vida. Mais é aquilo ninguém sabe o que tem até que no final perde! Como a solidão é o castigo, o que será o alivio? Nada bastará até que você esteja aqui. Porque tudo que vai…volta!"

"Sempre tem alguém que vai gostar daquela música. Que vai ficar feliz porque eu tirei um tempo pra terminar aquilo e mostrar. E, putz, fazer alguém feliz é tão difícil, hoje em dia, que uma felicidade alheia por mim provocada é até mais foda do que uma felicidade-solo, só minha. Só quero dividir essas coisas."

"Olha, graças a Deus, eu nunca fui popular no colégio. Isso me fez virar quem eu sou. Todo o grande cara nunca foi “o cara”. No colégio eu não era nada. Eu sou tão dramático que eu andava com os impopulares. Eu ficava sempre do lado dos nerds e dos excluídos. E era muito mais legal. Eu tinha certeza que o futuro dos ditos populares poderia ter um fim trágico e os caras que não eram muito populares evoluíram muito mais."

"Quando menos espero, me pego apalpando memórias em busca de algo que faça sentido para todos, e não só pra mim."

"Eu tenho o vício de entender as pessoas. Eu só não to conseguindo me entender muito bem."

"Existem sentimentos que nos levam a fazer coisas inacreditáveis, inimagináveis e até, por vezes, patéticas. Colocam à prova nossas convicções, nossa capacidade de suportar a dor, a pressão e a angústia, só para deixar bem claro que somos bem maiores do que um dia achamos ser. Assim a gente olha pra trás e vê o quão longe chegamos. Tem coisas que simplesmente não devem ser explicadas, mas que, às vezes, dão vontade de explicar."

e por aí vai.

22 de março de 2012

we were born to... wait.

Postado por V, às 20:59 0 comentários


don't make me sad, don't make me cry. somtimes love is not enough and the road gets tough. i don't know why. keep making me laugh. let's go get high. the road is long, we carry on. try to have fun in the meantime. come on take a walk on the wild side. let me kiss you hard in the pouring rain. you like yours girls insane. so choose your last words. this is the last time, 'cause you and i... we were born to die.
Born To Die - Lana Del Rey


tudo bem que eu passei a semana toda ouvindo lana del rey, mas acho que é só por causa do carinha que vagamente me lembra o chuck, sim, aquele vj magrelo e tatuado da mtv. eu tenho uma celebcrush por ele e não tenho vergonha de assumir. é meu ponto fraco. mas. e-n-f-i-m.
hoje é quinta-feira. tá chovendo. dia 22 de março. "esperado março". parece que foi ontem que eu acordei e era dia 1º de março, mas tudo bem também. os dias estão literalmente voando. ou eu que andei perdendo a noção do tempo mesmo. eu nunca fui muito de lembrar do dia-a-dia, mas se bem que essa semana não foi nada "um dia após o outro", parece que todas as coisas que não aconteceram no começo do ano, vieram a acontecer na semana do 19-03, que eu deveria ter esquecido. mas eu segui em frente, continuo seguindo e... quem sabe mais o que se pode encontrar, não? às vezes eu mesma fico impressionada com as coisas que faço (famoso e tão querido) vai que dá certo. dessa vez me parece que algum "foi que" sai. volto para contar assim que consegui-lo. meta da próxima semana.

19 de março de 2012

aí fez um ano.

Postado por V, às 18:59 0 comentários
e sabe quando você se perguntar se aquilo tudo mesmo morreu? assim, eu sei que faz tanto tempo, que não sou mais tão tonta assim, mas parece que era tanta coisa, tanto sentimento, algo tão quente que é quase impossível ter sumido assim, quase do nada. não sei se eu sinto faltam é só que eu costumava ficar sonhando com essas coisas que eram poucas, escassas, mas que pra mim eram as melhores coisas que existiam. não sei. não sei porquê ainda lembro. não sei porquê ainda espero que esse dia seja bom. não significa nada, certo? não sei. é que eu sou simplesmente cismada com datas e números.
mas fez um ano. e aquilo que eu tanto escrevi, chorei e gritei foi embora. eu achei que ia ser mais duradouro, porquê eu realmente acreditava que as coisas dariam certo. ingênua eu, não? às vezes rio de mim mesma, quando revejo as coisas que fiz, escrevi, sonhei. dói saber que eu nunca mais senti o mesmo por outra pessoa até agora. e eu já pude sentir com tantas. tudo bem, acabou. é isso. não quero nada de volta.

aí fez um ano, e eu acho que mesmo não sendo uma coisa com futuro, alguma coisa estranha aconteceu hoje. é só que... eu nunca imaginei que fosse acontecer assim. algo. assim. e mesmo que não seja nada, é estranho. porquê... porquê se existe um "porquê" no início, pode existir qualquer coisa depois. por enquanto, e por todo o resto do tempo, é melhor "porquê não". só me dou bem com ele.

18 de março de 2012

25's wishes.

Postado por V, às 17:00 0 comentários
me encontro em um momento menos poético de "escrito com a tinta do coração",  no qual algumas lacunas ainda precisam ser preenchidas, e todo esse interesse sem contato algum já está me deixando meio frustada comigo mesma. mas mesmo assim me recuso a trocar de hábitos, me recuso a pensar em outras coisas. não sei se uma hora toda essa terapia de "tudo vai dar certo" uma hora vai funcionar, mas espero que pelo menos dessa vez todas as páginas riscadas e palavras cuspidas não sejam em vão. sei lá, só não quero que mais algumas paredes caiam sem que eu perceba. só queria pensar que tenho o controle de alguma coisa por pelo menos algum tempo, e que dessa vez, só dessa vez, as coisas sejam como eu quero.

"não larga esse cigarro e o copo. não solta esse choro. continua gritando que não pode mais ficar assim. (...) veste essa solidão e não muda o canal.e lembra: tu não me vê, mas eu te curto."

16 de março de 2012

10.0 em ADM.

Postado por V, às 21:14 0 comentários
E sabe quando você simplesmente não acredita que consegue, mas quando vê o resultado final você quase não acredita? E isso não aconteceu só hoje. Ontem também. Eu achei que não iria conseguir nem mesmo 6.0 na prova de matemática, e terminei com 9.0. Às vezes quando a gente fica confiante demais de que as coisas vão dar certo, de que sim, a gente pode, alguma coisa mostra pra gente que nem tudo é como a gente quer que seja. E sabe, aquilo... É, aquilo mesmo, que a gente nunca acreditou que ia atingir? Aquela coisa que a gente sempre quis, mas nunca acreditou que conseguiria, por quê, vamos lá, você nunca pensou que é do tipo de pessoa que consegue esse tipo de coisa. E chega um certo ponto que, de tanto você pensar que tudo bem você desistir, você parar de tentar, qual o problema em fazer aquilo pela metade? E daí se eu não dei 100% de mim? E aí você consegue. Você simplesmente consegue. Vai entender.

15 de março de 2012

o dia que eu resolvi ser sincera em voz alta... de novo.

Postado por V, às 22:22 0 comentários
daí que eu tinha prova de filosofia e a professora disse que ia ser grupal. assim. eu, pessoa individualista, egoísta, estranha e que se sente totalmente deslocada do mundo tinha que descrever uma "filosofia de vida", SÓ QUE...:
1º - a prova podia ser feita com no máximo quatro pessoa. eu, se não faço sozinha, faço em dupla. a bia, no caso de hoje.
2º - uma ~~amiga~~ da bia virou pra ela e disse que ia fazer com a gente. a gente total fez cara de paola bracho pra ela, mas ela não se tocou. e gente nem chamou ela, só pra lembrar. ela que se enfiou ali no meio.
3º - daí que a gente começou a falar mal dela via sms (SEMPRE ocorre), e aí ela ficou fazendo a prova toda. sozinha. copiou as questões e foi respondendo. [assim, não perguntou QUEM copiava,. QUEM respondia. QUEM procurava as respostas. nada. pegou o caderno copiou e deu piti e veio falar "alguém tem que tomar uma atitude"]
4º- ela ficou puta da vida, e disse que ia copiar uma folha só pra mim e pra bia. isso faltando 20 minutos pra acabar a aula.
5º - a professora deu alouca também e defendeu ela.
6º - eu says: "ENTÃO COPIA! a gente responde. e pra começar, a gente nem chamou ela pro grupo. ela que entrou de rata aqui".
7º - *fim da prova*
8º - eu says: "a menina pega a prova e vai copiando sozinha. não pede ajuda, não pede nada. quer fazer uma filosofia de vida só dela e ainda reclama. ela entrou de rata aqui e ainda quer mandar. eu e a bia olhamos pra ela com cara de total nojinho e ela não se tocou."
le alguém says: "ela tá ouvindo e do seu lado."
eu says: "vish, que ouça. e aprende a não se intrometer nas coisas."
le alguém says: "ela vai ficar puta com você."
eu says: "que fique! não gosto dela, nunca gostei e NUNCA VOU GOSTAR."
9º -  até mesmo as meninas que andam com ela ficaram falando que eu tinha falado a verdade. deram risada da cara dela quando eu tive minha crise de sinceridade. e concordaram: a menina só se mete em assunto que não é chamada. acham ruim quando a gente faz questão de lembrar que, opa, eu não chamei você aqui. mas continua lá. rysos. continua lá sendo zoada e com amigas falsas ao redor dela. ry.sos.

sim, tudo isso com a pessoa do lado ouvindo e eu falando alto.
depois ela foi lá reclamar com a professora alguma coisa. não é culpa minha se a pessoa simplesmente pega o caderno, copia tudo, responde tudo. pelo menos EU quando faço algo em grupo, com pessoa que eu tô a fim de fazer, claro, vejo as questões, falo quem copia e quantas questões cada um responde. mas tem gente que curte fazer a drama queen, "eu sou fodona e faço tudo", depois arruma confusão.
tava demorando pra eu ter a primeira discussão na sala de aula, acho que essa foi melhor do que o "você só se intromete em assunto que não é seu".

e sobre a questão de "tomar uma atitude", acho que da proxima vez que ela perguntar se pode fazer algo comigo e com a bia, vou dizer "não" feat. cara de paola. só pra ela ENTENDER de vez que eu queria, na verdade, era dar uns soquinhos naquele narizinho dela, e ver se a pessoa consegue ficar bonita depois de ter a boca colada no aparelho. POR QUE NÉ. só mamãe consegue me deixar mais estressada do que isso.

nome: eu. função: calar bocas alheias.

fim.

14 de março de 2012

morrem de frustração.

Postado por V, às 18:46 0 comentários

daí que eles derrubaram o telhado...

Postado por V, às 18:44 0 comentários
...e eu pude ver as paredes...

sabe, acho que eu tô começando a me ver como aquela casa. por mais que as coisas pareçam boas como estão, elas precisam de mudanças. tanto por fora quanto por dentro. nada permanece igual por muito tempo. e uma horas todas as paredes precisam descer, não é? acho que elas vieram caindo ao longo do tempo e eu não percebi isso. mas mesmo assim, isso continua sendo um choque e tanto para mim. eu não estou acostumada com tanta destruição, seguida de reconstrução. eu esperava que algumas coisas desse certo, mais algum tempo fosse dado e que pelo menos eu pudesse colocar o que mais importa nas caixas e guardar em um lugar seguro. mas é a mesma coisa do que a gente acordar segundos antes do operário vir gritar pra avisar que o demolidor está chegando até o seu quarto.
eu estava vendo as paredes, e elas são tão finas. qualquer coisa poderia passar or elas, pensamentos, palavras, qualquer coisa. e existem mudanças que vêm para o bem. talvez nessa reforma eu consiga paredes mais grossas. com outros tons de verde e rosa. a fachada continuará azul. como sempre imaginei e sempre terá que ser.
e tudo bem. a casa não vai nunca ser minha de verdade, eu sei. talvez eu sempre soubesse disso. então tudo bem com toda a coisa. a casa talvez vire mesmo um consultório e qualquer dia eu passe por lá. e tudo bem se amanhã elas já não mais tiver a linda fachada que eu sempre adorei. e tudo bem todas essas mudanças. eu já passei por coisas piores.
espero que dessa vez ninguém atire pedras nas janelas. nas da casa. nas minhas.

...enquanto isso, tinha alguém dormindo bem ao lado de fora da porta, era difícil de ver, mas tinha.

12 de março de 2012

eles vão reformar a minha casa azul.

Postado por V, às 20:10 0 comentários
não a MINHA casa, mas a casa que eu sempre quis. é a casa azul bebe que eu comentei em um post meloso daqui do blog. sabe quando a gente quer tanto uma coisa, tem uma paixão por aquilo há tantos anos que nem mesmo lembra há quanto tempo exatamente? era o que eu sentia por aquela casa. é uma das ultimas casas old style que tem no centro da cidade. do meio de uma avenida comercial. e ela era azul bebê. e abandonada. e a ultima dona (pelo o que me contaram) era uma velhinha que fabricava e vendia suas próprias balas. eu sempre imaginei ela uma velhinha muito simpática. quase tão simpática quanto a simpatia que a casa dela transpassava. certo que eu sempre achei que a casa era abandonada e assombrada. a casa é velha, então qualquer pessoa pensaria isso. e acho que era por isso que eu sempre gostei dela. eu tinha vontade de um dia bater naquele portão baixo, ou até mesmo pular ele, e ir bater na porta. aquela casa era como se tivesse algo dentro que eu precisava descobrir o que era. e que era meu exclusivamente meu. (sim, ainda estamos falando de uma casa aleatória no centro de uma cidade aleatória, da qual eu nunca nem passei do lado da calçada pra admirar).
eu passei pela avenida hoje e me deparei com um carro atravessado no jardim da minha casa. e a minha casa azul estava começando a ficar branca. e já não tinha mais nenhum portão ou murinho que separava o meu jardim da calçada. eu não quis acreditar que tinha um carro atravessado no meu jardim. no meio da grama da minha casa azul. e é irônico como, se já não bastasse a casa ser velha, misteriosa e azul, esse fato da invasão seguida de reforma sem precedentes se aplica à praticamente todo objeto de desejo meu. todas as coisas (azuis ou verdes, claro), das quais eu tenho paixão à primeira vista, do nada vão brutalmente invadidas e eu só consigo ficar assistindo. eu fico ali de mãos atadas enquanto eu vejo outras pessoas trabalhando naquilo o que eu sempre quis. mesmo que se eu nunca tivesse a chance de possuir aquilo, eu gostaria que mantivessem aquilo intacto. do mesmo jeito que eu vi quando me apaixonei. não importe o quão platônico isso seja.
hoje eu vejo que cada vez mais as pessoas ao meu redor são grande casas azuis. ficam ali, lindas e antigas, expostas só até o tempo de eu criar um afeto platônico por elas. no dia seguinte aparecem fiats azuis grafite atravessados nos gramados das minhas casas e eu total desisto de qualquer primeiro passo para a aquisição. porquê eu ainda respeito todas as pessoas que chegam primeiro que eu. mesmo se eu tivesse me apaixonado antes. a pessoa teve mais coragem. eu não.
o lado bom nisso: outras pessoas lindas, azuis, intactas e expostas eu acho o tempo todo. só preciso ter certeza de que já não tenha um fiat estacionado nelas.
o lado ruim nisso: eu nunca vou encontrar outra casa azul que me encante como aquela me encantou.
tudo bem. só espero que a minha casa azul, que era exclusivamente minha, se transforme em um consultório. se existe uma coisa que eu odeie mais do que fiats estacionados no gramado da minha casa, são pessoas indo se curar onde eu deveria ter conseguido instalar a minha biblioteca particular. com o meu sofazinho vermelho e minhas canecas de chá por todas as mesas daquela casa. não acho justo gente se curando naquele meu espaço de solidão, que afinal, não haveria ninguém para morar na minha casa azul além de mim. ela seria minha. só minha. parte de mim. aquela parte de mim que ninguém é autorizado a xeretar. iria ser meu eterno cantinho azul nesse mundo...

...iria.

11 de março de 2012

so i was there

Postado por V, às 16:53 0 comentários
dormindo, e do nada me começa um sonho retardado do qual eu estou na escola e todos estavam bem loucos para chegarem na sala antes da professora de física (?) [aquele momento em que a pessoa que leciona física na sua turma é um homem], da qual deixaria todos para fora se ela chegasse antes. eis que toda a escola estava no pátio, e quando eu decido voltar para a sala com amiguinho, me param na porta para perguntar sobre a revolução francesa (?) e quando eu finalmente entro e vou andando calmamente até a minha carteira, com o amiguinho na frente, surge ser humano que possivelmente me odeia e a pessoa fica me cutucando por motivos desconhecidos. sim, me cutucando em falando coisas que eu não me dei ao trabalho de prestar atenção nem no sonho. eu ignorei. por que na minha cabeça do sonho a pessoa me odeia, então nada mais justo eu ignorar ela até em sonho. lembro que deixei todo o meu material na sala e saí de novo, nem me preocupando com a professora que ia deixar as pessoas pra fora e fui até a quadra com meu amigo. a gente ficou falando sobre a pessoa que supostamente me odeia, e de como a pessoa é idiota. sei que andamos toda a extensão da quadra, mas um pouquinho do pátio umas duas vezes, até que a pessoa que supostamente me odeia chegou jogando água, ou coisa assim, em mim. simplesmente para chamar minha atenção. quando eu fui revidar, eu acordei.
mas sabe quando a gente sonha com uma coisa tão possível de se acontecer, que fica se perguntando se não é premonição? é estranho você ter um sonho desses tão próximo de ver a pessoa em questão. só espero que não seja algo assim, por que eu não tô lá muito a fim de ficar esnobando minha ignorância com as pessoas assim tão logo. é que vai que né. às vezes eu até tenho medo que um dia eu diga "aí foi que".
espero simplesmente que não ocorra. não seria muito legal isso.

7 de março de 2012

esquizofrenia feelings, quem nunca?

Postado por V, às 17:49 0 comentários
tava aqui num review de um dos blogs da raquel, e sabe quando você sente que é aquele seu futuro? pois é.
não que assim, me veja totalmente daquele modo, mas é que é tudo tão casadinho com o que penso, que até percebi como as situações são mais eu do que aqueles que eu tanto amava da psicótica. mas super esquizofrenia feelings, quem nunca?
e então, eu fico aqui pensando como pode? essas pessoas me deixam cada vez mais wtf com a vida, sério. eu não consigo entender o que se passa. não que eu seja a santa da história, adoro tocar o terror, mas precisa? sério, precisa de teatro e foda-se todos? assim, nada contra o foda-se, mas o teatrinho eu acho paia. fico tentando conceber a ideia de que é ok tudo isso. não curto frescura, desculpa. mas quem sou eu? pra falar desse assunto acho que empato com a pessoa, mas mesmo assim, não vejo motivo de tanto ódio. por que vai quê. vai quê, amigão.
e fica toda aquela interrogação no ar: o que foi que deu errado? por que eu? o dia que eu entender, juro que faço até vídeo pra contar a descoberta.

(me total ocorreu a ideia que é só pra chamar atenção, sabe? vou deixar de lado, vou fingir que não me importo e que fico sem, só pra ver se corre atrás. por que né, tudo indica. se for mesmo isso, tenho dó. morrerá esperando. tenho orgulho e nunca que passo por cima. desculpas somente não aceitas, jamais dadas, mesmo quando eu tô errada até o ultimo fio de cabelo. but who cares? i don't. sorry)

25's regrets, lovers and heineken

Postado por V, às 15:41 0 comentários

"do you want a beer?" "i don't drink. only heineken."

eu sabia. eu soube que no momento em que eu vi você. eu soube e estava feito. foi o suficiente para mim, só um olhar. agora, mesmo depois de algumas semanas, eu continuo pensando. por que eu não fui até lá? por que eu não disse aquilo? por que eu não arrisquei? eu não entendo como posso ficar sonhando com você sem uma palavra dita. é estranho, eu sei. mas eu acho que quando nos sentimos assim, apenas com um olhar, é mais forte quando nos encontrarmos novamente. eu não sei se isso vai acontecer. eu não tenho a menor idéia sobre se é possível, mas eu prefiro pensar que ele é. quem sabe, se um dia nós nos sentamos em uma mesa de bar com heinekens conversando e rindo sobre nossas vidas. parece tão bom. parece tão simples. eu não consigo nem descrever como eu me sentiria. eu acho que eu me sentiria como quando temos aquele sonho perfeito que a gente sempre dorme até o fim, e acordar pensando "por que não é real?", e fica com aquele gostinho doce na boca até que adormeça novamente. eu não sei. se eu tivesse outro sonho com você novamente, eu não vou querer acordar. não me deixe acordar, se for para sentir ainda mais sua falta.

5 de março de 2012

Desenterra teu passado. Abraça ele. Não tem nada de errado nisso.

Postado por V, às 18:53 0 comentários
Velhos hábitos, velhas músicas. As pessoas a gente tenta esquecer de qualquer modo.
Tu lembra quando as coisas eram fáceis e tu dramatizava? Lembra quando saia por aí mostrando teus cortes, e ainda achava que podia enfrentar qualquer coisa, mas no primeiro sopro já caía de joelhos? Parece que foi ontem, não é? Já se passaram vários anos, e tu continua do mesmo modo. Só que dessa vez mostra cicatrizes e enfrenta os furacões com sorriso no rosto. Tu cresceu, guria, só isso.
Tu vai montando teu castelo de cartas com memórias tão frágeis, mas que te construíram do modo que tu é hoje. Tu fica relendo aquilo tudo e tenta entender o que dava na tua cabeça de fazer aquelas coisas. Mas tu fez, e o melhor: não se arrepende. Por que se arrependimento matasse, tu seria imortal de qualquer forma. Aquilo o que te construiu não te envergonha, e pouco te importa o que pensam, não é? Tu nunca mudou nesse aspecto. As respostas estão cada vez mais curtas, e o sorriso cada vez mais apertado. Hoje em dia tu tem cara de vilã, mas coração de heroína. Pena que ninguém nunca tentou passar por essa tua casca grossa e foi cutucar o que realmente interessa dentro de ti. O amor que tu guardou pra quem merece ainda tá ai, intacto. E já fazem anos que ele está se acumulando.
E aquele nome? Aquele mesmo. Parece que ainda anda por aí, não é? São pessoas diferentes, mas aqueles que marcam, que voltam sempre que possível. Aqueles que tu nunca vai esquecer mesmo, ainda tá aí. Na tua vida. Na tua frente. E tu sempre fugindo dele. É só o normal. Eles nunca entenderam o quanto tu precisava deles, e uma hora a gente cansa. Tu cansou. Eu me cansaria. Ninguém é de ferro, guria. Não tenha vergonha do que já sentiu, nem mesmo daquilo que tu já chorou. Uma hora a gente cresce e acha tudo besteira mesmo. É normal.
Lembra o tanto de "para sempre" que durou apenas algumas horas? Tu lembra das risadas, manias, amizades que foi perdendo ao longo do caminho? Lembra o quanto tu gostava daquilo? Era uma vida que tu sempre achou que iria ser para sempre e perfeita. A perfeição te deixa na mão e o sempre solta tua mão na primeira curva. Tu que decide se corre atrás deles.
Aquela tua felicidade jamais foi tua de verdade. Tu sabia que aquelas (essas) lágrimas eram de crocodilo e aquele (esse) sorriso era de plástico. Tu sabia que o que é teu está por vir. Calma, guria. Tudo tem teu tempo, mesmo tu odiando isso. Aquele mesmo tempo que tirou de ti os mais "importantes", os mais "superficiais" e te trouxe aqueles que tu abraça hoje em dia e chama de amigo. Esse mesmo que tu odeia por ser tão lento e deixar tu desistir de tantas coisas. A culpa não é dele. Nem sua. Tu desiste das coisas por que sabe que elas não são possíveis. Tu sabe disso. É uma desistente, como já te mostraram que não têm problema em ser.
Mas é aquela coisa, guria. Tudo o que tu joga pela janela, cai na tua cabeça quando tu sai de casa. É tua opção chutar ou guardar no bolso. Eu sei que tu não vai ser idiota até esse ponto. Às vezes, sempre, tu é. Mas acho tu mudou demais. Eu quase não te reconheço mais. Não é mais aquela guria que fica apagada, comportada, sentadinha nos lugares. Tu cresceu. Ainda não é mulher, mas não é mais menina. Gosta que te chamem de guria, por sabe que guria vai sempre ser esse meio-a-meio. Tu não quer passar disso com os outros.
Continua fazendo essa tua gangorra de sentimentos e época. Hoje tu está no mesmo dia em que eu, mas depois volta até os dias em que queria ter abraçado aquele cara. Depois falta dois anos e pára lá. Quase nunca te vejo do meu lado, e tenho que ficar te escrevendo, para ver se ainda acredita que é capaz. Para ver se ainda acredita em mim.
Acredita em ti, guria. Tu vai longe, assim espero. Guarda no bolso tudo aquilo que faz você sentir dor, e transforma em alegria. Pega tudo aquilo o que te lembra o passado, e transforma em futuro. Tu já tentou fazer isso, mas não da maneira correta. Só acredita que tu consegue. Sem coisas impossíveis. Teus pés e joelhos ainda não são de ferro. E de qualquer forma, ferro uma hora enferruja.
Só olha para trás e lembra que eu tô aqui te assistindo crescer.

4 de março de 2012

6h53

Postado por V, às 13:03 0 comentários

quantas vezes esperei até a música acabar, pra perceber o que eu acabei de cantar? sei que existia algo ali, eu tinha tanto pra falar, mas você não me deu ouvidos. e eu ia te dizer, que eu não vou mais correr atrás do que eu sei que eu já perdi. e antes de dizer: tarde demais, eu quero te dizer: não volto mais aqui.
quantas esperei até o dia começar? quantas vezes acordei sozinho no mesmo lugar? quantas vezes eu achei que alguma coisa ia mudar, e eu fiquei sem nada? e eu ia te dizer. e eu não vou mais correr atrás do que eu sei que já perdi. e antes de dizer: tarde demais, eu quero te dizer: não volto mais aqui. eu não volto mais aqui.
eu já tentei, eu já quis desistir, mas quando chega a noite eu não posso dormir. pois quando fecho os olhos, nenhuma luz se apaga. eu já tentei, eu cansei de gritar, eu já fiz mais do que eu consigo aguentar. eu já fiz mais do que eu pude aguentar. e eu não vou mais correr atrás do que eu sei que já perdi. e antes de dizer: tarde demais, eu quero te dizer que eu não volto mais aqui. e eu não vou mais...
já rezei pra tudo melhorar, eu já pedi pra deus pra ele me salvar, mas quando abro os olhos, não acredito em nada. eu já morri, eu já quis te matar. já vi o que ninguém consegue suportar. não há nada para acreditar!
Fresno - Não Vou Mais

tu acorda todos os dias e se pergunta o porquê. tu fica ali sentada na cama enquanto a vida corre lá fora. tu olha o relógio e ele parece zombar de você dizendo o tanto de tempo que tu andou perdendo. e parece que é sempre o mesmo horário. aquela sensação de que tudo está parado e que tu não consegue mais avançar os acontecimentos. tu não acha forças para continuar, nem mesmo para desistir. tu fica ali esperando que alguém venha pegar na tua mão e te levar até o final do caminho. nem pensar mais tu consegue, pois sabe que só vai te fazer mal.
e nem foi por que tu não tentou. tu cansou de fazer isso, mas ficar tentando ressuscitar aquilo que não mais vive é perda de tempo e de força. tu sabe que não pode mais tentar, tu sabe que nada mais vai sair dali. nenhum outro fruto. as pessoas não entendem, mas quem faz sabe quando aquilo não vai surtir efeito. acham que é perda de oportunidade quando tu desiste daquilo que andou tentando. mas ninguém nunca sentou do teu lado e deixou tu chorar no colo delas quando todas as suas tentativas de sucesso mais parecem tentativas de suicídio. as pessoas não entendem que as coisas feitas sem retorno são piores do que facas diretas no coração. elas nunca vão entender o que há por trás daquele sorriso maldoso que é dado quando perguntar sobre "aquilo que tu estava tão perto de conseguir". eles nunca tentaram conseguir o impossível. tu já. e não conseguiu.
pelo menos é isso o que acontece comigo. hoje eu acordo todos os dias no mesmo horário e me pergunto como seria se os outros estivessem certos. seria bom? é isso mesmo o que eu quero? eu estava tentando algo que realmente me faria bem? eu não sei. eu acho que nunca vou querer saber. e só não quero mais tentar dar morros em pontas de facas. minhas mãos estão cansadas de se segurarem em arames farpados. meus tornozelos estão cansados de carregarem correntes.
6h53 agora. eu não sei se acabei de deitar, ou se acabei de acordar. só sei que eu não quero mais isso tudo o que colocaram em minha cabeça. 6h53 e eu só quero uma resposta. uma certeza. 6h53 e eu só quero uma saída. 6h53 e eu queria saber o porquê disso. 6h53 e eu queria saber o porquê de você.
6h53 e eu só queria desistir. fechar os olhos e dormir.

3 de março de 2012

i'm going back down the end.

Postado por V, às 23:44 0 comentários
assisti um filme que começava pelos crédito. sim, os créditos finais eram a primeira "cena" da coisa. até eu entender todo o filme demorou décadas, até agora acho que não entendi o começo-final dele, mas ao longo eu fui reparando que existem tantas coisas que a gente começa pelo fim, que quando chegamos no começo, já perdemos totalmente o interesse, a ação e suspense da história. mas eu sempre faço isso. eu começo pela parte interessante e depois vou construindo o meio e o início. não só no que escrevo, mas no que vivo. eu prefiro ter a certeza que de vai o final vai ser bom, que esqueço de ir tentando fazer o começo e o meio ficarem bons. eu nunca me dei bem com finais surpresas e nunca soube construir bons inícios. eu simplesmente nunca me dei bem com as coisas.
e é irônico eu nunca pensar em seguir para o norte. para a continuação do caminho, sabe? eu sempre penso em ir direto para o sul. dar meia volta e fazer todo o caminho de novo. voltar até onde eu comecei, e ir além daquilo que eu nunca prestei atenção que eu fiz. eu fico olhando para o sul, onde o sol apenas reflete, mas nunca aparece. eu fico tentando voltar nos dias em que perdi as oportunidades, fico tentando refazer meus erros. fico tentando arrumar o final de cada dia, só pra ver se o começo do outro melhora. mas eu só  faço isso depois que o dia seguinte já chegou e já acabou. eu fico revirando páginas escritas a caneta que eu não posso mais rasgar nem apagar. e eu sei disso. e mesmo assim fico tentando.
eu volto do presente até o passado. eu avanço até o final, e só depois do fim eu reparo nas coisas que deveriam ter acontecido e terem sido entendidas no início. eu parto do meio da história até o final que eu tanto queria, mesmo sabendo que ele nunca vai ser assim. eu desisto quando percebo que as coisas estão incompletas.
eu me encontro voltando até o fim das coisas de novo. eu me vejo indo ao encontro de finais que eu gostaria de poder mudar. eu me vejo indo até as noites em que eu poderia ter aproveitado mais. eu me vejo indo até pessoas que eu poderia ter tentado mais uma vez. eu me vejo fazendo aquelas coisas que eu nunca tive coragem de fazer por medo do que iria acontecer. eu me vejo perdendo o medo, eu me vejo deixando a vontade vencer o orgulho. eu me vejo sendo uma pessoa diferente. alguém que eu nunca vou conseguir ser de verdade.
eu dia talvez eu comece pelo início. até lá eu vou tecendo milhares de finais, milhares de meios, e junte todos de uma forma apropriada. talvez um dia eu pare de desistir de tudo. talvez.

2 de março de 2012

ai, foda-se.

Postado por V, às 21:10 0 comentários
"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço!" ▬ O Pequeno Príncipe

conseguem entender? é loucura. quase tudo o que a gente anda fazendo é loucura. a gente, pessoas em geral. por que a gente sempre desiste no primeiro tombo. e é idiotice fazer isso. tu nunca vai saber o que tinha lá no final do túnel se não chegar até lá. e de nada vale o que os outros dizem que têm lá, cada pessoa tem um túnel diferente. e mesmo que não haja luz lá no final, nada jamais vai impedir você de caminhar, cair e levantar no escuro. nada. e se tu tiver medo, tu enfrenta, eu sei por que já fiz isso várias vezes.
mas quem sou eu pra falar sobre enfrentar, não? eu morro de medo das coisas. eu morro de medo de pisar em falso e perceber que eu caí num buraco enorme, sendo que eu havia acabado de sair de outro.
 

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