12 de janeiro de 2012

Sobre o azul.

Postado por V, às 18:30 0 comentários
...
Eu pensei em falar algo sobre isso, mas percebi que ainda está tudo meio preso aqui dentro. Não sei se algum dia vou conseguir falar, mas vou tentar. E eu não tenho mais nada sobre o que falar, esperava que as palavras simplesmente fluíssem, mas pelo visto não.

10 de janeiro de 2012

15 velinhas, chuva, unhas vermelhas, regata, all star e jaqueta.

Postado por V, às 13:36 0 comentários
Acho que é mais ou menos assim que eu posso me descrever. Simples, quase apagada aos olhos das pessoas, mas quem se importa? Nunca me incomodou viver assim. Eu acho. E acho que isso nunca incomodou outras pessoas. Tão simples.
Bem, acho que não é nenhuma novidade a chuva, as unhas, o tênis e a jaqueta. Janeiro está sempre chovendo, e eu meio que sempre me sinto bem enquanto chove. Pelo menos não fica tudo tão silencioso, e pelo menos posso ficar no sofá o tempo que eu quiser. Não é novidade que chove nos meus aniversários. Acho que pelo menos nos últimos 5 anos foi assim. Nada muito fora do normal.
Pois bem, agirei como se hoje fosse só mais um dia. Como sempre agi. Como sempre foi. Não sei por que as pessoas geralmente ficam tão animadas. É só mais um dia, não? Sempre foi.
Sim, eu tenho sérios problemas com datas comemorativas. Sempre me lembro delas, mas nunca gostei de comemorá-las. Algum problema se eu não quiser uma super festa de 15 anos e pouco ligar para o fato de serem... 15 anos? Pois bem, se tiver algum problema, irá existir eternamente.
É só mais um dia de chuva, que eu tenho que ir ao curso e depois voltar para casa e ouvir gente reclamando da vida. Depois eu venho aqui reclamar dela também.


8 de janeiro de 2012

A ex. Stalker.

Postado por V, às 18:32 0 comentários
Olha que programão de domingo que eu acho aqui.
Vejo stalker profissional stalkeando a vida de ex namorado Nível Mestre dos Magos. Acontece que em um belo dia eu conheci um ser humano do muito desgraçado. Se bem que na época eu nem achava que iria realmente gostar dele, mas taí a prova de que a gente nunca sabe do futuro. E esse ser humano, sendo homem, disse que estava solteiro e eu bem trouxa acreditando. Mas né, geralmente a maioria dos homens são sempre mentirosos, dá pra contar nos dedos os que eu conheço que se salvam.
~~insira longa história aqui~~
E depois de uns meses eu desencantei. Mas com o desencanto veio uma coisa meio trágica: A ex.

Aquela ex que eu tinha raiva de quando saia e via ele, e ela tava junto com ele. Ele não tinha namorada, na minha cabeça. E na cabeça da guria ela era corna por que o idiota tava comigo. Mas oi!? Tinha antipatia com a guria, e esse é o inicio dessa ótima quase amizade de ex gurias de um mesmo retardado. Achei que era o capeta vindo atrás da minha alma pecadora quando vi o convite no fb. Mas sou pessoa educada, gosto que as pessoas saibam disso, e sempre que a guria falava com meu ser eu respondia, não de boa vontade, mas com boa educação. Foi numa dessas conversas que eu descobri que a guria era corna e a outra era eu (LEMBRANDO QUE O RETARDADO DISSE QUE NÃO TINHA NAMORADA, nem ficante fixa, nem porra nenhuma). Achei terrível isso, mas me enrolei toda na mentira pra parecer que a coisa deles tinha acontecido depois de mim. Vamos fingir que eu nunca existi nesse caso.
A guria até que é legal, mas é uma daquelas pessoas que a gente teme ter por perto. Quem assiste Two and a Half Man pode pegar exemplo da Rose. A psicótica que tá sempre seguindo o cara, e sempre acha que vai ter uma outra chance. É isso, eu temeria horrores ter uma pessoa dessas na minha cola. Ou na cola das possíveis pessoas que eu poderia me relacionar/interessar. Isso não é vida, meu Brasil.
Então, a gente conversa regularmente. É como se o idiota nem fosse o motivo pelo qual nós nos conhecemos. Às vezes ela perguntava alguma coisa dele, se eu ainda falo com ele, se eu ainda vejo ele, mas ela parou com isso quando eu disse que não sabia que só dois se quer podíamos ser ditos amigos. Sinto que não, por que acho injusto comigo.
Mas eu achava que a guria tinha feito isso só comigo. Mas não. Surpresas sempre aparecem. Vejo na barrinha de atualizações alheias de contatos alheios que a guria tava falando sobre ele com uma outra suposta ex. Eis que eu me deparo com a informação de que ela tem acesso até às sms que o ser humano recebe. Fora as stalkeadas nervosas de facebook e orkut. Não me admira se ela entrar até no msn, ou ter câmeras de seguranças instaladas em todos os possíveis lugares em que o guri anda. Já que ela não dá as caras em todos os bares que ele toca. Mas tudo bem. Além disso (imagina o que é você entrar no facebook e dar de cara com duas ex suas falando sobre você via status/comentário de facebook? eu encomendava o caixão em dois tempos), rolou promessazinha de contar depois as canalhices que o cara fez com as duas. Nesse conversa eu entrava, por que preciso compartilhar o que o desgraçado já me fez passar também. Diferença que eu já superei e procuro coisas novas. Uma ainda stalkea as gurias que ele já beijou ou pretende beijar. A outra não conheço e não me importa. Mas acho que ainda não se recuperou. Vida, por que tão injusta?
Não que eu fuce a vida alheia, mas é que sempre que tem polêmica assim na minha cara eu sou obrigada a ver, 'cês não concordam?
Fiquei de boca aberta. Agora imaginei se na época em que eu era tonta de amores pelo idiota ela também via o que eu mandava pra ele. Acho que é melhor eu nunca saber disso, a vergonha vai ser tanta que é capaz de eu morrer sufocada com a coisa.
Espero que o episódio não se repita. Se o caro ocorrer, prometo que venho contar os detalhes da primeira vez que doei um gato para uma pessoa.
Passem bem.



(e sem stalkear. faz mal às vezes)

6 de janeiro de 2012

"Você sumiu, hein".

Postado por V, às 16:07 0 comentários
Ontem eu sai com meus pais. Eu nem sei por que eu ainda faço isso, sempre dá merda. Mas enfim, eu saí. E sair com meus pais sempre resulta em ver pessoas que eu não quero ver durante um bom tempo. Mas eu vi. E a pessoa ainda queria me dar satisfação por que não tava mais me mandando sms, e queria puxar papo. Graças à forças maiores eu tenho amigas que ficam acordadas até tarde, que me distraem da vergonha alheia que é minha mãe depois de uns 2 copos de bebida.
Acho que o guri não entendeu que eu não quero mais nada. Que eu não ia mais nos lugares onde ele vai por que eu não quero ver a cara dele. Não quero conversinha. Mas algumas pessoas não entendem as entrelinhas do "ficar em casa às vezes é bom, mesmo sem nada pra fazer". Sendo que eu não ficava realmente em casa, mas né.
Mas mesmo assim, a pessoa não entende que acabou. Que com um abracinho e uma desculpinha por não ter dado sinal de vida vai fazer as coisas voltarem a serem o que já foram. A pessoa não vai entender que as coisas não são desse jeito. Acho que ninguém tá entendendo de as coisas não são desse jeito. Não digo que vou odiar todo mundo para sempre, mas é que por enquanto eu prefiro um pouco mais de distancia. Por que é meio irônico, quando você quer atenção, a pessoa não te fala um "A", quando você quer ela longe, ela exige de toda a sua educação para não sair à francesa, ainda mais quando não se tem outro canto para poder sentar e ficar. Te dá satisfação por todo o tempo que passou sem falar contigo, o que aconteceu com a mãe, com o pai, e você ainda finge que tá interessada, só pra sua mãe não te olhar com cara feia. Acho que vou precisar de mais alguns baldes de água BEM gelada, até entenderem que não, não é isso o que eu quero pra mim.
E eu já dei tempo o suficiente para enxergarem isso. Mas ainda tem gente que diz "não acredito que não gosta mais dele". Então que vá gostar você, Exu. E a única maneira que eu tenho de deixar alguma coisa para trás é falando dela, até eu perceber que realmente não importa mais, até eu realmente achar que falar um oi, e fingir carinha de gente feliz tá voltando a ser normal.
Mas é que algumas pessoas ainda não entendem o que é passar pelo o que eu andei passando. Algumas pessoas sabem aconselhar, sabem rir do que você fala, mas outras ainda não passaram por isso. Tenho que me lembrar de que uma pessoa que não me entendeu uma vez, nunca vai conseguir entender, não é? Anotado.
Quer saber, eu sumi mesmo. Posso sumir de novo. Quando eu reaparecer, não vai ser nada bonito, prometo.
Agora é simplesmente ignorar a coisa toda, como eu sempre fiz.
Como eu já disse em algum ano da vida: "Respire. Inspire. Ignore. Sobreviva".

4 de janeiro de 2012

V. [re]desenterra o passado em: Para alguém que talvez nunca leia.

Postado por V, às 23:39 0 comentários
Acho que a pior besteira da minha vida foi colocar na cabeça que era melhor te esquecer. Eu jamais deveria ter feito isso, mas eu já estava chegando ao ponto de que te ver não era o suficiente, eu te queria, eu precisava de você. Todas precisam, não é? Todas que te amavam como eu, talvez precisem. Eu não lembro como foi que eu decidi isso, mas talvez tenha sido quando eu já estava cansada de sofrer por algo que estava tão distante, e era tão platônico. Mesmo que sua voz me causasse arrepios (ainda causam), mesmo que seu sorriso se refletisse no meu rosto (ainda se reflete), mesmo que sua felicidade fosse a minha felicidade, não era a coisa mais saudável do mundo pra mim. Mas me fazia feliz e é disso que eu sinto falta. Mesmo sem você por perto, eu não sentia esse vazio enorme que eu sinto agora, eu não sentia essa dor de estar sozinha, como sinto agora, eu não me sentia mal, sabendo que não era isso que você desejava para mim. Mas essa dependência nunca foi algo bom, eu tinha que sorrir sozinha, me completar sozinha, fazer tudo sozinha. E o melhor jeito que eu encontrei de fazer isso, foi me convencendo de te esquecer. Por que eu fui tão burra? Eu precisava de você, e vejo que ainda preciso. Mas não da mesma forma, hoje é diferente, não é a mesma coisa. Encontrei outros apoios, mas nenhum foi igual à você. Nunca amei alguém como amei você. Nunca vou esquecer da primeira vez que te liguei, nem mesmo do nosso primeiro abraço (está próximo, TEM que estar), nem mesmo de todas as palavras que eu já direcionei à você. Cada “eu te amo” foi verdadeiro, muito verdadeiro. Eu ainda diria, se não tivesse esse orgulho idiota que faz parecer que ele seja falso. Mas não é, só não me sinto confortavel dizendo isso. Tudo foi verdadeiro, mais do que qualquer outra poderia dizer. Tudo o que eu fazia, era de coração, era por amor. Cada vez que eu te xinguei foi por ciúmes de outras que não te amavam como eu e que você dava mais atenção do que pra mim. Eu sou mesmo egoísta. De qualquer forma, essa semana eu estava tentando lembrar a sensação de como era quando eu te amava, mas encontrei um vazio. Isso me incomodou. Como eu posso encontrar um vazio, onde antes havia tanto amor que mal cabia dentro de mim? Como uma pessoa tão boa e importante pra mim pôde se transformar em um vazio? Como eu pude te esquecer? Por que eu te esqueci? Nem eu mesma sei. A unica coisa que eu sei, agora, é que isso foi um erro, eu jamais deveria ter feito isso. Eu jamais deveria ter jogado fora meu único ponto de felicidade, que me alegrava sem razão nenhuma. Vai ver, foi a falta dos seus braços ao meu redor que fez te esquecer. Ou até mesmo, meu coração se recusa à amar outra pessoa que não seja você e seja essa a razão do vazio que eu sinto aqui dentro.

3 de janeiro de 2012

Eu sei falar, mas não sei fazer.

Postado por V, às 20:52 0 comentários
Acho realmente engraçado pessoas que acham que a vida é feita de algodão doce azul bebê e cor-de-rosa. Acham que é tudo fácil, você faz as coisas e as pessoas retribuem, você quer algo e consegue, você fica triste e tem uma legião de seguidores para fazer você sorrir e... Oi, bom dia, acorda, acho que você tava sonhando.
Nada contra quem acha que a vida é um canteiro de rosas, mas se você olhar bem, elas tem alguns espinhos e você vai acabar cortando as canelas. Mas também tem gente que acha é que aquela história de "cair num escorrega de gilete e cair em uma piscina de álcool". Estão sempre falando sobre a vida ser injusta, sobre estarem sofrendo e de como nada nunca é o suficiente. Não sei de quem eu tenho mais raiva.
Acho que a balancinha da vida dessas pessoas tá meio desregulada. Tem algum problema. Às vezes acho que só pra mim a vida tem a mesma quantidade de preto e branco. A mesma quantidade de coisas boas e ruins. Por que, né, só gente ceguinha consegue ver a vida 100% feliz. Não dá, acho que não existe. Nem os iluminados pelo poder do ser maior, senhor Jesus, amém, conseguem. Mas tem gente que tem alguma coisa de porção preta transbordando e caindo por todos os lados na vida. Não sei.
Claro, que todo mundo tem seus dias trashs, mas tem gente que só tem dia trash. Ou se faz de vítima, só pra ganhar colinho desnecessário. Ou é bipolar, por que na mesma hora que tá rindo, tá chorando. (A expressão "chorar de rir" não se aplica nesses casos).
Vejo eu, no meu modo quase eternamente infantil de ver as pessoas, que elas não conseguem ver que nem tudo na vida é do jeito que a gente quer, pelo simples fato de haver uma grossa camada de névoa entre a vida dessas pessoas e a realidade. Dá quase pra sentir as coisas nubladas enquanto elas falam chorando da vida. De repente a ponta do lápis quebrado mais parece a erupção do Yellowstone para essas pessoas. E depois o lápis voltar a ser apontado é como se os portões do paraíso estivessem sido abertos.
Entendem? Elas aumentam demais as coisas, dão zoom 350% em tudo, e acham que é só nessa resolução que a vida funciona. Não, meu amiguinhos, tem gente em situações muitos piores que vocês, e ainda sorriem. Ou em situações melhores que choram.
Parece que eles nunca não entender que o canteirinho das rosas bonitas um dia vai morrer... E depois vão nascer outras. Ciclo vicioso.
Mas nem para todo mundo são os mesmo tons de cinza, não é? Para alguns é mais claro (mundo algodão doce azul bebê e cor de rosa) e para alguns é mais escuro (escorrega com gilete e a piscina de álcool), e para outros a vida é totalmente equilibrada mas precisa se fazer de coitado (ou bonzão) só pra não virar fantasminha. Acho melhor continuar no status quo e ser invisível do que ser mais um desses dois tipos de insuportáveis.

03-01 Hora de pôr os planos em prática.

Postado por V, às 18:53 0 comentários
Acordou como em todos os dias em que fazia. Mas sentia vontade de mudar algumas coisas. Não queria simplesmente acordar, arrumar a cama e fazer o que lhe pedissem. Iria pedir para fazerem o que queria, faria o que queria, e talvez assim fosse começar bem aquele novo ano.
Viu-se revirando caixas, físicas e mentais, achando coisas perdidas que jurava que nunca mais iria encontrar, tanto dentro como fora. Sorria com algumas lembranças, com outras bobagens, e sentia-se triste pelas vontades que ainda não sumiram, nem mesmo se realizaram.
Era sempre esse o ritual do seus anos que começavam, via-se abrindo velhas feridas, velhas caixas, velhos livros, e sempre ria revendo tudo. Pergunta-se como poderia ter sido tão boba e inocente por tanto tempo. Por que não tinha percebido todos os sinais quando ainda era cedo, por que não disse sim, e por que não disse não.Mas via-se agradecendo por quase tudo o que aconteceu, e por todas as coisas que aconteciam por consequência disso. Quem sabe se não foram por todas as coisinhas bobinhas que hoje ela percebia que ela se tornara o que era hoje. Mais pé no chão, mais realista, mais na defensiva. Mas nunca deixou de ser a garota sentimental que era desde criança.
Leu as passagens dos diários antigos, das músicas que ouvia e dos livros que leu. E reconheceu completamente em todas as páginas, e sabia de quem tratavam, mesmo que nunca tivesse tido um único nome em todas as páginas, exceto de seus ídolos, aqueles que até hoje ela nunca trocara uma palavra. Mas quem sabe, não é?
Sorriu por ter percebido que já faziam pelo menos quatro anos que guardava todas as duas memórias importantes dentro de míseras caixinhas nas divisórias do guarda roupas. Fora algumas folha que ela jogou fora, agendas com textos, e poemas que costumava escrever quando tinha seus 9 ou 10 anos. Viu que toda a parte sentimental da sua vida cabiam dentro de caderninhos e agendas, que acabavam surradas, semi-esquecidas.
Mas jamais as deixaria. Jamais as esqueceria. Não gostavas, às vezes, de reviver aquelas memórias tão intensas e curtas. Coisas que nem mesmo completaram uma semana em sua mente, mas que agora seriam eternas em suas páginas. As páginas que ela mesma escrevia, esperando que alguém um dia pudesse entendê-las. Se é que alguém iria viver a experiência de conhecê-la tão bem ao ponto de saber o que havia naquelas caixas, e naquelas páginas.
Ainda era dia. Ainda o sol brilhava atravessando sua janela e tocando seu ombro. Parecia dizer-lhe que a vida continua, ainda bem. Você pode recomeçar tudo quando quiser, em qualquer dia. Quando estiver preparada ou desesperada. Ela fechou tudo, guardou nos mesmo lugares. Agora sorria. Lembrou-se de quem era, de quem já foi, de quem queria ser. Começou bem, simplesmente com o frescor de velha memórias pinicando-lhe a mente.
Estava feliz. Afinal, era só o primeiro capítulo de um novo volume.
 

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