29 de fevereiro de 2012

bizzzzzzzzzzologia, gente molhada, nomes e francês.

Postado por V, às 20:05
*dia começa com celular caindo com a tela virada pro chão da quadra que é todo bruto , voa bateria, voa capinha, voa chip, voa pai, voa mãe, só não voou a tela e o teclado por razões desconhecidas*
hoje foi mais um dia com prova nem tão surpresa, mas que quase me matou do coração: prova de matemática impressa sem múltipla escolha e com meia folha de espaço só pra resolução em cada página. senti o chorinho se formando no canal lagrimal (jura?!) e pensei: fodeu, eu não sei nada. não sei nem chutar. mas então, coloquei minha dignidade a prova e respondi as 10 questões. sabe quando você mesma não entende o raciocínio que fez na folha? então, faço isso sempre, só pra fingir que sei alguma coisa. mas nunca sei. matemática não é coisa muito legal pra mim. só isso.
eis que faço a prova em 40 minutos (recorde, nunca demoro pra fazer provas) e temos outra uma hora de intervalo. assim, na-da contra uma hora de intervalo. mas é foda quando de 1 lado tem gente fazendo manha por sua causa, e você desconhece motivos. e do outro lado tem gente com cara de "ai, que nojinho, o que esse ser faz perto de mim?" sendo que a pessoa nem me conhece (CERTO QUE. eu não olho com cara melhor pra pessoa, mas convenhamos, mancada isso comigo. eu gosto que as pessoas gostem de mim mesmo sem nunca terem falado comigo. é só que, todos mundo gosta disso). mas então, acho que. como amanhã teremos outra uma hora de intervalo, ou a pessoa ficara perto de mim com cara de nojo, ou ela irá simplesmente sumir, ou irá entrar na rodinha de conversa e né. enfim. *pausa para momento em que eu infiltro em um grupo de 15 pessoa pra perguntar o nome de um ser humano horrível. nem era aposta. deu alouca mesmo.*
depois, tivemos palestra lá da escola de informatica. tipo, legal né? todo ano tem. ninguém nunca faz. mas ano passado deram brinde e tinha outros cursos mais legais. esse ano tá tudo meio pobre. legal mesmo foi rir da tia falando com o microfone desligado e ficando puta com as pessoas rindo por esse fato. quase que eu saí da palestra. se ela tivesse aberto a porta, eu tinha saído toda diva. mas né, não tenho carão de levantar, abrir a porta e tal. não sou tão. rebelde. assim.
eis que temos aula de biologia e o professor dá alouca. eu fico me perguntando quando é que diabos vamos ter aula que envolva algo meio astronômico. não sei. achei que física ia entrar logo no assunto, que química ia ser mais legal pra eru entender a formação das atmosferas de planetas por aí por causa dos componentes químicos, mas me parece que biologia é o caminho mais próximo para tal. mas vai que. enquanto isso, esperamos o dia em que finalmente poderei dizer "foi que". enfim, ok, passou.
aula eventual de português que virou debate de... biologia (diazão lindo, né? cês sentiram a vibe de alegria que assolou minha vida nesse dia raro). papo vai, papo vêm, professor com calça saruel e com carinha de 25 anos, ruivo, barbinha por fazer e alargador de uns 8mm, fazendo as garotas mandarem todos calarem a boca só por que era o professor olhável. queridão decide que teremos que debater sobre assuntos. ele coloca nove asteriscos na lousa e fala: a) eu escolho b) vocês escolhem. *20 pessoas alienadas que curtem falar de putaria e não fazer nada levantam a mão para que os alunos escolham*. fiquei puta com isso na hora, por que eu SABIA, nem é questão de prever o futuro e tal, mas assim, tu entra em uma sala de aula atual, com um bando de gente que mal tem pelinho nas suvaca e pergunta pra eles: "então, seres que por ventura da vida são semelhantes à mim somente na aparência, ou nem isso, sobre o que vocês querem falar?" lógico que 80% da sala vai querer falar de sexo. os outros 20% são meus amigos que curtem mais falar de assassin's creed, pokemon e desastre com cadeiras (rysos), ou são meninas que já cansaram de ouvir sobre sexo. eu sou uma delas. nada contra, sabe? mas é que tem TANTA coisa mais importante, legal, animadora pra falar, que fica meio massante. e é sempre. o mesmo. assunto. desde o ano passado eu convivo com isso, fora as rodinhas de conversa da mãe. os professores falam que vão debater um assunto, e todo mundo quer falar sobre sexo. legal e tal, se informar, mas troca o disco, pls? é que já deu. aí você tenta ver esperança nos outros tópicos: violência, drogas (pode morrer?), artes (finalmente algo que preste), algo que eu esqueci, tecnologia, moda, ecologia e escola nos dias de hoje (ZOOLÓGICO!1!1! tem tudo quanto é animal lá, sem brincadeira). essa é a ordem que iremos conversar os assuntos. os mais podres e repetitivos vêm primeiro. eu senti vontade de dormir pra sempre nessas aulas. professor disse que podia se retirar da sala, e se os assuntos continuarem podres assim, juro que saio. assino suspensão, advertência, expulsão, mas é melhor do que ficar ouvindo o mesmo bla bla bla e coisas de sempre.
*respira e vê o mundo feliz de novo* *não consegue*
começou o "debate" (cliquem, ouçam, vale a pena) faltando 10 minutos para o final da aula, etc e tal, professor solta a linda explicação sobre "se sexo dói ou não dói":
- existe até uma expressão engraçadinha, que é "as garotas ficam molhadinhas"...
*rysos explosivos and eternos vindos do meu grupo de amigos e pessoa da piadinha interna com a palavra "molhada"*
pessoa alienada um para a garota do caso "molhado": ai, como você é boba.
garota molhada ou no verão: é que você não entendeu.
*lindo momento em que você chora de emossaun pela pessoa que é zoada RECONHECER que é zoada.*
eu jurava que o professor ia virar pra nossa rodinha de pessoa e perguntar do que diabos tanto ríamos. mas ele não fez isso. prosseguiu o assunto como se não existíssemos, o que foi ótimo. imagina você explicando: ah, é que tem gente na sala que... pois é. não seria muito legal.
acabou a aula, e eu tinha reparado que o professor em questão tinha uma tatuagem no antebraço. já que eu estava no meu dia de perguntas alheias, perguntei se podia ver a tatuagem. é bem romanticazinha, e é em francês. total reconquistou meu respeito que havia perdido com a calça saruel. finalmente acaba os inferno do dia, posso ir para casa feliz e contente, mas aí aparece mais um ser alienado para eu perguntar o nome por que uma amiga queria saber:
(agora podem dar risada, eu deixo)
*le pessoa andando com as amigas*
eu: ei... qual ser nome?
*le pessoa com cara de "ai meu deus, vou morrer, que pessoa louca é essa"*
pessoa: tal nome, por quê?
*le eu não entendo o nome*
- como?
- tal nome, por quê?
- ah, nada não.
*viro as costas e saio andando como se nada tivesse acontecido*

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