prfv, leia aqui e entenda o contexto da mosca. mas o relato de hoje é mais literal.
eu estava no meu quarto arrumando minha cama quando ouço o barulho de uma mosca batendo na minha janela. eu olhei para a janela e vi que tinha uma fresta considerável entre a parte direita e a esquerda, e que a mosca poderia muito bem sair por ali. continuei.
a mosca continuou batendo no vidro.
eu parei o que estava fazendo e abri a janela. a mosca sumiu. eu presumi que ela tinha saído e fui até o quarto da minha irmã ver se tinha alguma coisa pra arrumar por lá.
voltei ao meu quarto.
a mosca ainda estava batendo na janela.
mas raios que eu tinha aberto a janela minutos antes, e ela ainda estava lá.
nesse momento eu parei e refleti sobre o que eu tinha escrito sobre pessoas-moscas. eu tenho esses momentos reflexivos sempre que uma mosca fica batendo na minha janela. literalmente ou não. eu fiquei olhando a mosca tentando atravessar o vidro e depois imaginei: e se tiver alguma mosca batendo no meu eu-vidro agora e eu ainda não percebi?
eu tenho essa mania de assimilar toda e qualquer coisa banal à minha vida. tudo pra mim é metáfora de acontecimentos que estão acontecendo e eu não percebi. e a mosca continuava lá, tentando atravessar.
engraçado foi que eu abri a mesma parte da qual eu podia ter jurado que percebi a mosca saindo. ela continuou batendo no outro vidro. moscas são insistentes, e, ou você abre o lado em que elas estão batendo, ou elas continuam tentando. meio humano isso, não? tentar o que você sabe que não vai conseguir. abri os dois lados. afinal, não é nada justo aprisionar o que quer voar. mesmo que a sua casa seja grande. mesmo que você seja grande e possa abrigar esse ser rebelde. por mais que você tenha motivos para fazer com que ele fique ao seu lado, e não do outro. ele é livre, assim como você.
27 de abril de 2012
25 de abril de 2012
me, my brain and i.
e cês não acham que é a total realidade? não existe meio termo. ou quero demais, ou não quero. nada disso de chance, ou de "vamos ver no que dá, né". sei lá. deveria mudar isso. obsessão e desinteresse demais nem é uma coisa muito boa.
24 de abril de 2012
michel teló e eu.
calma, calma, minha gente.
é só que minha mãe deu que gosta mesmo de michel teló e comprou o CD "michel na balada". ou dois. ou três. não sei. só sei que em todo tocador de CD dessa casa, tem um CD desses. e sabe, nada contra o michel teló, depois de umas eras ouvindo isso, acostuma. então tudo bem, certo? quase.
eis que toda vez que eu entro no carro, ou desço do meu quarto, que minha mãe decide ouvir esse CD, toca a mesma música. e quem dera fosse "ai, se eu te pego", até agradecia. mas não. é um raio de uma música que possui os seguintes versos:
se você não quer mais me ver
é muita coincidência todo dia a gente se encontrar
você me segue e eu te sigo
assume de uma vez que nós nunca deixamos de gostar...
e oi, podia ser menos... casada com o momento? eu fiquei pensando, e decorando, e refletindo sobre esse refrão desde a quinta-feira. e se não fosse mais descritiva do que é, acho que eu nem me importaria. mas é. sei lá. todo o momento. e toda vez eu fico pensando nisso.
não importa se eu tô tendo a ideia que pode mudar a minha vida. que pode salvar o planeta, montando um plano diabólico pra dominar a galáxia. ou simplesmente entendendo uma equação matemática... se essa música começa a tocar (o que sempre acontece), eu lembro das coisas e fico encaixando os fatos em todos os versos. e pensem: se eu faço isso com MICHEL TELÓ, qual é a chance de eu... sei lá, encaixar a vida em toda e qualquer música que eu ouça? assim, todas. vou lembrar de uma pessoa, de um caso, de um conto, um livro... e vou começar a encaixar tudo. e nada disso é bom. depois eu fico no inspired da vida, e só faço merda. só vou relatar as merdas aqui. mas é aquilo que a gente não consegue evitar.
é só que minha mãe deu que gosta mesmo de michel teló e comprou o CD "michel na balada". ou dois. ou três. não sei. só sei que em todo tocador de CD dessa casa, tem um CD desses. e sabe, nada contra o michel teló, depois de umas eras ouvindo isso, acostuma. então tudo bem, certo? quase.
eis que toda vez que eu entro no carro, ou desço do meu quarto, que minha mãe decide ouvir esse CD, toca a mesma música. e quem dera fosse "ai, se eu te pego", até agradecia. mas não. é um raio de uma música que possui os seguintes versos:
se você não quer mais me ver
é muita coincidência todo dia a gente se encontrar
você me segue e eu te sigo
assume de uma vez que nós nunca deixamos de gostar...
e oi, podia ser menos... casada com o momento? eu fiquei pensando, e decorando, e refletindo sobre esse refrão desde a quinta-feira. e se não fosse mais descritiva do que é, acho que eu nem me importaria. mas é. sei lá. todo o momento. e toda vez eu fico pensando nisso.
não importa se eu tô tendo a ideia que pode mudar a minha vida. que pode salvar o planeta, montando um plano diabólico pra dominar a galáxia. ou simplesmente entendendo uma equação matemática... se essa música começa a tocar (o que sempre acontece), eu lembro das coisas e fico encaixando os fatos em todos os versos. e pensem: se eu faço isso com MICHEL TELÓ, qual é a chance de eu... sei lá, encaixar a vida em toda e qualquer música que eu ouça? assim, todas. vou lembrar de uma pessoa, de um caso, de um conto, um livro... e vou começar a encaixar tudo. e nada disso é bom. depois eu fico no inspired da vida, e só faço merda. só vou relatar as merdas aqui. mas é aquilo que a gente não consegue evitar.
23 de abril de 2012
Please, do not fall in love with the guy with a book.
E já perceberam os lugares onde a gente espera achar a pessoa certa? Acho total válido esse aviso na porta do metrô. Já pararam pra contar quantas vezes a gente já não se imaginou conhecendo a outra metade num trem, num metrô? Na salinha de espera do dentista. No horti-fruti ali do mercado da esquina. Sentado no banquinho da praça no centro da cidade. Ou simplesmente esbarrando por aí na rua.
Acho que deveriam haver mais "avisos" como esse da porta, só que em todos os lugares. Ao invés de ser limite de velocidade, ou mostrando que ali não se pode estacionar, deveria estar que é proibido se apaixonar naquele local. As multas deveriam ser altas. Talvez assim, finalmente, parássemos de procurar tanto essas coisas naturais em qualquer canto que existe pela cidade.
Claro que seria ótimo você simplesmente conhecer alguém viável literalmente esbarrando na rua. Tipo aquelas cenas de filme de sessão da tarde. É, seria. Se não fosse tão ficção e durasse mais tempo do que costuma durar.
Acho que, algum dia, depois de sair com uma camiseta de "free hugs", eu saia com cartazes de "don't fall in love here". Curto, assim, quebrar fantasias alheias. De verdade. Já que os outros não medem esforços para quebrar as minhas.
mas então, dia 23.
e tudo vem sendo fácil. apesar dos pensamentos, das lembranças, está sendo fácil. a gente sobrevive quando já vivenciou coisas piores, não? acho que logo volto ao meu ritmo normal, rotina normal. tudo voltará a ser normal, visto dos meus olhos. aos olhos dos outros... acho que nada nunca saiu do lugar, certo?
e assim a gente vai seguindo. a vida continua. tudo continua. "o mundo não pára pra que você ajunte os seus pedaços". mas que pedaços, não? acho que nunca me despedacei por aí. não tão gravemente.
e, sei lá. não tenho o que escrever ainda. só acho que não deveria deixar um grande intervalo entre os acontecimentos. não que a vida esteja tão agitada assim. é que eu preferi não me mostrar por aí. não tão frágil, por enquanto. quem sabe amanhã. ou semana que vem. ou daqui a pouco, mesmo.
e assim a gente vai seguindo. a vida continua. tudo continua. "o mundo não pára pra que você ajunte os seus pedaços". mas que pedaços, não? acho que nunca me despedacei por aí. não tão gravemente.
e, sei lá. não tenho o que escrever ainda. só acho que não deveria deixar um grande intervalo entre os acontecimentos. não que a vida esteja tão agitada assim. é que eu preferi não me mostrar por aí. não tão frágil, por enquanto. quem sabe amanhã. ou semana que vem. ou daqui a pouco, mesmo.
19 de abril de 2012
a little unwell.
but i'm not crazy, i'm just a little unwell. i know right now you can't tell. but stay awhile and maybe then you'll see, a different side of me. i'm not crazy, i'm just a little impaired. i know right now you don't care, but soon enough you're gonna think of me and how I used to be... me
unwell - matchbox twentye daí que as coisas melhoraram pra mim. sei lá, eu tava realmente numa montanha russa emocional, na qual eu chorava ao mesmo tempo que ria. eu mesma não entendia o que estava fazendo e acontecendo, só sei que sentia que logo tudo ficaria bem, por que eu dei uma de sentir tudo e qualquer coisa. então eu esperei. esperei pra ver o que o tempo me dizia, pra ver o que o tempo fazia. e de qualquer forma, amenizou. parou com todo esse exagero de gestos e pensamentos. e quase sentimentos. amenizou, simplesmente. até sumir de verdade vai algum tempo. se bem que as coisas talvez caminhem para outro lado. talvez eu simplesmente não saiba. vai que a vida decide que eu mereço algo bom dessa vez. talvez, né, eu finalmente tenha aprendido a encarar a realidade. a verdade.
e anda tudo equilibrado, eu acho. tudo voltou ao normal agora. tudo mesmo. a mesma dose de ciúmes, a mesma dose de vontade, a mesma dose de distância saudável. uma hora tudo isso passa a ser só rotina. a mesma coisa de abrir os olhos, levantar, e simplesmente deixar tudo passar. a dor passar, a incerteza passar, o passado passar, a tristeza passar. e só parar quando achar a oportunidade e a felicidade. e o esquecimento. desse a gente nunca pode deixar passar despercebido. é quase que a coisa mais importante que podemos encontrar.
e aí que a vida vai seguindo. meio torta, meio reta. meio eu. um dia eu me acerto com ela.
16 de abril de 2012
Continua...
20:19 - respira
Agora é difícil. É difícil respirar quando toda brisa me traz o teu cheiro. A culpa é minha, eu sei. Eu que ficava procurando ele em todos os lugares, e agora sempre que o encontro me sinto mal. Não sei o que andou me dando esses tempos, eu não sei se sinto orgulho ou saudade. Devem ser os dois.
20:25 - doendo
Engraçado que eu já não sei mais o que anda doendo aqui. Pode ser só a falta. Pode ser só a ideia da falta. Pode ser só muscular mesmo. Só sei que dói e não para. Não alivia, não piora. Parou. Como você. Como eu. Como tudo.
20:42 - tempo
O tempo parece diferente agora. Não sei passa rápido ou devagar. Um pouco dos dois, não? Decora para eu poder te ver de novo, mas quando vejo o tempo passa tão rápido. É sempre tudo rápido, não? Poderia mudar isso. Deveria, na verdade. Eu nunca me dei bem com coisas rápidas. É difícil para mim assimilar o início e o fim de coisas passageiras e rápidas. Não sou mais uma transeunte por essas suas ruas. A não ser que você decida que eu sou. Como veio fazendo.
20:47 - "que seja doce"
Isso é frase para Setembro, sabia? Pequeno Setembro se faz tão presente todos os dias, e acho que ninguém percebe. Na verdade, eu tenho elementos dele em todos os meus dias. Para mim é como se todo dia fosse Setembro. Pequeno, assim.
20:53 - 1901 / 6h53
É tudo isso, certo? "drifting away" é o mesmo que "dormir e desistir", se for pensar. Mas depois de 56 anos, ou 56 semanas, ou 56 dias, ou 56 minutos, quem sabe, as coisas não serão esquecidas tão fácil. 1855 não se tornou 1901 em segundos. Quem dera eu não tivesse me transformado no que você conheceu em segundos. Um sorriso dura segundos, e só isso que precisou.
20:59 - no, i just wanna hold ya. give a little time to me, we'll burn this out. we'll play hide and seek to turn this aroung. all i want is the taste that you'r lips will allow. my my, my my... oh, give me love. my my, my my... oh give me love. give me love like never before.
Agora é difícil. É difícil respirar quando toda brisa me traz o teu cheiro. A culpa é minha, eu sei. Eu que ficava procurando ele em todos os lugares, e agora sempre que o encontro me sinto mal. Não sei o que andou me dando esses tempos, eu não sei se sinto orgulho ou saudade. Devem ser os dois.
20:25 - doendo
Engraçado que eu já não sei mais o que anda doendo aqui. Pode ser só a falta. Pode ser só a ideia da falta. Pode ser só muscular mesmo. Só sei que dói e não para. Não alivia, não piora. Parou. Como você. Como eu. Como tudo.
20:42 - tempo
O tempo parece diferente agora. Não sei passa rápido ou devagar. Um pouco dos dois, não? Decora para eu poder te ver de novo, mas quando vejo o tempo passa tão rápido. É sempre tudo rápido, não? Poderia mudar isso. Deveria, na verdade. Eu nunca me dei bem com coisas rápidas. É difícil para mim assimilar o início e o fim de coisas passageiras e rápidas. Não sou mais uma transeunte por essas suas ruas. A não ser que você decida que eu sou. Como veio fazendo.
20:47 - "que seja doce"
Isso é frase para Setembro, sabia? Pequeno Setembro se faz tão presente todos os dias, e acho que ninguém percebe. Na verdade, eu tenho elementos dele em todos os meus dias. Para mim é como se todo dia fosse Setembro. Pequeno, assim.
20:53 - 1901 / 6h53
É tudo isso, certo? "drifting away" é o mesmo que "dormir e desistir", se for pensar. Mas depois de 56 anos, ou 56 semanas, ou 56 dias, ou 56 minutos, quem sabe, as coisas não serão esquecidas tão fácil. 1855 não se tornou 1901 em segundos. Quem dera eu não tivesse me transformado no que você conheceu em segundos. Um sorriso dura segundos, e só isso que precisou.
20:59 - no, i just wanna hold ya. give a little time to me, we'll burn this out. we'll play hide and seek to turn this aroung. all i want is the taste that you'r lips will allow. my my, my my... oh, give me love. my my, my my... oh give me love. give me love like never before.
15 de abril de 2012
sonhos premonitórios... só que de verdade.
então que no final do ano passado, mais ou menos quando essa caralhada toda começou, eu tive um sonho. que uns 5 meses depois se tornou realidade. e foi assim... praticamente seguido à risca. todos os detalhes e caras feias. tudo mesmo.
e com relação à isso, eu continuei tendo alguns sonhos malucos que depois viraram realidade, na medida do possível, claro. mas eu nunca me importei com isso, por que eram sonhos bobos e eu poderia muito bem estar sonhando com as coisas que eu passava durante os dias, certo? era só isso, na minha cabeça. mas aí eu tive outro sonho, que foi um pouco mais puxado para pesadelo, só que eu conseguia consertar as coisas no final. e no dia seguinte, eu acho, não me lembro direito, eu tive o "pesadelo" que eu relatei aqui, no qual eu acordei antes do final, por medo... do final. e esse não demorou acontecer. em questão de exatos seis dias aconteceu. só que eu estava tão avoada com tudo, que nem mesmo me lembrei dele, e dos elementos. e do sonho anterior. eu até tinha achado estranho sonhar duas vezes com coisas tão parecidas. todas elas meio trágicas, ao meu ver. e gente, continua. acho que vou prestar mais atenção quando eu sonhar com alguma coisa quase que possível. vai que né, acontece também. ou talvez não.
só sei que estou sentindo um certo medinho das coisas agora.
e com relação à isso, eu continuei tendo alguns sonhos malucos que depois viraram realidade, na medida do possível, claro. mas eu nunca me importei com isso, por que eram sonhos bobos e eu poderia muito bem estar sonhando com as coisas que eu passava durante os dias, certo? era só isso, na minha cabeça. mas aí eu tive outro sonho, que foi um pouco mais puxado para pesadelo, só que eu conseguia consertar as coisas no final. e no dia seguinte, eu acho, não me lembro direito, eu tive o "pesadelo" que eu relatei aqui, no qual eu acordei antes do final, por medo... do final. e esse não demorou acontecer. em questão de exatos seis dias aconteceu. só que eu estava tão avoada com tudo, que nem mesmo me lembrei dele, e dos elementos. e do sonho anterior. eu até tinha achado estranho sonhar duas vezes com coisas tão parecidas. todas elas meio trágicas, ao meu ver. e gente, continua. acho que vou prestar mais atenção quando eu sonhar com alguma coisa quase que possível. vai que né, acontece também. ou talvez não.
só sei que estou sentindo um certo medinho das coisas agora.
14 de abril de 2012
juro que chorei.
a lista de livros que me comovem é praticamente inexistente. apenas dois exemplares me levaram ao pranto, e olha, levariam de novo e de novo todas as vezes que lesse. um deles é "chuva de novembro" de Carlos de Andrade, que... é impossível não se apaixonar pela história, pela temática, pelo romance que ali é retratado. eu chorei no meio do livro, e me privei de chorar no final, que, além de trágico e clichê, é marcante. levando o fato de que a narrativa faz você realmente acreditar que aquilo foi real (a narrativa deixa bem explicita a ideia de que tudo aquilo aconteceu mesmo, só pelo fato de ser banalmente possível), eu me privei do choro. eu estou sempre me privando da dádiva do choro quando a questão é literária, cinematográfica ou... sentimental. eu me privo do choro e ponto.
depois de "chuva de novembro", livro do qual eu li em meio a uma crise emocional, e até agora eu não sei se chorei pelo livro ou pelo o que eu pensava enquanto lia, um livro que me cativou no sentido das emoções foi "Shiver", um dos melhores romances que eu já li, por ser tão puro e tão... doce. não é como todos os outros livros que nós encontramos por aí, cheio de malícia bem escondida ou sobrenaturalidade. mesmo tendo o toque dessas duas coisas, você se prende à história de uma forma que qualquer demonstração de afeto você compararia com as cenas que você debilmente imaginou. não chorei com "Shiver", mas é aquele livro que quando eu reler, vou sentir um alívio incrível por ainda existir pessoas que acreditam no amor mais puro e sincero. depois vou sentir falta disso nas pessoas com que me relaciono. um clichê na vida real faz bem, às vezes.
depois de "Shiver", outro livro que me marcou muito foi "Estrada Da Noite" ou "Heart Shaped Box". sim, aquele livro do rock star quarentão sulista. e olha, uma pessoa se comover com a história assombrada de um rock star sujo e mal-educado não é coisa de gente normal, mas de todo lado ruim, eu tiro coisas boas. é aquele livro que a gente tem dó de terminar, por que a história acaba ali. e outras histórias postiças e irrelevantes, a gente vai empurrando com a barriga, esperando fielmente que um dia, depois de tanto tempo perdido, o fim chegue. "Estrada da Noite" fez total sentido quando eu reli ela no final do ano passado, justamente pelo cenário sentimental em que me encontrava. mostrava que, olha, o que você quer, é possível. várias pessoas já conseguiram. o problema é chegar lá, não? conseguir chegar lá. mas quem sabe, um dia eu não chegue, certo? quem sabe.
e agora, temos o tão comentado "We Need To Talk About Kevin". não sei o que me levou a ler ele. lembro, realmente lembro, que naqueles folhetos da intrínseca que eram enviados junto com os livros de twilight saga, eu me sentia atraída pela capa, mas a sinopse nunca me foi palpável. eu nunca achei que "precisamos falar sobre o kevin" com a capa de um garoto com a cabeça de um gato seria uma boa história. mas toda vez que lia o título e via aquela capa. lembro-me vagamente de um amigo dos meus irmãos um dia ter visto o folheto e falado "precisamos falar sobre o kevin... que capa estranha", e é de fato. mas ninguém nunca tinha se aprofundado mais do que comentários sobre a capa... ninguém conhecia kevin khatchadourian a ponto de fazer uma propaganda sadia dele. deixei o cabecinha de gato na sombra por uns bons três anos, se lembro bem da época em que li a saga twilight. engraçado que todos os livros que comprávamos da intríseca, vinha o folheto com a propagandinha do kevin, e eu nunca que soube o tanto que o livro era fascinante. depois, no começo desse ano, em uma das minhas raras aventuras pelo twitter, encontrei a hashtag "WeNeedToTalkAboutKevin" quase que em primeiro lugar no Treding Topic, e me impressionei: "aquele cabecinha de gato virou filme?" li alguns tweets do assunto, comentei sobre, mas logo me esqueci disso. nunca imaginei que falaria do kevin por tanto tempo. e depois a parte do jornal e da capa que eu já relatei. a parte do filme e do sentimento de surpresa ao ver tudo. agora é o explicação da sensação ao ler tudo.
motivos para eu ser fascinada pelo KK são inúmeros. eu sempre preferi as histórias do assassinos, mas sempre achei engraçado que eu nunca tenha lido ou visto a história do ponto de vista do assassino. e com KK não foi diferente, quem conta a história é a mãe dele, por meio de cartas à seu marido. ela pinta o quadro de que KK nunca foi uma criança fácil, desde o primeiro momento recusava a mãe, e criou um enorme laço com o pai, e continuou assim até a quinta-feira. desde a destruição de uma colagem na parede que Eva demorou bastante tempo para concluir, até a encenação de um depoimento acusador que dizia respeito à professora de dramaturgia, KK fez com que eu me entendesse. as atitudes dele, mesmo que não sofrendo nenhum abuso ou nem mesmo que fosse maltratado, me fez entender o lado das atrocidades que ele fazia. eu sempre entendi o lado dos malfeitores, por que eu sei que isso pode acontecer com qualquer um. e sim, eu até defendo alguns psicóticos, por a condição mental deles não permite que eles entendam realmente a gravidade do que fizeram, mas KK é algo diferente. KK é a pura maldade que nós podemos encontrar nas ruas, e isso me fascina. é um mal genuíno, que se nasce com ele, e não se adquire. KK é como a coleção de vírus dele: puro. não são como essas pessoas que culpam as coisas pelos seus atos, KK simplesmente faz e pronto, é aquilo. ele até mesmo retrata que as pessoas estão sempre procurando algo para pôr a culpa, ninguém nunca aguenta admitir que errou e que devem arcar com as consequências. KK faz ser aceitável ser diferente. KK faz ser normal as pessoas agirem de um jeito mais retraído. KK faz com que você se acostume com sorrisos de canto e olhares estreitos.
não sei o momento em que escolhi para ler (ou melhor, que a história escolheu para me fascinar) sobre KK foi um momento turbulento. eu estava passando por muitas coisas e eram sentimentos jogados por todos os lados. eu não conseguia mais me conformar com o rumo que as coisas estavam levando, e todos os relatos da Eva me fizeram enxergar que muitas vezes nós engolimos coisas que não nos eram necessárias engolir. vi que precisamos agir como se algumas coisas não nos incomodassem, mas precisamos sentir orgulho dos nossos erros e pelo que somos reconhecidos. carregar uma cruz do tamanho de KK não deve ser fácil, mas ela conseguiu. mesmo sendo fictício, conseguiu. então eu posso carregar qualquer uma que seja a minha.
e depois, as frases de impacto e a ações de KK. fez com que eu pensasse melhor nas coisas. nos atos, em tudo. como disse, KK é puro, simplesmente.
e talvez por eu não conseguir definir de fato o que eu senti ao terminar o livro (uma tristeza enorme, eu acho, a ponto de chorar com o diálogo final), que eu esteja tão apegada. eu entendi o lado de KK, eu entendi tudo. e olha, talvez seja espantoso, mas daria colo para KK se existisse e precisasse. ele é só puro, e quando manipulamos algo puro da forma errada, eles acabam se tornando maus. como os vírus de computador, propriamente ditos.
e é isso. chorei com a história de um pitboy. e choraria de novo.
depois de "chuva de novembro", livro do qual eu li em meio a uma crise emocional, e até agora eu não sei se chorei pelo livro ou pelo o que eu pensava enquanto lia, um livro que me cativou no sentido das emoções foi "Shiver", um dos melhores romances que eu já li, por ser tão puro e tão... doce. não é como todos os outros livros que nós encontramos por aí, cheio de malícia bem escondida ou sobrenaturalidade. mesmo tendo o toque dessas duas coisas, você se prende à história de uma forma que qualquer demonstração de afeto você compararia com as cenas que você debilmente imaginou. não chorei com "Shiver", mas é aquele livro que quando eu reler, vou sentir um alívio incrível por ainda existir pessoas que acreditam no amor mais puro e sincero. depois vou sentir falta disso nas pessoas com que me relaciono. um clichê na vida real faz bem, às vezes.
depois de "Shiver", outro livro que me marcou muito foi "Estrada Da Noite" ou "Heart Shaped Box". sim, aquele livro do rock star quarentão sulista. e olha, uma pessoa se comover com a história assombrada de um rock star sujo e mal-educado não é coisa de gente normal, mas de todo lado ruim, eu tiro coisas boas. é aquele livro que a gente tem dó de terminar, por que a história acaba ali. e outras histórias postiças e irrelevantes, a gente vai empurrando com a barriga, esperando fielmente que um dia, depois de tanto tempo perdido, o fim chegue. "Estrada da Noite" fez total sentido quando eu reli ela no final do ano passado, justamente pelo cenário sentimental em que me encontrava. mostrava que, olha, o que você quer, é possível. várias pessoas já conseguiram. o problema é chegar lá, não? conseguir chegar lá. mas quem sabe, um dia eu não chegue, certo? quem sabe.
e agora, temos o tão comentado "We Need To Talk About Kevin". não sei o que me levou a ler ele. lembro, realmente lembro, que naqueles folhetos da intrínseca que eram enviados junto com os livros de twilight saga, eu me sentia atraída pela capa, mas a sinopse nunca me foi palpável. eu nunca achei que "precisamos falar sobre o kevin" com a capa de um garoto com a cabeça de um gato seria uma boa história. mas toda vez que lia o título e via aquela capa. lembro-me vagamente de um amigo dos meus irmãos um dia ter visto o folheto e falado "precisamos falar sobre o kevin... que capa estranha", e é de fato. mas ninguém nunca tinha se aprofundado mais do que comentários sobre a capa... ninguém conhecia kevin khatchadourian a ponto de fazer uma propaganda sadia dele. deixei o cabecinha de gato na sombra por uns bons três anos, se lembro bem da época em que li a saga twilight. engraçado que todos os livros que comprávamos da intríseca, vinha o folheto com a propagandinha do kevin, e eu nunca que soube o tanto que o livro era fascinante. depois, no começo desse ano, em uma das minhas raras aventuras pelo twitter, encontrei a hashtag "WeNeedToTalkAboutKevin" quase que em primeiro lugar no Treding Topic, e me impressionei: "aquele cabecinha de gato virou filme?" li alguns tweets do assunto, comentei sobre, mas logo me esqueci disso. nunca imaginei que falaria do kevin por tanto tempo. e depois a parte do jornal e da capa que eu já relatei. a parte do filme e do sentimento de surpresa ao ver tudo. agora é o explicação da sensação ao ler tudo.
motivos para eu ser fascinada pelo KK são inúmeros. eu sempre preferi as histórias do assassinos, mas sempre achei engraçado que eu nunca tenha lido ou visto a história do ponto de vista do assassino. e com KK não foi diferente, quem conta a história é a mãe dele, por meio de cartas à seu marido. ela pinta o quadro de que KK nunca foi uma criança fácil, desde o primeiro momento recusava a mãe, e criou um enorme laço com o pai, e continuou assim até a quinta-feira. desde a destruição de uma colagem na parede que Eva demorou bastante tempo para concluir, até a encenação de um depoimento acusador que dizia respeito à professora de dramaturgia, KK fez com que eu me entendesse. as atitudes dele, mesmo que não sofrendo nenhum abuso ou nem mesmo que fosse maltratado, me fez entender o lado das atrocidades que ele fazia. eu sempre entendi o lado dos malfeitores, por que eu sei que isso pode acontecer com qualquer um. e sim, eu até defendo alguns psicóticos, por a condição mental deles não permite que eles entendam realmente a gravidade do que fizeram, mas KK é algo diferente. KK é a pura maldade que nós podemos encontrar nas ruas, e isso me fascina. é um mal genuíno, que se nasce com ele, e não se adquire. KK é como a coleção de vírus dele: puro. não são como essas pessoas que culpam as coisas pelos seus atos, KK simplesmente faz e pronto, é aquilo. ele até mesmo retrata que as pessoas estão sempre procurando algo para pôr a culpa, ninguém nunca aguenta admitir que errou e que devem arcar com as consequências. KK faz ser aceitável ser diferente. KK faz ser normal as pessoas agirem de um jeito mais retraído. KK faz com que você se acostume com sorrisos de canto e olhares estreitos.
não sei o momento em que escolhi para ler (ou melhor, que a história escolheu para me fascinar) sobre KK foi um momento turbulento. eu estava passando por muitas coisas e eram sentimentos jogados por todos os lados. eu não conseguia mais me conformar com o rumo que as coisas estavam levando, e todos os relatos da Eva me fizeram enxergar que muitas vezes nós engolimos coisas que não nos eram necessárias engolir. vi que precisamos agir como se algumas coisas não nos incomodassem, mas precisamos sentir orgulho dos nossos erros e pelo que somos reconhecidos. carregar uma cruz do tamanho de KK não deve ser fácil, mas ela conseguiu. mesmo sendo fictício, conseguiu. então eu posso carregar qualquer uma que seja a minha.
e depois, as frases de impacto e a ações de KK. fez com que eu pensasse melhor nas coisas. nos atos, em tudo. como disse, KK é puro, simplesmente.
e talvez por eu não conseguir definir de fato o que eu senti ao terminar o livro (uma tristeza enorme, eu acho, a ponto de chorar com o diálogo final), que eu esteja tão apegada. eu entendi o lado de KK, eu entendi tudo. e olha, talvez seja espantoso, mas daria colo para KK se existisse e precisasse. ele é só puro, e quando manipulamos algo puro da forma errada, eles acabam se tornando maus. como os vírus de computador, propriamente ditos.
e é isso. chorei com a história de um pitboy. e choraria de novo.
Categories
we need to talk about kevin
13 de abril de 2012
dia de azar só que ao contrário.
daí que sexta-feira 13 é mais dia de sorte extrema. isso até parece descaso com alguém aí, mas é sério. eu não me sinto feliz pelo primeiro acontecimento "sortudo" do dia ter sido o que foi, mas é só que... não sei. não sinto. não senti. não sentirei nada. levantei o foda-se e comecei a zoar na sala de aula assim que me permitiram. e olha, acho que incomodou. mas oi, who cares?
então que eu fiquei lá feliz da vida, e gente, é engraçado quando tudo começa a dar errado e certo ao mesmo tempo, não? tudo fica lindo e maravilhoso em questão de minutos. pena que não são todos os dias assim. daí que você percebe que oi, a felicidade é momentânea e logo você chega em casa e precisa pensar. escrever. ouvir e ler. e depois você começa a lembrar. o momento flahsback do dia foi total "JOGA TUDO ISSO PRA CIMA porquê já aconteceu antes, e tudo voltou ao 'normal', não é necessário chorar". mas. então. acho engraçado isso da vida ficar repetindo os acontecimentos com pessoas diferentes. ainda mais nas mesmas datas e por motivos semelhantes. eu acho que essa foi a coisa que mais impressionante do dia. da semana. da vida, quem sabe.
daí que outra coisa (literária) boa aconteceu inesperadamente. acho que foi uma das maiores felicidades do ano. enfim. enfim.
depois disso, eu verifico se todo o flashback mental é verídico, e imagina se é mesmo? não sei, só consigo descobrir daqui uns dias, né. mas estava lendo os relatos de casos passados... é coincidência demais, até. e por quê que eu ainda fico pensando nisso? às vezes eu esqueço que pensar demais em algo é atrair aquilo. tenho que lembrar de não lembrar algumas coisas.
e, depois disso, mais uma felicidade. não sei se posso dizer felicidade, mas me parece que é algo meio-que-significativo. quem sabe, não? quem sabe.
então que eu fiquei lá feliz da vida, e gente, é engraçado quando tudo começa a dar errado e certo ao mesmo tempo, não? tudo fica lindo e maravilhoso em questão de minutos. pena que não são todos os dias assim. daí que você percebe que oi, a felicidade é momentânea e logo você chega em casa e precisa pensar. escrever. ouvir e ler. e depois você começa a lembrar. o momento flahsback do dia foi total "JOGA TUDO ISSO PRA CIMA porquê já aconteceu antes, e tudo voltou ao 'normal', não é necessário chorar". mas. então. acho engraçado isso da vida ficar repetindo os acontecimentos com pessoas diferentes. ainda mais nas mesmas datas e por motivos semelhantes. eu acho que essa foi a coisa que mais impressionante do dia. da semana. da vida, quem sabe.
daí que outra coisa (literária) boa aconteceu inesperadamente. acho que foi uma das maiores felicidades do ano. enfim. enfim.
depois disso, eu verifico se todo o flashback mental é verídico, e imagina se é mesmo? não sei, só consigo descobrir daqui uns dias, né. mas estava lendo os relatos de casos passados... é coincidência demais, até. e por quê que eu ainda fico pensando nisso? às vezes eu esqueço que pensar demais em algo é atrair aquilo. tenho que lembrar de não lembrar algumas coisas.
e, depois disso, mais uma felicidade. não sei se posso dizer felicidade, mas me parece que é algo meio-que-significativo. quem sabe, não? quem sabe.
12 de abril de 2012
night of the gravity.
something always brings me back to you, it never takes too long. no matter what i say or do. still feel you here to the moment i'm gone. hold me without touch. keep me without change. never wanted anything so much. and drowned on your love when i feel you rain. set me free. leave me be. i don't wanna fall another moment on your gravity. here i'm and stand so tall. just the way i'm supposed to be. but you're all to me. and all over me. love me 'cause i'm fragile. and i thought that i was strong. but you touch me for a little while. and my fragile strang is gone. set me free. leave me be...
Sara Bareilles - Gravity
então como já devem ter percebido, o meu refúgio não está mais tão presente. às vezes eu tenho que ficar cavando até encontrar aquele meu antídoto, que sempre me curou de tudo e qualquer coisa. e é engraçado, não? essas coisas que a gente dá valor têm o mesmo significo em qualquer situação. sempre nos "dizem" a mesma coisa. todo mundo têm uma coisa "ridícula" da qual se apoia, e eu tenho do dia em que eu não vou mais ter novidades do que sentir. só essa sensação de nostalgia, de volta no tempo. de primeira vez. primeiro choro com todos esses conselhos não ditos. e é sempre a mesma trilha sonora. sempre as mesmas falas. as mesmas páginas. os sentimentos mudam, os alvos mudam, mas a cura é a mesma. sempre foi. sempre vai ser, não? sempre vai ser.
e eu não me importo de ir e vir. desde que sempre me sinta melhor assim. talvez vocês nunca vão entender.
e sim, eu dou valor para essas coisas platônicas. é só que... ajuda. ajuda mais do que chorar no colo de alguém. só... ajuda.
e eu não me importo de ir e vir. desde que sempre me sinta melhor assim. talvez vocês nunca vão entender.
e sim, eu dou valor para essas coisas platônicas. é só que... ajuda. ajuda mais do que chorar no colo de alguém. só... ajuda.
─ desculpe por vir. depois do que houve...
─ não. estou feliz que esteja aqui. o modo como deixamos as coisas... eu não gostei.
─ engraçado. eu... cheguei à noite em casa, planejando fazer o de sempre. escrever no meu diário. como faço desde que minha mãe me deu aos 10 anos. é onde descarrego tudo o estou sentindo e vai tudo naquele livrinho da segunda prateleira atrás de uma sereia horrível de cerâmica. mas percebi que escreveria coisas que eu provavelmente deveria estar contando pra você.
─ o que escreveria?
─ eu escreveria: "querido diário, hoje, percebi que posso desistir. não se arrisque. fique no status quo. sem drama. agora não é a hora. mesmo que minhas razões não sejam razões e sim desculpas, eu só me escondo da verdade. e a verdade é que eu estou com medo, stefan. eu tenho medo que se me permitir ser feliz por um momento, o mundo vai desabar e eu não sei se eu vou sobreviver."
─ quer saber do que me arrependo?
─ ...
─ eu conheci uma garota. nós conversamos. foi épico. então o sol nasceu e a realidade disse que tudo isso é realidade. bem aqui.
Categories
gravity,
night of the comet,
TVD
12-04
mas daí que resolveu chover. é mais um daqueles dias em que de manhã tá um sol desgraçado e do nada à tarde chove. tá tipo o meu humor. de manhã eu estava com ódio da vida simplesmente por sentir dores de cabeça infernais durante as duas primeiras aulas, logo depois estava rindo e cantando como se não houvesse amanhã. depois fiquei meio baqueada for no reason (JURO! foi no reason. era só porquê amiguinho tava meio baqueado com terceiros). depois, for no reason também, tomei um choque de adrenalina do qual eu me recuso sair. sei-lá. ficar triste nessa vida não compensa mais. daí que começou a chover. e rola uma histórinha engraçada onde meu humor controla o tempo: eu tô feliz e contente. toda trabalhada n alegria = chuva (oi?) e quando eu tô tristinha, irridadinha, chatinha, faz sol. e total ok pra mim, não vejo problema algum.
e olha que tô numa vibe erradíssima. como o esperado, não terminei de ler we need to talk about kevin, e cada vez mais esse livro me deixa intrigada. hoje estava eu na aula, com dor de cabeça, quando estavam conversando comigo, e eu nada mais nada mesmo do que fazendo o inspired ezra miller.
- pára de me olhar assim que eu sinto medo.
- por quê?
- me dá medo. parece que você diz com o olhar que não quer ouvir.
- é um olhar meio kevin, né?
- é.
e, bem, eu estou total kevin esses tempos. depois do acontecimentos e emoções de sábado, sugiro deixarem afastados de mim todo e qualquer taco de beisebol da cidade. porquê, sério. não mereço. ninguém merece. e lendo esse livro eu ganho ideias novas. e lendo esse livro, eu percebo o quão má eu sou e não percebo. não sei, não é questão daqueles-dias. é só questão de levantar o foda-se total e olha, até que é bom, hein.
mas daí que eu não estou com pressa de terminar esse livro. até lá eu acho que faço algo meio precipitado (é involuntário, só sei que cada vez mais eu não gostaria de estar na minha própria mente durante esses tempos), mas que seria melhor. não sei. meu feeling diz que seria melhor. até o término do livro eu decido. ou antes, mesmo.
e olha que tô numa vibe erradíssima. como o esperado, não terminei de ler we need to talk about kevin, e cada vez mais esse livro me deixa intrigada. hoje estava eu na aula, com dor de cabeça, quando estavam conversando comigo, e eu nada mais nada mesmo do que fazendo o inspired ezra miller.
- pára de me olhar assim que eu sinto medo.
- por quê?
- me dá medo. parece que você diz com o olhar que não quer ouvir.
- é um olhar meio kevin, né?
- é.
e, bem, eu estou total kevin esses tempos. depois do acontecimentos e emoções de sábado, sugiro deixarem afastados de mim todo e qualquer taco de beisebol da cidade. porquê, sério. não mereço. ninguém merece. e lendo esse livro eu ganho ideias novas. e lendo esse livro, eu percebo o quão má eu sou e não percebo. não sei, não é questão daqueles-dias. é só questão de levantar o foda-se total e olha, até que é bom, hein.
mas daí que eu não estou com pressa de terminar esse livro. até lá eu acho que faço algo meio precipitado (é involuntário, só sei que cada vez mais eu não gostaria de estar na minha própria mente durante esses tempos), mas que seria melhor. não sei. meu feeling diz que seria melhor. até o término do livro eu decido. ou antes, mesmo.
9 de abril de 2012
alguma coisa ruim em português.
as pessoas sempre me mistificaram por causa das minhas notas. eu tirando menos que 6 é caso raro, claro, mas existem algumas coisas que eu simplesmente não consigo entender, como todos os outros. sou uma mera mortal, claro. mas isso, eu acho que, serve de exemplo para eu entender que nem tudo o que eu acho que faço certo, está realmente sendo feito da maneira certa. não que eu vá me cobrar até o ultimo por todos os meus erros agora, sendo que um deles, ao menos, não foi meu totalmente. acontece que agora, que o mito das boas notas foi desmistificado, eu tenho que sentar aqui, ou na cama e resenhar algumas coisas que minha mente sabe decorar: fantasias.
eu não sou nenhuma máquina que sabe trabalhar no modo carimbo. eu não sei ver um coisa, ouvir uma coisa e reproduzir logo de cara perfeitamente. eu não sei decorar classificações de orações ou figuras gramaticais. eu não sei decorar fórmulas, não sei decorar leis, só sei decorar teorias, que são aquelas coisas que trabalham com o nosso imaginário. eu sei decorar histórias, eu sei decorar aquelas coisas que a gente vai imaginando realmente, e depois só precisa reproduzir o que a gente entendeu daquilo. não fazer aquela coisa exata de ter certeza que aquilo É aquilo, com todos os pontos e vírgulas. eu não sei viver na base da cópia, simplesmente. eu não sei viver daquilo-que-alguém-disse, eu só consigo basear a minha opinião sobre-queilo-que-alguém-disse, não que eu vá decorar aquilo e concordar... e reproduzir. eu só sei imaginar e falar.
eu sou como uma caixa de texto. começa em branco, não é? e graças a imaginação vai tomando forma, vai tomando conhecimento, vai se tornando algo mais bonito e com mais sentido.
me desculpem, professores e credores do meu intelecto. eu não sei decorar nada. eu só sei me recordar daquilo que minha imaginação acha interessante. eu me recordo de cenas que eu me demorei mais imaginando. eu me recordo de diálogos que me foram inspiradores. eu só sei trabalhar com as emoções das coisas. se aquilo, em algum momento, teve um fato de valor sentimentalmente interessante para mim, eu vou me lembrar. de resto, eu já não garanto.
eu não sou nenhuma máquina que sabe trabalhar no modo carimbo. eu não sei ver um coisa, ouvir uma coisa e reproduzir logo de cara perfeitamente. eu não sei decorar classificações de orações ou figuras gramaticais. eu não sei decorar fórmulas, não sei decorar leis, só sei decorar teorias, que são aquelas coisas que trabalham com o nosso imaginário. eu sei decorar histórias, eu sei decorar aquelas coisas que a gente vai imaginando realmente, e depois só precisa reproduzir o que a gente entendeu daquilo. não fazer aquela coisa exata de ter certeza que aquilo É aquilo, com todos os pontos e vírgulas. eu não sei viver na base da cópia, simplesmente. eu não sei viver daquilo-que-alguém-disse, eu só consigo basear a minha opinião sobre-queilo-que-alguém-disse, não que eu vá decorar aquilo e concordar... e reproduzir. eu só sei imaginar e falar.
eu sou como uma caixa de texto. começa em branco, não é? e graças a imaginação vai tomando forma, vai tomando conhecimento, vai se tornando algo mais bonito e com mais sentido.
me desculpem, professores e credores do meu intelecto. eu não sei decorar nada. eu só sei me recordar daquilo que minha imaginação acha interessante. eu me recordo de cenas que eu me demorei mais imaginando. eu me recordo de diálogos que me foram inspiradores. eu só sei trabalhar com as emoções das coisas. se aquilo, em algum momento, teve um fato de valor sentimentalmente interessante para mim, eu vou me lembrar. de resto, eu já não garanto.
7 de abril de 2012
daí que eu tive um pesadelo.
e meu conceito de pesadelo é totalmente diferente do que vocês devem ter. pra mim pesadelo é o sonho bom (por que é SONHO, não realidade) ou sonho normal (coisas normais me dão um medo tremendo) e os sonhos ruins, medonhos, com gente cortando a cabeça das pessoas que eu convivo com uma machadinha é sonho que eu acordo e levo o dia normalmente, depois crio uns contos baseados nisso.
daí que hoje eu tive um pesadelo. lembro que eu chegava na escola, tinha minhas três aulas, mas por motivo e razão desconhecido, eu não falava com uma pessoa que, na vida real, as pessoas começariam a perguntar se as coisas entre nós estavam indo bem (traduzindo: eu cheguei e não falei com meu namorado durante as três aulas, nem mesmo nas trocas de aula. sem beijinho e abraço. nada). certo que deu o intervalo, descemos para o pátio e tudo bem, tudo lindo, eis que eu me encontro abraçada no meu ex (o primeiro), como se ele fosse meu namorado. e ok, né, fiquei com ele um tempo, e depois eu lembro que pensei: mas ele está agindo exatamente como o... MERDA!
sim, eu lembrei do (pessoa) in the real life. foi mais ou menos aquela cena de filme de drama:
- eu, é... preciso fazer uma coisa. já volto.
e jamais voltei. JAMAIS VOLTAREI. passado é passado e eu tô feliz com meu presente, obrigada. sem macumbaria, porfa.
fui lá procurar a pessoinha da minha real life, e encontrei apenas um amigo nosso, e ele me olhou com uma cara de "eu não acredito que você fez isso..."
eis que segue:
- você tava me imitando? (interna eterna)
- eu... eu... cara, cadê o (pessoa)?
- ele tá pra lá.
- onde?
- ele tá mal. acho que não quer falar com você.
*nessa hora eu já tava quase chorando, sério*
- onde que ele tá?
- não posso dizer. ele vai ficar bravo comigo.
- onde que ele tá? *juro, a visão do sonho tava ficando embaçada já*
- ele tá...
daí eu tive aquela revelação: sua idiota, isso é um sonho. acorda.
funny fact about myself: eu me induzo ao despertar quando o sonho vai ficando tenso. eu não queria ver o (pessoa) mal por minha causa. então eu fiz o mais sensato de se fazer: acordei. fiquei repetindo mentalmente: acorda, acorda. acorda. é só um sonho, você não fez isso. acorda. e daí eu acordei suando frio, com o coração disparado, pensando o que aquilo queria dizer.
acho que foi um dos piores pesadelos da vida. não sei.
e não. esse não é um sonho da série de sonhos premonitórios, NÃO MESMO.
daí que hoje eu tive um pesadelo. lembro que eu chegava na escola, tinha minhas três aulas, mas por motivo e razão desconhecido, eu não falava com uma pessoa que, na vida real, as pessoas começariam a perguntar se as coisas entre nós estavam indo bem (traduzindo: eu cheguei e não falei com meu namorado durante as três aulas, nem mesmo nas trocas de aula. sem beijinho e abraço. nada). certo que deu o intervalo, descemos para o pátio e tudo bem, tudo lindo, eis que eu me encontro abraçada no meu ex (o primeiro), como se ele fosse meu namorado. e ok, né, fiquei com ele um tempo, e depois eu lembro que pensei: mas ele está agindo exatamente como o... MERDA!
sim, eu lembrei do (pessoa) in the real life. foi mais ou menos aquela cena de filme de drama:
- eu, é... preciso fazer uma coisa. já volto.
e jamais voltei. JAMAIS VOLTAREI. passado é passado e eu tô feliz com meu presente, obrigada. sem macumbaria, porfa.
fui lá procurar a pessoinha da minha real life, e encontrei apenas um amigo nosso, e ele me olhou com uma cara de "eu não acredito que você fez isso..."
eis que segue:
- você tava me imitando? (interna eterna)
- eu... eu... cara, cadê o (pessoa)?
- ele tá pra lá.
- onde?
- ele tá mal. acho que não quer falar com você.
*nessa hora eu já tava quase chorando, sério*
- onde que ele tá?
- não posso dizer. ele vai ficar bravo comigo.
- onde que ele tá? *juro, a visão do sonho tava ficando embaçada já*
- ele tá...
daí eu tive aquela revelação: sua idiota, isso é um sonho. acorda.
funny fact about myself: eu me induzo ao despertar quando o sonho vai ficando tenso. eu não queria ver o (pessoa) mal por minha causa. então eu fiz o mais sensato de se fazer: acordei. fiquei repetindo mentalmente: acorda, acorda. acorda. é só um sonho, você não fez isso. acorda. e daí eu acordei suando frio, com o coração disparado, pensando o que aquilo queria dizer.
acho que foi um dos piores pesadelos da vida. não sei.
e não. esse não é um sonho da série de sonhos premonitórios, NÃO MESMO.
5 de abril de 2012
a falta de posts e de assunto remete ao fato de que...
eu me apaixonei por um sorriso. e não consigo pensar em nada quando vejo esse sorriso. daí que eu não lembro de mais nada, só disso.
e não. dessa vez não é uma paixonite (ou coisa mais forte, não sei, não descobri ainda) que vá doer.
e é bem possível de vocês encontrarem alguma coisa aqui.
e não. dessa vez não é uma paixonite (ou coisa mais forte, não sei, não descobri ainda) que vá doer.
e é bem possível de vocês encontrarem alguma coisa aqui.
4 de abril de 2012
everyday day is a-getting closer...
hoje eu assisti we need to talk about kevin. e sim, foi antes de terminar o livro. acredito que mesmo sabendo o final de tudo, mesmo espantada com o desfecho que o filme deu (acredito que não seja do mesmo modo como se desenrole no livro), ainda estou fascinada e querendo terminar o livro. mas sempre uma preguiça infinita me impede de fazer isso.
e sim, a preguiça me impediu de fazer muitas coisas esses dias. sei lá, só sei que a vontade de ficar no sofá é maior do que a vontade de ir comer, ou ler, ou estudar... tudo bem que eu fiquei sentada aqui o tempo todo, porquê tinha preguiça de levantar e ir para outro lugar, mas agora, justamente agora, que tá chovendo, que o feriado tá chegando e que eu não tenho absolutamente nada para fazer, quero sair andando por aí. tenho demais essa troca de vontades. quando devo querer fazer algo, deito. e quando devo deitar, quero levantar e sair.
mas. então.
os últimos posts foram meio desconexos. eu acho que não tinha entendido realmente o quê tudo aquilo que eu tava segurando (ainda estou. ainda. estou) significava. era medo, talvez. de perder, quem sabe. de virar pro lado e acordar. igual o que me falaram hoje: "eu tava num pesadelo, e aí eu vi que não acordava". só que ao contrário. era meio que um sonho do que qual eu não acreditava ser real. mas é. e eu ainda não consegui comportar toda a minha incredulidade/felicidade por isso. com o tempo acostuma, quem sabe.
e finalmente, foi que. foi tão que, que ninguém acredita de primeira. nem de segunda. nem de terceira...
e sim, a preguiça me impediu de fazer muitas coisas esses dias. sei lá, só sei que a vontade de ficar no sofá é maior do que a vontade de ir comer, ou ler, ou estudar... tudo bem que eu fiquei sentada aqui o tempo todo, porquê tinha preguiça de levantar e ir para outro lugar, mas agora, justamente agora, que tá chovendo, que o feriado tá chegando e que eu não tenho absolutamente nada para fazer, quero sair andando por aí. tenho demais essa troca de vontades. quando devo querer fazer algo, deito. e quando devo deitar, quero levantar e sair.
mas. então.
os últimos posts foram meio desconexos. eu acho que não tinha entendido realmente o quê tudo aquilo que eu tava segurando (ainda estou. ainda. estou) significava. era medo, talvez. de perder, quem sabe. de virar pro lado e acordar. igual o que me falaram hoje: "eu tava num pesadelo, e aí eu vi que não acordava". só que ao contrário. era meio que um sonho do que qual eu não acreditava ser real. mas é. e eu ainda não consegui comportar toda a minha incredulidade/felicidade por isso. com o tempo acostuma, quem sabe.
e finalmente, foi que. foi tão que, que ninguém acredita de primeira. nem de segunda. nem de terceira...
1 de abril de 2012
aí... FOI QUE.
sonho premonitório, lembram?
pois é, amiguinhos. e não é que realizou mesmo? só que sem a parte da água, claro. e com uns acréscimos inesperados. mas sabe que depois que realiza a gente pensa: mas caralho. c-a-r-a-l-h-o, o quê foi que aconteceu? nada de arrependimentos nem nada, mas é só que até agora eu fico me perguntando se foi a coisa certa a ser feita. por que, né. sempre tem aquela maldita coisinha pra ficar cutucando a sua cabeça com aquilo de "eu acho que tu fez merda. só acho". mas dá pra consertar (de novo), não dá? se não der a gente finge que tá tudo bem, não finge? é só isso. acho que hoje em dia as pessoas são melhores na arte de fingir. é aquele "cê tá bem?" naquele dia em que tu acha que vai matar meio mundo, que sente que o mundo vai cair na sua cabeça, mas quando tu ouve isso, levanta a cabeça, sorri com tanta vontade que até parece verdade e fala "tô ótima, e você?". quem. nunca.
e a ficha só cai depois. ainda me avisaram "vai dar merda", e eu acabei de perceber que vai mesmo. daquelas bem grandes, sabe? só espero que o ciúmes não esteja envolvido nisso, já que tem coisa inesperada demais acontecendo em tão pouco tempo. mas. um passo. de cada. vez. não é que sempre disse sua mãe quando tu contava aquilo que tava querendo e ela achava que era o famoso "sonhar alto demais"? pois é. mesma coisa.
agora é aquela hora em que tu faz o que tinha que ser feito (ok, não "tinha que". eu fiz por que sou uma idiota de marca maior), senta ali no cantinho e vê o que acontece. sem interferir, sem influenciar. age da mesma maneira que antes. vai que né, já que... né.
pois é, amiguinhos. e não é que realizou mesmo? só que sem a parte da água, claro. e com uns acréscimos inesperados. mas sabe que depois que realiza a gente pensa: mas caralho. c-a-r-a-l-h-o, o quê foi que aconteceu? nada de arrependimentos nem nada, mas é só que até agora eu fico me perguntando se foi a coisa certa a ser feita. por que, né. sempre tem aquela maldita coisinha pra ficar cutucando a sua cabeça com aquilo de "eu acho que tu fez merda. só acho". mas dá pra consertar (de novo), não dá? se não der a gente finge que tá tudo bem, não finge? é só isso. acho que hoje em dia as pessoas são melhores na arte de fingir. é aquele "cê tá bem?" naquele dia em que tu acha que vai matar meio mundo, que sente que o mundo vai cair na sua cabeça, mas quando tu ouve isso, levanta a cabeça, sorri com tanta vontade que até parece verdade e fala "tô ótima, e você?". quem. nunca.
e a ficha só cai depois. ainda me avisaram "vai dar merda", e eu acabei de perceber que vai mesmo. daquelas bem grandes, sabe? só espero que o ciúmes não esteja envolvido nisso, já que tem coisa inesperada demais acontecendo em tão pouco tempo. mas. um passo. de cada. vez. não é que sempre disse sua mãe quando tu contava aquilo que tava querendo e ela achava que era o famoso "sonhar alto demais"? pois é. mesma coisa.
agora é aquela hora em que tu faz o que tinha que ser feito (ok, não "tinha que". eu fiz por que sou uma idiota de marca maior), senta ali no cantinho e vê o que acontece. sem interferir, sem influenciar. age da mesma maneira que antes. vai que né, já que... né.
Categories
vai que.
Assinar:
Comentários (Atom)