14 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 19:30 0 comentários
Eu só me lembro de pensar em você e sentir vontade de chorar. De tudo o que eu passei todo esse tempo, você, o que eu sentia por você, o que eu quero que aconteça entre mim e você, foi o que lotou minha mente naquele pequeno segundo e eu percebi que era tolice minha achar que aquele pequeno pensamento fosse fazer você enxergar alguma coisa… Mesmo de longe. Mas talvez faça, se ele se repetir mais e mais vezes.
Mas foi isso, foi você que eu pedi, foi você em que eu pensei, foi com você que eu sonhei, foi para você que eu escrevi. Tolice ou não, é o que eu sinto e é o que eu quero. Não me importa o que vejam, o que pensem, é isso,é você e fim. E fim não, e começo. Isso, presumo eu, nunca vai chegar a ter um fim. Talvez tenha, mas somente daqui muito, muito, muito tempo.

10 de fevereiro de 2012

03x14 - Dangerous Liaisons

Postado por V, às 20:45 0 comentários
Hoje eu entendi que algumas coisas que nós pensamos nem sempre são o que realmente são. Aquilo que todo mundo vê nem sempre é o que acontece. Acho que as pessoas acham demais, e nunca tem certeza de nada. Essa semana toda me provou isso. O problema só é que eu acho que algo é isso, e não tenho vontade de descobrir se é o contrário. Eu fico bem no status quo. E várias outras pessoas ficam bem no status quo. E reclamam. Reclamam e não agem. É uma contante inércia, e todos acham que está ok. Não está ok. Nunca vai estar.
Só agora, um pouco tarde, eu vejo que as coisas mais sinceras são ditas sem pensar. Aquilo que a gente diz e não percebe que disse. Eu não consigo ter isso, ou talvez consiga, mas só com coisas pequenas. As importantes eu ainda engulo. Não sei até quando, talvez até o dia em que eu explodir, ou até o dia que eu parar de sentir. Se é que eu realmente sinto. A gente nunca sabe essas coisas também.
E a gente sempre sente as coisas certas, pelas pessoas erradas nas piores horas. Existem tantas pessoas esperando alguma fagulha, e conseguimos encontrar qualquer pessoa que não queira, nem mereça, e damos tudo para ela. Só que a gente nunca lembra de cortar o mal pela raiz quando ainda podemos. Eu nunca lembro, pelo menos.
E chega alguém e fala tudo isso na nossa cara: "você só atrapalha as coisas". "você está sendo só um peso". "o que você sente não é certo". E a gente percebe que se fez tudo aquilo por que ama a pessoa, e se ela mesma disse que o que sentimos é errado, tudo bem. Voltemos ao status quo. Voltemos ao cubo de gelo. Voltemos a tudo aquilo o que eramos quando não sentíamos. Voltemos ao começo. Com outra pessoa, talvez. Sozinhos é melhor? Com outras pessoas e sozinhos é melhor.
Mas o passado nunca passa. Nunca deixa de cutucar sempre que pode. E você se vê compartilhando ele com qualquer pessoa. Na mesa de um bar, no sofá da sua casa, sentando na carteira ao lado da sua na sala de aula. Você espera que a pessoa entenda todo o seu dilema, todo o seu problema e ainda acha ruim quando ela faz suposições totalmente contrárias. Você se vê sozinho de novo, ou talvez nem tanto. E se a pessoa te importa em algo, você não vai deixar ela escapar. Não se pode deixar escapar qualquer oportunidade.
E mesmo se o amor quiser que você volte para aquele alguém que você sabe que mais amou, seu orgulho, ou consciência, talvez, tem concretamente construído que você não pode. Não é certo voltar para aquilo depois de tudo o que conseguiu ignorar. É uma coisa engraçada, dói mais você virar as costas, do que reviver tudo aquilo. Mas se conseguiu se libertar pelo menos por um décimo, por que não tentar o segundo? Qual a graça em se entregar para o mais simples?
E mesmo que o amor certeiro for o mais fácil, por que não largar tudo e ainda procurar por algo mais? No final, sempre tem um casal inesperado para chocar todas as pessoas. Qualquer dia possa ser eu. Qualquer dia, não hoje. Nem amanhã. Nem tão cedo assim. Antes eu preciso voltar ao gelo, e sair dele de novo. Sozinha.

"I'll fix myself and go back to you. I love you."
"Thank you for your honesty."
"▬ I'm sorry for trying to keep you alive. Clearly Stefan doesn't give a creap anymore.
 ▬ Are you mad at me for includind Stefan?
 ▬ No, I'm mad at you because I love you.
 ▬ Maybe that's the problem. No... That's not...
 ▬ No, I got it, Elena. I care too much. I'm a liability. How ironic is that?"
"Look, I'm grateful for what you're doing. But I miss you. And I really wish you were here."
"▬ Anyway... Good night.
 ▬ Stefan... Did you really not feel anything?
 ▬ When?
 ▬ How do you do that? Act like you don't care, like you don't feel anything? 'Cause I can't do that. I feel. I feel everything.
 ▬ Elena, stop.
 ▬ I'm not going to stop, Stefan. Because I don't belive that you feel nothing.
 ▬ What? You think I want to be this person? I hurt you, Elena. I bit you. I hate myself for that I did to you.
 ▬ Then show it. Do something. Stefan, anything is better than trying to convince me you don't care.
 ▬ I can't... If I let myself care, all I feel is pain."

9 de fevereiro de 2012

09-02

Postado por V, às 21:48 0 comentários
hoje eu descobri como a vida pode ser meio estranha. sabe quando tu pensa que consegue guardar um segredo e quase todo mundo sabe dele, sendo que tu nunca contou ele pra ninguém? ou quase isso. mas nunca disse o real segredo pra alguém, apenas frases soltas que se a pessoa souber entender consegue decifrar. o que eu não esperava era que pessoas que eu conheço conseguissem realmente decifrar.
e
deixando segredos de lado, acho que algumas pessoas precisam entender que existem poucas oportunidades na vida, e que se tu não aproveita, ela pode demorar aparecer de novo, ou nunca mais aparecer mesmo. ficam esperando que as coisas caiam do céu, como se fosse normal isso. do céu só cai chuva, meu povo. e ainda tem gente esperando que caia amor também. não entendo, mas gostaria. acho que mesmo quando eu tento ser uma pessoa melhor, continuo sendo ruim. ou pior. e só vai piorando. eu não sei como essas coisas só acontecem comigo. eu nunca sei de que lado ficar. nunca sei que lado é o certo, e acho que nunca vou querer saber, também.
e se as coisas fossem mais fáceis? e se eu realmente soubesse que as coisas podem ser feitas? e se todas as perguntas tivessem respostas imediata?
e cada hora o dia parece que fica pior. eis a questão real: por que as pessoas acordam nesses dias? deveria ser proibido viver em dias que os acontecimentos vão ser todos tão ruins. não deveria existir vida. pular, assim, do dia 8 pro dia 10, sem nem sentir falta do dia 9. acho mais válido. deveria ser decretada uma lei dessas.
agora só resta esperar para ver o que acontece no dia após o terror. talvez nada. talvez nada. assim espero.

8 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 22:19 0 comentários
e eu continuo escrevendo pra mesma pessoa que não vale a pena. e eu continuo sendo fechada e guardada para alguém que eu não deveria. e eu continuo deixando escapar pessoas melhores. e eu continuo com as mesmas dúvidas de sempre. e eu continuo aqui, com a mesma trilha, esperando que algum milagre aconteça. e eu continuo com insônia, com saudade, com vontade. com tudo. menos com quem eu queria. só eu de sempre. só o de sempre...

7 de fevereiro de 2012

Acordem.

Postado por V, às 14:49 0 comentários
Tem gente que quando levanta da cama, levanta de olho fechado e ainda reclamada que deu carada na parede. Não entendem que algumas coisas nós precisamos realmente ver, entender e não somente tirar conclusões. Mas as pessoas nunca enxergam além do umbigo. Não que eu o faça o tempo todo, mas sei quando devo ficar quieta no meu lugar e que se a pessoa reclama, é por que têm motivo. Não só para se aparecer como a maioria das gurias que eu vejo por aí.
E mesmo enquanto todos já sabem que as pessoas não são as melhores, não são agradáveis, as pessoas acham que estão fazendo o certo. Acho que pensam que tudo significa: ser popular, amar todo mundo, ter pessoas aos pés delas, casar e acham que a vida vai ser perfeita. Acham que é tudo só elas e delas. Sempre querem que seja como elas querem que sejam.Não aceitam não. Sempre fazem pirracinhas. sempre tão mimadinhas.
Eu só queria. Só queria que por pelo menos um dia essas pessoas pudessem provar um pouco do que é crescer. Se pudessem ver pelo menos um pouquinho de que você não pode levantar enquanto têm gente puxando teus pés pra tu ficar deitada no chão junto com eles.
Já li em algum lugar: Alguns amigos só servem pra te afundar.
Acho que meus pulmões ficaram com medo de nunca mais respirar, e eu me soltei de todas essas correntes que me mantinham tão no fundo que a pressão já começava a incomodar. Não sei quando foi que eu realmente abri os olhos, mas fico feliz por ter sido tão rápido.
E quem sabe, quando essas pessoas acordarem, eu não seja a pessoa que diga "bom dia, você demorou mais do que deveria". Talvez eu faça pior.

4 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 15:57 0 comentários
Daqui a pouco a noite chega, e a única companhia que eu tenho é a saudade. Aquela vontade maldosa de querer ver o que não posso, aquele sentimento de falta daquilo que ainda não posso ter. Daqui a pouco minha cama me chama, e nela encontro apenas espaço, onde deveria estar você deitado. Daqui a pouco o frio chega e no lugar dos teus braços terei de usar roupas mais quentes. Depois chega o cansaço e ao invés de deitar minha cabeça no teu ombro, vou deitá-la no travesseiro.
Então, meu amor, você sente minha falta daí onde você está? Se você ainda tem dúvidas sobre mim, eu nunca esqueço você em nenhum segundo do dia. Pra mim, eu e você somos uma coisa só. Nunca deixou de ser, se você quiser saber. As coisas continuam no mesmo lugar que você deixou, o sentimento, a vontade, a saudade e até mesmo o sonho.
Mas enfim mudamos em um ponto, agora não sou uma parte sozinha de dois. Não existe mais espaço para ser preenchido, nem mesmo preenchimento sobrando. Estamos na medida certa, você não acha? Mudamos tanto em tanto tempo. Agora sim acredito naquela história de que se você soltar aquilo que você ama e deixar ele voar, se for mesmo seu, ele volta. Você voltou. Você e minha felicidade voltaram.

1 de fevereiro de 2012

Vida troller define.

Postado por V, às 21:51 0 comentários
Assim. Depois do texto meloso, fizeram a linda questão de julgar a minha decisão de não querer mudar de escola feat. período. Nada contra escola de rycos, mas é que estudar à tarde é tiração. Mas tudo bem. Hoje enfrentei o tão temido 1º K. Temido... Tipo quando dizem que O Iluminado dá medo. Não sei se é por que minha imaginação pra terror tá uma porcaria, mas pelo livro é fraco. Mas é o King, do mesmo jeito que é o 1º K, então sempre podemos esperar surpresas.
Logo na primeira aula foi sociologia. Professor chato, tocando o terror na coisa toda. Depois disso foi fiolosofia feat. inspetora falando que somos uns capetas. Primeiro dia, segunda aula. Levando xingo. A tia entrou na sala pelo menos 10 vezes. Professor de física usa microfone pra falar. Aí ela foi explicar sobre inércia. Não entendi nada além do que eu já sabia. O que não é muito. Tudo isso comigo numa louca vontade de trocar sms com o ser, lembrando do texto meloso e do meu ódio por toda a situação em que estou. Resolvo então ler Discrepância. Olha a burrice da pessoa. Por que não é preciso ser nenhum gênio para saber de: Eu + Carência + Aula + Sms + Discrepância + Esteban = merda na certa.
Tô até achando estranho que nenhuma merda tenha ocorrido. TALVEZ meu juízo estava voltando a ser bom. Tenho dúvidas. Não dá pra confiar ainda. Não vai dar pra confiar nunca.
Então fiquei eu refletindo sobre meus atos sentimentais, enquanto lia "e essa foi minha ultima noite de sono...", com toda a ironia e ambiguidade da vida. Irônico foi que no dia em que eu copiei esse texto, sonhei com o ser. Mais ou menos o texto fala sobre "sonho bom, e com um bom motivo para sonhar com você". Coisas bonitas assim. Fiquei lá lendo essas coisas desejando que o celular vibrasse, mas quando vibrou era a guria sentada do meu lado. Falar pra quê, né? Sms "de graça" existe hoje em dia.
Tá, deixa tudo isso de lado, vamos fingir que eu nunca escrevi sobre o texto melosinho, sobre Discrepância, Esteban e pessoa aqui.
Chego em casa, depois de ser brutalmente empurrada para fora da escola, almoço e me preparo para arrumar a casa. O acordo era esse. MAS, como todos nessa casa tem a linda dificuldade de cumprir acordo, viraram e falaram: vamos para a praia. EM PLENA. QUARTA FEIRA. LOGO NA VOLTA DAS AULAS. Ser normal quem precisa.
Aí fui eu, legal com meus dois fones de ouvido (um para o carro e outro para a praia) e meu livro. Sim, eu vou na praia para... Ler. E ouvir música. Nada que eu não faça em casa. Mas fui. Demoramos mais para chegar do que ficamos lá. Típico. Ah, odeio praia também. Já dá pra notar.
Certo, eu já tentei escrever sobre algo não sem sentido hoje, mas não deu. Texto meloso ainda ronda minha mente e pessoa também. Acho que vou precisar de alguns dias até me desintoxicar do ser de vez. Que qualquer força desse universo do avesso de ajude nisso.
 

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