31 de outubro de 2011

This is Halloween...

Postado por V, às 15:42 0 comentários

Chegou, chegou. Meu dia do ano preferido! É uma longa história por trás disso, mesmo eu nunca tendo saído para pedir doces na rua (sonho da vida), nem mesmo nunca me fantasiei de fato no dia 31, o Halloween é meu dia comemorativo preferido. (Sim, sim, perde pro Natal. Outra longa história que fica lá meados de novembro, e não, não é por causa dos presentes).
Desde pirralhazinha eu era fã de histórias de terror, morria de medo da Loira do Banheiro e da Noiva da Estrada. Adorava sair da cidade e ir para Guararema só para passar pelas "curvas da morte" que tem na estrada que ligam as duas cidades. Sempre via cruzes por lá, e quando voltava, procurava-as e nunca as encontrava. Sempre achei isso algo estranho, mas deixa pra lá.
Algumas pessoas nem mesmo se lembram disso, ou acham que é besteira, mas para mim, é alguma coisa diferente. Não que o dia vá ser diferente, que alguma coisa mude, ou que algo bizarro aconteça, mas pelo simples fato de existir uma história por trás de tudo isso, já faz com que seja interessante. E o que seria dos (meus lindos) vampiros que não fosse o Halloween? Seriam só mais uma lendazinha urbana tipo o homem do saco? E o Frankstein? E os lobisomens? E toda essa fantasia gostosa que faz com que quase todo mundo sinta medo de sair de casa, ou até de ficar em casa à noite?
Sei que não são todos que concordam, mas a gente celebra tanta coisa. Tem dia do poeta, dia do eletricista, dia do fotógrafo, dia do enfermeiro, médico, quimico, lixeiro, operador de máquina, dia do beijo, da saudade, e por que não um dia para todas as criaturas que nossa mente medrosa fantasia? As pessoas ainda não estão assim lá tão mente aberta para o medo que elas vivem aprisionando, e com o passar do tempo, pessoas "loucas" como eu, e meio viciadas na sensação de medo acabam sendo taxadas simplesmente por terem "uma mente mais aberta" para coisas mais fictícias. Não que todas essas criaturas existam, mas a parte espiritual sim. Talvez. Enfim.
E eu não vou ficar aqui falando de toda a história do Halloween, nem mesmo tentando convencer ninguém de que esse é o melhor dia do ano para todo mundo. Nem todo mundo se sente confortável com as criaturas que foram criadas nesse contexto "macabro", que quase nunca geram o medo que esperavam, é mais uma diversão e uma admiração das pessoas que realmente gostam, como eu.
É só para deixar bem claro que isso não é só uma brincadeira de crianças em que são ditas "Gostosuras ou Travessuras?" com baldinhos de abóbora na mão na porta dos outros, é mais o simbolismo, e quase que a vontade de que pelo menos uma noite de todos os anos, todos os monstrengos que a gente imagina saíssem debaixo das nossas camas e de nossos armários, e fossem espantar tudo aquilo que nos faz mal. Depois vir assustar a gente um pouquinho só, por que faz bem sentir medo, às vezes.
E salve aí quem nunca assistiu Sexta-Feira 13, O Iluminado, Poltergeist, O Exorcista ou filmes do gênero e nem mesmo nunca sentiu curiosidade de ler alguma obra de Stephen King. Vale até gostar de Billy e Mandy, A Noiva Cadáver e O Estranho Mundo de Jack. Vale também ser fã do Marilyn Manson e do Ozzy Osbourne. Até sentir medo de Thriller vale.





Happy Halloween com meu Jack Esqueleto, que inspira você até o Natal

30 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:01 0 comentários
Gravando... 07:48
Já é outubro, não é? Quase final dele... E tudo parece tão igual. Não, minto. As coisas estão diferentes. Não lá fora, mas para mim. Aqui dentro, nesse quarto, não percebe?

Um trago no cigarro... 07:52
É que sempre que o final das coisas chegam, eu fico desse jeito meio sem explicação. Não entendo muito bem o que pode acontecer se eu simplesmente colocasse tudo para fora. Talvez ver um apocalipse pessoal, mas as coisas nunca não ser mais as mesmas. Elas nunca foram lá tão normais e eu nunca me senti culpada por isso. Eu nunca quis mudá-las, e acho que elas estão lindas assim. Toda essa bagunça milimetricamente organizada é a coisa mais linda que se pode existir nesse mundo. Não concorda?

Silêncio... 08:15
Eu às vezes preciso de uma pausa longa. Desculpe. Às vezes eu preciso discutir comigo mesma antes de continuar falando. Simplesmente falar lhe parece fácil. Não, simplesmente ouvir para você deve ser fácil. Já que simplesmente não consegue absorver. Nem se quer ao menos escutar de verdade. Isso é um defeito tão ruim, que pode destruir você. Algumas pessoas falam mais do que você pode aguentar, e você deveria ouvi-las. Elas podem lhe fazer bem.
Mas às vezes você precisa ser cego, não é? E simplesmente continuar a construir todo o seu mundo por aí. Desculpa ser eu a dizer, mas uma hora ele vai cair.

Terceiro cigarro... 08:35
Esqueci de me lembrar. Você não se importa. Nunca se importou. Só fica aí assistindo enquanto me destruo. De dentro para fora, você não vê?
Só mais um trago, e eu prometo desaparecer.
Só mais um trago, e eu prometo só reaparecer quando você gritar por mim.
Só prometo reaparecer, quando você perceber que eu sempre te alertei.
Que eu sempre te salvei.

Mais um trago... 08:43
Uma cadeira vazia...
Uma parede branca...
Uma câmera sozinha...

Eu e os nós...

Postado por V, às 17:46 0 comentários
Um dia qualquer eu percebi como eu sou fissurada por nós. Sejam os nós dos cadarços dos meus tênis, nas minhas camisas, nos plásticos e papéis que eu sempre dou um jeito de ficar enrolando ou simplesmente os nós que eu mesma crio em minha vida. Nas amizades, nas rivalidades, nos amores, nos sonhos, em tudo.
Simplesmente não consigo evitar, e quando vejo, ou estão todos de desfazendo, ou são tão fortes que eu não consigo mais soltar as pontas quando necessário. Só me resta a opção de cortá-los definitivamente.
Não que eu me sinta confortável com tudo isso, é só mais uma daquelas coisas que a gente faz sem perceber, sabe? Quando vejo está tudo amarrado, trançado e entrelaçados com pequenos nós, um por cima do outro e assim eu vou acumulando e acumulando. Parece que a vida solta e lisa não tem graça, precisa ficar meio amassada e difícil de trilhar, de suportar.
Talvez seja bom. Assim eu percebo quando algo não vale a pena. Por que simplesmente o nó se desata sozinho, como se as duas pontas não conseguissem conviver uma perto da outra. E quando o nó se firma, eu sei que aquilo pôde suportar mais do que eu esperava. Pena que são nessas situações em que tenho que cortá-los, e reparar as pontas como se elas ainda estivessem intactas, como se nunca tivessem sido unidas.
Algum dia ainda, terei apenas nós bem firmes. Que não tenham a necessidade de serem cortados. Até lá, eu vou simplesmente dando nós em tudo o que posso. E mesmo no que não posso.

29 de outubro de 2011

Postado por V, às 20:40 0 comentários
Quando aprendeu a dramatizar, começou a mentir. Hoje ela mais mente do que se convence da verdade. Ela já não sabe mais quem ela é, só por isso prefere se esconder atrás das personagens que ela mesma cria. Cada dia ela é alguém, ela já até se passou por ele. Nada disso faz com que ela se sinta melhor.
Alias, quem se sente bem sendo alguém que não existe? Ela achava que isso iria ajudar, pobre ingênua que ainda acredita que a fada-madrinha vai aparecer antes do baile. Sim, ela se esqueceu que o relógio ainda bate meia-noite e que o sapato de cristal não vai ficar para trás quando ela sair correndo e chorando.

Paranoia Bucal: Meus germes, seus germes.

Postado por V, às 20:39 0 comentários


Imagine você: Acordando em pleno sábado, com aquele gosto de "bom dia" na boca, amaldiçoando qualquer coisa que esteja entre você e sua escova de dentes. Entra no banheiro, procura no copinho onde sua querida escova sempre esteve, e se depara com ela fora do lugar.Em cima da pia. Recém usada.
Primeiro você tenta se lembrar "eu estava ou não cansada o suficiente para dormir sem escovar os dentes? Ah sim, estava cansada mais do que o suficiente". Então você se lembra que um mais um são dois, e que alguém andou usando sua escova de dentes, de novo.
Agora você fica na dúvida: Fico com os dentes sujos e a com a boca com aquele gosto horrível, ou arrisco com os germes bucais de outra pessoa entrando em contato com os meus? Eu, boa egoísta, anti-social e prevenida que sou, ao me deparar com essa situação, fiz o que foi mais sensato de uma capricorniana egoísta. Voltei para o meu quarto, abri o meu armário e peguei a escova de dentes reserva que estava lá. Eu sempre tive um senso dedutivo dos bons. Então acredito que quando ignorei o pensamento "sua mãe te comprou duas escovas, o mínimo que você deve fazer é deixar uma no banheiro dela, como um obrigada, quem sabe", era uma micro mini premonição para o nervoso que eu possivelmente passaria naquele dia.
Depois de todo o drama de escovar os dentes, eu comecei a pensar em quem poderia ter feito tal atrocidade de usar minha escova de dentes com menos de duas semanas de uso. Não que eu seja tão noiada assim com as minhas coisas, eu sou... um pouco, sabe. Tá, talvez eu seja mais do que noiada com as minhas coisas, acho que é meu defeito mortal isso, mas não acredito que venha ao caso.
É que recentemente já haviam usado minha antiga escova de dentes, me obrigando a comprar outra. Agora tá, por que eu faço tanto circo por uma simples escova de dentes que custa, sei lá, três reais? Por que ela é minha. E tudo o que eu posso dizer ser meu, é meu. Não divido, entende? Mesma coisa com meus amigos, amores, namorados, canetas, livros, roupas, sapatos, cachorros etc etc. Eu fico depois imaginando se alguém usasse algum namorado meu ( se algo louco disso existisse pra mim, né, enfim ) e depois colocasse em cima da cama, com vestígios frescos de que ele fora usado sem a minha permissão com o intuito de ser usado novamente como se isso fosse totalmente comum, achando que eu nem fosse perceber e usá-lo normalmente, sem nenhum tipo de nojo. Ou quando a minha irmã pega minhas calças, e eu só percebo quando vou usá-las e não estão nas minhas gavetas e nem na cadeira. Ou quando estou na sala de aula, procuro uma caneta e vejo que está com o ser humano sentado na minha frente que a pegou sem a minha permissão. Tudo bem que uma calça e uma caneta podem ser devolvidas. A escova e o namorado não. E às vezes eu sinto uma vontade incontrolável de cutucar uma pessoa e dizer "Você me deve R$ 24,50 pelo meu livro que você amassou a capa e as páginas". Mas eu não sou tão má assim. Se não ficar encarando, nem dá pra perceber os amassos no livros. Só para constar, eu não sou lá tão egoísta assim.
O incidente da escova foi há alguns dias, mas só agora eu percebi quem foi que usou ela. No dia já tinham saído 3 pessoas da casa, que ironicamente usam o banheiro ao lado do meu quarto. E quando eu interroguei a mais suspeita, a pessoa disse "Nem em casa eu dormi". E a escova não estava na pia quando eu fui tomar banho, que foi quando o ser já havia "dado a fuga". Então, com minha pequena massa cinzenta meio adormecida ainda, eliminei o suspeito.. Estaca zero com a investigação escova.
No dia seguinte o suspeito número 2 estava escovando os dentes, normalmente. Eu não estava vendo, mas ouvia. Minha melhor espiã foi verificar e... Não era ele quem estava usando a escova. Menos um na investigação.
Decidi deixar pra lá. Afinal, é só uma escova. E se eu fosse ficar totalmente descontrolada procurando quem foi que a usou, eu acho que não iria dormir à noite. Mas deixei ela no copinho, como se eu nada soubesse do caso.
Agora eu penso, se eu não sou capaz nem mesmo de impedir alguém de usurpar a minha escova de dentes roxa, nem mesmo a laranja, o que eu vou conseguir manter intactamente meu na vida? Eu já perdi tanta coisa, dinheiro, canetas, borrachas, controles remotos, ursos de pelúcia, camisetas, acessórios, amores, amigos, parentes, pessoas importantes... O que seria mais uma escova usada por uma entidade que parecia nem mesmo pertencer a essa casa? Enfim, segui minha vida normal com a minha nova - e nem tão especial - escova cor-de-rosa.
Foi quando ontem, antes de entrar no meu banho pré-cama, lá estava minha velha amiga roxa, sobre o tubo seco de pasta dentária no peitoril da janela do banheiro. E só tem uma pessoa que escova os dentes enquanto toma banho em toda a casa. Agora sim eu entendo por que deixei para usar a escova rosa por último. Não vai ser nenhum dos meus irmãos que vai roubá-la. Afinal, acho que ninguém é bêbado o suficiente para escovar os dentes com uma escova cor-de-rosa sendo um homem, não é?
Uma boa estratégia, que se eu dobrá-la, posso proteger muitas das minhas coisas ainda. E ainda me deu uma certeza que sempre é o primeiro suspeito a ser culpado, e que nem todos dizem a verdade, mesmo quando é uma pergunta retórica e totalmente banal como a do tipo "você usou a minha escova de dentes?".

27 de outubro de 2011

Paranoia Mortal: Aliens, Elenin, Nibiru, 2012 (e Zumbis)

Postado por V, às 22:51 0 comentários
Tá, tá. Falar disso é um porre, mas só na tag "Paranoia alguma coisa" eu posso simplesmente falar qualquer coisa que se passa na minha cabeça. Afinal "Paranoia Comum". E quem é que nunca ficou meio "AI MEU DEUS TÁ CHEGANDO" quando pensou em 2012?
Apelos à parte, tem gente que realmente acredita nessas coisas Profecia Maia, Nostradamus, o Sol explodindo, Elenin e Nibiru, civilizações "se reencarnando" e o Papai Noel dando tablet pra todo mundo.
É que eu não sei se vocês sabem, mas eu sou meio viciada em astronomia. Sempre gostei desse tipo de coisa, sentar no chão olhar pra cima e esperar a Lua girar ou tentando achar alguma constelação.
Recentemente eu andei lendo alguns blogs, que por um momento pareceram interessantes, mas aí começaram a falar de Nova Ordem Mundial, profecias Maia e civilização extraterrestres vindo "limpar" o planeta. Então minha gentre, desculpa, aqui é meio que vida real e não filme de ficção cientifica. Até mesmo nosso querido Apophis já foi descartado de colidir com a Terra ao que vem. Sabe como anda o trânsito galático, deu uma atrasadinha e ele só chega lá pra 2030.
Aí tá, agora aparece de tudo. Teoria sobre a Lua ser uma nave e que tem um planeta gigante que foi "expulso" da via láctea e etc etc. Mas assim, a galáxia é meio grande, alguns trilhões de bilhões de quilometros e tal, não sei se vocês percebem, e tudo bem que uma coisa próxima "demais" pode estragar o balanço gravitacional, o campo magnético e bla bla se resultando em (lindas) auroras boreais e mares neon na califórnia. Até os deuses gregos andaram virando ET's e ninguém foi avisado. Vai saber se o prefeito da sua cidade não é um deles também? Por que, sabe, eles são super inteligentes e tem disfarces.
Depois vira todo mundo Illuminatti, também. A culpa sempre é dos Illuminatti. Vai ver são eles mesmo que estão fazendo a conexão espaço-Terra.
(falando sério, cof cof)
Hoje em dia, a mente humana está meio traumatizada. Ou são as pessoas esperando que a volta de Jesus aconteça logo, ou que a profecia Maia seja mesmo real, ou que o mundo acabe amanhã. O mundo acaba se preocupando com coisas muitas vezes inúteis, sem nexo e improvaveis de se tornarem realidade tão logo. Tudo bem que podem ser fatos históricos. Tá escrito ali, EU LI! Mas (destaque aqui) PODEM ser. Ninguém sabe. Nenhum guru, vidente, sei lá, já teve 100% de acerto nas visões e profecias. Ainda não existiu nenhum profeta que fizesse de todas as suas visões reais. E às vezes, pelo menos para pessoa céticas como eu, cansa ficar vendo, ouvindo e lendo esse tipo de coisa. "Mas é você quem procura ler essas coisas". Não. Eu procuro ler sobre coisas que sejam realmente interessantes, que talvez eu até meio que ingresse em uma carreira sobre algo do tipo, mas tem umas coisas tão absurdas, mas tão absurdas, mas TÃO ABSURDAS, que dá vontade de tirar "a erva" do chazinho desse povo. Deve ser muita LSD numa mente só, por que a coisa não tá fácil.
Que o mundo vai acabar, vai. Como diz a minha mãe, ele acaba todo dia, pelo menos para algumas mil pessoas que morrem ao longo do mundo. E "nasce" um novo mundo todo dia também. Acho que os pensantes de hoje em dia pensam alto demais. Fantasiam mais do que é saudável. Agora vai que todo mundo se mata em 21/12/2012 e no dia seguinte nasce um dia lindo, e comum, diferente do que o restante dos "espertões" acreditavam.
Vai da cabeça de cada um pensar o que quiser, claro. Acredita ou não qualquer um, e só sei que tem gente que acredita em coisas que passam na TV. Daqui a pouco vão dizer que vampiros realmente existem, lobisomens também, as Bruxas não foram todas queimadas, o Pé Grande faz um tour pelo mundo de avião e que o seu colega de trabalho/escola é um alien, por isso você deve arrancar o disfarce dele e revelar quem ele realmente é. Coelhinho da Páscoa também vai te dar muuuito chocolate.
Ou seja, o mundo não vai acabar amanhã. Elenin é só um cometa meio suspeito, pode até ser um cluster e Nibiru estar "de carona" nele, mas se fosse realmente pe ter AQUELE abalo galático, já teria tipo, até por que eles andam rondando a Terra. (Irônico, não? Tanto planeta e eles vem parar justo entre o Sol e a Terra). Reza a lenda até que é um buraco negro. (Aí sim, corre pras colinas).
Quem sabe, um dia, talvez, os amigos de cabeça e olho grande apareçam pra "por ordem na coisa toda". Por enquanto eu prefiro imaginar como seria um ataque zumbi.
Por, favor.

26 de outubro de 2011

And I guess that's why they call this love...

Postado por V, às 15:23 0 comentários

(Devido problemas técnicos esse post "musical" não tem música. Mas se puder, pesquise por "Anberlin - A Perfect Tourniquet" e ouça. Grata)

"I'm not sure if you can call this romance / You see we have chaged since the start / Even togheter, we look distant, lonely and apart"
Parece que foi há tanto tempo. Escrevo agora como se apenas soubesse de lembranças que eu mesma inventei, assim logo imagino que elas não tenham existido. São tão distantes e tão minhas, que somente em meus mais íntimos e longos sonhos eu poderia criar. E você quase sempre aparece neles. São raras as noites em que fecho meus olhos e não te vejo. Mas é assim que as coisas devem seguir. Separando-nos enquanto ainda pode, para que não haja tanta dor mais para frente.
"But we both look the other way / Pretend still believe when they say / And I guess that's why they call this love / Sadly unpredictable / And I guess that's why they call it love / Fade and fatal"
Estranho mesmo são os outros enxergando por nós. Assim, simplesmente assim, todos ainda dizem o que querem enxergar e nem sempre é o que realmente acontece. Acho que você nunca percebeu isso, já que não há quem observe por você, mas em minha todos continuam sussurrando como ainda há futuro. E ainda dizem que há amor. Amor? Não. Quem sabe. Talvez ainda haja, mas não meu por você, e nem de você por mim. Previsível, você acha? Talvez sim.
"...Is getting hard to stay / But even harder to let go / Tell me, now, darling / Is this how do we thought love was meants to go? "
E mesmo sabendo que o fim é preciso, é difícil deixar com que as coisas simplesmente passem. É sempre assim, não acha? Alguma hora a ferida tem que curar, e eu acho que para mim estão sobrando só algumas cascas que teimam em cicatrizar. Mas eu vou conseguir. Eu não preciso de mais uma incerteza. Não preciso de você. É assim mesmo que você imaginava que o amor é? Eu já o conhecia.

24 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:22 0 comentários
Liga aqui pra casa e diz que o tempo parou. Parou quando você esqueceu que me amava, quando as lembranças foram embora e foi nessa hora que tu percebeu que as coisas começaram a ser diferentes. Sentiu falta das suas coisas, aquelas que eu nunca quis te devolver. Viu que o por do sol nunca mudou e que o ponteiro do relógio já não tiquetaqueava mais.
Queria saber se a loucura atingiu você também, ou se é só comigo que essas coisas acontecem.
Postado por V, às 18:21 0 comentários
Pelo caminho eu olhava a chuva que caia no vidro do carro, a coisa que eu mais gostava era de ver a chuva caindo nas janelas, era um tanto quanto inspirador, sempre imaginei como uma corrida das gotas, e no final elas de transformavam num acumulo de água, ou pelo caminho se juntavam e formavam uma gota só. Assim como algumas pessoas, nascem em pontos diferentes, mas todas tem o mesmo destino e viram a mesma coisa no fim das contas…pó. Algumas são maiores que as outras, algumas são mais rápidas que as outras, mas no final ninguém é melhor do que ninguém. Por que as pessoas não enxergam isso antes do fim?

Eu pensei...

Postado por V, às 18:20 0 comentários

Amsterdam - Anberlin

Eu pensei ter dito que era o fim. Você não chegou a ouvir? Tinha até uma música pra enfatizar a coisa toda: "This could be the end...".
Eu pensei que estávamos na mesma linha de pensamento, por que isso era o certo a se fazer. Esquecer o passado, dar apenas passos para frente. Não adianta tentar voltar atrás e consertar, por que nunca vai ser o mesmo, nunca vai ser bom igual. E por que ouvir o que os outros dizem, não é mesmo? É sempre melhor ouvir o que nós mesmo temos a dizer e temos a pensar. Se formos nos basear no que as pessoas dizem... Acho que nunca iremos sair do lugar.
Engraçado quando dizem: "você se acostumou com ele", sim, no começo. No final me acostumei a ficar sem ele. É assim que tudo tem que ser, não? E se eu sempre parar para olhar para trás, jamais vou mudar de posição. Sempre aqui, para sempre aqui. Como se o mundo, o tempo, a vida tivesse parado. E não é bem por aí. As coisas mudam, é o sentido natural da existência. Nascer, crescer, mudar, morrer. Fim.
Depois alguém diz: "você até admira aquele cara que parece com ele". Não, ele que parece aquele cara que eu já admirava e nem sabia. Não tem conexão. Eles nem se parecem, pra informação de alguma pessoas. Antes que continuem falando algo do gênero.
Ainda insistem: "você não esqueceu". Claro que esqueci, mas aí algum se lembrou de me lembrar disso tudo. Do passado, do gosto bom, das ligações e... de tudo. Como eu iria conseguir esquecer afinal? Mas eu tentei, juro que tentei.
E fiz errado, não é? Ah, eu ainda escrevo aqui sobre todos esses pensamentos banais. Eu deveria simplesmente apagar tudo, como se apaga uma linha torta ou uma palavra errada. Ninguém nem vai perceber, nem mesmo vai lembrar. Talvez só fique ali marcado na página, mas a gente escreve por cima. Ninguém nem vai perceber.
Ou talvez percebam.

21 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:49 0 comentários
A: Você não tem medo de não ser feliz?
E: 
Defina feliz.
A: 
Ter um amor pra chamar de seu, ter uma família, um emprego, conseguir conquistar seus sonhos... Sei lá, ser feliz, como nos filmes e nas novelas, sabe?
E: 
Ah, ser feliz de mentira? Não, não tenho medo disso. Tenho medo só de ficar sofrendo pela vida. Amar sem ser amado, esperar demais e não conseguir nada... Essas coisas que realmente acontecem.
A: 
Mas o que passa na TV não é ser feliz de mentira. Eu acho que pode mesmo existir esse tipo de felicidade.
E: 
Quer saber? Cada pessoa constrói cada tipo de felicidade. Talvez existam duas pessoas que misturem dois tipos dela, e formem um só. Entende? Talvez a sua felicidade de mentira se junte com a minha felicidade de verdade. Nunca se sabe.
Postado por V, às 18:48 0 comentários
Acho que vou embora daqui. Não pra saber se alguém vai sentir falta, nem mesmo para saber de quem eu preciso. Na verdade, eu não me importo se alguém for lembrar de mim, se lembrarem, é algo bom, se não lembrarem, tanto faz. E eu não preciso de ninguém, só de mim. Você nunca percebeu isso?
Vou dar um tempo, vou dizer adeus, mesmo que seja pra voltar um dia. Quase todo mundo, quase sempre, volta. Sabe, é só vontade de cortar as cordas, de deixar algumas coisas e angustias para trás. Você entende? Não, você não deve entender.
Pra mim não existem necessidades das quais eu não possa viver sem. Eu vivo sem um amor, eu vivi sem a minha razão, por que eu preciso de uma base pra viver? Eu já me tenho como base, como razão e como amor, pra que vou querer me envolver com outras pessoas que com certeza vão me machucar depois? De sofrer eu entendo bem, às vezes faz bem, mas eu quero deixar isso de lado. Chega de sentir dor.
Entenda como quiser. Se quiser dizer que eu fugi, tudo bem, eu realmente fiz isso. Se quiser dizer que eu desisti, tudo bem, eu sou uma desistente assumida. Se quiser dizer que eu não deveria fazer isso, tudo bem, já me disseram isso milhares de vezes e eu nunca dei ouvidos. Se quiser dizer que vai estar aqui quando eu voltar, tudo bem. Quem sabe talvez um dia eu volte. 

19 de outubro de 2011

Eu e "ele"...

Postado por V, às 15:22 0 comentários


Quando eu escrevo algo para "ele", não significa, exatamente, que exista um "ele" específico. Quase tudo o que eu escrevo nesse meu status-quo é mais ou menos uma prece disfarçada de sentimento real para que alguém acidentalmente corresponda o sentimento que não existe. Ainda. Como quando a gente reza baixinho antes de dormir, só que eu gosto de expor minhas "orações" por aí.
Muitas pessoas acham que se é necessário amor para poder por aquelas lindas palavras para fora, mas a maioria dos grandes escritores tinham tantos amores ao mesmo tempo que acabavam não amando ninguém no final das contas. E pode-se ver, o textos mais marcantes são aqueles que falam da falta, e não aqueles que falam da presença. A saudade sempre foi mais bonita, mais concreta, mais real. Quando o amor bate a nossa porta, a gente fica tão... admirado com ele, que acaba esquecendo de verificar se ele é mesmo de verdade... Às vezes ele é só coisa da nossa cabeça. Tipo aquelas coisas que não existem, mas na cabeça da gente a gente consegue pegar na mão, segurar, apertar. Como se aquilo fosse de verdade.
Meu "ele" é assim. "Ele" pode ter vários rostos, cara dia "ele" parece com alguma pessoa. "Ele" não existe, mas lá, bem fundo dos meus mais remotos pensamentos, "ele" é real e eu posso tê-lo o quanto eu quiser, do modo que eu quiser. Mas é só até aparecer um "ele" que seja realmente adequado. Até lá todos os eles que aparecerem, eu vou moldando até, na minha cabeça, eles terem a forma dessa pessoa que não existe, mas é real.
Agora sim, parece que eu andei ficando louca, mas acredito que muitas pessoas já se sentiram assim. Pode não ser com uma pessoa. Um objeto, quem sabe. Um lugar, um sentimento. Todo mundo já pensou que tinha alguma coisa, mas na verdade era só imaginação. Mas a imaginação era tão boa, que parecia ser real.
Então a gente fica assim, sem saber direito se acordou mesmo do sonho.
Postado por V, às 14:46 0 comentários


Ando preocupada demais, estressada demais, desiludida da vida demais. É como se todos os meus problemas estivessem guardados dentro de uma caixa, e eu sem querer, por curiosidade idiota fui abri-la.
São coisas demais, de uma vez só. São sentimentos demais, pra um coração só. É dor demais pra uma vida só. São pensamentos demais pra uma cabeça só.
Eu já tentei dizer, eu já tentei esquecer, eu já tentei compartilhar, mas todos se fazem de surdos e mudos. Eles acham graça, eles riem. É sério.
Eu queria entender por que eu gosto tanto de músicas, de livros, de chocolate, de animais e de palavras. Não existem mais do que apenas um motivo. Todos deles sempre estão pra lá pra me confortar quando as pessoas não estão.
Queria entender por que eu já me acostumei tanto em viver sozinha.
Queria entender por que eu já não confio mais em ninguém.
Queria que alguém me entendesse.

18 de outubro de 2011

Postado por V, às 12:16 0 comentários

A: Se você soubesse como dói…
E: O que dói?
A: Dói tudo! Sinto dores no coração, na cabeça, nas pernas, no estômago, nos braços, nos olhos… Até respirar costumar doer!
E: Nossa, deve ser dificil. Mas como tudo pode doer ao mesmo tempo?
A: Ah, quando você se sente sozinho, é fácil as coisas doerem. A cabeça dói por imaginar demais, pensar demais, às vezes sinto como se meu cérebro fosse explodir em mil pedacinhos. Os olhos doem por sonharem demais. Às vezes eles querem chorar, mas nunca conseguem, isso faz eles doerem mais ainda. As pernas doem por caminhar demais nessa estrada, às vezes elas encontram alguns buracos e saem machucadas, mas mesmo assim nunca param de andar… Nem de doer. Os braços doem por ficarem estendidos demais, esperando um abraço que nunca chega, mas ele nunca se encolhem.
(Silêncio)
E: E o resto? Por que o resto dói?
A: Os pulmões parecem doer por nunca terem o ar que precisam. Aquele ar que só aquela pessoa poderia fazer você respirar… Bem, isso você não deve entender. E o estômago dói por ficar abaixo do coração e do cérebro. O coitado parece ter de engolir tudo… Digerir é o pior. Imagine digerir borboletas mal educadas, palavras, confusões, sonhos, vontade e batimentos cardíacos.
E: Deve doer muito… Mas, e o coração?
A: Ah, esse já dói por simplesmente bater, bate tão triste. O meu às vezes dói por não ter achado outro coração para fazê-lo bater feliz.

17 de outubro de 2011

Postado por V, às 14:53 0 comentários
Um dia eu fui conversar com uma velha senhora que as pessoas diziam sempre que ela sabia dizer coisas que você teria medo de ouvir e refletiria sobre isso durante um tempo. Perguntei à ela o que ela mais sentia falta da juventude dela. Ela me respondeu:
- Eu sinto falta da atitude dos jovens! Antigamente, bem antigamente, quando alguma coisa não os agradava, os jovens faziam alguma coisa, eles sempre se rebelavam e não só sentavam em um canto e choravam, como os jovens de hoje fazem. Hoje vocês aceitam qualquer porcaria que os mais velhos dizem e isso tem que mudar! Os jovens de hoje em dia não vivem, eles criam uma rotina e reclamam de tudo, mas não fazem nada pra mudar!
Tive que reconhecer que era verdade, então ela me olhou e com uma voz mais doce, prosseguiu:
- Mas o pior é que vocês ouvem, pensam em mudar, mas tem medo. Todos os que vem aqui e me perguntam isso, ouvem a mesma resposta, mas nunca mudam… Vocês nunca mudam…
Eu a agradeci por isso. Ela teve a sabedoria de fazer com que eu visse a pior coisa dessa geração. Ela fez com que eu saísse da minha rotina e mudasse alguma coisa.

16 de outubro de 2011

Postado por V, às 16:53 0 comentários


Eu sinto como se estivesse morrendo. Morrendo de dentro pra fora, começando pelos sentimentos. A dor é inexplicável, é bem pior do que sentir uma lança em brasas atravessando meu coração.
Eu queria aproveitar mais a vida, eu queria ver todos os melhores elementos de tudo o que eu vivi, eu queria esquecer que eu deveria fazer tudo diferente, que eu deveria fazer alguma coisa.
De qualquer modo, estou morrendo, deixando pra trás todas as oportunidades de uma vida inteira. É ruim, mas talvez alguém ainda exista e esteja vindo me salvar disso tudo. Mas, só talvez.

15 de outubro de 2011

This could be the end...

Postado por V, às 20:16 0 comentários

The End - Kings Of Leon

E perguntam de nós como se ainda pudéssemos ser apenas um. Como quando fomos no passado. Eu rio quando falam de você, quando acham que eu ainda me importo com o pouco que restou. Mas é o bastante, você não acha? Imagino que o que ainda restou depois do fim, seja o natural. Não se deve pôr mais daquilo que não se pode desperdiçar. O tempo continuou correndo e nunca nos impediu de viver.
Pena daqueles que ainda reescrevem o passado. O futuro é aquilo que importa, você não concorda? Deixa o que passou para trás e olha para frente, gurizada. Pensa que coisas melhores estão vindo e me ajudem a encontrá-las. Aquilo que eles ainda julgam ser bom, para mim já não serve mais. Todo mundo percebe quando o fim vai chegando.
Logo as lembranças vão sumir, eu sei. Logo tudo não vai passar de um simples borrão que aconteceu na vida de alguém, e todas as coisas vão mudar. Para melhor, eu espero. É o ciclo natural das coisas, evoluir, não regredir.
E de qualquer forma, ainda vai existir aquela uma pessoa para te lembrar de que nem todos te viram as costas totalmente. Algumas pessoas até fingem que partem, mas do nada de apresentam tão vivas dentro de ti, que até assusta. E sempre vai ter alguém para te confundir e te lembrar que talvez não, o fim não tenha chego.
Quantas vezes já não disse que ia desistir? Não que eu tenha acreditado em uma delas, mas agora acho que é realmente verdade. Esse pode mesmo ser o fim, e é melhor que nós nos agarremos nele.

Mas e o amor de verdade?

Postado por V, às 17:33 0 comentários

Creio que muitas pessoas ainda acreditam nessa fantasia que desde os contos de fadas nos fazem sonhar: o amor. O amor verdadeiro. Príncipe e princesa. Pessoas perfeitas, em casamentos perfeitos, com crianças perfeitas e duas cadeiras de balanço na varanda quando a idade avançar. Todo mundo um dia já se imaginou assim, não é? Ou pelo menos queriam que suas histórias acabassem assim.
Mas ninguém nunca disse que essas coisas são quase impossíveis, não é? Hoje em dia é difícil duas pessoas se amarem cara-a-cara. Sim, digo isso por causa dos namoros virtuais, a distâncias. Consigo contar nos dedos todos os que deram certo. E ainda sim as pessoas reclamam que o amor não existe mais. Que todos estão sofrendo e coisas do tipo. Mas o problema de verdade é que ninguém consegue mais dar a cara a tapa, dizer Eu te amo olhando nos olhos, andar de mãos dadas e fazer todo aquele clichê romântico, sabe? Domingo no cinema, abraço debaixo das cobertas num dia de chuva. Essas coisinhas pequenas.
Eu não sei se é só comigo, mas fico me perguntando onde foi parar o "amor de verdade". Não o amor que você vê retratado nos textos vagantes por aí, aquele amor de dói, que alegra com pouco. Mas assim, aquele amor que parece que não existe. Aquela coisa de saber sentir o que o outro está sentindo, como se fosse uma ligação mental, que só aparece nos filmes. Parece loucura o que eu disse, não é? Mas imagina só, você gostar tanto de alguém, e esse alguém gostar tanto de você, que vocês nem mesmo precisem falar para saberem o que o outro quer, ou o que ele está pensando. Imagina existir apenas o ato de sentir. Sentir-se feliz, sentir-se triste, sentir-se confuso, tudo isso quando a outra pessoa também está se sentindo. Pra mim isso é amor de verdade.
Quando dizem pra mim, como no caso dos meus avós paternos, que quando minha avó piorava do câncer, meu avó ficava gripado. Mas mesmo assim ele pegava o trem todos os dias aqui na minha cidade, pra ir até o hospital na capital onde minha avó ficava, até ela melhorar. Todos os dias ele ia lá de manhã e voltava à noite. E quando ela melhorava e voltava pra casa, a gripe do meu avô passava. Isso sim eu sempre achei que fosse amor. E conheço mais outros casos de amor nesse intensidade. O engraçado é que são todos com idosos. Parece que eles conhecem o amor melhor que todos, não é? Amor de idoso sempre foi e sempre vai ser mais bonito do que qualquer coisa no mundo.
E às vezes eu fico me perguntando se um dia eu vou chegar a ter algo assim. Ser tão dependente de alguém, que só o pensamento de passar alguns minutos longe já vão ser torturantes. E saber que a pessoa sente o mesmo. Essa reciprocidade de necessidade, de pensamento, de vida.
Às vezes eu me pergunto se algum dia eu vou conhecer alguém, que eu vou sentir realmente a vontade de me prender a ela. Em todos os sentidos. Físico, mental, sentimental. Me prender a ela e não mais me separar. E que essa pessoa vai sentir o mesmo. Seremos dois presos por vontade, como Camões já dizia. "Amor é estar preso por vontade", e não esse clichê todo que as pessoas nos vendem hoje em dia. O amor de 24 horas, hoje eu te amo, amanhã eu já não o faço mais, e você vai sofrer, ou dizer que vai sofrer.
Mas e o amor de verdade para você? O que seria isso?
Na verdade, eu acho que fiquei louca. Ou que minha mente de vidas passadas ainda me acompanha e ela ficou presa em algum momento entre os anos 20 e 60, que faz com que eu não consiga me adaptar aos conceitos de vida comum de hoje em dia. Eu ainda acredito que o amor "como antigamente" ainda possa existir em algum coração singular, que só vai deixar de ser singular quando encontrar o meu. Esses pensamentos egoístas que existem por aí.
Mas quem sabe algum dia alguém não me responde o que aconteceu com o amor de verdade.
Postado por V, às 16:58 0 comentários


Uma distração à mais. Um tempo pra mim. Mais um copo de angustia e tristeza.
Eu deveria entender tudo o que se passa aqui dentro, mas quando mais eu tento, mais fica complicado. Acho que vou desistir. Desistir de você, desistir de alguns sonhos, desistir de acordar amanhã. Só semana que vem.
Sabe aqueles dias em que você pensa “Eu deveria ter ficado na cama”? Então, estou em um desses dias.
E não vem ninguém pra me ajudar.

13 de outubro de 2011

Paranoia Amorosa: Ela gosta dele, eu sei disso!

Postado por V, às 20:09 0 comentários

Não, eu gosto de ninguém, pra começo de conversa.
Não entendo de onde as pessoas (A.K.A: minha mãe e garotas da escola) tiram que eu saio gostando de todo mundo a torto e a direito. Se eu gosto de alguém, eu vou é gostar de mim e pronto! Não gosto, e fim.
Mas todo mundo sempre precisa dar uma de vidente, mãe de santo, cartomante e prever o futuro, ou presente, tanto faz, e sair falando que eu gosto das pessoas. E não é um simples gostar, aquela coisinha de dar risadinha quando fala o nome, abaixar a cabeça quando tocam no assunto. Todo mundo fala como se eu fosse perdidamente apaixonada pelo cara, como se eu não vivesse sem etc etc. E o pior é que em cada lugar que eu vou, eu tô gostando de alguém. Parece que eu sou uma das piores vagabundas que existe, sabe?
E isso me incomoda, por que de tanto as pessoas falarem na minha orelha, eu começo a ouvir elas, e acabo me confundindo com o que mesma sinto. Não que eu seja assim tão influenciável, mas é que eu fico procurando os "sintomas" do amor quando as pessoas falam certas coisas. Eu começo a ficar idiota perto dos meus supostos "amores" e acabo me dividindo entre a minha realidade e a realidade inventada pelos demais.
Então, eu acho que se você é alguém que está ocasionalmente todos os dias fora da minha cabeça, não sabe o que eu sinto, não lê meus pensamentos nem minhas emoções, você deveria calar isso o que chama de boca, e parar de criar boatos falsos sobre o que eu supostamente deveria estar sentindo. Mas, oh, claro, isso é perfeitamente impossível para os demais ao meu redor fazerem. E é pior quando você diz "não, eu não gosto" e faz aquela cara de nojo. Todo mundo vai olhar pra você e falar "taí, negar é o primeiro passo". Não, negar é dizer a verdade, na maioria dos casos.
Agora vocês conseguem entender a diferença? Ou até mesmo a importância de vocês se manterem calados? Isso irrita, além de criar boatos e reputações que as pessoas nem mesmo merecem. Não é por que vocês acham algo, que isso seja verdade. Você comentar, o famoso entrar-por-um-ouvido-e-sair-pelo-outro, até vai. Mas fica batendo na mesma tecla eternamente não vai dar certo. Não vai fazer se tornar realidade. E isso vale pra quase todos os assuntos da vida.
Cansei de responder sempre as mesmas perguntas e ainda ser contrariada. Só isso.

12 de outubro de 2011

Round, and round, and round...

Postado por V, às 15:57 0 comentários

E sempre acaba do mesmo modo. Sempre a mesma cadeira com os mesmos pensamentos. O sentimento de vazio, de falta é o que sempre muda, simplesmente vai crescendo e nunca pára. Nunca se preenche esse espaço que não fora guardado para simplesmente nada. Ou talvez seja guardado para alguém, mas ninguém se incomodou em ocupar.
Acontece bastante, nas melhores e piores família. Minha cabeça continua dando voltas e mais voltas. Os mesmo pensamentos sempre aparecem quando eles deveriam ter deixado de existir. É a mesma vontade que me assola desde que eu descobri como era "viver" assim. Incompleta, com meus pedaços espalhados por algum lugar que eu nunca me lembrei onde é. Alguém se sente assim também?
Eu sempre tentei transformar tudo isso em palavras, mesmo quando tinha um falso assentamento nessa espécie de buraco. Eu tentava sempre fingir que tudo estava bem, tudo estava bonito. Quando na verdade eu só queria um abraço de qualquer pessoa, quem sabe. Mas nada nunca pareceu bastar, nada nunca pareceu ser o suficiente. E eu sempre fui me calando cada vez mais, até que percebi que ninguém iria perceber meu silêncio, e nem mesmo adiantava eu sair gritando por aí, que ninguém iria ouvir também. Eu fui ficando invisível, cada vez mais, até que eu decidi sumir de vez.
Eu sumi, minha personalidade sumiu, minha voz sumiu, mas minha cabeça e meus pensamentos continuam aqui. Dando voltas, voltas, e mais voltas. Alguns pensam que eu me incomodo com isso, mas é só uma questão de tempo até eu perder os sentidos, e explodir. Quem sabe um dia eu não me descontrole e volte a ser o que eu era. Quem sabe um dia eu me descontrolo e passo a ser quem eu sempre me imaginei sendo.
Enquanto o mundo vive lá fora, enquanto todos fazer as besteiras que acham que definem a vida como "boa", eu fico aqui, apenas pensando, planejando. Dando voltas e mais voltas.
Postado por V, às 12:24 0 comentários


Ele viu que ela o encarava, então deu um sorriso amigável e fez com que ela se sentisse confortavel para se aproximar.
Ela se perguntava o que deveria falar quando chegasse a mesa. Tinha medo de dizer alguma coisa errada e fazer com que ele se arrependesse.
Ela não esperava pelo o que aconteceu.
- Oi. - Disse ele sorrindo, com um cigarro nos lábios.
- Olá… Posso te fazer uma pergunta? - Disse ela insegura se deveria mesmo dizer isso, ou se meter em assuntos que não eram da sua conta.
Ele olhou para ela, um tanto confuso, mas assentiu, de modo que a deu coragem.
- Por que você fuma?
Ele a olhou confuso novamente. Pensou em como responderia, tragou de novo o cigarro e soltou a fumaça na direção dela, o que a fez assoprar a fumaça de volta pra ele. Por fim, ele sorriu.
- Você não entende, certo? Bem, você vê um cigarro, mas para mim… E para outros fumantes nesse lugar, pode ser outra coisa. Eu vou te fazer uma pergunta agora. O que mais te incomoda? - Ela não disse nada, simplesmente o olhava com um pouco de medo, até que ele prosseguiu: - Bem, o que mais me incomoda são meus problemas. O que mais deve te incomodar em um cigarro é a fumaça, ou talvez o cheiro. Eu odeio ambos. Então eu juntos tudo, transformo meus problemas em fumaça e cheiros desagradáveis. - Ele tragou novamente e soltou a fumaça para cima da garota de novo e continuou: - Eles vem de fora, vocês os coloca pra dentro de você, eles fazem mal para você e você os cospe para o mundo de novo…
- Então você não fuma cigarros, e sim seus problemas. É isso? - Disse ela timidamente.
Ele sorriu e apagou o cigarro. Cruzou os braços na mesa e a olhou nos olhos. Ela parece relaxar, mas ainda assim recusava-se a se sentar à mesa do estranho.
- É o jeito mais fácil que eu encontrei de acabar com eles. Eu vou me matando aos poucos, fazendo com que eles saiam de dentro de mim. Assim como todas as pessoas fazem para tirar os problemas deles da cabeça. Os meus param no pulmão e impregnam a vida de outras pessoas.
Ela sorriu para ele e finalmente puxou uma cadeira. Ela queria prolongar aquela conversa. Ela queria conhecer mais aquele estranho que usava bem as palavras. Ela queria descobrir um modo (mais saudável) de acabar com todos os problemas da sua vida.
- Agora sim, entendi.
Ele a olhava com certa curiosidade, certa ternura. Ele queria saber mais sobre ela, prolongar aquele momento. Talvez hoje ele achasse aquela inspiração que faltava há tanto tempo. Talvez, só talvez.
- Então, como você acaba com seus problemas?
Ela demorou responder. Mas por fim entregou:
- Eu não acabo com eles. Somente sobrevivo com isso.

10 de outubro de 2011

Desmontando uma História de Amor

Postado por V, às 17:32 0 comentários

As histórias sempre começam, continuam e terminam do mesmo jeito.
Tudo sempre começa em um dia que você realmente não espera encontrar alguém para se apaixonar. Mas encontra. Nesse dia você conhece aquele cara lindo, que nunca tinha visto na escola, na rua ou ele acabou de se mudar para sua cidade. Geralmente, você vê ele uma vez e não fala nada. “Se for pra ser, vamos nos encontrar outro dia”, e vocês se encontram. Conversam. Você percebe o quanto vocês tem em comum. O inevitável acontece, você se apaixona.
Depois disso você volta para casa e liga para a amiga, passa horas falando de como a risada dele é linda e o sorriso…bom, é o sorriso mais lindo do mundo. Ela até pergunta quem é o príncipe encantado, mas você não entrega de primeira, espera o segundo encontro, por acidente ou de propósito mesmo. Vocês se vêem de novo, e ele parece mais bonito (como será possível?), vocês trocam telefone e ele até te abraça. O resto do dia você espera ele ligar, ele não liga. Você dorme esperando que ele ligue no dia seguinte. E ele liga. Marca com você em um lugar qualquer, depois da escola ou no final de semana. Você passa horas imaginando tudo, escolhendo suas roupas e a maquiagem, cabelo solto ou cabelo preso. Tanto faz.
Você liga pra sua amiga, passa mais horas falando em como ele é o cara dos seus sonhos, o amor deixa todo mundo perfeito. Ela implora pra conhecer o cara e você acaba cedendo, afinal, é sua melhor amiga.
Chega então o dia em que vocês vão se encontrar e você vai com sua amiga, mas só mostra quem é o cara e vai sozinha falar com ele, sem surpresas. Horas de conversa, muita conversa. Depois o beijo, aquele beijo que faz sua barriga formigar e sua cabeça doer, de tão quieta e vazia que ela fica. Ah, aquele beijo. Aquele mesmo, que você sonhou durante todos os outros dias, semanas, que você não quis que tivesse fim. Sim, esse mesmo. Aquele beijo.
Durante semanas ele te manda mensagens fofas, você todas as noites liga pra ele, só pra dormir com a lembrança de sua voz. Depois de algumas semanas, vocês estão namorando. Todos sabem, sua mãe adorou ele, seu pai…bom, os pais sempre acham que você é nova demais para isso, mas quem se importa? Você o ama, e ele te ama também. Vocês são felizes.
Todos sabem, aquela invejosa sabe, a ex dele sabe, uma menina que vai se apaixonar por ele também sabe. Você descobre o ciúmes e as vezes não esquece do controle. Vocês brigam. Você chora horas para sua amiga no seu quarto, se entupindo de chocolate e sorvete. Quando você acha que não pode chorar mais, no final do dia ele não liga e no dia seguinte mal fala com você. Você chora no banheiro, você não quer perdê-lo. Eis a hora que ele chega com flores, aquelas flores idiotas que fazem seu coração derreter. Mas quem liga para flores quando você tem os braços dele? Aquele abraço que faz o mundo parar? As flores idiotas que voltem para a terra, ele é seu. Ainda é seu.
Tudo fica perfeito, até a próxima briga. Dessa vez você não chora, você tem a razão, você sabe que tem a razão. Ele te liga mas você não atende, de repente, ele não é tão perfeito assim. Você não se importa, depois de um dia você vai querer ele de novo, você só precisa dormir.
“Tudo bem então, acabou”. É isso que ele te diz depois disso tudo. Aí sim, você chora. Como ele pode te deixar? Depois de tudo o que vocês passaram, de toda a felicidade, depois das flores, das brigas, de todo esse amor? Como?. Sua amiga se desespera, querendo que você melhore. Você melhora, depois de pelo menos 3 semanas.
Mas você ainda não consegue sair de casa. Depois de mais algumas semanas você sai de casa, simplesmente por sair. Não chamou as amigas por que não quer ouvir mais um “Nossa, mais um pouco achei que você ia simplesmente se trancar naquele quarto, precisava mesmo sair. Você está bem mesmo?”, isso você ouviria quando tivesse forças para ignorar. Só daqui algumas saídas, sem sentido ou rumo, de casa.
É então que você o vê. Ele é mais bonito do que o ultimo, o sorriso dele parece muito mais bonito e inspirador, as roupas parecem mais legais, o jeito de andar mais confiante, tudo parece melhor do que o ultimo.
Era alucinação ou ele olhou para você e sorriu, para você? Talvez sim, talvez não. Você balança a cabeça, querendo afastar qualquer pensamento que possa acontecer tudo de novo, as feridas ainda estão novas demais. Por um segundo, você não lembra delas, mas você quer que elas estejam ali.

De qualquer forma, aconteceu. E você ama um estranho, de novo.

9 de outubro de 2011

Postado por V, às 17:48 0 comentários

Aprendi com a vida que não existe aquele tipo de homem perfeito e meigo. E se existirem, eles foram mudando ao longo de um relacionamento. É sempre assim, você nunca vai encontrar aquele cara que te beije com amor e afeição no primeiro encontro, ele não vai te mandar um buquê de rosas no dia seguinte, e nem nos próximos 3 meses, ele ainda não vai te ligar de madrugada perguntando se você está bem, nem nada dessas coisas que aparecem em filmes e seriados. Aliás, qual seria a graça dos filmes se o que acontece neles é verdade? Nenhuma.
Então, se você, garota ou mulher, espera que apareça um príncipe encantado montado no cavalo branco, esqueça. Contente-se com aquele cara que anda a pé, faz você rir e te conhece como ninguém. Ele pode não ser perfeito ainda, nem mesmo você é, ele só precisa de tempo para fazer com que o amor apareça e ele mude.

Claro, você consegue... (Não)

Postado por V, às 17:15 0 comentários

Ser humano nenhum deveria dizer que tudo é possível. Algumas coisas nasceram para serem impossíveis, e você nasceu para querer conseguir justamente isso. Quando tropeça na vida de alguém que vive te repetindo "Sim, você consegue", você acaba acreditando fielmente nisso, e quando percebe que não, você não consegue, acha que é o fim do mundo e a culpa é do mundo por você não ter sido um pouco mais racional e perceber que era realmente algo extremamente fora do seu alcance.
Não sei se sou só eu, mas eu sempre tenho o senso do "Não, você não consegue" quando eu me encontro diante de planos impossíveis. Parece até histórinha de gente pessimista, mas a vida das pessoas realistas é um pouco menos dolorida do que a vida dos sonhadores. E sim, todos os dias eu acordo, imagino que o dia vai ser lindo, mas só de por o pé pra fora da cama e já sei que não vai ser. E nunca é. A rotina nunca é boa. Entrar no carro e ir encontrar pessoas que você não suporta 5 dias por semana não é bom. Passar seis horas do meu dia em uma sala onde a maioria das pessoas deve ter algum retardo mental não faz parte do meu conceito de "dia bom". Passar o dia todo pensando em coisas que nunca vão acontecer não faz parte da minha expectativa de "boa vida".
E mesmo sabendo que tudo o que te deixa mal é culpa inteiramente sua, você ainda não aceita o fato de que a culpa é sua. Que você está errando em algum ponto, e que por algum defeito do destino você não vai conseguir atingir aquela sua meta ainda esse ano, essa semana, nesse dia. Espera mais um pouco, ou você nasceu de seis meses? A vida sempre vai ser uma espera, seja ela a espera na fila do banco ou na fila de "melhoria de vida". Senta e espera, e não acredita na pessoa que vai olhar nos seus olhos e dizer "Sim, você consegue" como se todos os seus desejos vão cair do céu e se realizar ali, na hora. Repito, senta e espera.
Tudo bem, quando se quer muito uma coisa, você realmente consegue. É verdade. Mas ninguém nunca olhou bem no fundo dos seus olhos, colocou a mão nos seus ombros e disse: "Sim, você consegue. Mas antes tu vai quebrar muito, muito mesmo, a cara. Entendeu?". E nada na vida vem com etiquetinha "isso vale a pena, continue". Até por que nada na vida tem embalagem, se é que você entende o que eu quero dizer. E se tivesse seria muito fácil. E se tudo fosse possível, seria muito fácil também. Só acho que todo mundo ficou meio acomodado e quer tudo facinho ali na hora.
Então, não. Você não vai conseguir tão fácil. Pode ser até que consiga, mas vai demorar um bom tempo, tudo bem? E não, eu não sou pessimista. Sou realista e prática. Se uma coisa está exigindo muito esforço, não vale a pena. Segue em frente que vem coisa mais fácil e mais recompensante por aí.

8 de outubro de 2011

Paranoia Social: Eu e as pessoas.

Postado por V, às 14:33 0 comentários

Tenho fobia de me apegar às pessoas.
Para mim é sempre o mesmo ritual: conhecer, gostar, simpatizar, perder. Por isso tenho medo de gostar de alguém, seja amigo ou um amor mesmo, sou daquelas pessoas que conhece e já pensa em como seria perder a pessoa. Pensar assim faz com que eu dê valor para cada sorriso que a pessoa dá quando eu falo alguma coisa idiota, pelo menos não vou dizer que só aprendi quando perdi.
Não sei se faço alguma coisa de errado, se enjôo rápido ou seja lá o que for, não existe uma única pessoa que eu tenha conhecido na vida que continuou do meu lado por mais de um ou três anos. Eles sempre vão embora. Eu sempre lembro de todos.
Deve ser por isso que demoro à dizer que gosto de alguém, deve ser por medo de acreditar que alguém vá ficar comigo por um longo tempo e no dia seguinte eu ver que a perdi.
Perder alguém para o tempo é a pior coisa que eu já experimentei na vida.

7 de outubro de 2011

Postado por V, às 18:39 0 comentários
Às vezes ele fica lá, sozinho, conversando com o seu silêncio. Ele faz com que as coisas pareçam tão naturais, ele faz a solidão parecer tão boa. É, ele faz.
Eu sinto vontade de ir quebrar isso algum dia, perguntar por que diabos ele sempre fica sozinho, olhando pro nada, sem nunca falar com ninguém, sem nunca olhar para ninguém. Talvez ele entenda o prazer de ser sozinho, talvez um dia eu vá e faça com que ele pare com isso.
Mas ele faz isso parecer tão bom.

Ex-Passado-Futuro-Presente

Postado por V, às 18:07 0 comentários

Isso, é um adjetivo só. Se desse pra juntar tudo em uma única palavra ficaria mais fácil de escrever.
Mas alguém entende quando você quer que o passado fique no passado, mas o presente acaba meio que colado junto com o passado que nunca se soltou do futuro? Passo por isso constantemente, até o momento em que alguém aparece com uma tesoura e corta tudo isso.
Mas às vezes a tesoura está meio velha, meio que com defeito, e ficam aquelas pontinhas que não se desgrudam, e sempre fazem com que alguma maldita lembrança apareça. Até aí tudo bem, todo mundo lembra de alguma coisa sempre. O problema começa quando as pontas estão grudadas dos dois lados, e aí acontece de que nenhum dos dois lados se decide ou tenta tomar partido. Fica numa coisa impressionante de ninguém nunca saber de nada. Indiretas não são o suficiente, mas é só isso o que acontece.
Não que eu ache que seja certo voltar e fazer o caminho todo. Ou pelo menos voltar só até o ponto em que se perdeu, ou "pegou um atalho", mas às vezes não é nem certo nem errado. É melhor. É melhor por que você realmente aprende que valor se dá quando se tem, não quando se perde. Não quando se ainda tem, mas não pode pegar. É como quando você compra um chocolate mas fica se mordendo para não comer. É seu, está ali, te esperando, e você fingindo que não existe. Até a hora em que você se cansa, abre a embalagem, vai comendo, comendo, em dois minutos acaba e você "O quê? Acabou?". E aí você troca por outra barra. Mas "Ex-Passado-Futuro-Presente" não é tão fácil quanto resistir a chocolate. Nem mesmo tão fácil quanto trocar de barra. A unica coisa "fácil igual", é a hora de "comer".
Esse termo tem todo um paradoxo, todo um tabu por trás. Afinal, se é ex, por que você ainda quer? Por que, ah... Ficou mais bonito. Por que eu ainda gosto... Ué. Acontece. A gente faz cada loucura, né? Depois fica tentando consertar, e... Surpresa. Não tem como consertar. Apesar de vocês já se conhecerem, é claro que vai parecer que são estranhos de novo. Imagina outra primeira conversa? Outro primeiro encontro? Não, não vai ser a mesma coisa. Você sempre vai lembrar do que fez, tentou ou quis nesse meio-tempo. E ele também. Vai ser como começar tudo do zero, tudo.
É, a fase "pós-termino" não é tão fácil assim. E eu acho que vou precisar aprender mais algumas coisinhas antes de costurar tudo de novo, ou cortar de vez. Mesmo sabendo que a segunda opção não vai tardar. Ou não.

6 de outubro de 2011

(10-11) Alguma carta perdida...

Postado por V, às 13:34 0 comentários

Guria, o que aconteceu contigo? Eu lembro que da ultima vez que nos encontramos, você era mais interessante. Você ria mais, sorria. Parecia feliz, parecia gostar das pessoas ao seu redor, e agora, tanto faz como fez. Aliás, melhor o seu ditado: “tanto faz, como não fez”. O que você deixou de fazer nos últimos tempos?
Deixou de acordar mais cedo pra dar pelo menos uma iluminada nesse rosto antes de pôr a cara pra fora de casa? Deixou de escolher melhor suas roupas e não se importa quando suas unhas ficam curtas? Sei que não gosta quando pensam que você é fútil e prefere andar de tênis, mas todo mundo de elogia quando usa sombra cinza, delineador, costas nuas e salto alto. Não que você deva ir assim pra todo lado, mas estando assim,sem toda essa basiquês idiota, tu fica mais bonita. Tu gostava de se ver assim no espelho, não é? Imagina as pessoas que te veem na rua. Guria, nenhuma incerteza da vida merece que tu fique desse jeito. Esqueceu que o mundo gira e novas pessoas aparecem?
Sabe mais o que tu andou deixando de fazer? Aquilo que tu antes dizia ser sua vida… Lembra? Lembra que tu gostava de escrever? Brincava de pintar as palavras e as coisas ficavam lindas! Tu esqueceu que as pessoas diziam que era tudo mesmo muito lindo, e hoje em dia suas palavras são apenas aquelas que tu copia da lousa da escola ou da apostila dos seus amigos? Lembra que tu acreditava que tudo o que tava escrito no seu diário virava realidade, quando tu escrevia com vontade? Ainda mais quando debochava, como se fosse brincadeira. Aquilo virava lei do seu resto do ano, lembra? Era idiota, mas era verdade. Virava realidade e tu carrega até hoje, não percebe? “I really want blue eyes”, te lembra algo? E o que tu conseguiu? Isso mesmo.
E hoje, o que tu escreve? Só quando já tá tudo escorrendo pelos olhos, tu coloca tudo pra fora como se fosse uma obrigação, não mais aquele prazer de antes. Não é falta de inspiração. Tu nunca precisou de inspiração pra escrever suas poesias sem rima. Nem mesmo na quarta série, que tu escrevia até em embalagem de qualquer coisa pra não esquecer depois.
Repito: O que aconteceu contigo? Bota um sorriso nesse rosto, relembra das coisas do teu passado, procura tua felicidade no bolso das outras calças e vai a luta, mas dessa vez de cabeça erguida. Não fica aí, só sentada vendo TV e comendo chocolate. Eu sei que te faz bem, não só psicologicamente, e que teu organismo também sente falta, mas engorda. E tu não quer ficar mais gorda, né?
Tu mudou demais, guria. Agora tu é aquilo o que nunca quis ser. Dura por fora e molenga por dentro. Acha que aguenta, mas quando percebe que não aguenta mais nem uma brisa de vento sem blusa acha que a única coisa que tu precisa é de um abraço. Se abraça, então, caramba! O mundo vai ser melhor quando tu aceitar e acreditar de novo que só precisa de ti, mas que os outros também são importantes. Junta todas as peças que jogou fora no caminho, reata os laços que tu cortou enquanto estava passando por aqui, e comece a entender que o mundo é muito mais bonito e colorido do que tu se acostumou a ver. Chega de tons marrons, pinta tudo de vermelho, já que você adora e coloca aquela música que te anima. Não aquela nova que eu começou a ouvir agora pouco, mas aquela antiga, que tu ouvia há uns 9 meses e relembre como as coisas eram boas, e como vão melhorar agora.
Não quero mais te ver com olhos inchados de sono, nem com penteado feito pelo travesseiro. Tu nunca foi desse jeito, por que é agora? Volta a ser o que tu era, algumas pessoas sentem falta disso. Eu sinto, guria. Eu sinto.
Espero que isso tenha um pouco de efeito sobre ti. Espero que faça algum efeito. Te vejo quando tu precisar de novo, ou simplesmente quando entramos em harmonia se tu refizer seus passos e consertar seus erros. Até breve, eu penso.
Com amor, seu “eu” que sente falta de ti como era antes.

5 de outubro de 2011

Paranoia Territorial: Meu espaço, seu espaço.

Postado por V, às 21:53 0 comentários

Sabe aquele incomodo momento em que você está devidamente quieta no seu canto, no seu quarto, e de repente, chega um ser humano, no mínimo sem educação, e nem se dá ao luxo de bater na porta antes de entrar?
Claro que isso não acontece se você tem sua própria casa, mas no caso de pessoas como eu, que vivem em residências abarrotadas de pessoas, é bem comum de que alguém entre no seu quarto a qualquer momento e sempre te dê aquele belo susto, mesmo se você não estiver fazendo nada de mais.
O que, eu acredito, as pessoas não entendem, é que se existe alguém cujo prefira ficar sozinha, significa que ela não quer você por perto, nem mesmo se for pra dar bom dia ou pra perguntar como que foi na aula. Ela quer ficar ali, na cama, lendo um livro, ou vendo TV ou simplesmente dormindo, sem que ninguém incomode. Acho que deveria existir um tipo de "lei de trânsito dos corredores": Da porta para fora, você faz o que você quiser. Da porta pra dentro, eu quem mando. E ai de quem desrespeitar!
Não entendo qual a graça de invadir assim, o espaço privado das pessoas, sem nem mesmo dar um aviso. Eu que sempre fui tão educada, e sempre bati na porta antes de entrar, ainda tenho que conviver com pessoas que entram de madrugada no meu quarto para simplesmente se olharem no espelho! Não nasceu ninguém pra merecer uma coisa dessas, não é? Ainda se fosse para pegar algo de útil, ou perguntar sobre alguma coisa importante, mas não, o espelho do meu quarto deve ser mais legal, com efeitos alucinógenos, para querem sair do banheiro querer entrar lá sem nem perguntar.
 

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