24 de março de 2013

flaws

Postado por V, às 22:43 0 comentários
você até pensa em retornar à sociedade e ser uma pessoa normal, mas a vida te lembra que você não está qualificada para tal ato.
prosseguimos, portanto, com o mesmo comportamento dos últimos meses. onde tudo irrita e dá vontade de esganar. só que com aquelas poucas três pessoas que estavam te aturando.
quem é que disse que eu preciso de companhia humana?
não preciso.

21 de março de 2013

have i ever?

Postado por V, às 19:38 0 comentários
eu sei, eu tô realmente sabendo que eu deveria pegar mais leve com todo o estresse, em aceitar essa condição de viver com outros seres humanos, já que não se pode viver sozinha com os cachorros sem gente te ligando, mandando mensagem, e-mail, sinal de fumaça, pombo correio ou, quem sabe, simplesmente, achando que você é maniaco-depressiva. aí as pessoas descobrem seu grau de desequilíbrio, não é?
não que eu queira todas essas coisas, não que eu queira mesmo viver sozinha com os cachorros. é uma ideia um tanto agradável, mas, mesmo assim, precisaria conviver com pessoas. não há maneira de conseguir paz nesse mundo. não. há.
e cada vez mais são motivos banais, eu sei. são motivos que nem são motivos, mas deixam minha cabeça a ponto de explodir. não aguento mais ouvir conversar, nem participar delas. não gosto mais de barulho, qualquer. que. seja. não me apetece ficar vivendo de manhã. não me apetece gente com cara de cu só porque estou afim da solidão hoje. não me apetece participar. apenas não.
então eu tento apenas ler e ouvir uma música, ou nem isso.
mas ler ficou chato, porque existem pessoas nos livros. e os filmes existem pessoas também. e as músicas tem barulhos de pessoas.
acho que estou desenvolvendo uma fobia de pessoas, já que estou sempre e apenas reclamando delas.
eu me esforço. eu tento não sentir nojinho ou vontade de só sumir. mandar ir pra puta que pariu e sumir. eu tento participar, eu tento ser pessoinha amigável normal. e isso me irrita. simplesmente.
e, juro, se alguém vier e me dizer: você não me parece bem/feliz.
eu viro feels like khatchadourian, com aquele olhar e jogo o querido e épico: have i ever?
não, minha gente. eu nunca estive.

16 de março de 2013

infinite.

Postado por V, às 17:24 0 comentários
então.
eu ando num consumo maluco de livros. assim, realmente malucos. e, ainda bem, que concordam em pagar. acho um milagre, de verdade, ser dia 16 de março e eu já ter lido a quantidade que li. é quase uma vitória.
enfim.
eu adquiri "Wonder", do menino com o rosto... feio. um livro fofo, mas fez com que eu percebesse que tenho problemas com muitos personagens legais. assim, é estranho eu odiar pessoas que o principal ame, e simpatize com pessoas que já foram cruéis. mas é que eu penso que o auggie não mereça passar por tudo o que ele passa.
são livros como esse que fazem com que eu veja que as pessoas são mesmo idiotas. não que eu aja tão diferente delas. eu tenho um pequeno horror quanto à pessoas "fora do padrão". quer dizer, eu tenho um pequeno horror quanto à pessoas e ponto. mas, nesse caso, eu seria amiga do auggie. só por ninguém mais gostar dele. às vezes a gente deveria parar de olhar as pessoas e ouvi-las um pouco mais.
acho que o problema da sociedade é que ela vê demais, pensa e ouve de menos.
terminei "Wonder" hoje. anotei no papel de livros-lidos-na-vida-desde-2010 e peguei o lindo e verde The Perks of Being a Wallflower.
(pausa para: sou apaixonada pela história. por causa do patrick. do filme. e a capa é a coisa mais linda que existe nesse mundo todo.)
despretensiosamente, li 60 páginas. o livro não me deixa em paz. e é a coisa que mais me fez sorrir na vida. algo em media a... dois sorrisos a cada 4 páginas. o charlie é tão ingênuo. a sam... é a sam. patrick is nothing, and a fag. he's so sweet and i would love to meet him.
acho que the perks é o tipo de livro que faz você querer viver. assim, mesmo que o viver seja dentro do seu quarto com livros e música. há algo de errado em evitar o mundo lá fora? o charlie nunca viu problema nisso. e eu queria poder ouvir "heroes" ou "asleep" e felt infinite.
talvez eu procure uma edição em inglês, só para poder entender o que é ser abraçada por esse livro na língua original. ser abraçada por ele em português não é o suficiente.
irei negligenciá-lo. ou, talvez, rele-lo assim que terminá-lo. quero que as pessoas vejam que estou o lendo e perguntem sobre ele. eu o indicarei, mas direi que é um livro que deve ser comprado. cada um deve ter seu próprio pedaço dessa história com eles. não ficar pegando o pedaço dos outros. é aquele livro que é obrigatório sentir ciúme. como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
e talvez seja.
sim. foram, mesmo, SÓ 60 páginas.
e, juntando tudo, esses dois livros, por serem mais "reais", trazem uma sensação boa, de leveza, sabe? e aí a gente acorda e lê eles, o mundo fica até mais fácil de encarar. o triste, só, é que, às vezes, as pessoas não acompanham essa leveza. é estranho o modo como as pessoas decidem ter um dia ruim quando você está inabalável.
e, por fim, comprei, também, "El Príncipe de la Niebla".
(sim, eu tenho problema quando a pronunciar títulos traduzidos. acho que eles são sempre melhores quando ditos no original.)
pequeno e de uma capa extremamente linda. me parece uma estória curta, da qual nada sei. só sei que existe um Roland no meu disso. o que me lembra que devo voltar à procura d'a torre.

7 de março de 2013

e vivi a cada segundo como se não fosse eu.

Postado por V, às 20:37 0 comentários
(certo. eu sei que a letra é "vivo", mas saiu assim. deixei)

tá tudo numa vibe tristinha, não é? pelo menos eu acho que as coisas estão mais calmas e tristinhas.
e agora bate uma nostalgia, também.
dá até uma vontade de escrever algo mais profundo e significativo, mas é sempre nessas horas que nada vem, não é? então deixa pra próxima.

por enquanto.




um beijo, 2009.

4 de março de 2013

então você chega à conclusão de que:

Postado por V, às 15:43 0 comentários
how to train your dragon é a coisa mais levanta-ânimo do mundo.
ele te mostra que ser gordo e não pensar muito não tem problema. você pode ser um chefe cujo nome faz tremer.
(mas, também, mostra que pessoas INTELIGENTES podem fazer melhor do que você gordo, né, Hiccup.)
ou, que. você pode ser preguiçoso, egoísta, egocêntrico e pequeno, mas não têm problema. você pode fazer da vida de todos os seus amigos e familiares um inferno, mas, também, pode salvar o dia.
(e se apaixonar de vez em quando... digo, ter uma quedinha)
MAS. o mundo viking nunca é tão fácil.
além de se viver numa ilha onde durante 9 meses neva e nos outros 3 cai granizo, e todas as coisas que são plantadas naquele lugar são duras e sem gosto, assim como as pessoas, podem existir coisas mais difíceis, como vencer uma competição de nado viking num mar congelante ou vencer dragões mortais do tamanho de montanhas.
e, como toda pessoa de qualquer época/lugar, você tem dilemas. quem é que nunca se viu numa situação onde tudo o que pensava era: como lidar?
(COMO LIDAR, Hiccup?)
e, também, você aprende que muitas coisas, para as pessoas com imaginação fértil, não são im-possíveis, mas sim, im-prováveis.
(sim, eu estou há meses apaixonada por how to train your dragon, e preciso de uma pelúcia do Toothless. do filme. o do livro é chato demais. e o do filme sorri ♥)

1 de março de 2013

a mesma moeda.

Postado por V, às 14:30 0 comentários
eu acho incrível essa minha habilidade de dar o troco na mesma moeda sem nem mesmo perceber o que estou fazendo. acontece naturalmente.
e, também, acho incrível como é que as pessoas ficam sentida com essa habilidade. eu simplesmente me pergunto se elas tem memória fraca ou fazem as merdas e, como eu, não percebem. mas é assim que eu sempre funcionei, mesmo que nem eu mesma saiba disso.
enfim.
fico com certo pesinhos na consciência, mas não consigo mudar meus hábitos, não quando eles já foram mudados tantas vezes, acho que esse é mesmo o estágio final. e se for pensar, eu não faço nada grave e nem errado. só trato as pessoas do mesmo modo como elas me tratam, entendem? acho que se todos fossem mais assim, seria muito mais fácil reconhecer e entender as pessoas. mas tem taaaaaaaaaanta gente que prefere uma máscara ou uma personalidade com cada pessoa que conhece. não admito nem consigo. evito se puder.
e, veremos, não? eu só fico aqui rindo quando lembro que a situação era a contraria. mas, quem sabe. talvez piore, como tudo seeeeeeempre dá um jeito de fazer.
 

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