29 de fevereiro de 2012

bizzzzzzzzzzologia, gente molhada, nomes e francês.

Postado por V, às 20:05 0 comentários
*dia começa com celular caindo com a tela virada pro chão da quadra que é todo bruto , voa bateria, voa capinha, voa chip, voa pai, voa mãe, só não voou a tela e o teclado por razões desconhecidas*
hoje foi mais um dia com prova nem tão surpresa, mas que quase me matou do coração: prova de matemática impressa sem múltipla escolha e com meia folha de espaço só pra resolução em cada página. senti o chorinho se formando no canal lagrimal (jura?!) e pensei: fodeu, eu não sei nada. não sei nem chutar. mas então, coloquei minha dignidade a prova e respondi as 10 questões. sabe quando você mesma não entende o raciocínio que fez na folha? então, faço isso sempre, só pra fingir que sei alguma coisa. mas nunca sei. matemática não é coisa muito legal pra mim. só isso.
eis que faço a prova em 40 minutos (recorde, nunca demoro pra fazer provas) e temos outra uma hora de intervalo. assim, na-da contra uma hora de intervalo. mas é foda quando de 1 lado tem gente fazendo manha por sua causa, e você desconhece motivos. e do outro lado tem gente com cara de "ai, que nojinho, o que esse ser faz perto de mim?" sendo que a pessoa nem me conhece (CERTO QUE. eu não olho com cara melhor pra pessoa, mas convenhamos, mancada isso comigo. eu gosto que as pessoas gostem de mim mesmo sem nunca terem falado comigo. é só que, todos mundo gosta disso). mas então, acho que. como amanhã teremos outra uma hora de intervalo, ou a pessoa ficara perto de mim com cara de nojo, ou ela irá simplesmente sumir, ou irá entrar na rodinha de conversa e né. enfim. *pausa para momento em que eu infiltro em um grupo de 15 pessoa pra perguntar o nome de um ser humano horrível. nem era aposta. deu alouca mesmo.*
depois, tivemos palestra lá da escola de informatica. tipo, legal né? todo ano tem. ninguém nunca faz. mas ano passado deram brinde e tinha outros cursos mais legais. esse ano tá tudo meio pobre. legal mesmo foi rir da tia falando com o microfone desligado e ficando puta com as pessoas rindo por esse fato. quase que eu saí da palestra. se ela tivesse aberto a porta, eu tinha saído toda diva. mas né, não tenho carão de levantar, abrir a porta e tal. não sou tão. rebelde. assim.
eis que temos aula de biologia e o professor dá alouca. eu fico me perguntando quando é que diabos vamos ter aula que envolva algo meio astronômico. não sei. achei que física ia entrar logo no assunto, que química ia ser mais legal pra eru entender a formação das atmosferas de planetas por aí por causa dos componentes químicos, mas me parece que biologia é o caminho mais próximo para tal. mas vai que. enquanto isso, esperamos o dia em que finalmente poderei dizer "foi que". enfim, ok, passou.
aula eventual de português que virou debate de... biologia (diazão lindo, né? cês sentiram a vibe de alegria que assolou minha vida nesse dia raro). papo vai, papo vêm, professor com calça saruel e com carinha de 25 anos, ruivo, barbinha por fazer e alargador de uns 8mm, fazendo as garotas mandarem todos calarem a boca só por que era o professor olhável. queridão decide que teremos que debater sobre assuntos. ele coloca nove asteriscos na lousa e fala: a) eu escolho b) vocês escolhem. *20 pessoas alienadas que curtem falar de putaria e não fazer nada levantam a mão para que os alunos escolham*. fiquei puta com isso na hora, por que eu SABIA, nem é questão de prever o futuro e tal, mas assim, tu entra em uma sala de aula atual, com um bando de gente que mal tem pelinho nas suvaca e pergunta pra eles: "então, seres que por ventura da vida são semelhantes à mim somente na aparência, ou nem isso, sobre o que vocês querem falar?" lógico que 80% da sala vai querer falar de sexo. os outros 20% são meus amigos que curtem mais falar de assassin's creed, pokemon e desastre com cadeiras (rysos), ou são meninas que já cansaram de ouvir sobre sexo. eu sou uma delas. nada contra, sabe? mas é que tem TANTA coisa mais importante, legal, animadora pra falar, que fica meio massante. e é sempre. o mesmo. assunto. desde o ano passado eu convivo com isso, fora as rodinhas de conversa da mãe. os professores falam que vão debater um assunto, e todo mundo quer falar sobre sexo. legal e tal, se informar, mas troca o disco, pls? é que já deu. aí você tenta ver esperança nos outros tópicos: violência, drogas (pode morrer?), artes (finalmente algo que preste), algo que eu esqueci, tecnologia, moda, ecologia e escola nos dias de hoje (ZOOLÓGICO!1!1! tem tudo quanto é animal lá, sem brincadeira). essa é a ordem que iremos conversar os assuntos. os mais podres e repetitivos vêm primeiro. eu senti vontade de dormir pra sempre nessas aulas. professor disse que podia se retirar da sala, e se os assuntos continuarem podres assim, juro que saio. assino suspensão, advertência, expulsão, mas é melhor do que ficar ouvindo o mesmo bla bla bla e coisas de sempre.
*respira e vê o mundo feliz de novo* *não consegue*
começou o "debate" (cliquem, ouçam, vale a pena) faltando 10 minutos para o final da aula, etc e tal, professor solta a linda explicação sobre "se sexo dói ou não dói":
- existe até uma expressão engraçadinha, que é "as garotas ficam molhadinhas"...
*rysos explosivos and eternos vindos do meu grupo de amigos e pessoa da piadinha interna com a palavra "molhada"*
pessoa alienada um para a garota do caso "molhado": ai, como você é boba.
garota molhada ou no verão: é que você não entendeu.
*lindo momento em que você chora de emossaun pela pessoa que é zoada RECONHECER que é zoada.*
eu jurava que o professor ia virar pra nossa rodinha de pessoa e perguntar do que diabos tanto ríamos. mas ele não fez isso. prosseguiu o assunto como se não existíssemos, o que foi ótimo. imagina você explicando: ah, é que tem gente na sala que... pois é. não seria muito legal.
acabou a aula, e eu tinha reparado que o professor em questão tinha uma tatuagem no antebraço. já que eu estava no meu dia de perguntas alheias, perguntei se podia ver a tatuagem. é bem romanticazinha, e é em francês. total reconquistou meu respeito que havia perdido com a calça saruel. finalmente acaba os inferno do dia, posso ir para casa feliz e contente, mas aí aparece mais um ser alienado para eu perguntar o nome por que uma amiga queria saber:
(agora podem dar risada, eu deixo)
*le pessoa andando com as amigas*
eu: ei... qual ser nome?
*le pessoa com cara de "ai meu deus, vou morrer, que pessoa louca é essa"*
pessoa: tal nome, por quê?
*le eu não entendo o nome*
- como?
- tal nome, por quê?
- ah, nada não.
*viro as costas e saio andando como se nada tivesse acontecido*

28 de fevereiro de 2012

adeles vibe.

Postado por V, às 20:40 0 comentários
it was dark, and i was over, until you kissed my lips and you saved me. my hands they were strong, but my knees were far too weak, to stand into your arms without falling to your feet. but there's a side to you, that i never knew, never knew. all the thing you'd say, they were never true, never true. and the games you'd play, you would always, always win. but i set fire to the rain. watched it pour as i touched your face. wll, it burned while i cried, 'cause i heard it screaming out your name (...) but i set fire to the rain, and threw us into the flames. well, it felt something died, 'cause i knew that was the last time.

é que eu simplesmente me recuso a absorver o fato de que todos conseguem enxergar as coisas e eu não. eu me recuso a entender o que os outros entendem. eu me recuso a achar que existe alguma coisa onde não tem. eu não sei mais como posso ajudar a pessoa a verem isso, eu não sei como só eu vejo as coisas do modo certo. não sei, é só que eu tenho noção do que é possível e do que não é. e isso o que todo mundo anda vendo não é.
mas. e. daí. né? e só quero entender como é que faz pra ver tudo tão possível assim. quem sabe fazer o tudo tão possível acontecer. pessoas poderiam me ensinar, mas talvez eu estivesse ocupada demais pensando (vendo, querendo, esperando) outra coisa. como sempre.
e aí eu fico nessa adeles (ou seria boyce?) vibe eterna. escrevendo coisas que ninguém vai entender. esperando que ou as coisas voltem no tempo, ou que as coisas mudem pra melhor, ou que a visão dos outros seja realizada. não decidi ainda. por enquanto me encontro procurando alguma chuva para incendiar.

oh, tragedy, tragedies.

Postado por V, às 18:41 0 comentários
estou aqui eu ouvindo a conversa que paira na cozinha. já repararam como as pessoas só gostam de falar de tragédia? assim, pra falar de um assunto bom, precisa se falar sobre pelo menos 946476 assuntos ruins. e esse bom assunto gera outro assunto ruim, e outro... enfim, as pessoas só falam de coisas ruins apesar de uma certa idade e num certo grupo de amigos. ou talvez todo mundo mesmo. são raras as conversas onde todas as pessoas deem risada o tempo todo, ou um grupo de pessoas que fale que coisas animadoras todos os dias. parece que os seres humanos es~tao sempre em busca da nova tragédia para colocar na mesa e discuti-la, como se ninguém soubesse como os próprios seres humanos são criaturas cruéis. talvez a mais cruel que existe, afinal, todos os nossos atos são premeditados, fazemos algo por querer fazer, raramente é um acidente ou necessidade de. acho incrível, depois reclamam que a vida não é mais tão legal de se viver, mas é claro! com todo mundo vendo só a parte negra da história, é difícil mesmo. fortes são aqueles que em meio as tragédias, conseguem achar sorrisos. claro que, sempre rir de fato das próprias tragédias, mas quando assiste a um jornal, não absorve o que é ruim (só algumas coisas necessárias, como aquele político para se lembrar de não votar, aquele pedido de ajuda do meio ambiente, e algumas coisas de economia). se pelo menos fossem saber de todas as coisas culturais... vai, vai descobrir sobre o novo gênio da música. o novo gênio das artes plásticas. vai descobrir que aquela viagem que tu queria fazer agora está cabendo no seu bolso... vai lá descobrir que tem um livro sendo lançado e é praticamente contando a sua história, ou que vai te ajudar a pensar melhor nos seus problemas. vai respirar lá fora, ver a vida passar, o por do sol, quem sabe, não? deixa as coisas ruins só pra quem passa por elas. não espalhe mais sofrimento e tristeza, isso a gente já vê demais, eu acho. vai achar coisas boas para poder sorrir e depois se perguntar porquê. ou nem se pergunte porquê, as coisas deixam de ter beleza quando se saber o porquê delas.
acho que as coisas agora estão todas sobrecarregadas demais. são somente obrigações, pouco tempo para a obrigação de ser feliz. quase ninguém exerce.
falar disso me deixa puta. é só por que eu sempre esqueço de ser feliz também. é só que... coisas que me deixam feliz, ou em paz, não ficam expostas na rua. ou são complexas demais para pessoas conseguirem criá-las. então continuo aqui tentando fazer os demais verem a felicidade, talvez eu me sinta feliz por saber que faço pelo isso direito.
cansei disso. só... cansei mesmo. podia todo mundo dormir hoje e acordar com esse cansaço também. acho mais do que válido e necessário.

27 de fevereiro de 2012

relax, take it nebulas.

Postado por V, às 19:06 0 comentários
eu ia escrever sobre fatos do cotidiano mais interessantes e menos metafóricos, mas existem pessoas que podem ler as metáforas e entenderem as entrelinhas, o que extremamente perigoso. continuemos no status quo.
se é que algum dia saímos dele, não é? status quo persegue minha vida mais do que os azuis, mais do que xadrezes.
mas sabe quando você começa a ver sinais na pessoa, que impede que você se declare em total status quo? então. o problema é que você começa a ver sinais DEMAIS na pessoa. não sinais só da sua cabeça, que parece que a pessoa olha mais pra você ou coisas pequenas assim. a pessoa começa a te atormentar mais mesmo. como que tentando chamar sua atenção, e fingindo que as coisas não são com ela, ou que ela não entende. sabe quando você começa a achar estanho que a te ronde o dia todo? e depois vem o que as pessoas também acham. claro que você vai comentar algo com um amigo ou outro, e quase em todos os casos é a mesma resposta que você recebe? e depois as perguntas mais complexas de terceiros. e depois mais sinais. mas mesmo assim você se recusa a sair da margem segura do status quo, pois sabe que se der um passinho a mais do que o ser humano está disposto, pode fazer todo um desastre acontecer. e ninguém deve gostar de desastres por aqui.
não sei mais. faço as coisas inconscientemente, respondo as coisas inconscientemente sem nem mesmo tentar creditar as perguntas, e depois fico me remoendo com esperanças. esperanças que o status quo tenta afogar, mas os "sinais" não deixam. sei que deve ser só mais coisinha tosca da minha cabeça, sempre foi. sempre é. e sempre será, mas quem sabe... certo, as pessoas andam "sabendo" demais, e eu não quero saber nada do que elas sabem. acho que o psicológico da pessoa já foi atacado, massacrado, pisoteado, espancado etc etc o suficiente por um único mês. chega dessa coisa.
e então, eu resolvo retirar algumas velharias do fundo da vida, e me encontro ouvindo mika e em um estado louco de paixão por nébulas.
explicação 1 mika: relax, take it easy. tatua na vida e segue enfrentando tudo aquilo que te deixa infeliz.
explicação 2 mika: dá vontade de mandar tudo pelo ares e sair por aí como se nada nunca tivesse te magoado. da vontade de ser feliz e deixar os outros felizes. pena que eu esqueço de ouvir todos os dias.
explicação 1 nébula: é infinita. é química. é brilhante. quase ninguém entende.
explicação 2 nébula: dá sensação de espaço, aconchego e conforto. dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo.
"dá vontade de ficar olhando até encontrar o final, ou começo" se aplica até ao assunto anterior do texto. queria saber onde foi que começou e onde vai acabar. mas tenho preguiça (medo) tentar descobrir. fim.

26 de fevereiro de 2012

xadrez... xadrez, timidez e Wearios.

Postado por V, às 17:11 0 comentários
eis que ontem eu achei que tinha achado meu marido. tudo bem que né, eu não vou casar nunca, mas se eu fosse, casaria com a pessoa.
então tá que você vai em uma lugar totalmente sem esperanças, e do nada a vida decide ser linda com você e coloca nesse mesmo recinto uma pessoa bonita. sim, meus caros amigos, as criaturas da tão rara espécie de gente bonita deu o ar da graça em um lugar chulo. e vocês se perguntam o que eu faço em um lugar desses: acompanho papai e mamãe, por que sempre dá pra rir quando saímos com papai e mamãe para lugares chulos. então é só isso o que eu faço lá: tomo conta dos pais e rio. e ontem, fato histórico ocorreu de eu me interessar por alguém. acho que só faltou as pernas tremerem, por que todos os outros sintomas do interesse automático ocorreram. até mesmo as pupilas devem ter dilatado, por que em uma hora para outra quase fiquei cega. POIS BEM. ser humano é tudo o que eu já pedi pra todo santo que minha mãe acredita. e numa camisa xadrez. só faltaram os olhos serem azuis, por que né, sempre tem.
mas como nada nessa vida é fácil, legal e de graça, tivemos um problema: a pessoa era tímida. e bem, eu também sou, e nunca, jamais nessa vida, que chegaria num cara. não sou oferenda pra ir chegando aos destinatários. mas é aquele tímido safado (tipo eu): olha, mas não pega. eu geralmente me arrependo depois, mas tenho bom senso de me valorizar em first place. sobre esse assunto, espero apenas que posso encontrar a pessoa de novo. vai que, né? (o problema é que nunca "foi que", já dizia Natalia Klein)

motivo 1 pelo qual eu não posto tanto: não tenho assunto.
motivo 2 pelo qual eu não posto tanto: até tenho assunto, mas não tenho paciencia para escrever.
motivo 3 pelo qual eu não posto tanto: sou co-autora do We-arios. Então entendam a falta de posts.

23 de fevereiro de 2012

interpol, pessoas merdas e hiatos.

Postado por V, às 18:27 0 comentários
então. carnaval se foi e eu acabei descobrindo que gosto de interpol. eu estou sempre descobrindo coisas que eu já sabia nessa vida. todo mundo sabe das coisas que eu gosto, que eu odeio, e eu sempre sou a última a saber. vai entender.
agora descobri, percebi, admiti e chorei o fato de que toda banda que eu intitulo boa, que vale a pena ouvir por vários meses sem enjoar e ter todos os cds no player do celular... acabam. ou entram em hiatos eterno e eu fico aqui chorando por que só descobri eles um mês antes de se declararem acabados.  e parece que é com as pessoas também. sempre que eu encontro alguém que seja considerável, que seja meio legal e tal, as pessoas ficam assim durante uns dias, um mês. três no máximo, e depois viram uns merdas. vai ver eles já eram uns merdas e eu que não tinha percebido. salvo rarísssssssimas exceções. uma ou duas. mas mesmo assim, todo mundo num ponto da vida vira um merda de marca maior, e acaba todo o encanto. eu já falei disso em textos anteriores. eu enjoo das pessoas, troco por pessoas novas, sinto saudades dos merdas. eles são merdas, sofro com pessoas merdas dos dois lados. mais ou menos como as bandas. não importa o quanto eu ame a banda, as músicas, o quão bem (ou mal) elas me façam... SEMPRE vai aparecer uma música mais legal, de uma banda mais legal e mais nova, que eu vou achar que amo mais do que aquela outra. e aí vai indo. até o dia em que eu percebo que aquela banda dos cds completos no player é a banda que eu gosto de ouvir antes de ir para a aula, durante a aula, depois da aula, voltando pra casa, lendo, quando não consigo dormir. quando não consigo escrever. e passo a ouvir pelo menos uma horinha dessa banda todos os dias. mesmo ainda ouvindo todas as novas e velhas também. mesmo com todos o rodízio, tem aquela que mais importa e marca.
agora troquem as bandas por pessoas. é sempre assim. mesmo tendo aquele bilhão de pessoas novas, sempre vai ter UMA. específica. IMUTÁVEL. que eu vou sempre querer estar perto. pena que não é só ligar o player que ela vai aparecer ali do meu lado.poderia. deveria. mas nunca está. e aí eu fico rezando para que aparece o widget contador de pessoas. junto com um app pra deletar gente desnecessária e fazer atualização de gente que eu sinto falta. ou algo assim.
mas às vezes as coisas que tu mais gosta entrando em hiatos é um pouco pior do que os rodízios. pior ainda quando tu sabe que acabou. não volta. é só aquilo o que tu já sabe, já viu, já imaginou. não vai voltar, não vai acontecer, não vai realizar. tu não vai nunca conseguir. e pode se tratar de bandas, de livros, pior ainda de pessoas. mas é isso. tudo sempre tem uma pausa. às vezes a música toca de novo. às vezes a dança acaba na melhor parte. e tu não pode virar e cobrar isso. não pode. e é isso. tu tem que trocar de música quando isso acontece. trilha nova. pessoas novas. mas a mesma rotina. uma hora vai enjoar. uma hora as pessoas todas vão virar uma merda. e tu vai querer voltar atrás. sempre.

20 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 19:48 0 comentários
eu parei pra pensar na vida dessa vez. eu to sempre parando pra pensar na vida, mas dessa vez eu reparei que algumas coisas simplesmente atrapalham tudo. algumas pessoas na minha vida não deveriam estar nelas, não como eu ando dando valor para elas. algumas pessoas poderiam apenas sumir, não é? eu só levaria o choque de ter que me acostumar com a falta delas, mas logo tudo passaria. deveria ser bem mais fácil assim, so que ter que ficar carregando todo mundo nas costas até o fim. afinal, não mereço isso. não mereço tanta gente idiota na minha vida eu simplesmente sorrindo achando que tá tudo lindo. eu não quero mais que aturar esse tipo de pessoa por aqui. eu não quero mais conviver com esse tipo de pessoa. mas nem todas elas vão embora. elas chegam e ficam, e acham que está tudo bem em ficar bagunçando tudo. a unica bagunça que eu aceito é a da minha escrivaninha, ou a do meu guarda-roupa em dias que eu saio de casa e não tenho saco pra arrumar. eu não gosto muito que coisas desorganizadas, por incrível que pareça. eu tenho pavor quando vejo as pastas desse computador todas desarrumadas, arquivos "jogados" por aí. até pra passar roupas, lavar louça eu tenho que separar por tipos (copos, talheres, pratos, panelas/lençóis, jeans, camisetas...), mas eu ainda não achei um organizador de pessoas na minha vida. seria bom e recomendaria. tipo widget de celular que você baixa e deixa lá cotado: 15 idiotas presentes no seu dia. 3 pessoas interessantes te esquecendo nesse momento. 6 pessoas sendo falsas com você. 1 pessoas pensando em você. 1 pessoas não querendo pensar em você. 1 pessoa que não quer aceitar que você anda pensando nela e que está tentando fugir de você. 1 pessoas se arrependendo por ter fugido. e por aí  vai. super agradeceria a vida se tivesse isso. mas não tem. choremos.
eu não sei muito bem lidar com as pessoas, se vocês já perceberam isso. eu sempre confundo tudo. sempre bagunço tudo com elas, e depois ninguém me ajuda colocar as coisas de volta no lugar. ninguém senta do meu lado, pega minha mão e diz que eu posso chorar em paz. ninguém nunca fica pra nada. só pra terminar de foder minha vida, por que né. profissionais para todos os lados. mas só pra isso. e uma hora eles vão embora também, aí eu mesma tenho que foder minha vida, por que as coisas não andam fáceis esses dias.
acho que vou fazer exatamente o que a mamãe disse: espera até ela ter muito dinheiro, que ela vai adotar todos os gatos que tem por aí.
imaginem eu vivendo de livros, chá e gatos para toda a vida. isso mesmo, com uns 3 amigos apenas. ou melhor, 3 pessoas que eu fale, dentre elas uma é o porteiro e a outra o cara da padaria. talvez a terceira seja a pessoa do caixa. super consigo visualizar isso. já que todo mundo que presta e que não presta eu consigo afastar. todos, sempre. o tempo todo.
se não me engano L. J. Smith vive a base de livros e gatos. deve ser por isso que eu amo tanto essa mulher. além de ter escrito a história da minha vida (foda-se o que vocês vão pensar sobre isso), ainda tem quase que o mesmo lifestyle que eu estou destinada a ter quando ficar velha. super tudo bem com isso. talvez aí eu consiga escrever todas as histórias que eu sempre quis. termine as que comecei e não me desvie quando alguma pessoa nada bem apessoada (tenho dom de atrair tranqueira sem futuro) aparecer por aí.
mas por enquanto eu sou me fazendo promessas que talvez não cumpra. as únicas que consigo são apenas as de ler uma quantia de livros. da qual eu sempre ultrapasso. vou tentar fazer isso com meus objetivos também, finalmente levantar a mão e dizer: atingi pelo menos 26 objetivos esse ano. e não apenas: li 26 livros esse ano. quem sabe.



nota mental: para todo livro que eu terminar de ler, arriscarei uma vontade. no final do ano eu conto as coisas que consegui assim.

17 de fevereiro de 2012

abstrato e eu.

Postado por V, às 20:23 0 comentários
hoje é sexta-feita. pré carnaval e só agora eu parei pra pensar nas coisas da semana. por que hoje disseram que precisaríamos fazer um desenho abstrato. e existe melhor pessoa do que eu para fazer algo abstrato? tudo na minha vida é assim: eu vou desenhando, e cada um vê as coisas como quer. às vezes eu vejo de um jeito e todos o resto da vida vê de outro. às vezes eu tento apagar, mas se eu apagar um tracinho, tenho que refazer todo o desenho. e é sempre assim. nenhuma linha nova fica harmoniosa com as que já estão no papel. nenhuma cor fica bonita perto da que já está ali, mas mesmo assim eu vou passando por cima e deixando tudo um pouco melhor.
nada contra as pessoas que sabem desenhar a tinha óleo as suas vidas, eu não consigo nem mesmo fazer uma linha reta com um lápis H sem deixar marcas permanentes na folha. eu não sei ser organizada na hora de criar minhas formas, e ainda reclamo quando crio formas demais. e não sei deixar as coisas com cores bonitas. ou é tudo branco, preto e vermelho, ou é só cinza do lápis que eu simplesmente borrei. e ficam todos muito bonitos aos meus olhos. não simétricos, não harmoniosos, não alinhados, nem nada disso. mas é a minha confusão. e quando em meio a tudo isso eu enxergo algo bonito, alguma coisa que atraia, que as pessoas batam os olhos e digam: você mesma que fez? ficou tão bom. e eu percebo que não é irônico, eu fico feliz. as pessoas acham minha bagunça tão bonita, mas ninguém tenta arrumar. nem entender. nem eu. se foi feita assim, assim deve ser, não é?
só sei que as pessoas precisam de imaginação para ver as coisas como eu. onde as pessoas veem cabanas, eu vejo gnomos. onde eu vejo um mar, as pessoas veem um deserto. onde eu vejo raso, as pessoas veem fundo. onde eu vejo falta de esperanças, as pessoas veem apenas um obstáculo fácil. onde eu vejo fim, as pessoas veem como como um começo. e assim vai indo. talvez um dia todos nós enxerguemos a mesma coisa. ou não. mais provável que não.

16 de fevereiro de 2012

wrong thoughts, wrong feelings, wrong songs, wrong you.

Postado por V, às 18:48 0 comentários
certo, só mais algumas palavras que eu não tenho pra quem dizer, que eu não sei como dizer. é só mais uma vez que eu estou ouvindo as músicas erradas, pensando na pessoa errada, tendo as vontades erradas e achando que sinto coisas que não sinto. sim, eu sei controlar o que sinto, e nesse momento eu só enxergo uma bagunça. enorme, extrema. mas sei que um hora vai passar. depende de mim, não é? é só de mim que sempre dependeu.
wrong vibe, dude. just today. i don't want this anymore.

14 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 19:30 0 comentários
Eu só me lembro de pensar em você e sentir vontade de chorar. De tudo o que eu passei todo esse tempo, você, o que eu sentia por você, o que eu quero que aconteça entre mim e você, foi o que lotou minha mente naquele pequeno segundo e eu percebi que era tolice minha achar que aquele pequeno pensamento fosse fazer você enxergar alguma coisa… Mesmo de longe. Mas talvez faça, se ele se repetir mais e mais vezes.
Mas foi isso, foi você que eu pedi, foi você em que eu pensei, foi com você que eu sonhei, foi para você que eu escrevi. Tolice ou não, é o que eu sinto e é o que eu quero. Não me importa o que vejam, o que pensem, é isso,é você e fim. E fim não, e começo. Isso, presumo eu, nunca vai chegar a ter um fim. Talvez tenha, mas somente daqui muito, muito, muito tempo.

10 de fevereiro de 2012

03x14 - Dangerous Liaisons

Postado por V, às 20:45 0 comentários
Hoje eu entendi que algumas coisas que nós pensamos nem sempre são o que realmente são. Aquilo que todo mundo vê nem sempre é o que acontece. Acho que as pessoas acham demais, e nunca tem certeza de nada. Essa semana toda me provou isso. O problema só é que eu acho que algo é isso, e não tenho vontade de descobrir se é o contrário. Eu fico bem no status quo. E várias outras pessoas ficam bem no status quo. E reclamam. Reclamam e não agem. É uma contante inércia, e todos acham que está ok. Não está ok. Nunca vai estar.
Só agora, um pouco tarde, eu vejo que as coisas mais sinceras são ditas sem pensar. Aquilo que a gente diz e não percebe que disse. Eu não consigo ter isso, ou talvez consiga, mas só com coisas pequenas. As importantes eu ainda engulo. Não sei até quando, talvez até o dia em que eu explodir, ou até o dia que eu parar de sentir. Se é que eu realmente sinto. A gente nunca sabe essas coisas também.
E a gente sempre sente as coisas certas, pelas pessoas erradas nas piores horas. Existem tantas pessoas esperando alguma fagulha, e conseguimos encontrar qualquer pessoa que não queira, nem mereça, e damos tudo para ela. Só que a gente nunca lembra de cortar o mal pela raiz quando ainda podemos. Eu nunca lembro, pelo menos.
E chega alguém e fala tudo isso na nossa cara: "você só atrapalha as coisas". "você está sendo só um peso". "o que você sente não é certo". E a gente percebe que se fez tudo aquilo por que ama a pessoa, e se ela mesma disse que o que sentimos é errado, tudo bem. Voltemos ao status quo. Voltemos ao cubo de gelo. Voltemos a tudo aquilo o que eramos quando não sentíamos. Voltemos ao começo. Com outra pessoa, talvez. Sozinhos é melhor? Com outras pessoas e sozinhos é melhor.
Mas o passado nunca passa. Nunca deixa de cutucar sempre que pode. E você se vê compartilhando ele com qualquer pessoa. Na mesa de um bar, no sofá da sua casa, sentando na carteira ao lado da sua na sala de aula. Você espera que a pessoa entenda todo o seu dilema, todo o seu problema e ainda acha ruim quando ela faz suposições totalmente contrárias. Você se vê sozinho de novo, ou talvez nem tanto. E se a pessoa te importa em algo, você não vai deixar ela escapar. Não se pode deixar escapar qualquer oportunidade.
E mesmo se o amor quiser que você volte para aquele alguém que você sabe que mais amou, seu orgulho, ou consciência, talvez, tem concretamente construído que você não pode. Não é certo voltar para aquilo depois de tudo o que conseguiu ignorar. É uma coisa engraçada, dói mais você virar as costas, do que reviver tudo aquilo. Mas se conseguiu se libertar pelo menos por um décimo, por que não tentar o segundo? Qual a graça em se entregar para o mais simples?
E mesmo que o amor certeiro for o mais fácil, por que não largar tudo e ainda procurar por algo mais? No final, sempre tem um casal inesperado para chocar todas as pessoas. Qualquer dia possa ser eu. Qualquer dia, não hoje. Nem amanhã. Nem tão cedo assim. Antes eu preciso voltar ao gelo, e sair dele de novo. Sozinha.

"I'll fix myself and go back to you. I love you."
"Thank you for your honesty."
"▬ I'm sorry for trying to keep you alive. Clearly Stefan doesn't give a creap anymore.
 ▬ Are you mad at me for includind Stefan?
 ▬ No, I'm mad at you because I love you.
 ▬ Maybe that's the problem. No... That's not...
 ▬ No, I got it, Elena. I care too much. I'm a liability. How ironic is that?"
"Look, I'm grateful for what you're doing. But I miss you. And I really wish you were here."
"▬ Anyway... Good night.
 ▬ Stefan... Did you really not feel anything?
 ▬ When?
 ▬ How do you do that? Act like you don't care, like you don't feel anything? 'Cause I can't do that. I feel. I feel everything.
 ▬ Elena, stop.
 ▬ I'm not going to stop, Stefan. Because I don't belive that you feel nothing.
 ▬ What? You think I want to be this person? I hurt you, Elena. I bit you. I hate myself for that I did to you.
 ▬ Then show it. Do something. Stefan, anything is better than trying to convince me you don't care.
 ▬ I can't... If I let myself care, all I feel is pain."

9 de fevereiro de 2012

09-02

Postado por V, às 21:48 0 comentários
hoje eu descobri como a vida pode ser meio estranha. sabe quando tu pensa que consegue guardar um segredo e quase todo mundo sabe dele, sendo que tu nunca contou ele pra ninguém? ou quase isso. mas nunca disse o real segredo pra alguém, apenas frases soltas que se a pessoa souber entender consegue decifrar. o que eu não esperava era que pessoas que eu conheço conseguissem realmente decifrar.
e
deixando segredos de lado, acho que algumas pessoas precisam entender que existem poucas oportunidades na vida, e que se tu não aproveita, ela pode demorar aparecer de novo, ou nunca mais aparecer mesmo. ficam esperando que as coisas caiam do céu, como se fosse normal isso. do céu só cai chuva, meu povo. e ainda tem gente esperando que caia amor também. não entendo, mas gostaria. acho que mesmo quando eu tento ser uma pessoa melhor, continuo sendo ruim. ou pior. e só vai piorando. eu não sei como essas coisas só acontecem comigo. eu nunca sei de que lado ficar. nunca sei que lado é o certo, e acho que nunca vou querer saber, também.
e se as coisas fossem mais fáceis? e se eu realmente soubesse que as coisas podem ser feitas? e se todas as perguntas tivessem respostas imediata?
e cada hora o dia parece que fica pior. eis a questão real: por que as pessoas acordam nesses dias? deveria ser proibido viver em dias que os acontecimentos vão ser todos tão ruins. não deveria existir vida. pular, assim, do dia 8 pro dia 10, sem nem sentir falta do dia 9. acho mais válido. deveria ser decretada uma lei dessas.
agora só resta esperar para ver o que acontece no dia após o terror. talvez nada. talvez nada. assim espero.

8 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 22:19 0 comentários
e eu continuo escrevendo pra mesma pessoa que não vale a pena. e eu continuo sendo fechada e guardada para alguém que eu não deveria. e eu continuo deixando escapar pessoas melhores. e eu continuo com as mesmas dúvidas de sempre. e eu continuo aqui, com a mesma trilha, esperando que algum milagre aconteça. e eu continuo com insônia, com saudade, com vontade. com tudo. menos com quem eu queria. só eu de sempre. só o de sempre...

7 de fevereiro de 2012

Acordem.

Postado por V, às 14:49 0 comentários
Tem gente que quando levanta da cama, levanta de olho fechado e ainda reclamada que deu carada na parede. Não entendem que algumas coisas nós precisamos realmente ver, entender e não somente tirar conclusões. Mas as pessoas nunca enxergam além do umbigo. Não que eu o faça o tempo todo, mas sei quando devo ficar quieta no meu lugar e que se a pessoa reclama, é por que têm motivo. Não só para se aparecer como a maioria das gurias que eu vejo por aí.
E mesmo enquanto todos já sabem que as pessoas não são as melhores, não são agradáveis, as pessoas acham que estão fazendo o certo. Acho que pensam que tudo significa: ser popular, amar todo mundo, ter pessoas aos pés delas, casar e acham que a vida vai ser perfeita. Acham que é tudo só elas e delas. Sempre querem que seja como elas querem que sejam.Não aceitam não. Sempre fazem pirracinhas. sempre tão mimadinhas.
Eu só queria. Só queria que por pelo menos um dia essas pessoas pudessem provar um pouco do que é crescer. Se pudessem ver pelo menos um pouquinho de que você não pode levantar enquanto têm gente puxando teus pés pra tu ficar deitada no chão junto com eles.
Já li em algum lugar: Alguns amigos só servem pra te afundar.
Acho que meus pulmões ficaram com medo de nunca mais respirar, e eu me soltei de todas essas correntes que me mantinham tão no fundo que a pressão já começava a incomodar. Não sei quando foi que eu realmente abri os olhos, mas fico feliz por ter sido tão rápido.
E quem sabe, quando essas pessoas acordarem, eu não seja a pessoa que diga "bom dia, você demorou mais do que deveria". Talvez eu faça pior.

4 de fevereiro de 2012

Postado por V, às 15:57 0 comentários
Daqui a pouco a noite chega, e a única companhia que eu tenho é a saudade. Aquela vontade maldosa de querer ver o que não posso, aquele sentimento de falta daquilo que ainda não posso ter. Daqui a pouco minha cama me chama, e nela encontro apenas espaço, onde deveria estar você deitado. Daqui a pouco o frio chega e no lugar dos teus braços terei de usar roupas mais quentes. Depois chega o cansaço e ao invés de deitar minha cabeça no teu ombro, vou deitá-la no travesseiro.
Então, meu amor, você sente minha falta daí onde você está? Se você ainda tem dúvidas sobre mim, eu nunca esqueço você em nenhum segundo do dia. Pra mim, eu e você somos uma coisa só. Nunca deixou de ser, se você quiser saber. As coisas continuam no mesmo lugar que você deixou, o sentimento, a vontade, a saudade e até mesmo o sonho.
Mas enfim mudamos em um ponto, agora não sou uma parte sozinha de dois. Não existe mais espaço para ser preenchido, nem mesmo preenchimento sobrando. Estamos na medida certa, você não acha? Mudamos tanto em tanto tempo. Agora sim acredito naquela história de que se você soltar aquilo que você ama e deixar ele voar, se for mesmo seu, ele volta. Você voltou. Você e minha felicidade voltaram.

1 de fevereiro de 2012

Vida troller define.

Postado por V, às 21:51 0 comentários
Assim. Depois do texto meloso, fizeram a linda questão de julgar a minha decisão de não querer mudar de escola feat. período. Nada contra escola de rycos, mas é que estudar à tarde é tiração. Mas tudo bem. Hoje enfrentei o tão temido 1º K. Temido... Tipo quando dizem que O Iluminado dá medo. Não sei se é por que minha imaginação pra terror tá uma porcaria, mas pelo livro é fraco. Mas é o King, do mesmo jeito que é o 1º K, então sempre podemos esperar surpresas.
Logo na primeira aula foi sociologia. Professor chato, tocando o terror na coisa toda. Depois disso foi fiolosofia feat. inspetora falando que somos uns capetas. Primeiro dia, segunda aula. Levando xingo. A tia entrou na sala pelo menos 10 vezes. Professor de física usa microfone pra falar. Aí ela foi explicar sobre inércia. Não entendi nada além do que eu já sabia. O que não é muito. Tudo isso comigo numa louca vontade de trocar sms com o ser, lembrando do texto meloso e do meu ódio por toda a situação em que estou. Resolvo então ler Discrepância. Olha a burrice da pessoa. Por que não é preciso ser nenhum gênio para saber de: Eu + Carência + Aula + Sms + Discrepância + Esteban = merda na certa.
Tô até achando estranho que nenhuma merda tenha ocorrido. TALVEZ meu juízo estava voltando a ser bom. Tenho dúvidas. Não dá pra confiar ainda. Não vai dar pra confiar nunca.
Então fiquei eu refletindo sobre meus atos sentimentais, enquanto lia "e essa foi minha ultima noite de sono...", com toda a ironia e ambiguidade da vida. Irônico foi que no dia em que eu copiei esse texto, sonhei com o ser. Mais ou menos o texto fala sobre "sonho bom, e com um bom motivo para sonhar com você". Coisas bonitas assim. Fiquei lá lendo essas coisas desejando que o celular vibrasse, mas quando vibrou era a guria sentada do meu lado. Falar pra quê, né? Sms "de graça" existe hoje em dia.
Tá, deixa tudo isso de lado, vamos fingir que eu nunca escrevi sobre o texto melosinho, sobre Discrepância, Esteban e pessoa aqui.
Chego em casa, depois de ser brutalmente empurrada para fora da escola, almoço e me preparo para arrumar a casa. O acordo era esse. MAS, como todos nessa casa tem a linda dificuldade de cumprir acordo, viraram e falaram: vamos para a praia. EM PLENA. QUARTA FEIRA. LOGO NA VOLTA DAS AULAS. Ser normal quem precisa.
Aí fui eu, legal com meus dois fones de ouvido (um para o carro e outro para a praia) e meu livro. Sim, eu vou na praia para... Ler. E ouvir música. Nada que eu não faça em casa. Mas fui. Demoramos mais para chegar do que ficamos lá. Típico. Ah, odeio praia também. Já dá pra notar.
Certo, eu já tentei escrever sobre algo não sem sentido hoje, mas não deu. Texto meloso ainda ronda minha mente e pessoa também. Acho que vou precisar de alguns dias até me desintoxicar do ser de vez. Que qualquer força desse universo do avesso de ajude nisso.
 

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